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Nota Dez !



 Beatriz Fagundes

SURPRESA ZERO O REBAIXAMENTO DA ESCOLA DE NITEROI QUE OUSOU HOMENAGEAR O PRES. LULA QUE TRABALHA PARA O POVO!
SERIA ROMPER COM A SUBMISSÃO À CASA GRANDE!!!
QUAL PRESIDENTE FOI ALGUM DIA HOMENAGEADO PELA ELITE BRANCA?
NENHUM!
A INVEJA É O PIOR DEFEITO DA ALMA HUMANA!
A ESCOLA ACADÊMICOS DE NITEROI ENTROU DE FORMA DEFINITIVA PARA A HISTÓRIA DO CARNAVAL DO RIO DE JANEIRO!
O LATEGO DA CASA GRANDE FOI EXEMPLAR RÁPIDO PRA DAR EXEMPLO!
LAMENTO PROFUNDAMENTE POR TODOS OS INTEGRANTES DA COMUNIDADE QUE ESTÃO CHORANDO O CASTIGO CRUEL A QUE FORAM SUBMETIDOS!
LAMENTO!
GOSTARIA DE SABER QUAL A CAPACIDADE COGNITIVA DE CADA UM DOS JURADOS!
SERÁ QUE 'ENTENDERAM' O QUE ASSISTIRAM?
O QUE PARA ELES PODE PARECER UMA VITORIA, A DERROTA DA ESCOLA O TEMPO VAI PROVAR QUE FOI UM TIRO NO PÉ DOS GOLPISTAS, BOLSONARISTAS E CONSERVADORES DA DIREITA RADICAL BRASILEIRA!
PERDER UMA BATALHA ESTÁ LONGE DE PERDER UMA GUERRA!
AS ARQUIBANCADAS APLAUDIRAM E O POVO CANTOU JUNTO FOI SUCESSO!
AS VERDADES MOSTRADAS COM CRIATIVIDADE ESPETACULAR NAS "ALAS" E CARROS ALEGORICOS NÃO PODEM SER APAGADAS E FICA CLARO QUE QUANTO MAIS OFENDIDOS 'ELES' FICARAM MAIS CONFIRMARAM QUE A ESCOLA NÃO MENTIU!!!
ESCREVO EM CAIXA ALTA DE PROPÓSITO POIS ESTE RESULTADO É EMPOLGANTE!!!
COMO A VERDADE DÓI!!!
A 'ACADÊMICOS DE NITERÓI' NUNCA MAIS SERÁ ESQUECIDA NOS CARNAVAIS NO BRASIL E NO MUNDO DO ESPETÁCULO E DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO DEMOCRÁTICA!!!
DO ALTO DO MULUNGU SURGE A ESPERANÇA: LULA OPERÁRIO DO BRASIL!!!
NOTA DEZ!!!
Rosa Maria Feijó
Oi assino embaixo Beatriz Fagundes. Abraço




Nota 
Preferi colocar o texto exatamente na forma que a autora, Beatriz Fagundes, publicou.  

Rosa Maria - Editora do Por Dentro Em Rosa



@zediogopt Parabéns acadêmicos de Niterói #academicosdeniteroi #carnavaldoriodejaneiro #viradouro #apuracao #lula ♬ som original - Zé Diogo

Lula : Sua maior virtude é nunca esquecer de onde veio e ter como meta de vida O Bem

 

@tilica141

♬ som original - Rosa do Criador

A Globo boicotou o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao Presidente Lula

 


A luta de classes na Sapucaí: Tuiuti, Acadêmicos de Niterói e o papel da arte

Francisco Fernandes Ladeira

Muitas vezes, os intelectuais progressistas – em sua maioria adeptos do academicismo – não conseguem explicar de forma acessível os recentes retrocessos do Estado brasileiro. A grande mídia, menos ainda, uma vez que ela própria faz parte desses retrocessos. Assim, por razões óbvias, acaba distorcendo a realidade.

