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O mundo precisa de cores, alma leve, boa música e amores



" Mesmo o mundo não sendo cor de rosa, sempre terá pessoas com alma leve, querendo contagiar a gente com o bem..."   Rafaela Bueno

Adriana Helena

Amigos, com certeza a vida seria ainda mais difícil se não houvessem cores. A cor do céu, das plantas, das cidades e tantas outras são capazes de nos inspirar muito. Quem nunca suspirou vendo um lindo pôr do sol ou outro espetáculo da natureza? E certamente você tem uma ou mais cores preferidas. Por isso, confira a canção e o texto da semana sobre cores e ilumine a sua vida! Afinal já é primavera...Mas antes leia esse pequeno pensamento:

O mundo só gira se
você pensar...

pensar novo,
cor de rosa;

se você ler...
ler poemas, ler amigos;

se você acreditar...
no amor e na canção;

Principalmente se você viver...
cada minuto, cada segundo!




Hoje estou vendo a vida um pouco mais cor-de-rosa. Uma página se fechou e uma nova se abre. O céu está azul e o sol brilha com toda a sua força. Meu coração sorri e está cheio de paz.


Nós não podemos seguir nosso caminho na vida se deixarmos coisas não resolvidas para trás. Outros poderão tropeçar nessas coisas.

O mundo está cheio de estrelas que pertencem a todo mundo. Cada um tem direito à sua, mas todo mundo não terá o direito de tocá-las, porque para isso é preciso querer.


Amar seu próximo como a si mesmo é um ensino de uma grande sabedoria. E nós nos esquecemos com freqüência que o próximo é aquele que está perto e então é preciso começar pela nossa família.

Quem ainda não entendeu isso não entendeu nada da vida. Sejam quem forem, o que forem, os pais são as pessoas mais próximas de nós. Não importa o que eles fizeram na vida, foram eles que nos deram a nossa vida. Só por isso devemos amá-los muito, imensamente, infinitamente.

Saber se entender com seus pais, saber perdoar as grandes e pequenas coisas é ser sábio. Se existe alguma coisa que nos separa da nossa família é preciso voltar atrás antes de prosseguir o caminho. Porque sem isso nós não seguiremos jamais como devemos.


E depois, devemos olhar à nossa volta e procurar outros que têm necessidade do nosso perdão ou de nos perdoar. Isso parece fácil, mas não é, porque isso pede muita humildade e, infelizmente, o mundo está cheio de "cogumelos" que ainda não entenderam que não devemos nos tornar totalmente para nós mesmos, mas para os outros, como as rosas que se oferecem inteiras.

Depois, e só depois nós podemos liberar a luz que está em nós e tocar nossa estrela. E quando nós a tivermos tocado, outros perceberão e vão querer se aproximar de nós, porque a luz atrai pessoas. Mesmo as plantas se voltam para o lado do sol. Olha aí o girassol...

Nós não devemos deixar ninguém passar pela nossa vida sem receber alguma coisa. Ninguém deve entrar e sair sem nos amar primeiro. Hoje é um dia maravilhoso e vou vivê-lo intensamente. A vida me deu muito, mas isso não me servirá a nada se eu não compartilhar com outros. E é por isso que escrevo isso. E é por isso que meu coração bate tão forte.


Eu te ofereço este dia maravilhoso e eu desejo que você não termine seu dia sem ter aprendido algo novo. Existem ensinos em toda parte, mas é preciso saber olhar. Eu desejo que você olhe.

A Canção da semana é florida

Trouxe-lhe a canção mais leve e linda que editei para deixar seu coração levinho: La vie en rose interpretada por Emilly Whats.


Emily Whatts

Se existe um hino que defina a cor da alma o nome dele é, sem dúvida nenhuma, La vie en rose. Composta por Édith Piaf e Louis Guglielmi, e lançada em 1947, a canção logo se transformou em um sucesso no mundo inteiro.

Existem muitas versões da canção e a doce voz da Emily Whatts, com certeza deixou La vie en rose, um clássico atemporal, ainda mais suave. Espero que apreciem! E já falei demais, agora quero ouvir vocês. Afinal é Primavera!






Aprovada a escala de trabalho 5 x 2 em 14/10/2026



O fim da escala 6×1 não começa a valer imediatamente após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pelo Senado. A mudança depende da promulgação do texto pelo Congresso Nacional e será implementada de forma gradual, com duas etapas de redução da jornada de trabalho. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apoiador da medida, já prepara o texto da regulamentação da redução da jornada.

