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Os riscos de colocar "desconto por aproximação" no seu cartão bancário



Mulher usa cartão de crédito que encontrou no chão e causa polêmica nas redes

Ao perceber que o cartão de crédito passou na máquina de pagamento, ela comemora pulando e agradecendo a Deus. Assista abaixo.

No último final de semana, um vídeo viralizou nas redes sociais mostrando uma mulher que encontrou um cartão de crédito no chão e decidiu utilizá-lo em uma lancheria. A situação chamou a atenção dos internautas e gerou uma onda de críticas e debates acalorados sobre ética e honestidade.

No vídeo, a mulher é vista pegando o cartão de crédito do chão. Ao perceber que o cartão passou na máquina de pagamento, ela comemora pulando e agradecendo a Deus. Em seguida, ela paga a conta da mesa, aparentemente sem qualquer preocupação sobre a legalidade de sua ação.

@csn_tv

Mulher encontrou um cartão de crédito no chão e, ao invés de devolvê-lo imediatamente, decidiu utilizá-lo. No entanto, segundo o vídeo, depois de realizar a compra, ela solicitou o estorno da transação e devolveu o cartão ao dono.

♬ Suspenseful and tense orchestra(1318015) - SoLaTiDo

A repercussão nas redes sociais foi imediata e intensa. Muitos usuários criticaram duramente a atitude da mulher, destacando a falta de honestidade e a desconsideração pelos sentimentos do dono do cartão.


No desenrolar da história, um segundo vídeo foi publicado mostrando que um parente da mulher tomou uma atitude inesperada. Não satisfeito com a ação dela, o parente entrou em contato com a lancheria e mandou estornar todas as despesas feitas com o cartão encontrado. Esta atitude foi bem recebida por muitos, que viram nela uma tentativa de reparar o erro cometido.
@csn_tv

Parte 2: Dono do cartão divulga vídeo mostrando que recebeu o cartão de volta, depois que a mulher, que o encontrou no chão, gastou dinheiro antes de solicitar o estorno

♬ Suspenseful and tense orchestra(1318015) - SoLaTiDo

Saudade . . . Palavra dolorida e cheia de sentimentos . . .


 




Que tal um vestido vermelho ?



A misteriosa lenda por trás da canção "The Lady in Red" do Chris de Burgh


Geralmente as canções são compostas baseadas em um momento romântico da vida de seu autor. Mas a famosa canção "A Dama de Vermelho" do Chris de Burg vai muito além disso: é um caso sobrenatural. 😂 Venha saber mais sobre a música que é um grande sucesso dos anos 80.

Significado Romântico da Música

A música 'Lady In Red', interpretada pelo cantor e compositor Chris De Burgh, é uma balada romântica que se tornou um clássico dos anos 80.

A letra descreve um momento de encantamento e admiração profunda do narrador pela figura de uma mulher vestida de vermelho, que se destaca em um evento social. A canção é marcada por uma melodia suave e uma atmosfera intimista, que realça a emoção transmitida pelas palavras.

O narrador expressa sua surpresa e fascínio ao ver a mulher em questão, destacando sua beleza e o brilho que ela exala. Ele observa a atenção que ela recebe de outros homens e a forma como ela se destaca na multidão.

A elegância da Mulher de Vermelho

A menção ao vestido e ao destaque no cabelo da mulher sugere que ela é alguém especial para o narrador, alguém que ele vê sob uma nova luz, talvez alguém que ele já conhecia, mas nunca havia percebido dessa maneira antes.

A expressão 'I have been blind' (Eu estive cego) indica uma revelação, um despertar para a beleza que estava diante dele o tempo todo.

A música também aborda o tema do amor à primeira vista e a conexão instantânea que pode ocorrer entre duas pessoas.

O refrão 'The lady in red is dancing with me, cheek to cheek' (A dama de vermelho está dançando comigo, rosto a rosto) evoca uma cena de proximidade e cumplicidade, onde o mundo ao redor desaparece, deixando apenas os dois em seu próprio universo.

Chris de Burg atualmente

A repetição das palavras 'I'll never forget the way you look tonight' (Eu nunca esquecerei a maneira como você está esta noite) reforça a ideia de um momento eternizado na memória do narrador, um instante de amor puro e inesquecível.

'Lady In Red' é uma celebração do amor romântico e da beleza que transcende o cotidiano, capturando o coração de ouvintes em todo o mundo. Mas também tem um outro significado, veja abaixo.

A Lenda da música The Lady In Red

Primeira versão

O mais interessante são as lendas que circulam sobre essa canção...

Segundo algumas fontes, o cantor fez a música baseada na lenda da Dama de Vermelho, que é a história do fantasma de uma moça que fora estuprada e morta e que, por ter esse fim tão violento, como forma de vingança, seduz homens em festas com a intenção de matá-los. Parece até um capítulo da série Sobrenatural não é?

Assim, quando um rapaz vai conduzí-la para casa, ela o leva até o cemitério diz:

- "Esta é a minha casa"!