Diante desse cenário, cabe à arte traduzir de forma acessível ao público o (conturbado) contexto político nacional dos últimos anos. Em 2018, a escola de samba Paraíso do Tuiuti, em seu desfile na Marquês de Sapucaí, relacionou diretamente a escravidão ao desmonte das leis trabalhistas durante o governo Temer. Além disso, denunciou a chamada “classe média coxinha” que foi às ruas pedir o impeachment de Dilma Rousseff, alegando combate à corrupção. Mas esse ódio ao partido da presidente tinha, na verdade, motivações mais profundas. Conviver com pobres em aeroportos, jovens periféricos em rolezinhos nos shoppings centers e pretos nas universidades públicas é demais para um segmento da sociedade que ainda não assimilou a Lei Áurea.

Neste ano, foi a vez de a Acadêmicos de Niterói, logo em sua comissão de frente, ilustrar as sucessões presidenciais desde 2010. Lula, o homenageado pela escola, com sua enorme popularidade no segundo mandato, conseguiu eleger sua sucessora, Dilma Rousseff.

Seis anos depois, a primeira mulher presidenta da República sofreu um golpe de Estado. Na comissão, é mostrado o vice da época, Michel Temer, roubando a faixa presidencial. Na sequência, Lula é preso para não ser eleito presidente novamente em 2018. Como efeito colateral, um palhaço fascista que fazia arminha com a mão – conforme apresentado pela escola – chegou ao Planalto. Após o desastre desse desgoverno, Lula volta para seu terceiro mandato. Covardemente, o palhaço não reconhece a derrota e se recusa a entregar a faixa presidencial a Lula, que sobe a rampa do Planalto com o povo brasileiro. Ou seja, foi elucidada toda a interpretação dos fatos que, ironicamente, foi escondida pela Rede Globo, emissora que transmitiu o desfile.

A temática “soberania”, agenda positiva do governo Lula, foi a tônica da evolução da escola, com críticas a Trump, aos “Patriotas da América” e uma alusão ao viralatismo de Flávio Bolsonaro, que, diretamente dos Estados Unidos, conspirou contra o próprio país. Outros temas atuais também foram mencionados: a “taxação BBB” (bilionários, bancos e bets), a luta pelo fim da escala 6×1, a ascensão dos conservadores e a desigualdade social. Como não poderia deixar de ser, o verdadeiro motivo do ódio de classe a Lula foi abordado na letra do samba da Acadêmicos de Niterói: “tem filho de pobre virando doutor”.

Assim como ocorreu no desfile da Tuiuti, oito anos atrás, a transmissão da Rede Globo foi evasiva. Não houve a habitual explicação detalhada de todas as alas, tampouco a letra do samba permaneceu por muito tempo na tela. O que mais se viu foi a comunicação via rádio entre os responsáveis pelo desfile, com um desejo tácito, por parte de quem transmitia, de que “tudo desse errado”. Não foi o que aconteceu! Agora, resta torcer contra a Acadêmicos de Niterói na apuração de quarta-feira, na expectativa de que seja rebaixada.

Por outro lado, sobre a repercussão do desfile da Acadêmicos de Niterói, a Revista Veja, em um raro sincericídio jornalístico, noticiou que Lula foi “vaiado em camarote da Sapucaí” enquanto o setor popular gritava “Olé, olé, olá, Lula, Lula” quando a escola enttrou na avenida. Um antigo pensador prussiano chamava isso de “luta de classes”.




