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Meu filho partiu aos 13. Semanas depois, sua professora me chamou à escola às pressas : “ Ele deixou algo para você ”



Relato extraído do fórum Reddit, nomes foram alterados para preservar identidade. Algumas perdas não terminam no dia do funeral. Elas continuam dentro da casa, no copo que ninguém mais usa, no tênis encostado perto da porta, na camiseta que ainda guarda um pouco do cheiro de quem se foi. Para Meryl, perder Owen, seu filho de 13 anos, foi como passar a viver em uma casa onde tudo ainda falava dele — menos ele.

Owen havia enfrentado o câncer por dois anos. A família já conhecia hospitais, exames, noites mal dormidas e aquela esperança cansada que muitas mães e pais tentam sustentar mesmo quando o medo está ali, sentado à mesa. Mas a morte dele não veio da doença.

Veio numa tarde no lago.

Ele havia saído com o pai, Charlie, e alguns amigos. Uma tempestade chegou rápido demais. Owen entrou na água, a correnteza ficou forte, e ele desapareceu. As buscas duraram dias. No fim, a família recebeu uma frase impossível de engolir: Owen foi declarado desaparecido.

Sem corpo. Sem última conversa. Sem despedida.

O quarto onde o silêncio pesava demais

Depois do funeral, Meryl passou a visitar o quarto do filho todos os dias. Sentava na cama, segurava suas roupas, olhava seus livros escolares e os pequenos objetos que ele deixara para trás. Era tudo muito comum, e por isso mesmo tão doloroso.

Owen era o tipo de menino que ainda fazia piadas na cozinha. Na última manhã em que a mãe o viu, ele tinha virado uma panqueca alto demais e riu quando ela caiu torta no fogão. Parecia cansado, mas garantiu que estava tudo bem.

Esse “tudo bem” ficou preso na memória de Meryl como uma frase que ela gostaria de ter questionado mais.

Charlie, por outro lado, reagiu de outro jeito. Voltou ao trabalho cedo demais, chegava tarde, falava pouco e evitava abraços. Para Meryl, aquela distância parecia abandono. Como se, além de perder o filho, ela também estivesse perdendo o marido aos poucos.

A ligação da professora

Certo dia, enquanto segurava uma camiseta azul de Owen, o telefone tocou.

Era a Sra. Dilmore, professora de matemática dele.

Owen adorava aquela professora. Falava dela no jantar, comentava as aulas e parecia ter encontrado na matemática uma espécie de refúgio. Por isso, quando Meryl viu o nome na tela, atendeu com o coração apertado.

A professora estava emocionada.

Ela disse que havia encontrado um envelope na escola. Um envelope com o nome de Meryl, escrito pela mão de Owen.

“Você precisa vir até aqui”, explicou. “Acho que isso é importante.”

Meryl mal conseguiu responder. Avisou a mãe, pegou as chaves do carro e foi para a escola com a sensação estranha de que o filho, de alguma forma, ainda tinha algo a dizer.
“Para a mamãe”

Na secretaria, a Sra. Dilmore entregou o envelope com cuidado. Era branco, simples, mas carregava um peso enorme.

Na frente, em letra de menino, estavam duas palavras:

Para a mamãe.

Meryl quase perdeu as forças.

A professora a levou para uma sala vazia. Ali, longe do movimento dos corredores, ela abriu o envelope. Dentro havia uma folha de caderno dobrada.

A primeira linha mudou tudo:

“Mãe, eu sabia que esta carta chegaria até você se alguma coisa acontecesse comigo. Você precisa saber a verdade… sobre o papai.”

Meryl sentiu o corpo gelar.

O texto não explicava tudo. Owen apenas pedia que ela não confrontasse Charlie. Mandava que ela o seguisse. Depois, dizia para procurar embaixo de um ladrilho solto, debaixo da mesinha do quarto dele.

Era estranho demais para ignorar.

Pela primeira vez desde a morte do filho, a dor abriu espaço para a dúvida.