A proposta estabelece a redução da carga horária máxima de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial, e garante dois dias de repouso semanal remunerado. A implementação começa 60 dias após a promulgação, quando o limite semanal passa a ser de 42 horas. A jornada de 40 horas entra em vigor após 14 meses da promulgação.

O senador Omar Aziz (PSD-AM) rejeitou uma última proposta de emenda apresentada pelo senador Marcos Rogério (PL-RO), que apontava termos de regulamentação para trabalhadores de funções que precisam permanecer longos períodos no local de trabalho, como profissionais de plataformas petrolíferas. Ele, no entanto, destacou que esse tema deve ser objeto de regulamentação o mais breve possível.

Quando as novas regras começam a valer?

A transição está dividida em duas etapas:

60 dias após a promulgação: a jornada máxima semanal será reduzida de 44 para 42 horas, com direito a dois dias de descanso remunerado por semana.

14 meses após a promulgação: a jornada máxima será reduzida de 42 para 40 horas semanais, consolidando a mudança prevista na PEC.

Até o início da transição, continuam valendo as regras atuais. A promulgação é, portanto, o marco que permitirá calcular as datas de entrada em vigor de cada etapa.

Como fica a escala 5×2?

A mudança estabelece dois dias de repouso semanal remunerado, em substituição ao modelo de seis dias de trabalho para um de descanso. A jornada de 40 horas poderá ser distribuída em cinco dias de oito horas.

O texto prevê preferência pelo descanso aos domingos, mas não determina que as duas folgas sejam necessariamente consecutivas. A organização dos dias de trabalho e de descanso poderá variar conforme a atividade profissional e as regras aplicáveis a cada categoria.

Convenções e acordos coletivos poderão estabelecer formas específicas de organização da jornada, respeitados os limites previstos na PEC. Também serão mantidas possibilidades de regimes diferenciados, como a escala 12×36, conforme as condições previstas no texto.

Durante a transição, acordos e convenções coletivas poderão permitir jornadas diárias superiores a oito horas, desde que respeitado o limite semanal de 42 horas.

Sem redução de salário

A PEC determina que a redução da jornada ocorra sem diminuição salarial. A mudança reduz o limite de horas de trabalho, mas preserva a remuneração dos trabalhadores abrangidos pela regra.

O texto também prevê uma exceção para profissionais com ensino superior e remuneração acima de R$ 21,1 mil, que deixarão de estar sujeitos ao limite de jornada e ao controle de ponto, conforme as condições estabelecidas na proposta.

Quem será afetado?

A mudança alcança trabalhadores submetidos aos limites de jornada previstos na Constituição, com efeitos especialmente relevantes para quem atualmente trabalha seis dias por semana e tem apenas um dia de descanso.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, cerca de 14,8 milhões de trabalhadores formais estavam submetidos à escala 6×1 em 2025. A distribuição desse regime varia entre setores, com presença em atividades operacionais e de atendimento ao público.






O hino A Internacional Socialista, também conhecido como A Internacional, é um dos hinos históricos do movimento socialista e operário.

A letra foi escrita pelo francês Eugène Pottier, em 1871, e a música foi composta por Pierre Degeyter, em 1888.

A Internacional, também conhecida como Hino dos Trabalhadores ou Hino do Trabalhador, é um dos hinos mais famosos do movimento operário e socialista mundial.

O hino simboliza a união dos trabalhadores na luta por direitos, igualdade social e melhores condições de vida.



A dor


 


Crescer dói...

Você pode ter as melhores instruções do mundo e seguir uma vida tranquila, mas você só conhecerá a tua força e a tua sabedoria quando fores submetido a dor, ao sofrimento.

A dor é uma mestra cruel. Ela cega, revolta, magoa, fere no mais íntimo de teu espírito, mas se conseguires vencer a escuridão da dor, resplandecerá em ti a luz de uma pessoa vitoriosa, dona de uma felicidade calma e ao mesmo tempo contagiante, típica das pessoas que já conhecem bem este mundo.

Mas o sofrimento não acabará.

O mundo continuará tendo sua natureza fascinante, linda, amarga e cruel. E não faltarão forças que tentarão te colocar de joelhos - a diferença é que neste momento, você não cairá mais.

