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A Globo boicotou o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao Presidente Lula

 


A luta de classes na Sapucaí: Tuiuti, Acadêmicos de Niterói e o papel da arte

Francisco Fernandes Ladeira

Muitas vezes, os intelectuais progressistas – em sua maioria adeptos do academicismo – não conseguem explicar de forma acessível os recentes retrocessos do Estado brasileiro. A grande mídia, menos ainda, uma vez que ela própria faz parte desses retrocessos. Assim, por razões óbvias, acaba distorcendo a realidade.

Diante desse cenário, cabe à arte traduzir de forma acessível ao público o (conturbado) contexto político nacional dos últimos anos. Em 2018, a escola de samba Paraíso do Tuiuti, em seu desfile na Marquês de Sapucaí, relacionou diretamente a escravidão ao desmonte das leis trabalhistas durante o governo Temer. Além disso, denunciou a chamada “classe média coxinha” que foi às ruas pedir o impeachment de Dilma Rousseff, alegando combate à corrupção. Mas esse ódio ao partido da presidente tinha, na verdade, motivações mais profundas. Conviver com pobres em aeroportos, jovens periféricos em rolezinhos nos shoppings centers e pretos nas universidades públicas é demais para um segmento da sociedade que ainda não assimilou a Lei Áurea.

Neste ano, foi a vez de a Acadêmicos de Niterói, logo em sua comissão de frente, ilustrar as sucessões presidenciais desde 2010. Lula, o homenageado pela escola, com sua enorme popularidade no segundo mandato, conseguiu eleger sua sucessora, Dilma Rousseff.

Seis anos depois, a primeira mulher presidenta da República sofreu um golpe de Estado. Na comissão, é mostrado o vice da época, Michel Temer, roubando a faixa presidencial. Na sequência, Lula é preso para não ser eleito presidente novamente em 2018. Como efeito colateral, um palhaço fascista que fazia arminha com a mão – conforme apresentado pela escola – chegou ao Planalto. Após o desastre desse desgoverno, Lula volta para seu terceiro mandato. Covardemente, o palhaço não reconhece a derrota e se recusa a entregar a faixa presidencial a Lula, que sobe a rampa do Planalto com o povo brasileiro. Ou seja, foi elucidada toda a interpretação dos fatos que, ironicamente, foi escondida pela Rede Globo, emissora que transmitiu o desfile.

A temática “soberania”, agenda positiva do governo Lula, foi a tônica da evolução da escola, com críticas a Trump, aos “Patriotas da América” e uma alusão ao viralatismo de Flávio Bolsonaro, que, diretamente dos Estados Unidos, conspirou contra o próprio país. Outros temas atuais também foram mencionados: a “taxação BBB” (bilionários, bancos e bets), a luta pelo fim da escala 6×1, a ascensão dos conservadores e a desigualdade social. Como não poderia deixar de ser, o verdadeiro motivo do ódio de classe a Lula foi abordado na letra do samba da Acadêmicos de Niterói: “tem filho de pobre virando doutor”.

Assim como ocorreu no desfile da Tuiuti, oito anos atrás, a transmissão da Rede Globo foi evasiva. Não houve a habitual explicação detalhada de todas as alas, tampouco a letra do samba permaneceu por muito tempo na tela. O que mais se viu foi a comunicação via rádio entre os responsáveis pelo desfile, com um desejo tácito, por parte de quem transmitia, de que “tudo desse errado”. Não foi o que aconteceu! Agora, resta torcer contra a Acadêmicos de Niterói na apuração de quarta-feira, na expectativa de que seja rebaixada.

Por outro lado, sobre a repercussão do desfile da Acadêmicos de Niterói, a Revista Veja, em um raro sincericídio jornalístico, noticiou que Lula foi “vaiado em camarote da Sapucaí” enquanto o setor popular gritava “Olé, olé, olá, Lula, Lula” quando a escola enttrou na avenida. Um antigo pensador prussiano chamava isso de “luta de classes”.




@flavioflorencio85

Golpe, Temer, Bolsonaro, Xandão e volta de Lula: Acadêmicos de Niterói brilha em homenagem a Lula; Janja desiste de desfilar, é substituída por Fafá de Belém e fica em camarote com Lula; Paulo Vieira vive Lula interpretou Lula e Dira Paes, Mãe de Lula; The Guardian destaca homenagem a Lula; Lula não interferiu no enredo e se emocionou com samba da Acadêmicos de Niterói, diz presidente da escola; Camila Pitanga elogia Lula; BaianaSystem puxa coro para Lula durante Carnaval de Salvador; e Lula é homenageado na BA por músico que recebeu violino em programa social

♬ som original - Flavio Florencio

@institutolula Do chão de fábrica à Presidência da República. A história do metalúrgico sem diploma universitário que tornou-se presidente virou samba-enredo e emocionou esta noite. Parabéns a toda equipe da Acadêmicos de Niterói por esse desfile emocionante. 🎉 #lula #carnaval #academicosdeniteroi #desfile #riodejaneiro ♬ som original - Instituto Lula