@flavioflorencio85

Golpe, Temer, Bolsonaro, Xandão e volta de Lula: Acadêmicos de Niterói brilha em homenagem a Lula; Janja desiste de desfilar, é substituída por Fafá de Belém e fica em camarote com Lula; Paulo Vieira vive Lula interpretou Lula e Dira Paes, Mãe de Lula; The Guardian destaca homenagem a Lula; Lula não interferiu no enredo e se emocionou com samba da Acadêmicos de Niterói, diz presidente da escola; Camila Pitanga elogia Lula; BaianaSystem puxa coro para Lula durante Carnaval de Salvador; e Lula é homenageado na BA por músico que recebeu violino em programa social

♬ som original - Flavio Florencio

@institutolula Do chão de fábrica à Presidência da República. A história do metalúrgico sem diploma universitário que tornou-se presidente virou samba-enredo e emocionou esta noite. Parabéns a toda equipe da Acadêmicos de Niterói por esse desfile emocionante. 🎉 #lula #carnaval #academicosdeniteroi #desfile #riodejaneiro ♬ som original - Instituto Lula

@petistadebochadoo Lula gigante em homenagem da Acadêmicos de Niterói ao presidente. #luladesfile #academicosdeniteroi #desfileescolalula #homenagemaopresidentelula #carnavalsapucai ♬ som original - PetistaGostosão

@jorgecorrea1707

♬ som original - Correa2000

@tvcasa.oficial

Imagem de boneco do Palhaço Bozo representando Bolsonaro na Escola de Samba que homenageia Lula A Escola de Samba Acadêmicos de Niterói, constituiu bonecos gigantes para representar a homenagem ao Presidente Lula, e enfatizar a ironia do destino do ex-presidente Bolsonaro. "A dedicação da alegria em homenagear Lula pelo apoio à cultura é Justa, como a lembrança de registrar o desprezo pelo Bolsonaro também não pode ser esquecido", disse um participante. Deixe seu comentário!

♬ Bateria de Escola de Samba - Felippinho21




Conflito de interesses: a Globo censurou desfile em homenagem a Lula porque controla o Carnaval do Rio



A abertura dos desfiles do Grupo Especial do Rio, neste domingo (15), ficou marcada por um gesto que vai além da avenida. A Acadêmicos de Niterói levou para a Marquês de Sapucaí um enredo em homenagem a Lula (PT), que já declarou intenção de disputar as eleições de 2026. A escola foi liberada pelo TSE. Não havia impedimento jurídico para o desfile. Ainda assim, a Globo decidiu sabotar a apresentação na TV.

A emissora, que detém os direitos exclusivos de transmissão do Carnaval do Rio e de São Paulo, afirmou ter adotado uma cobertura “mais comedida” para evitar qualquer interpretação de alinhamento editorial com o tema. Na prática, isso significou limitar explicações, cortar momentos importantes e evitar destaque a elementos centrais.

O público em casa, que depende da transmissão para compreender enredo, alegorias e personagens, recebeu uma narrativa incompleta. O repórter Pedro Bassan falou por mais de três minutos que o enredo já havia sido alvo de pelo menos dez tentativas de barrar a escola antes da apresentação. Depois disso, a cobertura seguiu omissa.

O esquenta não foi exibido. Repórteres e comentaristas evitaram aprofundar o conteúdo. O intérprete da escola, Emerson Dias, que desfilou fantasiado de Lula, praticamente não apareceu. A Globo chegou a creditar o filho do cantor como intérprete da agremiação. Dias surgiu apenas ao fundo, por poucos segundos.

A decisão não pode ser dissociada do modelo de negócios. A Globo renovou contrato com a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) por três anos, de 2026 a 2028, garantindo exclusividade na transmissão dos desfiles da Sapucaí e do Desfile das Campeãs. Em São Paulo, renovou com a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo para 2026.

Segundo dados divulgados pela própria emissora, em 2025 cerca de 81 milhões de pessoas foram alcançadas nas plataformas TV Globo, Multishow, Globoplay, gshow e G1. A operação mobiliza aproximadamente 1.200 profissionais em mais de 42 horas ao vivo. O presidente da Liesa, Gabriel David, afirmou que vê a Globo como parceira que praticamente coproduz o Carnaval.

Muita gente foi enganada, portanto.