Você terá vencido a dor, e agora apenas a paz e a felicidade te esperarão.






Dia de Nossa Senhora Aparecida

 










Estudantes, corações e mentes

 







@25outubro2026

Estudantes ocuparam ruas do Centro de Belo Horizonte em um ato pacífico em defesa da democracia e da soberania nacional. Durante a mobilização, os participantes exibiram cartazes, entoaram palavras de ordem e reforçaram mensagens relacionadas à participação popular e à defesa das instituições democráticas. O ato transcorreu de forma pacífica e integrou uma série de mobilizações estudantis registradas em diferentes cidades do País.

♬ som original - Bora Lula ✊️


Loucos pela vida



Rio do vazio que se forma à minha volta, pois decidi pela estrada da vida, ainda que torta, é melhor seguir a vida, que a procissão de gente morta.

E assim, faço das minhas desilusões, trampolins para a vitória,
ainda que demore, ainda que a noite seja mais escura,
a minha ambição é tão simples e tão pura:
"ser feliz com o que eu já conquistei",
como o pequeno príncipe, possuir a flor,
para viver de alegria e amor.

Por isso, a solidão não me assusta, me faz mais solidário,
e na solidariedade, a miséria de quem tem menos,
me faz sentir rico, livre de doenças e venenos.

Quando nos isolamos, temos medo de tudo,
das pessoas, das emoções, dos nossos desejos,
e quem vive sem um sonho, sem um beijo,
passa pela vida, como folha caída.

Ah! não tenha medo do insondável,
nem se preocupe demais com o futuro, que pode nem chegar,
antes, faça das suas lembranças,
escada para o dia de hoje,
tão desejado,
tão cheio de oportunidades,
que em 24 horas não cabe a sua felicidade.

Então, eu te desejo, na simplicidade,
que você se encontre, se ache, se ame,
e seremos dois loucos cheios de poesia,
a andar pelas ruas da vida,
com aquela estranha certeza de que podemos tudo,
que por alguns instantes, somos os donos do mundo! 

Chorar pra quê?
A vida é bela, mesmo sem uma fita amarela.
Aproveite o dia!


Paulo Roberto Gaefke
www.meuanjo.com.br






@mabbs_oliver Viva intensamente hoje porque o Amanhã é incerto. #Reflexao#frasesmotivacional#vida#viva❤️ ♬ som original - FRASE MOTIVACIONAL

@sementedotempo Pra Hoje, uma dose de vida bem vivida. #motivacao #inspiration #vida #prahoje #videoviraltiktok ♬ som original - anix nerd1

@rebeka.angel29 A vida passa rápido. Valorize cada momento. Ser feliz começa nas pequenas coisas. Permita-se viver com leveza hoje. #fyp #motivacao #positividadesempre🍀 #frasesinspiradoras #autoconhecimento ♬ som original - Marina Aquino

Prepare-se para o pior período da história do Brasil

 




Democracia ou fascismo? Voto sem consciência pode levar o Brasil às trevas


José Geraldo de Santana Oliveira*

“Aquele foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos; aquela foi a idade da sabedoria, foi a idade da insensatez, foi a época da crença, foi a época da descrença, foi a estação da Luz, a estação das Trevas, a primavera da esperança, o inverno do desespero; tínhamos tudo diante de nós, tínhamos nada diante de nós, íamos todos direto para o Paraíso, íamos todos direto no sentido contrário-…”

A antitética e paradoxal sentença da epígrafe foi extraída do conto “Duas Cidades” (A Tale of Two Cities), de Charles Dickens (1812-1870) — conhecido como escritor dos deserdados —, publicado em 1859, retratando criticamente a realidade política e social de Londres e Paris, durante a revolução francesa que se se desencadeou em 1789.

Não obstante mediarem-se nada menos que 167 anos da data de publicação do conto (1859) e o hoje (2026), parece que o magistral romancista estava escrevendo sobre o contexto mundial, sobretudo do Brasil, de agora.

Antiteticamente, caminham pari passu o melhor e o pior dos tempos. Tempo da menor taxa de desemprego de toda série histórica (5,3% da população ocupada), e a da maior taxa de informalidade (38,8% da população ocupada). Tempo de proteção social para quem tem emprego formal e de desproteção total para quem o não tem.