O segredo de Charlie

Meryl decidiu seguir as instruções da carta. Foi até o escritório de Charlie e esperou.

Para testar, mandou uma mensagem perguntando o que ele queria para o jantar.

A resposta veio pouco depois:

“Tenho reunião até mais tarde. Não me espere acordada.”

Só que, vinte minutos depois, Charlie saiu do prédio. Meryl o seguiu de carro, tentando entender que tipo de segredo o marido escondia.

Depois de quase quarenta minutos, ele estacionou no hospital infantil — o mesmo lugar onde Owen havia feito tratamento.

Charlie tirou algumas caixas do porta-malas e entrou.

Meryl foi atrás, em silêncio.

Pela janela de uma sala, viu uma cena que não combinava com nenhuma suspeita que havia passado por sua cabeça. Charlie vestia uma roupa colorida, exagerada, com suspensórios enormes, casaco xadrez e nariz vermelho.

Ele entrou na ala pediátrica como um palhaço.

As crianças sorriram antes mesmo que ele começasse a brincar.

Charlie distribuía brinquedos, fazia caretas, fingia tropeços e arrancava risadas de meninos e meninas que conheciam bem demais o medo de um hospital.

Uma enfermeira o chamou por um nome que Meryl nunca tinha ouvido:

Professor Giggles.

O pedido silencioso de Owen

Quando Charlie viu Meryl, perdeu o sorriso na hora. Ela mostrou a carta. Ele entendeu.

Com os olhos marejados, contou que fazia aquilo havia dois anos, sempre depois do trabalho. Visitava crianças internadas, vestido de palhaço, para levar um pouco de leveza a quem estava enfrentando tratamentos difíceis.

Tudo começou por causa de Owen.

O menino havia dito certa vez que a pior parte da doença não era só a dor física. Era ver outras crianças assustadas, caladas, sem saber como atravessar o dia.

Owen queria que alguém as fizesse rir, nem que fosse por alguns minutos.

Charlie decidiu ser essa pessoa.

Ele nunca contou ao filho. Também nunca contou à esposa. Guardou o gesto em segredo, talvez por vergonha, talvez por medo de parecer frágil, talvez porque algumas dores ficam escondidas até de quem está dormindo ao nosso lado.

Meryl, então, percebeu que a distância do marido não vinha de frieza.

Vinha de culpa.

Vinha de um luto que ele não sabia explicar.

O presente escondido no quarto

Depois da visita ao hospital, os dois voltaram para casa juntos.

No quarto de Owen, Charlie levantou o ladrilho solto indicado na carta. Ali havia uma pequena caixa.

Dentro dela, uma escultura de madeira feita pelo menino: um homem, uma mulher e uma criança. Os três juntos.

Também havia outra carta.

“Eu só queria que você visse o coração do papai com seus próprios olhos. Amo vocês dois.”

Meryl leu a frase mais de uma vez antes de conseguir chorar.

Charlie chorou também.

E, pela primeira vez desde o funeral, ele não se afastou quando ela o abraçou.

Mais tarde, revelou outro motivo para ter evitado contato físico: havia feito uma tatuagem com o rosto de Owen sobre o peito, perto do coração. A pele ainda estava cicatrizando.

Meryl riu entre lágrimas.

Disse que aquela era a única tatuagem que ela conseguiria amar.

Nada trouxe Owen de volta. Mas o menino, mesmo depois de partir, ainda encontrou uma forma de aproximar os pais. Deixou uma carta, uma pista e uma lembrança concreta de que o amor, quando é vivido de verdade, às vezes continua organizando a vida de quem fica.





Para ouvir e cantar o Amor . . . Algumas músicas lindas














Escolha ser luz . . . na consciência e na alma

 






Quem grita mais não ama melhor





Vivemos um tempo em que o amor perdeu o tom de voz.

Quanto mais alto se grita, mais se acredita estar certo.

Quanto mais se ataca, mais se confunde isso com coragem.

Quanto mais se odeia, mais seguidores se conquista.

Mas gritar nunca foi sinônimo de amar.