Quando uma única empresa controla os direitos e define o enquadramento da festa, determina também o que o espectador vê — e o que deixa de ver. Ao reduzir a transmissão de um desfile autorizado pela Justiça Eleitoral, a emissora assumiu uma escolha que não foi estética. Foi política.

Em nota oficial, a Globo declarou que “acompanha, durante todo o ano, os preparativos para a festa por meio de seus programas de entretenimento e de seu jornalismo. Nos telejornais locais, equipes registram desde a definição dos enredos até a escolha dos sambas, além do trabalho realizado nos barracões até os últimos dias que antecedem os desfiles. A programação conta com reportagens especiais, séries e programas que narram as histórias das comunidades e mostram a dedicação e o trabalho árduo de todos os envolvidos com a festa”.

Mais: “Na avenida, de ponta a ponta dos sambódromos de São Paulo e do Rio de Janeiro, repórteres e apresentadores registram todos os detalhes das alas, a animação dos integrantes e a emoção do público, do início ao fim das apresentações de suas escolas em uma operação que envolve diretamente cerca de 1.200 profissionais em mais de 42 horas de transmissão ao vivo. Na terça-feira de Carnaval, 17 de fevereiro, o público acompanha a apuração dos desfiles de São Paulo e, na Quarta-Feira de Cinzas, dia 18, a apuração do Rio de Janeiro.”

Essa papagaiada não valeu para a Acadêmicos de Niterói. A audiência foi enganada. A Liesa vai recorrer? Você sabe a resposta.




Laura Cruz, de Moçambique homenageou o Presidente Lula com um belo poema de Mia Couto

 



Hoje, 24/11/2025, fui profundamente tocado pela declaração da jovem Laura Cruz, de Moçambique, que me homenageou com um belo poema de Mia Couto. 

Suas palavras de gratidão e esperança ecoam em meu coração, lembrando que a verdadeira riqueza está na união e na solidariedade ao redor do mundo. 

Juntos, como o abraço de todas as crianças por cima dos oceanos, podemos construir uma ponte de amor e compaixão que transcende fronteiras. Muito obrigado, Laura, por seu carinho e inspiração!

Luiz Inácio Lula da Silva





O Presidente Lula recebeu o título de Doutor Honoris Causa em Desenvolvimento Internacional e Sul Global da Universidade Nacional da Malásia (UKM)



Em 25 de outubro de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o título de Doutor Honoris Causa em Desenvolvimento Internacional e Sul Global da Universidade Nacional da Malásia (UKM), em Kuala Lumpur. A honraria é um reconhecimento à sua trajetória política e atuação em prol da inclusão social, combate à fome e cooperação internacional.

O que é: Doutor Honoris Causa é um título honorífico concedido por uma universidade a alguém que se destacou em sua área.

Quando: A cerimônia ocorreu em 25 de outubro de 2025.

Onde: Foi na capital da Malásia, Kuala Lumpur.

Por quê: O título foi concedido pela Universidade Nacional da Malásia (UKM) em reconhecimento à sua trajetória política, que inclui esforços pela inclusão social, combate à fome e cooperação internacional.




Presidente Lula na Conferência Internacional de Alto Nível para discutir a situação da Palestina

 


Presidente Lula na ONU em 22/09/2025



👇Além das crianças feridas e assassinadas, há as crianças abandonadas pela perda dos pais e familiares. 


Neste emocionante experimento social, conhecemos um bebê sem-teto em Gaza — sozinho, faminto e desidratado. 

Como muitas crianças inocentes afetadas pelo conflito e pela pobreza, ele foi abandonado à própria sorte sem necessidades básicas como comida, água ou abrigo. 

Este vídeo documenta sua angústia de partir o coração... e a gentileza que mudou tudo.

Por meio desta jornada de transformação, pretendemos conscientizar sobre o sofrimento invisível de crianças em regiões devastadas pelas guerras e mostrar como pequenos atos de compaixão podem fazer a diferença em vidas.