Então os sinos da igreja soam, anunciando a meia noite e neste momento a mulher desaparece na frente do pretendente.

O fantasma da Mulher de Vermelho

Segunda versão

No começo dos anos oitenta, o cantor Chris de Burg disse a uma revista de música que compôs a música " Lady In Red " após viver uma experiência sobrenatural.

Ele afirmou que, uma vez na sua adolescência, estava numa festa e dançou com uma mulher de vermelho. Assim, pediu para acompanhá-la até sua casa. Desta maneira, a moça levou o artista até um cemitério e quando os sinos da igreja anunciaram meia noite, a mulher sumiu na frente dele.

Depois do fato, ele escreveu a música em 1977 e mostrou aos seus amigos, entre eles estava um produtor de filme. Após, nos anos oitenta, este mesmo produtor estava elaborando a trilha sonora para um filme chamado: A Dama de Vermelho e lembrou da história do Chris de Burg , convidando-o para fazer parte da trilha do filme. Eu não encontrei muitas fontes sobre essa lenda e acho que é lenda urbana mesmo...rsrs

O filme A Dama de Vermelho de 1984


Kelly LeBrock em Cena do Filme A Dama de Vermelho

The Woman in Red ( A Dama de Vermelho) é um filme americano de 1984 do gênero comédia romântica escrito e dirigido por Gene Wilder. É co-estrelado por Charles Grodin, Gilda Radner, Joseph Bologna, Judith Ivey e Kelly LeBrock.

O filme ganhou publicidade para Kelly LeBrock, uma modelo da vida real fazendo sua estreia na tela, particularmente para a cena do vestido voando com o vento, uma variação da pose icônica de Marilyn Monroe em The Seven Year Itch.

E então? O que você achou da lenda por trazer da canção? Atualmente o clipe original desta música encontra- se no Youtube e ele faz algumas referências sobre a lenda de uma mulher de vermelho que aparece e some do nada.... O que você acha? Misterioso não é?

E deixemos os mistérios de lado e vamos curtir a canção que é uma viagem maravilhosa. Até mais!!

Pesquisa e referências:

Imagens e Gifs do Google Imagens





















Se eu morrer antes de você

 



Padre Zezinho, Amizade talvez seja isso... São Paulo: Paulus Editora, 1988.

Nota: Apesar de muitas vezes atribuído, de forma errônea, a Chico Xavier, Vinicius de Moraes ou a Fernando Pessoa, o texto é da autoria de José Fernandes de Oliveira (conhecido como Padre Zezinho) e está publicado em seu livro de 1988 "Amizade talvez seja isso..."

Se eu morrer antes de você 
Padre Zezinho

Se eu morrer antes de você, faça-me um favor.

Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado.

Se não quiser chorar, não chore.

Se não conseguir chorar, não se preocupe.

Se tiver vontade de rir, ria.

Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão.

Se me elogiarem demais, corrija o exagero.

Se me criticarem demais, defenda-me.

Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam.

Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo.

Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo, chame a atenção deles.

Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver.

E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase :
'- Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!'

Aí, então derrame uma lágrima.

Eu não estarei presente para enxuga-la, mas não faz mal.

Outros amigos farão isso no meu lugar.

E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu.

Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus.

Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele.

E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele.

Você acredita nessas coisas?

Sim? Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito.

Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo.

Eu não vou estranhar o céu. Sabe porque? Porque ser seu amigo já é um pedaço dele!






Família é o nosso maior amor ... sejamos gratos por tê-la !





 



Cuidar do nosso templo

 

 


Feliz é quem tem amigos !




 

De astros de K-Pop a criminosos

 





Não existe dia ruim



Fabrício Carpinejar

Não existe dia ruim. Sempre há chance do dia ser feliz. Mesmo que seja tarde. Mesmo que seja de madrugada. Uma gentileza salva o dia. Um bife milanesa salva o dia. Uma gola branca e engomada salva o dia. Uma emoção involuntária salva o dia. Nunca o dia está inteiramente perdido. Não devemos acreditar que uma tristeza chama a outra, que se algo acontece de errado tudo então vai dar errado. Lei de Murphy não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.

Confio no improviso, na casualidade, no movimento das cortinas na janela. Até o último minuto antes da meia-noite, você pode resgatar o contentamento. É uma gargalhada do filho diante da papinha, transformando a cadeira num imenso prato. É algum amigo telefonando para confessar saudade. É sua mulher procurando beijar a orelha mandando sinais de seu desejo. É o barulho da chuva na calha, é o estardalhaço do sol na varanda. É encontrar – iniciando na tevê – um filme que adora e já assistiu cinco vezes. É oferecer colo ao seu gato. É planejar uma viagem de férias. É terminar um livro que abandonou pela metade. É ouvir sua coleção de LPs da adolescência. É comprar uma calça jeans em promoção. É adormecer no sofá e receber a coberta silenciosa de sua companhia. É a possibilidade feminina de passar um batom e pintar as unhas. É possibilidade masculina de devolver a bola quando ela sobe a cerca num jogo de crianças A felicidade é pobre. A felicidade precisa de apenas um abraço bem feito.