O amor não precisa de volume.

Precisa de presença.

Precisa de constância.

Precisa de gestos que não cabem em slogans.

Jesus nunca gritou para convencer. Nunca humilhou para vencer debates. Nunca transformou o outro em inimigo para afirmar sua verdade. Seu modo de amar era desarmado - e exatamente por isso tão ameaçador. Ele não disputava plateias; tocava consciências.

Francisco de Assis seguiu esse mesmo caminho. Em vez de confrontar o mundo com discursos inflamados, escolheu desarmá-lo com mansidão. Não gritou contra a riqueza - viveu a simplicidade. Não atacou o poder - caminhou com os pobres. Não acusou a criação - fez-se irmão dela.

Hoje, porém, o amor parece insuficiente se não vier acompanhado de indignação visível. Amar em silêncio é visto como fraqueza. Amar sem atacar é confundido com conivência. Amar sem polarizar parece, para muitos, falta de posicionamento.

Mas observe a natureza.

Nenhuma forma de vida se sustenta pelo grito.

O cuidado acontece no detalhe.

A vida cresce no silêncio.

A restauração se dá no tempo.

Os animais não precisam provar que pertencem. Não disputam quem está certo. Não constroem narrativas para justificar sua existência. Eles vivem - e, ao viver, equilibram o todo.

Talvez o maior sinal de que nos afastamos do essencial seja esse: precisamos gritar para nos sentirmos vivos.

A espiritualidade franciscana nos propõe outro caminho. Um caminho em que o amor não é reação impulsiva, mas decisão cotidiana. Em que a mansidão não é omissão, mas maturidade espiritual. Em que o silêncio não esconde a verdade, mas a protege do desgaste.

Amar dá trabalho.

Odiar rende aplausos rápidos.

Amar exige escuta.

Odiar dispensa compreensão.

Amar constrói lentamente.

Odiar destrói em segundos.

Por isso, quem ama de verdade quase nunca viraliza.

Mas sustenta lares.

Sustenta vínculos.

Sustenta comunidades feridas.

Sustenta a esperança quando tudo parece perdido.

Jesus sabia: o amor não seria popular. Francisco também sabia: a mansidão seria ridicularizada. Ainda assim, ambos escolheram amar até o fim - não porque fosse fácil, mas porque era fiel à vida.

Num mundo que confunde barulho com verdade, amar em silêncio é um ato de resistência. Não uma resistência agressiva, mas firme. Uma resistência que não precisa vencer o outro, porque já venceu o próprio ego.

Quem grita mais não ama melhor.

Ama menos.

Ama com medo.

Ama para si.

O amor verdadeiro não precisa se impor.

Ele permanece.

E você? Onde o amor pede menos grito e mais presença na sua vida hoje?


Um Sonhador, Caminhando com Francisco - Paulo Roberto Savaris - Autor dos eBooks Série, Descubra Caminhando com Francisco e O Eremita Digital - Silêncio no Caos Moderno. Reflexões sobre espiritualidade, fé, natureza e simplicidade.








Viver com qualidade e buscar a felicidade





A religião é o equilíbrio da nossa vida, realmente ela nos equilibra. Procure ter uma religião.

O importante é você viver bem. As outras pessoas não são mais importantes do que você; temos que ser nós mesmos dentro da religião.

Nunca procure ser radical. Respeite e não seja respondão. Você sabe o erro da outra pessoa; às vezes, na chatice dela, é o ciúme que está imperando.

Temos que aprender a respeitar a nós mesmos e mostrar esse respeito aos nossos filhos.

Ser filho não é uma obrigação, assim como ser pai ou mãe também não é; é uma questão de amor. Temos que enfrentar as nossas dificuldades com amor, adquirindo experiência nos nossos erros.

Eu errei muito para chegar no que sou hoje.

A minha vida é gostosa, não lamento. Na minha frente está o meu futuro; atrás, o meu passado, lembrando-me para que eu não erre.

10 Dicas de bem-estar, para ser feliz

1º. Domine a língua. Diga menos do que pensa. Cultive uma voz baixa e suave. O modo de falar impressiona mais do que o que se fala.

