Cecília Meireles (1901-1964) foi poetisa, professora, jornalista e pintora brasileira. Foi a primeira voz feminina de grande expressão na literatura brasileira, com mais de 50 obras publicadas. Com 18 anos estreia na literatura com o livro "Espectros". Participou do grupo literário da Revista Festa, grupo católico, conservador e anti-modernista. Dessa vinculação herdou a tendência espiritualista que percorre seus trabalhos com frequência.
A maioria de suas obras expressa estados de ânimo, predominando os sentimentos de perda amorosa e solidão. Uma das marcas do lirismo de Cecília Meireles é a musicalidade de seus versos.
OBRAS
Espectros, poesia, 1919
Nunca Mais... e Poema dos Poemas, 1923
Baladas Para El-Rei, poesia, 1925
Viagem, poesia, 1925
Viagem, poesia 1939
Vaga Música, poesia, 1942
Mar Absoluto, poesia, 1945
Evocação Lírica de Lisboa, prosa, 1948
Retrato Natural, poesia, 1949
Amor em Leonoreta, poesia, 1952
Doze Noturnos de Holanda e o Aeronauta, poesia, 1952
Romanceiro da Inconfidência, poesia, 1953
Pequeno Oratório de Santa Clara, poesia, 1955
Pístoia, Cemitério Militar Brasileiro, poesia, 1955
Canção, poesia, 1956
Giroflê, Giroflá, prosa, 1956
Romance de Santa Cecília, poesia, 1957
A Rosa, poesia, 1957
Eternidade em Israel, prosa, 1959
Metal Rosicler, poesia, 1960
Poemas Escritos Na Índia, 1962
Antologia Poética, poesia, 1963
Ou Isto Ou Aquilo, poesia, 1965
Escolha o Seu Sonho, crônica, 1964
Crônica Trovoada da Cidade de San Sebastian, poesia, 1965
Hoje, 24/11/2025, fui profundamente tocado pela declaração da jovem Laura Cruz, de Moçambique, que me homenageou com um belo poema de Mia Couto.
Suas palavras de gratidão e esperança ecoam em meu coração, lembrando que a verdadeira riqueza está na união e na solidariedade ao redor do mundo.
Juntos, como o abraço de todas as crianças por cima dos oceanos, podemos construir uma ponte de amor e compaixão que transcende fronteiras. Muito obrigado, Laura, por seu carinho e inspiração!
Todos os mestres espirituais, ao longo do tempo, têm insistido na importância de vivermos no presente, livres de qualquer influência do passado ou de ânsia pelo futuro.
Mas, para quem ainda vive na dimensão da mente e do ego, direcionado pelo turbilhão de pensamentos e pelas emoções, este é um desafio e tanto.
Estar no presente significa manter-se permanentemente alerta para que as experiências já vivenciadas sirvam de aprendizado, e apenas isso. O que normalmente ocorre é que elas se tornam um padrão a direcionar as escolhas atuais.
Isto se expressa de dois modos: evitando-se repetir situações já experimentadas e que resultaram em algum insucesso, pela certeza de que o fracasso se repetirá, ou apegando-se obsessivamente ao desejo de ter de volta o que se viveu de bom, mas terminou.
Enquanto gastamos energia nestes jogos, o presente vai passando inexoravelmente e sendo desperdiçado como oportunidade de usufruirmos plenamente de cada instante, que uma vez terminado, jamais se repetirá.
Enquanto não adquirirmos a consciência de que qualquer conquista que imaginarmos para nosso futuro só tem alguma chance de ser alcançada, a partir de nossas ações no presente, a vida continuará sendo uma sucessão de dias iguais, onde nos colocaremos apenas como meros sobreviventes.
"Buda dizia:
Se você quer conhecer sua vida anterior, olhe o que você é agora, porque o que você é agora é o resultado de todo o seu passado. Se você quiser conhecer sua vida futura, olhe o que você é agora e trabalhe sobre o momento presente, porque o momento presente é a causa do que você será!"
E ele dizia:
"Não se preocupe com o que está atrás, não se preocupe com o que está à frente, mas trabalhe sobre o momento presente."
Padre Zezinho, Amizade talvez seja isso... São Paulo: Paulus Editora, 1988.