@petistadebochadoo Lula gigante em homenagem da Acadêmicos de Niterói ao presidente. #luladesfile #academicosdeniteroi #desfileescolalula #homenagemaopresidentelula #carnavalsapucai ♬ som original - PetistaGostosão

@jorgecorrea1707

♬ som original - Correa2000

@tvcasa.oficial

Imagem de boneco do Palhaço Bozo representando Bolsonaro na Escola de Samba que homenageia Lula A Escola de Samba Acadêmicos de Niterói, constituiu bonecos gigantes para representar a homenagem ao Presidente Lula, e enfatizar a ironia do destino do ex-presidente Bolsonaro. "A dedicação da alegria em homenagear Lula pelo apoio à cultura é Justa, como a lembrança de registrar o desprezo pelo Bolsonaro também não pode ser esquecido", disse um participante. Deixe seu comentário!

♬ Bateria de Escola de Samba - Felippinho21




Conflito de interesses: a Globo censurou desfile em homenagem a Lula porque controla o Carnaval do Rio



A abertura dos desfiles do Grupo Especial do Rio, neste domingo (15), ficou marcada por um gesto que vai além da avenida. A Acadêmicos de Niterói levou para a Marquês de Sapucaí um enredo em homenagem a Lula (PT), que já declarou intenção de disputar as eleições de 2026. A escola foi liberada pelo TSE. Não havia impedimento jurídico para o desfile. Ainda assim, a Globo decidiu sabotar a apresentação na TV.

A emissora, que detém os direitos exclusivos de transmissão do Carnaval do Rio e de São Paulo, afirmou ter adotado uma cobertura “mais comedida” para evitar qualquer interpretação de alinhamento editorial com o tema. Na prática, isso significou limitar explicações, cortar momentos importantes e evitar destaque a elementos centrais.

O público em casa, que depende da transmissão para compreender enredo, alegorias e personagens, recebeu uma narrativa incompleta. O repórter Pedro Bassan falou por mais de três minutos que o enredo já havia sido alvo de pelo menos dez tentativas de barrar a escola antes da apresentação. Depois disso, a cobertura seguiu omissa.

O esquenta não foi exibido. Repórteres e comentaristas evitaram aprofundar o conteúdo. O intérprete da escola, Emerson Dias, que desfilou fantasiado de Lula, praticamente não apareceu. A Globo chegou a creditar o filho do cantor como intérprete da agremiação. Dias surgiu apenas ao fundo, por poucos segundos.

A decisão não pode ser dissociada do modelo de negócios. A Globo renovou contrato com a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) por três anos, de 2026 a 2028, garantindo exclusividade na transmissão dos desfiles da Sapucaí e do Desfile das Campeãs. Em São Paulo, renovou com a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo para 2026.

Segundo dados divulgados pela própria emissora, em 2025 cerca de 81 milhões de pessoas foram alcançadas nas plataformas TV Globo, Multishow, Globoplay, gshow e G1. A operação mobiliza aproximadamente 1.200 profissionais em mais de 42 horas ao vivo. O presidente da Liesa, Gabriel David, afirmou que vê a Globo como parceira que praticamente coproduz o Carnaval.

Muita gente foi enganada, portanto.

Quando uma única empresa controla os direitos e define o enquadramento da festa, determina também o que o espectador vê — e o que deixa de ver. Ao reduzir a transmissão de um desfile autorizado pela Justiça Eleitoral, a emissora assumiu uma escolha que não foi estética. Foi política.

Em nota oficial, a Globo declarou que “acompanha, durante todo o ano, os preparativos para a festa por meio de seus programas de entretenimento e de seu jornalismo. Nos telejornais locais, equipes registram desde a definição dos enredos até a escolha dos sambas, além do trabalho realizado nos barracões até os últimos dias que antecedem os desfiles. A programação conta com reportagens especiais, séries e programas que narram as histórias das comunidades e mostram a dedicação e o trabalho árduo de todos os envolvidos com a festa”.

Mais: “Na avenida, de ponta a ponta dos sambódromos de São Paulo e do Rio de Janeiro, repórteres e apresentadores registram todos os detalhes das alas, a animação dos integrantes e a emoção do público, do início ao fim das apresentações de suas escolas em uma operação que envolve diretamente cerca de 1.200 profissionais em mais de 42 horas de transmissão ao vivo. Na terça-feira de Carnaval, 17 de fevereiro, o público acompanha a apuração dos desfiles de São Paulo e, na Quarta-Feira de Cinzas, dia 18, a apuração do Rio de Janeiro.”

Essa papagaiada não valeu para a Acadêmicos de Niterói. A audiência foi enganada. A Liesa vai recorrer? Você sabe a resposta.