2º. Pense antes de fazer uma promessa e depois não a quebre, nem dê importância ao quanto lhe custa cumpri-la.

3º. Nunca deixe passar uma oportunidade para dizer uma coisa meiga e animadora a uma pessoa ou a respeito dela.

4º. Tenha interesse nos outros, em suas ocupações, em seu bem-estar, seus lares e família. Seja sempre alegre com os que riem e lamente com os que choram. Haja de tal maneira que as pessoas com quem se encontrar sintam que você lhes dispensa atenção e lhes dá importância.

5º. Seja alegre, conserve para cima os cantos da boca. Esconda suas dores, desapontamentos e inquietações sob um sorriso. Ria das histórias boas e aprenda a contá-las.

6º. Conserve a mente aberta para todas as questões e discussões. Investigue, mas não argumente. É próprio das grandes mentalidades discordar e ainda conservar a amizade do seu oponente.

7º. Deixe as suas virtudes, se as tiver, falarem por si mesmas e recuse-se falar das faltas e fraquezas dos outros. Condene os murmúrios. Faça uma regra de falar só coisas boas dos outros.

8º. Tenha cuidado com os sentimentos dos outros. Gracejos e críticas não valem a pena e frequentemente magoam quando menos se espera.

9º. Não faça questão das observações más a seu respeito; viva de modo que ninguém as acredite.

10º. Não seja excessivamente zeloso dos seus direitos. Trabalhe, tenha paciência, conserve-se calmo, esqueça-se de si mesmo e será recompensado.

Busque o bem-estar em suas escolhas e cultive a felicidade todos os dias. (Mestre Espiritualista Florêncio Antonio Lopes)


Nosso endereço: Rua Mariana Junqueira, 1205 – centro – Ribeirão Preto - SP, fone/zap: 16 99168-1450

Amor Entre os Povos
amorentreospovos1@gmail.com






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Confie na vida



Deixe passar o momento ruim, pois nada é para sempre. Confie na vida, pois o que ela traz também leva e pune aqueles que se comportam de modo contrário à lei do Amor! A consciência, a voz de Deus em cada pessoa, alerta cada um quanto aos desvios do caminho e nada pode fazê-la calar... Podemos fugir de qualquer pessoa e de coisas que nos incomodem, mas nunca de nós mesmos, por muito tempo. Há os que se embriagam, há os que se drogam, há os que se atordoam com medo de ficar a sós consigo mesmos, há até os que se suicidam, mas nada disso resolve, pois sempre ecoará em cada um a repreensão pelo mal cometido, ou o elogio pelo bem praticado.

Por isto, quando se sentir ofendido, procure sofrer o mínimo possível! Deixe estar... Continue o seu caminho e vá entregando os fardos e sofrimentos a Deus, que está em todos e que sabe como resolver cada problema a seu tempo.

Importa amar-se muito, dar-se o devido valor, ouvir-se e com isto também amar a tudo e a todos como centelhas do Pai. O desequilíbrio de alguém pode durar muito tempo, mas terá um fim. A desarmonia parece até eterna, mas há de ser vencida pela ordem cósmica que tudo alinha.

Avance com o olhar e vislumbre o horizonte com os olhos de seu espírito. Detalhes pequenos desta caminhada nada são, quando percebemos o todo, uma existência inteira. Naqueles que não se detêm olhando o lodo, crescem asas que lhes permitem voar acima dele, para além das montanhas mais altas, para perto do Sol e da Luz, bem próximo às estrelas, num voo alegre, feliz!

Diante da palavra ríspida, da vibração de ódio, aquiete-se, ore e procure se tranquilizar. Essas energias fazem principalmente mal a quem as sente. Deixe estar... O tempo, grande guardião do ontem, do hoje e do amanhã, faxineiro das consciências, também se encarregará de ensinar e modificar essa situação. A vida não pára e cada dia traz sua lição para todos.