🙏 Assista, compartilhe e apoie. Sua voz pode ajudar a espalhar esperança.

💔 Nenhuma criança deve ser esquecida.

📌 Este é um projeto de conscientização social. Todas as cenas são filmadas com respeito, com a intenção de educar e inspirar mudanças positivas.

30 de julho de 2025

#EsperançaParaGaza #ExperimentoSocial #CriançasDeGaza


Jogos Pan-Americanos : Brasil termina em segundo lugar no quadro de medalhas



Os atletas brasileiras ficaram atrás dos EUA durante o torneio, que acontece no Chile

247 - O Brasil terminou em segundo lugar no quadro de medalhas, com 66 ouros, atrás dos 124 dos Estados Unidos, nos Jogos Pan-Americanos, em Santiago, capital do Chile. Os atletas brasileiros também conseguiram 73 pratas e 66 bronzes, alcançando um total de 205 medalhas.

O recorde anterior dos brasileiros foi no Pan de 2019, em Lima, capital peruana, onde o País conquistou 169 medalhas - 54 ouros, 45 pratas e 70 bronzes.

Presidente Lula discursa na 78º Assembleia Geral da ONU em 19/09/2023





Lula conclama ONU a atuar pela paz e contra as desigualdades

247 — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na 78ª Assembleia Geral da ONU, conclamou o órgão mundial a atuar pela paz e contra as desigualdades. Lula falou sobre a fome mundial, criticou o neoliberalismo e os países ricos pela falta de multilateralismo internacional e pela crise climática. Confira na íntegra.

Discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da 78ª Assembleia da ONU
Meus cumprimentos ao Presidente da Assembleia Geral, Embaixador Dennis Francis, de Trinidad e Tobago.

É uma satisfação ser antecedido pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres.

Saúdo cada um dos Chefes de Estado e de Governo e delegadas e delegados presentes.

Presto minha homenagem ao nosso compatriota Sérgio Vieira de Mello e 21 outros funcionários desta Organização, vítimas do brutal atentado em Bagdá, há 20 anos.

Desejo igualmente expressar minhas condolências às vítimas do terremoto no Marrocos e das tempestades que atingiram a Líbia.

A exemplo do que ocorreu recentemente no estado do Rio Grande do Sul no meu país, essas tragédias ceifam vidas e causam perdas irreparáveis.

Um homem justo


"Eu conheço um homem que por sua vida, por seu exemplo e pelo cuidado de seu povo, tornou-se efetivamente um justo entre as nações", escreve Leonardo Boff.

(Publicado no site A Terra é Redonda)

Conheço um homem. Há mais de 40 anos. De onde ele veio? Veio da senzala existencial. É um nordestino, desdenhado pela elite do atraso que possui em seu DNA um covarde desprezo pelos pobres. É um filho da pobreza. Um sobrevivente da fome. Um pau de arara que, saído do agreste de pernambucano, foi radicar-se com a mãe e os irmãos na periferia de São Paulo.

Toda a numerosa família vivia num puxadinho de um bar. Mas havia uma mãe que cumpria todas as funções de pai, de mãe, de educadora, de conselheira e de exemplo, dona Lindu. Soube educar toda a prole. A este homem lhe inculcou na cabeça e no coração: Nunca desista. Nunca roube. Nunca minta.

Esse imperativo ético marcou toda sua vida. Quando menino, trabalhando num pequeno mercado, morria de desejo de roubar um chiclete americano. Não havia o nacional. Mas quando estendia a mão, lembrava de dona Lundu: Não roubou o chiclete como sempre se conteve.

Conheço um homem, este homem. Por um bom tempo foi totalmente despolitizado. O que lhe interessava era o futebol e o time de estimação, o Corinthians. Conseguiu fazer um curso de metalúgico. Aprendeu por experiência, sem nada conhecer de Marx, o que era a plusvalia. No começo, com a pouca experiência inicial, produziu tal e tal produto. Foi melhorando a ponto de, com mais destreza e rapidez, produzir mais e mais do mesmo produto. Mas o salário continuava o mesmo. Para quem ia o lucro do excedente de sua produção? Não para ele mas para o patrão. Nisso reside a mais-valia e o mecanismo de acumulação do empresário.