As big techs e a notável dissociação entre realidade e percepção


Regulamentação econômica das big techs é uma das prioridades do governo federal no Congresso Nacional em 2025


Por Edward Magro

O Datafolha acaba de divulgar uma pesquisa que revela números que desafiam o entendimento ordinário da realidade: o presidente Lula amarga 28% de aprovação e 40% de reprovação — cifra que repete o mais baixo índice de popularidade de seus três mandatos. O que há de singularmente inquietante nesses dados é o abismo que se abre entre a percepção medida e os fundamentos objetivos da vida nacional, da dita realidade concreta; pois — ao contrário do que tais percentuais sugerem — o país atravessa um de seus períodos mais férteis, sólidos e construtivos desde a redemocratização.

Nunca antes, na história recente, o desemprego foi tão baixo — 6,6% no trimestre encerrado em abril, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. O PIB cresce muito acima da média global, superando 3,4% em 2024, num cenário internacional de estagnação e retração. A renda distribui-se de maneira mais ampla e efetiva, numa combinação rara entre crescimento per capita e políticas sociais eficientes. A saúde pública, frequentemente nossa tragédia, vive um momento de expansão e atendimento ampliado; a pobreza, ainda que longe de extinta, é combatida por uma arquitetura robusta de programas sociais, entre os quais o Bolsa Família ressurge com potência renovada. O consumo pulsa em alta, refletindo confiança e vigor na vida cotidiana das famílias brasileiras.

É diante desse quadro de fatos sólidos, mensuráveis e verificados que surge o enigma: como é possível tamanha dissonância entre a concretude dessas conquistas no mundo real e a percepção nebulosa de fracasso? Nenhuma explicação racional se sustenta diante da evidência de que, a despeito do bom desempenho econômico e social, a reprovação presidencial mantém-se elevada, persistente, como se o país inteiro vivesse uma experiência coletiva de ilusão.

Eis o ponto em que a razão desaparece e a análise cede espaço à arquitetura do irracional. Aí pode estar o “pulo do gato” da extrema-direita mundial. Neste campo impreciso — e por isso mesmo decisivo —, as grandes plataformas digitais desempenham seu papel de demiurgos perversos. Não se trata mais de simples canais de comunicação; elas são hoje teias-Estado voltadas à construção, em tempo real, de realidades alternativas. As big techs forjam mundos paralelos, narrativas autônomas que se descolam dos fatos e erguem um simulacro convincente, virulento, disseminado com a velocidade de uma praga invisível. O que reina é a lógica do clique, e o que sustenta o clique é o medo, a fúria, o ressentimento — combustíveis perfeitos para alimentar o engano.

Nesse cenário de manipulação técnica e emocional, a fala recente de Elon Musk, ao afirmar que Donald Trump jamais teria sido eleito sem a ajuda dele, é reveladora. Musk não se referia a financiamento, mas ao papel do Twitter (hoje X) como catalisador do ódio. O que se espalhou pela rede foi mais do que informação: foi uma sensibilidade política, uma gramática do rancor, um modo de afetar o real.

Donald Trump, presidente dos EUA, e Elon Musk, bilionário dono do X. Foto: Brandon Bell/Getty

Se isso funcionou para Trump, por que não estaria operando agora, no Brasil, contra um governo que entrega melhoras, mas perde corações?

A única explicação possível para a discrepância entre o real e o sentido está justamente na hegemonia desse mundo falso, urdido com talento perverso pelas engrenagens algorítmicas da desinformação. Vivemos numa duplicidade insidiosa: há o país dos números, das obras, da economia e das políticas públicas — e há o país do WhatsApp, do YouTube, dos cortes enviesados no TikTok, dos vídeos com legendas inflamadas no Instagram, dos perfis anônimos que vomitam frases repetidas com aparência de verdade. Essa outra nação, paralela, embora fictícia, opera com consequências muito reais. Porque a política não se alimenta apenas de realidade: ela depende da crença.

E a necessidade de manter essa crença — mesmo que baseada no delírio — explica, em profundidade, o chororô bolsonarista diante do julgamento, ainda em curso no Supremo Tribunal Federal, sobre a responsabilização das big techs no impulsionamento de desinformação e fake news. É um choro preventivo, uma tentativa de proteger o ecossistema onde vicejam as ilusões. O bolsonarismo sabe que sua sobrevivência política depende da continuidade dessa arquitetura do engano. Por isso, luta com ferocidade contra qualquer marco regulatório que imponha responsabilidade civil às plataformas. E é também por isso — e não por outra razão — que se explica o voto terrivelmente bolsonarista do ministro terrivelmente evangélico, ou vice-versa.

O que está em jogo, afinal, não é apenas a popularidade de um governo, mas a integridade do vínculo entre a realidade e a percepção pública. E esse vínculo está hoje, no Brasil e no mundo, sob cerco. Vivemos uma época em que a verdade empírica já não basta. Ela precisa disputar seu lugar com o espetáculo do engano — e o engano, bem sabemos, conta com um exército bem pago, bem armado e tecnicamente avançado.