Não guarde o que passou e lhe fez sofrer. Deixe-o ir... Na memória, cultive os momentos bons e de cada dor procure tirar um ensinamento, de cada engano uma lição que lhe permitirá andar com mais segurança logo adiante.

Entregue-se a Deus, conte-lhe tudo que lhe preocupa e espere as Suas respostas. Sempre as terá, se tiver confiança nisso. Creia que existe um Amor que permeia tudo e todos e que sustenta os que se julgam caídos. O único poder verdadeiro é o do Pai e este não escraviza, mas liberta! Confie na justiça cósmica que tem tempo para fazer os seus ajustes. Nada passa despercebido dela e, um dia, em algum lugar, num tempo que vai existir, reinará a Paz e a compreensão neste Planeta!

Maria Cristina





Alimentar o corpo ou a alma? Uma reflexão sobre o essencial da vida





No dia a dia, lembramos constantemente de alimentar o corpo - seja com comida rápida, apressada ou, muitas vezes, sem a consistência adequada para uma vida saudável. Mas, e a alma? O espírito? Estes quase sempre ficam em segundo plano.

E existe ainda uma dimensão mais profunda: o Eu interior, aquele espaço secreto que só cada ser humano conhece em sua verdadeira realidade. É no coração, nas entranhas da nossa existência, que nascem as mensagens que iluminam a razão e conduzem nossas escolhas.

Entre corpo, mente e espírito

O ser humano é um encontro de corpo, mente e espírito. Conhecimento, religiosidade, desejos e escolhas moldam essa unidade. Contudo, muitas vezes, desviamo-nos para os extremos: dinheiro, sucesso, poder ou prazeres passageiros, esquecendo de centrar no que realmente importa - aquilo que dá sentido à vida.

Essa perda de equilíbrio gera vazio, porque não é o mundo exterior que sustenta nossa essência, mas sim o que cultivamos dentro de nós.

A simplicidade como caminho

Não se trata de rejeitar o que a vida nos oferece, mas de minimizar excessos e tornar a existência menos complexa. O presente é importante, mas o futuro sempre chega - e, quando chega, nenhuma riqueza material pode ser levada. O que permanece é o legado espiritual, os exemplos, as escolhas e o amor que deixamos.

Jesus é o maior exemplo: sua obra não foi marcada por poder, mas por amor, simplicidade e entrega. Ele nos mostrou que a verdadeira força está na humildade.

O que ficará de nós

Seremos lembrados não pelo que acumulamos, mas por aquilo que plantamos no coração dos outros. As obras exteriores são passageiras, mas o que se faz em favor do próximo e de si mesmo é eterno.

Por isso, ao invés de inveja, orgulho ou comparações, precisamos investir em autoconhecimento e viver em plenitude interior. Se não pudermos ajudar, que ao menos não sejamos obstáculos no caminho de quem busca viver sua verdade. Afinal, a prestação de contas é pessoal e intransferível.

Um convite à reflexão

O caminho de São Francisco de Assis nos inspira: simplicidade, desapego e amor ao próximo. Alimentar a alma significa abrir espaço para o silêncio, a oração, a natureza e a partilha.

Se algo incomoda em nossas reflexões, talvez seja justamente o que precisa ser ajustado. Sigamos, então, sem impor, mas provocando, porque todo despertar começa com um incômodo que convida à mudança.





O mundo e o roubo do desejo do Céu : uma reflexão sobre o que realmente buscamos


 

Todos nós, em algum momento da vida, buscamos algo maior. Um sentido mais profundo, uma paz que não dependa das circunstâncias, um amor que nos preencha. Alguns chamam isso de Céu. Outros, de plenitude, verdade, paz interior, sentido, ou simplesmente de um lugar de pertencimento. O nome pode variar, mas o desejo por esse “algo a mais” é universal e profundamente humano.

No entanto, o ritmo do mundo moderno — apressado, barulhento, ansioso e superficial — tem nos afastado dessa busca essencial. Vivemos correndo atrás de metas, validações e conquistas externas... e, aos poucos, sem perceber, vamos perdendo o desejo pelo que realmente importa.