Despertou para a injustiça feita aos trabalhadores. Tornou-se líder sindical. Enfrentou a ditadura militar. Foi preso. Solto, liberou a águia que escondia dentro de si. Emergiu seu carisma de líder. Sabia com honestidade negociar com os patrões na lógica do ganha-ganha.

E pensou: os poderosos governaram por todo o tempo de nossa história. Governaram só para eles. Nunca nos incluíram. Éramos carvão a ser queimado na produção de suas fábricas. Por que nós, trabalhadores que somos maioria, não podemos também governar o nosso país e governar até melhor, para todos, a começar pelos mais explorados e marginalizados?

Foi então que junto com outros fundou o Partido dos Trabalhadores (PT). Candidatou-se para governador e para presidente do país. Perdeu. Mas nunca renunciou ao impulso interior, inspirado por sua mãe: nuca desista. Insistia em suas intervenções: devemos permitir que todos possam comer pelo menos três vezes ao dia, ter sua casinha com luz elétrica, poder se educar e mandar seus filhos e filhas para escolas de qualidade. Ter alegria de viver e de conviver.

E quis o mistério de todas as coisas, que ele, do andar debaixo, da marginalização e da exclusão chegasse ao poder central do país. Pela primeira vez em nossa história, um condenado da Terra, organizou, como presidente, uma política em que todos ganharam, inclusive os endinheirados, mas sobretudo aqueles que há dezenas de anos estavam no mapa da fome. Não se ouviam mais os gritos caninos das crianças puxando a saia de suas mães, pedindo comida que lhes faltava. Milhões foram incluídos na sociedade, milhares de pobres e de afrodescendentes, mediante cotas, puderam frequentar os cursos superiores. Indígenas, quilombolas, mulheres e outros de outra opção sexual encontraram nele compreensão e defesa. Mais que matar a fome, devolveu-lhes dignidade humana.

Alguém se levanta, não sem certa arrogância e anuncia: “Deus me escolheu para salvar o país; está inscrito até no meu nome Messias”. O outro apenas diz: “Agradeço a Deus por ter permitido que eu chegasse até aqui e poder dar comida a milhões de pessoas”. Os discursos possuem tons diferentes: um coloca a ênfases num alegado chamamento divino, independente de seu esforço. O outro, lutou e se esforçou para cumprir esse propósito. E agradece a Deus, depois de muita luta e incansáveis sacrifícios.

O mundo a tudo acompanhou. Como presidente, os chefes de estado disputavam ouvir suas experiências e conselhos. Emergiu como uma das maiores lideranças mundiais. Convidado a apoiar a guerra contra o Iraque, respondeu sabiamente: minha guerra não é contra um povo, é contra a fome e a miséria de milhões do meu país e da humanidade.

Tudo o que é sadio pode ficar doente. Setores de seus governos foram acometidos pela doença da corrupção. Foram denunciados e punidos. Mas jamais se provou que este homem tirou algum proveito pessoal da corrupção em razão de sua condição de presidente.

Se há algo que o irrita profundamente é quando o chamam de ladrão. Onde está sua mansão? Onde estão suas contas bancárias no Brasil, no exterior ou em algum paraíso fiscal? Alguém pode apontá-lo sem mentir? Como candidato, sua vida foi vasculhada nos mínimos detalhes. Nada se encontrou. Nem um apartamento, no qual nunca morou, nem um sítio de um amigo que nunca lhe pertenceu. Vive num apartamento como qualquer cidadão que ocupou o cargo que ocupou, bom, mas modesto.