Jornalista espanhol deixa a profissão indignado com guerra midiática contra a China



247 - O jornalista Javier Garcia, chefe da sucursal da agência noticiosa EFE na China, publicou no Twitter em tom de desabafo uma denúncia das manipulações feitas pela mídia empresarial, no quadro da guerra midiática contra o país socialista asiático. Essa guerra é comandada pelo Departamento de Estado dos EUA, escreveu.

"Em alguns dias deixarei o jornalismo, pelo menos temporariamente, após mais de 30 anos na profissão. A embaraçosa guerra de informações contra a China tirou uma boa dose da minha ilusão por este trabalho, que até agora havia sobrevivido a não poucos conflitos e outras sutilezas.

Vim para a China, como qualquer outro destino, tentando manter a mente aberta e livre de preconceitos. Sempre acreditei que a curiosidade e a capacidade de maravilhar-se, a par do rigor e da fidelidade à verdade, são os elementos básicos do jornalismo.

O que encontrei me surpreendeu. Por um lado, um país enorme, diverso e em constante transformação, cheio de histórias para contar. Um lugar inovador, moderno e tradicional ao mesmo tempo, em que o futuro se vislumbra e o destino da humanidade está de alguma forma em jogo.

Por outro lado, uma história da imprensa estrangeira - a grande maioria - profundamente tendenciosa, que segue constantemente o que a mídia dos Estados Unidos e o Departamento de Estado dos Estados Unidos querem nos dizer, aconteça o que acontecer.

Nessas informações, repletas de lugares comuns, quase não há espaço para surpresas, nem para uma análise minimamente verídica do que acontece aqui. Não há lugar para mergulhar nas chaves históricas, sociais ou culturais. Tudo o que a China faz deve, por definição, ser negativo.

A manipulação informacional é flagrante, com dezenas de exemplos no dia a dia. Qualquer pessoa que se atrever a confrontá-la ou tentar manter posições moderadamente objetivas e imparciais será acusada de ser paga pelo governo chinês ou pior. A menor discrepância não é tolerada.

As potências que estão promovendo a perigosa tendência de confronto com a China não deixam nada ao acaso. Seus fios aparentemente invisíveis alcançam os lugares mais insuspeitados. Qualquer pessoa que se desviar do caminho marcado será posta de lado ou marginalizada.

O tão proclamado totem ocidental da "imprensa livre" recebe assim, paradoxalmente refletido, sua imagem mais nítida na China: imprensa livre para dizer exatamente a mesma coisa, para não sair do roteiro pré-estabelecido, para enfatizar repetidamente o quão ruim é o "comunismo".

Mesmo as políticas que deveriam servir de exemplo, como o reflorestamento, sem paralelo, ou a saída da pobreza de 800 milhões de pessoas, sempre carregam o lema eterno de "mas a que custo", que a mídia anglo-saxônica usa ad nauseam ao noticiar sobre a China".

Acompanhe o fio.

Jornalista espanhol deixa a profissão indignado com guerra midiática contra a China



247 - O jornalista Javier Garcia, chefe da sucursal da agência noticiosa EFE na China, publicou no Twitter em tom de desabafo uma denúncia das manipulações feitas pela mídia empresarial, no quadro da guerra midiática contra o país socialista asiático. Essa guerra é comandada pelo Departamento de Estado dos EUA, escreveu.

"Em alguns dias deixarei o jornalismo, pelo menos temporariamente, após mais de 30 anos na profissão. A embaraçosa guerra de informações contra a China tirou uma boa dose da minha ilusão por este trabalho, que até agora havia sobrevivido a não poucos conflitos e outras sutilezas.

Vim para a China, como qualquer outro destino, tentando manter a mente aberta e livre de preconceitos. Sempre acreditei que a curiosidade e a capacidade de maravilhar-se, a par do rigor e da fidelidade à verdade, são os elementos básicos do jornalismo.

O que encontrei me surpreendeu. Por um lado, um país enorme, diverso e em constante transformação, cheio de histórias para contar. Um lugar inovador, moderno e tradicional ao mesmo tempo, em que o futuro se vislumbra e o destino da humanidade está de alguma forma em jogo.

A história do Big Brother


 




A história do Big Brother


 




Eu super indico : ‘ O Dilema das Redes ’, na Netflix, escancara o aspecto manipulador das redes sociais



Publicado originalmente no Canaltech


Com a internet e as mídias sociais, tem se tornado cada vez mais comuns histórias sobre violações de privacidade e vazamentos de dados. O novo documentário da Netflix, O Dilema das Redes, veio para nos deixar ainda mais atentos a esse assunto.