Será que ainda desejamos o Céu?

E aqui, por “Céu”, não falamos apenas de uma realidade espiritual futura, mas de uma vida mais significativa, com mais amor, presença, conexão interior e abertura ao outro. Esse desejo está sendo minado — muitas vezes de maneira sutil — como quem troca um tesouro por moedas de brilho passageiro.

Renúncia : Escolher o Essencial

Nos relatos evangélicos, Jesus falou sobre o “Reino dos Céus” — não apenas como um destino após a morte, mas como uma maneira nova de viver o presente. Uma forma de ser mais sensível, mais livre, mais verdadeiro.

Essa proposta inclui a ideia de renúncia, que aqui não deve ser entendida como negação da vida ou repressão do desejo, mas como a escolha consciente do que é essencial. Trata-se de abrir mão daquilo que nos prende ou fere, para abraçar aquilo que nos dá vida de verdade.
“Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me”. (Mt 16,24)
Esse é um convite radical. Em um tempo em que tudo nos chama para fora — para parecer, vencer, conquistar — essa proposta nos chama para dentro: para amar, servir, perdoar, partilhar, viver com autenticidade.

Mas muitos ainda preferem negociar com o mistério da vida: acumulam tudo o que o mundo oferece, como se pudessem resolver suas pendências espirituais no final, com palavras soltas de arrependimento. Como se o amor fosse um contrato assinado às pressas e não uma construção diária.

O mundo nos rouba o desejo do Céu quando:

Nos convence de que sucesso e aparência valem mais que coerência e verdade;

Nos afasta do silêncio, da escuta interior, da presença;

Nos aprisiona na produtividade e esvazia nossa alma de sentido;

Nos separa dos outros, em vez de nos unir em compaixão e solidariedade.

Mas há outros caminhos...

Ao longo da história, sábios e mestres — espirituais ou não — nos apontaram uma direção mais verdadeira:

Silêncio e interioridade: A escuta profunda nos reconecta ao essencial.

Amor concreto: O cuidado pelos pequenos, esquecidos e simples é onde a vida floresce.

Partilha: No ato de repartir, manifesta-se a abundância e o sentido.

Autenticidade: Não basta parecer bom — é preciso ser inteiro e verdadeiro.
“O Reino de Deus está dentro de vós”. (Lc 17,21)
E hoje, em meio ao barulho do mundo... Você ainda sente o desejo de algo maior?

As suas escolhas refletem o que você acredita — ou o que esperam de você?

O que você tem buscado com mais intensidade: resultados ou significado?

Como reavivar esse desejo essencial?

Reserve alguns minutos por dia para o silêncio. Escute o que há dentro.

Esteja com os outros com presença e empatia, não apenas com pressa e distração.

Pergunte-se com sinceridade: “Estou vivendo como quem ama?”

Leia algo que nutra sua alma, e não apenas sua mente.

Reencante-se com o simples: um abraço, um pôr do sol, um silêncio partilhado.Porque o Céu — ou como você quiser chamar essa plenitude — começa aqui.

Na forma como olhamos, tocamos, escutamos, nos relacionamos e escolhemos.

Não se trata de uma religiosidade superficial, mas de uma espiritualidade vivida.

Não é sobre fugir do mundo, mas de habitar nele com mais verdade, mais amor e mais presença.

Se essa reflexão tocou algo em você, compartilhe com alguém que também sente que está perdendo de vista o que realmente importa.

Vamos juntos relembrar que o essencial ainda vive em nós — e que o Céu é, antes de tudo, um desejo que se cultiva em cada gesto humano, simples e sincero.


Um Sonhador, Caminhando com Francisco : Paulo Roberto Savaris é autor dos eBooks: Caminho de Francisco, Entre o Céu e o Silêncio e o Segredo da Simplicidade Franciscana, na Amazon, Série Descubra Caminhando com Francisco e do Blog Caminhando com Francisco, dedicado à educação, à escrita inspirada na espiritualidade e nos valores de simplicidade e amor ao próximo.