Tal como na belíssima música de Raul Seixas (O trem das sete), em que o mal vem de braços e abraços com o bem, em um romance astral; disputam a sociedade, palmo a palmo, a sabedoria — com conhecimentos globais e rápida transição da era digital para a inteligência artificial — e a insensatez, marcada pelo individualismo extremo, pela intolerância, o ódio prevalecendo sobre a alteridade e o obscurantismo (escola sem partido etc) em combate mortal contra o pluralismo de ideias e concepções pedagógicas e a liberdade de aprender e ensinar.

E o que é mais grave e confirma a antítese do conto de Dickens, é a disputa da vida e da morte da democracia pelo voto. Paradoxalmente, o voto nas eleições de 4 e 25 de outubro, se for necessário, definirá se a democracia brasileira, ainda tão jovem e tão frágil, sobreviverá e poderá se sedimentar ou se perecerá, cedendo lugar à negação do Estado Democrático de Direito, que teve a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 como sua antessala; a ser retomada, em definitivo, se Flávio Bolsonaro desventuradamente for eleito, como ele afirma e reafirma cotidianamente.

Tal qual um sonho dantesco, em que as sombras voam — parafraseando os versos do poema navio Negreiro de Castro Alves —, o voto, oxigênio e elixir da democracia, que sem ele definha, aniquila-se e morre, pode ser seu gás da morte (gás sulfídrico), dependendo do resultado das eleições presidenciais, especialmente.

Do mesmo modo que no conto de Dickens, as eleições podem ser a primavera da esperança como o inverno do desespero. Se não podem levar o país ao paraíso, podem evitar que despenque em sentido contrário, rumo ao inferno.

A presidência da República é disputada por dois projetos de Brasil, diametralmente opostos, o democrático, representado por Lula, e o fascista, encabeçado por Flávio Bolsonaro.

E o que soa como tão ou mais dantesco são os números das pesquisas quantitativas, que indicam disputa parelha entre os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro.

Como bem diz o citado romancista Charles Dickens, na mesma obra, parece que o eleitorado que declara voto em Flávio Bolsonaro somente o avalia pelos olhos do corpo. Isto é, somente o avalia pela aparência e pelas bravatas que não se cansa de repetir. Jamais se deu ao trabalho de o analisar com os olhos da mente (consciência). Importa dizer: não avalia sua história política, seus compromissos, seu desapreço pela democracia, sua subserviência ao governo de Trump. Em uma palavra: nunca analisou o risco que ele oferece para a ordem democrática, para a valorização do trabalho humano e para o bem-estar e a justiça sociais.

Não é crível que algum/a eleitor/a, que não se inclua entre os que se beneficiam das desigualdades sociais, da precarização do trabalho e do cerceamento da liberdade, vote conscientemente para arremeter o Brasil às trevas.

Ainda há tempo de analisar as candidaturas com os olhos da mente e votar pelo bem do Brasil!

Ao depois, será tarde demais!


*José Geraldo de Santana Oliveira é consultor jurídico da Contee ( Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino )







Feliz Domingo com Democracia e Eleições !

 


A humildade como força silenciosa



Vivemos em um tempo que mede pessoas por números, títulos, patrimônio e visibilidade. Somos constantemente convidados a acreditar que nosso valor depende daquilo que conquistamos, exibimos ou acumulamos. Nesse cenário, falar de humildade parece, para muitos, quase uma contradição.

Existe um equívoco persistente que precisa ser desfeito.

Ser humilde não significa aceitar injustiças.

Não significa calar diante do que é errado.

Não significa abrir mão dos próprios sonhos.

Também não significa viver distante da realidade ou conformar-se com qualquer situação.

A verdadeira humildade nasce de um lugar muito mais profundo.

Ela nasce da consciência.

É a serenidade de quem sabe quem é e, justamente por isso, não precisa provar seu valor o tempo inteiro.

Na espiritualidade franciscana, humildade nunca foi sinônimo de inferioridade. Foi sempre liberdade. A liberdade de viver sem que o orgulho conduza os passos ou que a necessidade de aprovação determine as escolhas.

Foi exatamente isso que São Francisco de Assis testemunhou.

Ele não fugiu do mundo.

Escolheu apenas não ser governado pelos valores que transformam pessoas em objetos e relações em interesses.

A humildade não diminui ninguém.

Ela apenas devolve cada pessoa ao seu verdadeiro tamanho.

Quando o mundo escolhe o ter, o humilde escolhe o ser

A sociedade costuma estabelecer um padrão silencioso:

Vale mais quem possui mais.

