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Coisas que podemos controlar e coisas que estão fora do nosso controle : Pedro Calabrez



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Vítima ou agente de seu destino !




A vitimização é sem dúvida o maior empecilho ao progresso da humanidade

Andréa Zuppini

Se você não está satisfeito com algo, pense o que poderia ter feito diferente.

A grande maioria das pessoas atribui à sorte, ao azar, ao acaso ou a um poder superior a causa e o comando de tudo que acontece na vida.

Elas preferem optar por uma atitude conformista ou comodista, alimentando postura interna de vítimas, o que as faz sentirem-se como “coitadas”.

Você também pensa dessa maneira? Acredita que sorte, azar, acidentes, catástrofes, dramas, alegrias, enfim, as coisas que acontecem em sua vida são independentes de sua vontade?

Considera que o acaso provoca as situações ruins? Imagina que existe algo movimentando sua vida e que você mesmo não tem participação alguma?

Pensa que seus problemas são causados pela inveja dos outros ou pelo destino e não por sua condição interna?

Pensar dessa maneira causa-lhe complicações e sofrimentos que reprimem a expressão de vida.

Aquele que se julga vítima acredita que está no mundo para sofrer. Assim, não se permitirá usar seu poder de transformar os acontecimentos desagradáveis e edificar uma vida melhor.

Entretanto, quem segue sua intuição e busca outra visão dos acontecimentos, rompendo com a concepção do acaso e da injustiça, acaba encontrando as respostas às situações desagradáveis.

Você é a causa de tudo! É o centro de sua vida e senhor de seu próprio destino.

Se você não está contente com a sua vida – repleta de impedimentos, relacionamentos difíceis, escassez de recursos econômicos, doenças, etc. – é sinal de que você não está fazendo uso adequado de seus poderes naturais, os quais comandam seu destino.

Empenhar-se na reformulação interior é um importante passo para o sucesso e a realização pessoal. Essa conduta opera significativas mudanças em sua forma de pensar e agir.

Renovado interiormente, você se tornará mais perspicaz para compreender o motivo de sua vida, seguir um caminho e não outro, e o significado de tantas adversidades.

A vitimização

Trata-se do comportamento de uma pessoa que coloca-se como vítima ou alvo de perseguição, como forma de minimizar [situações] difíceis e complexas para as quais não encontra argumentos plausíveis.

A vitimização é um tipo de manipulação emocional que entra em cena, principalmente, quando não mais existem justificativas e o debate precisa ser suspenso seja por incompetência, seja por falta de lógica nos posicionamentos que o criticado em tese deveria defender.

Via de regra, a “vítima” é desprovida de modéstia para reconhecer o próprio erro.

Em suma, a vitimização é uma desonestidade intelectual, pois aquele que defende suas ideias é o próprio vilão, sem contar que consegue atrair para a sua plateia pessoas com perfis semelhantes, “vítimas” de um sofrimento virtual que só encontra abrigo em sua teimosa imaginação.

Assuma a responsabilidade da sua vida

Com essa vertente você passa a ter a capacidade de transformar as situações desagradáveis que estão à sua volta, alterando para melhor o curso da própria vida. Você está disposto a encarar a vida por uma nova ótica.

Isso exige não se vitimizar e se dar uma chance de estudar os acontecimentos por outro ângulo. Essa tarefa que requer tempo, observação e dedicação, produz resultados promissores.

É melhor ser positivo

Ser responsável é reconhecer e respeitar os próprios sentimentos, usar de bom senso e assumir o direito de escolha, podendo dar ou tirar a importância do que acontece ao redor.

Você pode optar entre o positivo e o negativo de uma situação. Encarar os fatos com otimismo é considerar as perspectivas favoráveis, e com pessimismo é aceitar a derrota por antecedência. Só depende de você!


Andréa Zuppini é fisioterapeuta especialista em Microfisioterapia com formação internacional pela CFM – Centre de Formation en Microkinésithérapie e diplomada pela Escola de Terapia Manual e Postural do Paraná.