Um novo trailer divulgado pela plataforma de streaming veio acompanhado da sinopse oficial, em que podemos ler o seguinte: “Nós tuitamos, curtimos e compartilhamos — mas quais são as consequências da nossa crescente dependência das mídias sociais? À medida que as plataformas digitais se tornam cada vez mais uma tábua de salvação para permanecer conectado, insiders do Vale do Silício revelam como a mídia social está reprogramando a civilização, expondo o que está escondido do outro lado da tela”.

Assustador, não? No vídeo, o ex-executivo do Twitter Jeff Seibert explica: “O que quero que as pessoas saibam é que tudo o que estão fazendo online está sendo observado, está sendo monitorado, está sendo medido. Cada ação que você realiza é cuidadosamente monitorada e registrada. Exatamente quais imagens você para e olha, por quanto tempo você olha para elas – ah, sim, sério, por quanto tempo você olha para elas”.

O Dilema das Redes é impactante não só pelo conteúdo, que chega a exalar uma aura de teoria da conspiração, mas também por trazer especialistas para tratar sobre o assunto, o que afasta a ideia de farsa e nos faz querer repensar nossa relação com as mídias sociais. Isso fica bem evidenciado na sinopse em português, disponível na plataforma, que traz a descrição do filme em formato de alerta: “Especialistas em tecnologia e profissionais da área fazem um alerta: as redes sociais podem ter um impacto devastador sobre a democracia e a humanidade”.

O Dilema das Redes entrou para o catálogo da Netflix no dia 9 de setembro.








Eu super indico : ‘ O Dilema das Redes ’, na Netflix, escancara o aspecto manipulador das redes sociais



Publicado originalmente no Canaltech


Com a internet e as mídias sociais, tem se tornado cada vez mais comuns histórias sobre violações de privacidade e vazamentos de dados. O novo documentário da Netflix, O Dilema das Redes, veio para nos deixar ainda mais atentos a esse assunto.

Um novo trailer divulgado pela plataforma de streaming veio acompanhado da sinopse oficial, em que podemos ler o seguinte: “Nós tuitamos, curtimos e compartilhamos — mas quais são as consequências da nossa crescente dependência das mídias sociais? À medida que as plataformas digitais se tornam cada vez mais uma tábua de salvação para permanecer conectado, insiders do Vale do Silício revelam como a mídia social está reprogramando a civilização, expondo o que está escondido do outro lado da tela”.

Assustador, não? No vídeo, o ex-executivo do Twitter Jeff Seibert explica: “O que quero que as pessoas saibam é que tudo o que estão fazendo online está sendo observado, está sendo monitorado, está sendo medido. Cada ação que você realiza é cuidadosamente monitorada e registrada. Exatamente quais imagens você para e olha, por quanto tempo você olha para elas – ah, sim, sério, por quanto tempo você olha para elas”.

O Dilema das Redes é impactante não só pelo conteúdo, que chega a exalar uma aura de teoria da conspiração, mas também por trazer especialistas para tratar sobre o assunto, o que afasta a ideia de farsa e nos faz querer repensar nossa relação com as mídias sociais. Isso fica bem evidenciado na sinopse em português, disponível na plataforma, que traz a descrição do filme em formato de alerta: “Especialistas em tecnologia e profissionais da área fazem um alerta: as redes sociais podem ter um impacto devastador sobre a democracia e a humanidade”.

O Dilema das Redes entrou para o catálogo da Netflix no dia 9 de setembro.








Neurologista adverte : "desacredite da versão oficial". Coronavírus está matando muito mais (Vídeo)


Marcelo Bigal, M.D., Ph.D. - Healthcare of Tomorrow

O neurologista Marcelo Eduardo Bigal demonstra em vídeo como o número de mortes por coronavírus no Brasil é muito maior do que indicam as estatísticas do governo: "Desacredite da versão oficial: ela é mentirosa"


247 - O dr. Marcelo Eduardo Bigal, responsável por uma companhia de biotecnologia na área de desenvolvimento científico em imunologia, membro de corpo editorial da The Journal of Headache and Pain e da BioMedCentral Neurology e foi professor associado de Neurologia da Albert Einstein College Of Medicine, demonstra como a epidemia de coronavírus está muito mais disseminada que a versão das autoridades brasileiras. 


Bigal demonstra como há muitos mais casos de coronavírus que as estatísticas oficiais apontam e que o número de mortes é maior que os números do governo indicam. "Desacredite da versão oficial: ela é mentirosa".

Ele também desmonta o mito da cloroquina num vídeo que postou no Facebook - assista abaixo.

Segundo o médico, há "uma enorme desinformação". Na ausência de testes no Brasil - o país é o que menos testa no mundo. O Brasil testa 296 pessoas por milhão; os Estados Unidos testam mais de 7 mil por milhão e, a Alemanha, 15 mil pessoas por milhão. 
Bigal demonstra como o número de 4 mortes por coronavírus para cada milhão de pessoas (5 desde esta sexta-feira, 10) esconde a verdade sobre o número de casos fatais no Brasil.