Quem aparece mais.

Quem vence mais.

Quem impressiona mais.

Mas existe outra possibilidade de viver.

Uma vida simples não significa ausência de trabalho, de crescimento ou de prosperidade.

É perfeitamente possível empreender, estudar, construir patrimônio e desenvolver talentos sem permitir que essas conquistas definam nossa identidade.

O problema nunca esteve nos bens.

Está na escravidão que pode surgir quando passamos a acreditar que somos aquilo que possuímos.

O humilde pode ocupar cargos importantes.

Pode liderar equipes.

Pode realizar grandes projetos.

Pode conquistar reconhecimento.

Mas nenhuma dessas conquistas substitui aquilo que realmente sustenta sua existência.

Ele sabe que o valor da vida não cabe em um currículo.

Cabe no caráter.

Na coerência entre aquilo que acredita e aquilo que vive.

A natureza ensina sem levantar a voz.
"A humildade floresce justamente onde o mundo acredita que nada pode nascer".
A natureza talvez seja uma das maiores mestras da humildade. Ela jamais disputa atenção. Ela simplesmente cumpre sua vocação.

Um rio nunca precisa anunciar sua importância. Continua seguindo seu caminho, contornando pedras, alimentando margens e levando vida por onde passa. A água nos recorda que firmeza não é rigidez. Muitas vezes, é justamente a suavidade que vence os maiores obstáculos.

As sementes também guardam um ensinamento precioso.

Durante muito tempo, ninguém percebe o que acontece debaixo da terra. Existe um silêncio invisível onde a vida prepara seu nascimento. O mundo costuma celebrar apenas a árvore já formada. Mas a natureza conhece o valor do tempo escondido.

Assim também acontece com nossa transformação interior. Nem toda mudança precisa ser vista para ser verdadeira. Os ipês atravessam longos períodos aparentemente secos.

Então, quando chega o momento certo, explodem em flores que transformam completamente a paisagem. As cerejeiras não florescem todos os dias. As flores silvestres não escolhem onde nascer. Ainda assim, oferecem beleza sem perguntar quem irá observá-las.

As abelhas trabalham sem buscar aplausos. As formigas constroem juntas aquilo que nenhuma conseguiria sozinha. Os passarinhos iniciam cada manhã cantando antes mesmo de saber como será o dia.

O vento dobra árvores jovens para que elas aprendam a criar raízes profundas. Até a chuva, tantas vezes interpretada como obstáculo, prepara a terra para novos ciclos.

Nada disso aconcontece por acaso.   

Toda a criação parece repetir silenciosamente uma mesma verdade: quem permanece fiel à própria essência nunca deixa de crescer.

A verdadeira riqueza quase nunca aparece nas vitrines.

Talvez uma das maiores ilusões do nosso tempo seja acreditar que riqueza depende apenas do que podemos contar.

Mas existem patrimônios que não cabem em extratos bancários. A verdadeira riqueza está em manter a palavra quando ninguém cobraria explicações.

Está em cultivar amizades que atravessam décadas.

Está em respeitar a natureza não porque ela seja útil, mas porque ela é nossa casa comum.

Está em servir sem transformar cada gesto em publicidade.

Está em fazer o bem quando absolutamente ninguém está olhando. É nesse espaço silencioso que nasce a autenticidade.

Quem vive apenas para ser visto torna-se prisioneiro do olhar dos outros. Quem vive segundo sua consciência encontra uma liberdade que nenhuma aprovação consegue oferecer.

Essa talvez seja uma das maiores heranças da espiritualidade franciscana. Não viver para impressionar. Viver para permanecer inteiro.

Três pilares que sustentam o coração humilde

A vida moderna produz pressa, ansiedade e comparações constantes. Ainda assim, algumas pessoas conseguem atravessar esse cenário sem perder a paz. Não porque tenham menos problemas. Mas porque construíram fundamentos mais profundos.

Fé: direção para quem continua caminhando

A fé não é fuga da realidade. É direção. Ela não elimina imediatamente as dificuldades, mas oferece sentido enquanto atravessamos cada uma delas.

A oração talvez seja uma das experiências mais incompreendidas do nosso tempo. Muitos imaginam que ela existe apenas para mudar circunstâncias. Na verdade, ela costuma transformar primeiro quem ora.