Postado no site Ucho.Info em 25/07/2014







Viva a liberdade de escolha




Por Marino Boeira
Um canapé feito com queijo de cabra, uma pequena prova de vinho branco da Serra Gaúcha, um biscoito integral, tudo isso certamente já lhe foi oferecido para degustação nos supermercados da cidade, por aquelas mocinhas simpáticas sempre com um sorriso encantador, que possivelmente serviria também para lhe oferecer um novo dentifrício capaz de deixar alvos os dentes de qualquer fumante inveterado. Caso você aceite, por exemplo, um pequeno gole daquela vinho branco, terá que ouvir o discurso, que a pobre moça teve que decorar e que agora despeja numa torrente, para não esquecer nenhum adjetivo, sobre as qualidades do vinho, incluindo o fato de ter sido feito de videiras selecionadas, de ter um teor alcoólico de 12 graus e de se harmonizar com peixes e frutos do mar. Então, é bom passar rápido por estes locais e ir direto ao que lhe interessa nas prateleiras, ainda mais se você for um apreciador do Malbec argentino.
É o que eu tentava fazer um dia desses num daqueles imensos supermercados da Avenida Ipiranga. O novo item na minha listinha de compras marcava papel higiênico. E lá estava eu diante de uma enorme prateleira com um mundo de marcas de papel higiênico: com ou sem perfume, colorido, neutro, com ilustrações, folhas simples, folhas duplas, um mundo de opções. Quando localizei o rótulo conhecido e avancei para apanhar a embalagem, uma daquelas moças sorridentes criadas pela imaginação sempre fértil dos marqueteiros de vendas, se postou diante de mim com a pergunta previsível.
O senhor conhece este papel higiênico ? Nas mãos, uma embalagem colorida, certamente de uma nova marca há pouco lançada no mercado e que precisava do aval de consumidores como eu, pouco afeitos a novas experiências de consumo, ainda mais de um produto tão pouco atraente como um rolo de papel higiênico.
Não, eu não conhecia e não tinha nenhum interesse em verificar na prática como é imensa hoje a liberdade de escolha de produtos de consumo, inclusive de um produto com uma destinação tão pouco nobre. Era a tal liberdade que nós, habitantes de um país democrata , onde existe a livre iniciativa, temos e aqueles outros, que por ventura ainda vivam em regimes comunistas, não terão nunca. Não estava sendo um bom democrata ao deixar de valorizar mais esta possibilidade de escolha, mas eu queria apenas completar as compras da minha listinha e chegar logo ao caixa antes que as filas se tornassem ainda maiores.
Minha negação, longe de desestimular a simpática mocinha, deu a ela novos argumentos. Eu teria que conhecer aquela nova maravilha posta a nosso serviço diário. Então, para o meu espanto, ela desenrolou um pedaço de papel do rolo que tinha nas mãos e começou a falar das qualidades do produto. É tão sedoso quanto este que o senhor ia comprar. Já usava o verbo no passado, certa que tinha abalada a minha decisão de compra. E foi despejando outras qualidades do produto. Tem também folha dupla, a mesma extensão, 50 metros e… suprema vantagem, custa menos. Temendo que ela quisesse avançar ainda mais na demonstração das qualidades do produto, rapidamente eu disse que sim. Tudo que eu queria era levar para a casa o novo e maravilhoso papel higiênico. Peguei logo duas embalagens e joguei no carrinho, armei meu melhor sorriso de comprador agradecido e me toquei para o caixa, antes que uma nova e sorridente demonstradora me apanhasse pelo caminho.
Você quer saber se o produto que levei para casa correspondeu às expectativas? Não sei. Sem querer decepcionar os publicitários, marqueteiros e defensores da eficiência da propaganda nos pontos de venda, ainda penso que papel higiênico é tudo igual ou pelo menos, que a coisa mais parecida com uma marca de papel higiênico é outro marca de papel higiênico.
Marino Boeira é professor universitário.
Postado no blog Sul21 em 01/08/2012

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