O médico demonstra como a propaganda da cloroquina é uma mistificação disseminada por Bolsonaro. Ele fala em "irresponsabilidade" do governo e recomenda: as pessoas devem tomar cuidado por si próprias, ficar em casa, usar máscara, lavar as mãos e não tocar no rosto.

Assista:







Vídeo de 1 minuto mostra como a mídia levou o Brasil ao fundo do poço


vídeo midia brasileira

Vídeo é um resumo de como a imprensa funciona. São os criadores da criatura, mas quando descobriram que ela era uma aberração, quiseram abandoná-la, mas já era tarde demais. Ela cresceu, se revoltou e devorou todos eles.

Um vídeo com pouco mais de um minuto de duração com trechos de falas do historiador Marco Antônio Villa, uma espécie de ‘intelectual orgânico’ da mídia brasileira, é sintomático de como o Brasil chegou ao fundo do poço ao eleger a família Bolsonaro na eleição presidencial de 2018.


O conteúdo foi publicado no perfil do twitter ‘Vossa Carestade’. “Peço que você ‘perca’ 1m39s do seu tempo e olhe esse vídeo. É um resumo de como a mídia/imprensa funciona. São os criadores da criatura, mas quando descobriram que ela era uma aberração, quiseram abandoná-la, mas já era tarde demais, ela cresceu se revoltou e devorou todos eles”, diz a postagem.

Na rede social, o vídeo viralizou e recebeu milhares de reações. “Estamos vivendo uma terrível situação cujo desfecho não vai ser bom”, publicou um internauta. “São os arautos da hipocrisia, batem recordes”, postou outro.


“Os mesmos jornalistas e formadores de opinião que inflamaram o país com ódio e ajudaram a colocar Bolsonaro no poder, agora não sabem o que fazer nem como lidar com ele. Por puro ódio e preconceito, despertaram e deram vida a o que há de pior na humanidade”, observou mais um.

ASSISTA ABAIXO:


Postado em Pragmatismo Político em 20/02/2020



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Só é manipulado quem quer e gosta, né ? !



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Breve reflexão sobre " caixinhas "



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Willes S. Geaquinto



Você já deve ter ouvido falar de pessoas que só sabem pensar “dentro da caixinha”*; pessoas que se limitam a pensar como os outros querem. Sendo assim, vale acrescentar que esse pensar dentro da caixinha na verdade resulta em condutas dentro da caixinha, ou seja, a liberdade de agir é cerceada ou limitada por paradigmas, pré-conceitos ou padrões, estipulados de fora para dentro por outrem. Muito do jogo político-social-econômico e até religioso de dominação classista é feito de modo a levar as pessoas a submeterem-se a alguma “caixinha”.

Você também já deve ter ouvido o ditado popular “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Pois bem, é preciso estar vigilante, posto que não existe apenas uma “caixinha”, elas são inúmeras. Às vezes, você corre o risco de fugir de uma e cair em outra igual ou de teor assemelhado, já que existem uma gama de mecanismos como a televisão, a publicidade e hoje as chamadas mídias sociais via internet, para induzi-lo a adentrar e amoldar-se a uma delas.

Para tornar mais clara essa reflexão vou citar algumas das “caixinhas” disponíveis. São elas a da mediocridade, do comodismo, do vitimismo, da autopiedade, da submissão, da exacerbação do sofrimento, do consumismo desvairado, do determinismo, do fatalismo, do inconformismo inútil, da rebeldia inconsequente, da desresponsabilidade, da ignorância, da arrogância, do egoísmo, da baixa autoestima, do reducionismo, etc.

E aí você deve estar se perguntando: “como escapar a essa armadilha? ”. A primeira resposta que me ocorre é aprendendo a pensar e agir conscientemente diferente. De preferência baseado no bom conhecimento adquirido e na valoração positiva das suas próprias vivências e perspectivas, pois, enquanto estiver pensando ou agindo de acordo com outrem você será igual, embora possa diferir em alguns tons. Pense nisso!

*Às vezes usa-se também o termo “pensar dentro da casinha”, o que é apenas uma variação sobre o mesmo tema.




    Autor: Willes S. Geaquinto Psicoterapeuta, Consultor Motivacional. Com método próprio trabalha com a Terapia do Renascimento promovendo o resgate da autoestima, o equilíbrio emocional e solução de transtornos e fobias. Palestras e Cursos Motivacionais(relação de palestras no site). Contato: (35) 3212-5653 site: www.viverconsciente.com.br  E-mail: willesterapeuta@bol.com.br   Visite o Site do autor e leia mais artigos.









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A mamadeira que mudou o Brasil










E se nos livrássemos de todos os bilionários ?