Solução rápida e imediata para acabar com o sofrimento



Só existe uma cura para os conflitos, as angústias, os sentimentos de culpa e o ódio que se disfarça sob diversos aspectos em nosso campo psíquico: o amor.

O amor é o único solvente disponível — não há outro. Se você compreender o que estou dizendo, estará em paz, livre e realizado. Com a compreensão profunda do que significa o amor, você poderá, então, pagar a conta do analista, jogar fora todos os remédios e deixar de gastar com especialistas. O amor será sua única arma contra tudo aquilo que está mal resolvido dentro de você, contra todas as feridas que ainda não cicatrizaram, contra toda a aversão que você desenvolveu — contra tudo e contra todos, mas, principalmente, contra si mesmo.

O amor se manifesta com todo o seu poder, usando todas as suas armas. Entre elas estão a aceitação, a compreensão, a entrega e a gratidão. Não existe força na natureza capaz de se opor a esses elementos, pois as trevas não podem lutar contra a luz. Nenhuma escuridão resiste ao sol — aliás, o sol sequer conhece a escuridão; ela é apenas a sua ausência.

Seus problemas chegarão ao fim quando você aprender a se amar — amar-se incondicionalmente. Amar todo o seu passado, cada experiência vivida, cada dissabor, cada evento que deixou impressões carregadas de ódio e revolta. Amar cada personagem que atua em seu mundo interior, influenciando suas escolhas, determinando suas reações — e assim por diante.

Quando você se inundar de amor, perceberá que só ele é capaz de dissolver o mundo ilusório criado em sua mente para acomodar tantos inimigos internos: o juiz que vive ao pé do seu ouvido, o padre que tenta convencê-lo de que você é um pecador, o pai severo que impôs limites intransponíveis e que ainda impactam suas ações e escolhas — enfim, todos eles.

Com amor, não haverá mais culpas, remorsos, arrependimentos. Nada. Toda a aversão que você carrega contra si desaparecerá.

À medida que essas impressões começarem a se dissolver, você perceberá mudanças significativas em sua maneira de agir, de olhar para o mundo, de se relacionar com as pessoas. Afinal, só é possível expressar aquilo que existe dentro de você. Se existe um material tóxico e radioativo em sua mente, ele continuará influenciando sua perspectiva, criando barreiras e limitações, contaminando o mundo ao seu redor. Ninguém consegue, por muito tempo, impedir que esses conteúdos sejam despejados para fora. Não há diques para isso. Você continuará enxergando a realidade com os olhos da maldade.

Renda-se ao amor. Sinta a presença de cada elemento desconfortável que trafega em seu mundo interior. Aceite, compreenda, perdoe e olhe para cada uma dessas informações com amor — como algo que foi necessário para trazê-lo até aqui, como etapas do seu aprendizado e desenvolvimento. Você nunca foi mau. Você sempre foi divino. Apenas esteve — e talvez ainda esteja — inconsciente disso.

Sartre dizia: “Não importa o que fizeram com você; importa o que você faz com o que fizeram com você”. Sartre estava certo, mas poderia ter ido além e mostrado o que podemos fazer com essas impressões que carregamos. Poderia ter revelado que a única forma de dissolvê-las é usando os instrumentos do amor. Compreendendo, aceitando e rendendo-se. Pois só assim poderemos nos livrar dos conflitos, das guerras internas, do sofrimento e do estresse que provocam tantos estragos em nosso ser.


Conheça meu artigos: Terapeuta Holístico, Palestrante, Instrutor de Yoga, Pesquisador, escritor, nada disso me define. Eu sou o que Eu sou! Whatsapp (para mensagens): 11-94074-1972




Amor em Poesia : Feliz Dia dos Namorados




Amar é mudar a alma de casa",
é ter no outro, nosso pensamento.
Amar é ter coração que abrasa,
amar, é ter na vida um acalento.

Amar é ter alegria que extravasa,
amar é sentir-se no firmamento.
"Amar é mudar a alma de casa",
é ter no outro, nosso pensamento.