Quando o coração muda, o modo de enxergar a vida também muda. E, muitas vezes, aquilo que parecia impossível torna-se suportável porque já não caminhamos sozinhos.

Esperança: continuar semeando

Esperança não é esperar sentado. É escolher continuar. É lançar sementes mesmo quando ainda não existem flores.

O agricultor conhece essa verdade. Ele prepara a terra, planta, cuida e espera. Não existe colheita no mesmo dia da semeadura. 

A natureza nunca prometeu resultados imediatos. Ela sempre prometeu processos. Quem aprende isso também compreende que toda vida possui estações.

Paciência: a sabedoria de quem respeita o tempo

Paciência não é conformismo. É perseverança inteligente.

Nenhuma árvore floresce todos os dias. Mas nenhuma deixa de crescer por causa disso.

As montanhas não foram erguidas de uma só vez. Foram moldadas por milhares de pequenos movimentos invisíveis.

Assim também acontece conosco. As mudanças mais profundas raramente fazem barulho. Elas acontecem pouco a pouco, quase imperceptivelmente, até que um dia percebemos que já não somos a mesma pessoa.

"Quem aprende a agradecer pelo essencial nunca vive na pobreza da alma".

A coragem silenciosa da vida simples

Existe uma coragem que dificilmente aparece nas manchetes. É a coragem de permanecer verdadeiro quando todos parecem disputar aparências. 

É a coragem de dizer "basta" ao excesso. De reservar momentos de silêncio em uma rotina tomada por notificações. De cultivar a contemplação quando o mundo exige velocidade. De escolher uma vida simples sem abrir mão dos próprios sonhos.

Na tradição franciscana, simplicidade nunca significou pobreza de espírito. Significou riqueza de presença.

É descobrir que uma conversa sincera vale mais do que muitos discursos.
Que uma refeição compartilhada pode alimentar muito além do corpo. Que um amanhecer observado sem pressa pode reorganizar pensamentos que semanas de ansiedade não conseguiram resolver.

Talvez seja justamente aí que mora o verdadeiro refúgio franciscano: não em um lugar distante, mas em um coração reconciliado consigo mesmo.

Continue caminhando

Se esta reflexão encontrou espaço dentro de você, talvez também seja o momento de conhecer outros caminhos que aprofundam essa mesma experiência.

No artigo "Caminhando com Francisco: Como a simplicidade pode transformar sua vida todos os dias", https://www.caminhandocomfrancisco.com/post/caminhando-com-francisco-como-a-simplicidade-pode-transformar-sua-vida-todos-os-dias você encontrará maneiras concretas de cultivar uma vida mais leve sem abandonar seus compromissos e responsabilidades.

Depois, vale seguir para "Autoconhecimento pela Espiritualidade Cristã: Uma abordagem franciscana", https://www.caminhandocomfrancisco.com/post/autoconhecimento-pela-espiritualidade-crist%C3%A3-uma-abordagem-franciscana onde a contemplação se torna um convite para compreender melhor quem você é e como Deus pode ser encontrado na simplicidade do cotidiano.

Cada leitura é um passo. E toda caminhada interior começa exatamente onde decidimos escutar o coração.

Quando ninguém aplaude, a verdade permanece

Talvez exista uma pergunta silenciosa esperando por cada um de nós. Quem somos quando ninguém está olhando? Quando os aplausos cessam. Quando as redes sociais se calam. Quando o sucesso deixa de ser critério. Quando sobra apenas o encontro entre nossa consciência e nosso coração.

É nesse lugar que a humildade revela sua verdadeira força. Não uma força que domina. Mas uma força que sustenta.

Não uma força que vence pessoas. Mas uma força que vence o orgulho, o medo e a necessidade constante de aprovação.

A humildade é uma escolha diária de permanecer inteiro em um mundo fragmentado.

É descobrir que a paz não nasce daquilo que acumulamos, mas daquilo que cultivamos dentro de nós.

Talvez a mudança que você procura não esteja em conquistar mais, mas em descobrir quem você é quando o mundo para de aplaudir. Continue essa caminhada no Blog Caminhando com Francisco.


Paulo Roberto Savaris - Professor Aposentado. Autor dos eBooks da Série Descubra Caminhando com Francisco (Amazon) e de obras publicadas também pela UICLAP. Escreve sobre espiritualidade, fé, natureza e simplicidade. Conheça mais em: https://www.caminhandocomfrancisco.com/