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É ético que existam, quando tantos passam fome? Sua presença implica deformações econômicas, políticas e sociais. Sua adulação pela mídia é aberração moral. Ao nos livrarmos deles, daremos um enorme 
passo civilizatório.



Por Farhad Manjoo         

Tradução : Marianna Braghini



No último outono, Tom Scocca, editor do blog essencial Hmm Daily, escreveu um pequeno post que está mexendo com minha cabeça desde então.

“Algumas ideias de como tornar o mundo melhor, requerem um pensamento cuidadoso e com nuances, sobre como melhor equilibrar interesses conflitantes,” ele começou. “Outras, não: Bilionários são ruins. Nós devemos nos livrar deles preventivamente. De todos eles.”

Scocca — escritor por muito tempo no Gawker, até que o site foi abafado por um bilionário — ofereceu um argumento direto para dar um tranco nos mais ricos. Um bilhão de dólares é muito mais do que alguém precisa, mesmo fazendo os maiores excessos da vida. É muito mais do que aquilo a que qualquer um poderia alegar ter direito, não importa o quanto acredite ter contribuído com a sociedade.

Em algum nível de riqueza extrema, o dinheiro inevitavelmente corrompe. Na esquerda e na direita, ele compra poder político, silencia dissidências, serve principalmente para perpetuar uma riqueza cada vez maior, frequentemente sem relação com qualquer bem social recíproco. Para Scocca, esse nível é evidentemente algo em torno de um bilhão de dólares; com mais do que isso, você é irredimível.

Escrevo sobre tecnologia. Muito de minha carreira exigiu uma pesquisa profundamente antropológica entre o reino dos bilionários. Mas estou envergonhado em dizer que nunca tinha considerado a ideia de Scocca — que se almejarmos, por meio de políticas públicas e sociais, simplesmente desencorajar as pessoas de possuir mais de um bilhão, estaremos construindo um mundo melhor.

Devo dizer que, em outubro, abolir bilionários me pareceu fora de lugar. Soava radical, impossível, e mesmo Scocca pareceu sugerir esta noção como um mero devaneio.

Mas o fato de esta ideia ter se tornado um tema central da esquerda democrática revela, paradoxalmente, a fragilidade política dos bilionários. Nos Estados Unidos, Bernie Sanders e Elizabeth Warren estão propondo novos impostos voltados aos super ricos — incluindo taxas especiais para bilionários. A deputada Alexandria Ocasio-Cortez, que também é a favor de impostos mais altos sobre os ricos, tem feito um caso moral contra a existência de bilionários. Dan Riffle, seu assessor político, recentemente mudou seu nome no Twitter para “Todo Bilionário É Uma Falha Política.” Semana passada, o Huffpost perguntou, “Bilionários deveriam existir?

Suspeito que se a questão está recebendo tanta atenção, é porque tem uma resposta óbvia: Não: bilionários não deveriam existir — com seu poder de engolir o mundo, conquistando esse nível de adulação, enquanto o resto da economia se debate para sobreviver.

Abolir bilionários pode não parecer como uma ideia prática, mas se você pensar na proposta como um objetivo a longo prazo, à luz dos desarranjos econômicos mais profundos de hoje em dia, pode ser tudo — menos radical. Banir bilionários — buscando cortar seu poder econômico, trabalhar para reduzir seu poder político e tentar questionar seu status social — é uma visão perfeitamente clara para sobreviver ao futuro digital.

A abolição de bilionários poderia tomar diversas formas. Poderia significar evitar que as pessoas tenham mais de um bilhão em cash, mas provavelmente significaria maiores impostos sobre rendimentos, riqueza e propriedades para bilionários e pessoas a caminho de se converterem nisso. Essas ideias de políticas revelaram-se muito populares ainda que provavelmente não sejam suficientemente redistributivas para converter a maior parte dos bilionários em sub-bilionários.

Mais importante, o objetivo de abolir bilionários iria envolver remodelar estrutura da economia contemporânea, para que produza uma proporção mais igualitária entre os super ricos e restante de nós.

A desigualdade está definindo a condição econômica da era tecnológica. O software, por sua própria natureza, leva a concentrações de riqueza. Por meio dos efeitos em rede, em que a própria popularidade de um serviço assegura que ele se torne cada vez mais popular; e de economias de escala sem precedentes — em que a Amazon pode fazer a assistente digital Alexa uma única vez e vê-la trabalhar em todos os lugares, para todo mundo — a tecnologia instila uma dinâmica de o-vencedor-leva-tudo em grande parte da economia.

Alguns destes efeitos já começaram a aparecer. Corporações muito famosas, muitas de tecnologia, são responsáveis pelo grosso dos lucros corporativos, enquanto a maior parte do crescimento econômico, desde os anos 1970, foi para um pequeno número de super-ricos.