Conheço e testemunho a transparência, a honestidade e a inteireza deste homem. Disse-me algumas vezes: você que fala a numerosos auditórios diga, em meu nome: jamais dei cinquenta centavos a alguém, jamais recebi cinquenta centavos de alguém. Nunca me apropriei de nada de ninguém. E se esse acusador continua a afirmar que sou ladrão, diga que é mentiroso. E se persistir a afirmá-lo, desafie-o a ir à justiça, mostrar as provas para o acusar de ladrão. Confirma, se fui pessoalmente ladrão, aceitarei o rigor da lei. Devolverei em dobro tudo o que falsamente teria roubado. Quero ser preso.

Conheço um homem que suportou todo tipo de calúnia, de difamação e de humilhação. Sua esposa morreu de tristeza. Seu neto faleceu precocemente e lhe criaram mil dificuldades para se despedir de seu ente querido. Quando partiu desse mundo o irmão mais velho que o tinha como pai, levaram-no para um curto velório, cercado de soldados armados como se conduzissem um perigoso celerado.

Invadiram sua casa sem prévio aviso. Vasculharam tudo, os colchões e levaram até os brinquedos dos netos até hoje não devolvidos. Por fim, um juiz reconhecido pela Suprema Corte (STF) como parcial e em razão disso, posteriormente os processos movidos contra ele, foram invalidados. O juiz corrupto e parcial o condenou ”por um crime indeterminado” coisa que não se encontra em nenhum código penal, nem do ancestral de Hamurabi, alguns milênios antes de nossa era. Por 580 dias foi mantido preso sob rigorosa vigilância. Podia ter resistido ou se refugiado em alguma embaixada. Não. Ficou junto de seu povo. Na prisão revisou sua vida, os acertos e equívocos de seu governo, estudou em profundidade os aspectos principais de nosso país e da geopolítica mundial. Espiritualizou-se e saiu cheio de humanismo, de esperança e de determinação de trabalhar especialmente pelos pobres.

Mas sua prisão teve uma consequência perversa: abriu caminho para presidente a uma figura sinistra, inimiga da vida e de seu povo, movida pela pulsão de morte e de ódio. Seu negacionismo e sua total ausência de empatia permitiu, impassível, a morte de pelo menos de 300 mil pessoas pelo coronavírus.

Veio a eleição. Seu adversário que excele em ignorância, brutalidade e com uma mente assassina usou todos os meios possíveis e impossíveis para derrotá-lo, desde a corrupção de um bilionário orçamento secreto até todo o aparelho de Estado, dentro do qual funcionava “o gabinete do ódio”. Este difundia mentiras, fake news, calúnias e obscenidades contra ele. Até o aparato policial do Estado foi acionado em favor de sua candidatura. Tudo em vão.

Venceu a sensatez contra a irracionalidade, a verdade contra a mentira, o amor contra o ódio. Ele foi proclamado presidente do país. Foi reconhecido pelas mais altas autoridades do país, do mundo, desde Xi Jinping, Joe Biden e Vladimir Putin. Mesmo sem ser empossado já foi convidado para a COP27 no Egito para discutir o novo regime climático e para Davos, onde os senhores das fortunas se reúnem para ouvir seu tipo de economia, já que a presente está agônica.

Conheço este homem, carismático, cordial, incapaz de ter ódio no coração e pronto a dialogar com todos. De sua boa ouvimos e de seu exemplo aprendemos que importa sempre defender a democracia, dar centralidade aos pobres, defender a Amazônia contra a voracidade do capital selvagem e buscar um mundo que seja bom para todos e que será. Como disse um presidente: “O mundo tem saudades deste homem”.

Ele merece a maior comenda que a tradição bíblico-judaica dá a um benemérito cidadão do mundo: ele é um justo entre as nações.

Eu conheço e testemunho um homem que por sua vida, por seu exemplo e pelo cuidado de seu povo, tornou-se efetivamente um justo entre as nações.

Seu nome não precisa ser citado. O pais o conhece. O mundo o reconhece.