Nota: Apesar de muitas vezes atribuído, de forma errônea, a Chico Xavier, Vinicius de Moraes ou a Fernando Pessoa, o texto é da autoria de José Fernandes de Oliveira (conhecido como Padre Zezinho) e está publicado em seu livro de 1988 "Amizade talvez seja isso..."
Se eu morrer antes de você
Padre Zezinho
Se eu morrer antes de você, faça-me um favor.
Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado.
Se não quiser chorar, não chore.
Se não conseguir chorar, não se preocupe.
Se tiver vontade de rir, ria.
Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão.
Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
Se me criticarem demais, defenda-me.
Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam.
Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo.
Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo, chame a atenção deles.
Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver.
E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase :
'- Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!'
Aí, então derrame uma lágrima.
Eu não estarei presente para enxuga-la, mas não faz mal.
Outros amigos farão isso no meu lugar.
E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu.
Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus.
Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele.
E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele.
Você acredita nessas coisas?
Sim? Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito.
Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo.
Eu não vou estranhar o céu. Sabe porque? Porque ser seu amigo já é um pedaço dele!
De hoje em diante todos os dias Ao acordar, direi: Eu hoje vou ser feliz!
Vou lembrar de agradecer ao sol Pelo seu calor e luminosidade, Sentirei que estou vivendo, respirando.
Posso desfrutar de todos os Recursos da natureza. Gratuitamente.
Não preciso comprar o canto dos Pássaros, nem o murmúrio das ondas do mar.
Lembrarei de sentir a beleza das árvores, das flores. Vou sorrir mais, sempre que puder.
Vou cultivar mais amizades E neutralizar as inimizades. Não vou julgar os atos dos meus Semelhantes ou companheiros. Vou aprimorar os meus.
Lembrarei de ligar para alguém Para dizer que estou com saudades!
Reservarei minutos de silêncio, para ter a oportunidade de ouvir.
Não vou lamentar nem amargar as injustiças. Vou pensar no que posso fazer para Diminuir seus efeitos.
Terei sempre em mente que um minuto passado, Não volta mais, Vou viver todos os minutos proveitosamente.
Não vou sofrer por antecipação prevendo futuros incertos, nem com atraso, lembrando de coisas sobre as quais não tenho mais ação.
Não vou pensar no que não tenho e que gostaria de ter, mas em como posso ser feliz com o que possuo. E o maior bem que possuo é a própria vida.
Vou lembrar de ler uma poesia e de ouvir uma canção, vou dedicá-las a alguém.
Vou fazer alguma coisa para alguém, Sem esperar nada em troca, Apenas pelo prazer de ver alguém sorrir. Vou lembrar que existe alguém que me quer bem, Vou dedicar uns minutos de pensamento Para os que já se foram para que saibam que será sempre uma doce lembrança, Até que venhamos a nos encontrar outra vez.
Vou procurar dar um pouco de alegria para alguém, especialmente quando sentir Que a tristeza e o desânimo querem se aproximar.
E quando a noite chegar, Vou olhar o céu, para as estrelas E para o luar e agradecer a Deus, Porque hoje eu fui FELIZ!
Autoria Desonhecida ( na Internet são citados variados autores, mas não confirmados )
Quando a chuva passar e se acalmarem os caminhos, Seremos sobreviventes de um naufrágio coletivo. Com o coração choroso e o destino abençoado Nos sentiremos sortudos apenas por estarmos vivos.
E daremos um abraço no primeiro desconhecido E louvaremos a sorte de conservar um amigo. E então nos lembraremos de tudo aquilo que perdemos De uma vez aprenderemos tudo o que não aprendemos.
E não teremos inveja, pois todos terão sofrido. E não teremos apatia, seremos mais compreensivos. Valerá mais o que é de todos, o que jamais conseguiram. Seremos mais generosos, e muito mais comprometidos.
Entenderemos o quanto significa estarmos vivos. Sentiremos empatia por quem está e por quem já se foi Admiraremos o velho que pedia dinheiro no mercado, Que não sabíamos o nome e que sempre esteve ao seu lado, E talvez o velho pobre fosse o seu Deus disfarçado. Nunca perguntou o nome dele, porque estava com pressa.
E tudo será um milagre, tudo será um legado. E se respeitará a vida, a vida que nos foi dada. Quando a chuva passar, te peço Deus, arrependido, Que nos devolva coisas melhores, como tinha sonhado para nós.