Amar, é aquilo que embasa,
é ter comprometimento.
Amar é, voar sem asa,
e porque amar é acolhimento,
"amar é mudar a alma de casa".

Mário Quintana


Tempo passa? Não passa
no abismo do coração.
Lá dentro, perdura a graça
do amor, florindo em canção.

O tempo nos aproxima
cada vez mais, nos reduz
a um só verso e uma rima
de mãos e olhos, na luz.

Não há tempo consumido
nem tempo a economizar.
O tempo é todo vestido
de amor e tempo de amar.

O meu tempo e o teu, amada,
transcendem qualquer medida.
Além do amor, não há nada,
amar é o sumo da vida.

São mitos de calendário
tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário
é um nascer toda a hora.

E nosso amor, que brotou
do tempo, não tem idade,
pois só quem ama
escutou o apelo da eternidade.

Carlos Drummond de Andrade


Não acabarão nunca com o amor,
nem as rusgas,
nem a distância.
Está provado,
pensado,
verificado.
Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos
e faço o juramento:
Amo
firme,
fiel
e verdadeiramente.

Vladimir Maiakóvski


Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

Mario Quintana


Amemos! Quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!

Na tu’alma, em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez!

Quero em teus lábios beber
Os teus amores do céu,
Quero em teu seio morrer
No enlevo do seio teu!

Quero viver d’esperança,
Quero tremer e sentir!
Na tua cheirosa trança
Quero sonhar e dormir!

Vem, anjo, minha donzela,
Minh’alma, meu coração!
Que noite, que noite bela!
Como é doce a viração!

E entre os suspiros do vento
Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento,
Morrer contigo de amor!

Álvares de Azevedo - Amor










Padre e freira deixam vida religiosa após 7 anos e vivem linda história de amor




Tanto Tomás quanto Massiel sentiam que a vida religiosa não era para eles. Depois de ambos deixarem suas respectivas atividades, os jovens começaram a ter encontros como amigos e acabaram se apaixonando.


Há histórias da vida real que não deixam nada a desejar aos mais famosos filmes de Hollwood. Um desses casos é o de Tomás e Massiel, dois jovens mexicanos que protagonizaram uma linda história de amor que tem causado muita comoção nas redes sociais.

Tomás usou sua conta no TikTok para contar a seus seguidores como deixou a vida de religioso para viver um amor. Ele diz ter conhecido a jovem Massiel depois de 7 anos estudando para se tornar padre. A menina, por sua vez, também se preparava para seguir uma vida ligada à fé, já que estava no convento.


Ambos já se conheciam, mas cada um se dedicava às suas tarefas apostólicas. Durante os 7 anos em que esteve no seminário, Tomás dedicou-se a diferentes atividades de serviço e por vezes esbarrava com Massiel, mas eles eram apenas amigos.

Depois desse tempo, Tomás sentiu que a vida religiosa não era para ele e decidiu deixar a igreja. Foi aí que aconteceu uma coincidência que pode ou não ser obra do destino: o jovem descobriu que Massiel também havia deixado de ser freira.


Devido a essa coincidência, decidiram retomar o contato. Tomás queria falar com ela novamente com a intenção de perguntar por que ela havia deixado o convento, então eles tiveram alguns encontros.

No entanto, o que parecia ser uma simples amizade se transformou em algo mais profundo quando eles se conheceram longe da vida religiosa. Até que um dia Tomás se percebeu profundamente apaixonado por Massiel.


“O fato é que eu a vi diferente, muito bonita com seu lindo sorriso e seu jeito único de se vestir. Não sei, mas tudo começou mesmo quando começamos a conversar. Não sei se você já viu aqueles filmes em que a pessoa fala e sei lá, o outro não escuta, mas só olha”, comentou em um vídeo.

Tomás e Massiel se tormnaram um casal e hoje fazem sucesso nas redes sociais, onde regularmente publicam vídeos sobre o seu romance e a sua história de vida particular.



Postado em Conti Outra