Mas o problema está prestes a piorar. A Inteligência Artificial está criando novas indústrias muito prósperas, que não empregam muitos trabalhadores. Se forem deixadas sem controle, tecnologia criará um mundo em que alguns bilionários controlarão uma parcela sem precedentes da riqueza global.

Mas a abolição não envolve apenas política econômica. Pode também tomar a forma de vexame social e político. Há pelo menos vinte anos vivemos uma relação amorosa devastadora com os bilionários – um flerte em que o setor tecnológico avançou mais do que em qualquer outro.

Assisti a uma geração de esforçados empreendedores juntarem-se ao clube das três pontas [termo utilizado para definir bilionários] e instantaneamente transformarem-se em super heróis da ordem global, pelo que se considera ser sua sabedoria óbvia e irrefutável sobre qualquer coisa e todas as coisas. Colocamos bilionários em capas de revistas, especulamos sobre suas ambições políticas, saudamos suas grandes visões para salvar o mundo e piscamos afetuosamente aos seus planos malucos para nos ajudar a escapar — graças aos seus foguetes gigantes e de-forma-alguma-sugestivos-freudianamente — para um novo mundo

Mas a adulação que concentramos nos bilionários obscurece o dilema moral no centro de sua riqueza. Por que qualquer pessoa deveria ter um bilhão de dólares e sentir-se orgulhosa em exibir seus bilhões, enquanto há tanto sofrimento no mundo? É como Alejandria Ocasio-Cortez disse, num diálogo com Ta-Nehisi Coates: “Não afirmo que Bill Gates ou Warren Buffet sejam imorais, mas um sistema quye permite a existência de bilionários, quando há muitas partes do mundo em que as pessoas estão se enchendo de verminoses porque não há acesso à Saúde pública está doente”.

Na semana passada, para ir mais fundo na questão de se é possível ser um bom bilionário, eu falei com dois especialistas.

O primeiro foi Peter Singer, o filósofo da moral, de Princeton, que escreveu extensivamente sobre os deveres éticos dos ricos. O Singer me disse que em geral, ele não achava possível viver moralmente como bilionário, apesar de apontar algumas exceções: Bill Gates e Warren Buffet, que decidiram doar a maior parte de suas riquezas para a filantropia, não teriam o desprezo de Singer.

“Eu tenho uma preocupação moral com os indivíduos – nós temos tantos bilionários que não estão vivendo eticamente, e não estão fazendo o melhor que podem, por uma larga margem,” disse o Sr. Singer.

Além disso, há a complicação adicional se, de fato, mesmo aqueles que estão “fazendo o bem” estão mesmo fazendo o bem. Como argumentou Anand Giridharadas, muitos bilionários aproximam-se da filantropia como uma espécie de exercício de marca, para manter um sistema no qual conseguem manter seus bilhões.

Quando um bilionário se compromete a colocar dinheiro na política — seja para o seu lado ou o outro — você deveria enxergar melhor de que se trata: um esforço para ganhar vantagens sobre o sistema político, um esquema para causar um curto-circuito na revolução e mitigar a revolta.

O que me leva ao meu segundo especialista no assunto, Tom Steyer, o antigo investidor de fundos multimercados, que está dedicando sua fortuna de bilhões de dólares para uma onda de causas progressistas, como registro de eleitores, mudanças climáticas e o impeachment de Donald Trump.

Steyer preenche todos os requisitos de um liberal. Ele é a favor de um imposto sobre fortunas e ele e sua esposa assinaram a Giving Pledge. Ele não vive em luxo excessivo — ele dirige um Chevrolet Volt. Ainda assim, eu me perguntei quando conversei ao telefone com ele, semana passada: Não estaríamos melhor se não tivéssemos que nos preocupar com pessoas ricas como ele tentando alterar o processo político? Steyer foi afável e eloquente; ele falou comigo durante quase uma hora sobre seu interesse em justiça econômica e suas crenças em organizações de base. Em determinado ponto, comparei suas doações com as dos Irmãos Koch, e ele pareceu genuinamente aflito com comparação. 

“Eu compreendo os problemas reais do dinheiro na política,” disse. “Nós temos um sistema que sei que não é certo, mas é o sistema que temos, e nós estamos tentando o máximo possível para mudá-lo.”

Eu admiro seu zelo. Mas se nós tolerarmos os supostamente “bons” bilionários na política, inevitavelmente deixamos as portas abertas para os ruins. E eles nos ultrapassarão. Quando o capitalismo norte americano nos envia seus bilionários, não está enviando os melhores. Está nos enviando pessoas que tem muitos problemas, e elas trazem esses problemas com elas.

Elas estão trazendo desigualdade e injustiça. Elas estão comprando políticos.

E alguns, creio eu, são boas pessoas.


Farhad Manjoo - Jornalista e escritor norte americano. Foi redator da revista Slate de 2008 a 2013 e logo depois se juntou ao The Wall Street Journal como colunista de tecnologia.


Postado em Outras Palavras em 01/03/2019



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