Sigo esperançoso. Não coleciono tragédias. Sofro e apago. Sofro e mudo de assunto, abro espaço para palavras novas, para lembranças novas. Vejo o esforço da abelha tentando sair do vidro, e não sou melhor do que ela. Vejo o esforço da formiga carregando uma casca de laranja, e não sou melhor do que ela. Viver é esforço e nos traz a paz de sonhar – querer não fazer nada é que cansa. Não existe dia que não ganhe conserto. Não existe dia morto, dia de todo inútil. Não desista da alegria somente porque ela se atrasou. Pode ter recebido esporro do chefe, ainda assim a hora está aberta. Comer um picolé de limão é capaz de restituir sua infância. Não encerre o expediente com o escuro do céu. Pode não ter grana para pagar as contas e ter que escolher o que é menos importante para adiar, ainda assim é possível se divertir com o cachorro carregando seu chinelo para o quarto.

Quando acordo com o pé esquerdo, sou canhoto. Não existe dia derrotado.






A arrogância humana





Reflexões sobre a Visão de Charles Darwin

Charles Darwin, uma das figuras mais influentes da história da ciência, desafiou profundamente as concepções tradicionais sobre a origem e o papel da humanidade no universo. Sua declaração, "O homem, em sua arrogância, pensa de si mesmo como uma grande obra, merecedora da intervenção de uma divindade", captura a essência de um dos maiores dilemas intelectuais e espirituais da humanidade: a nossa percepção inflada de importância no grande esquema do cosmos.

A publicação de "A Origem das Espécies" em 1859 marcou o início de uma revolução científica e filosófica que alterou profundamente a nossa compreensão do mundo natural e do lugar da humanidade nele. Darwin propôs que todas as formas de vida, incluindo os seres humanos, evoluíram ao longo do tempo por meio de um processo de seleção natural. Este conceito não apenas desafiou a narrativa bíblica da criação, mas também questionou a noção de que a humanidade ocupava uma posição central e privilegiada no universo.

Existem eventos na história que, se não tivessem ocorrido, provavelmente teriam deixado o mundo radicalmente diferente. A teoria da evolução de Darwin é um desses marcos. Se Darwin não tivesse feito suas observações a bordo do HMS Beagle, ou se não tivesse tido a coragem de publicar suas ideias revolucionárias, nossa compreensão da biologia e da história natural poderia ser muito menos avançada.

A desconstrução do Antropocentrismo: Antes de Darwin, a visão predominante era que os seres humanos eram uma criação especial, distinta de todas as outras formas de vida. Darwin desafiou esta perspectiva ao mostrar que nós, assim como todas as outras espécies, somos o produto de milhões de anos de evolução. Este foi um golpe significativo no antropocentrismo, forçando a humanidade a reconsiderar sua posição no universo.

O impacto na Religião e na Filosofia: A teoria da evolução desencadeou debates intensos entre ciência e religião. Muitos líderes religiosos viram as ideias de Darwin como uma ameaça direta às doutrinas estabelecidas. No entanto, para outros, a teoria da evolução ofereceu uma nova maneira de entender a criação e o papel de uma divindade no processo natural. Filósofos também foram desafiados a reconsiderar a natureza da existência humana, a moralidade e o propósito da vida.

Avanços Científicos e Tecnológicos: A aceitação da evolução impulsionou avanços significativos na biologia, genética, medicina e muitas outras áreas da ciência. A compreensão de que todas as formas de vida estão interligadas através de ancestrais comuns abriu novas frentes de pesquisa e inovação, permitindo desenvolvimentos que beneficiam diretamente a humanidade.

A ideia de Darwin de que a humanidade não é uma "grande obra" merecedora da intervenção divina, mas sim uma parte da vasta tapeçaria da vida, nos ensina uma lição vital sobre humildade e perspectiva. Reconhecer nossa verdadeira posição no universo não diminui nossa importância; ao contrário, pode nos motivar a cuidar melhor do nosso planeta e uns dos outros.

Ao longo da história, vários eventos e descobertas moldaram o curso da humanidade. A revolução copernicana, que deslocou a Terra do centro do universo, a descoberta da penicilina, que revolucionou a medicina, e a invenção da internet, que transformou a comunicação global, são apenas alguns exemplos de como certos momentos chave impulsionaram mudanças profundas.

A teoria da evolução de Darwin se destaca como um desses momentos que redefiniram nossa compreensão de nós mesmos e do nosso lugar no mundo.

Carl Sagan 1934 - 1996

A reflexão de Darwin sobre a arrogância humana continua a ressoar enquanto navegamos pelas complexidades do conhecimento e da existência. Compreender e aceitar que somos parte de um processo evolutivo contínuo pode nos inspirar a abordar nossos desafios com uma perspectiva mais ampla e um senso renovado de responsabilidade. A humildade que vem com essa compreensão é essencial para nosso progresso contínuo, tanto como indivíduos quanto como espécie.

Penso que a verdadeira grandeza não reside na intervenção de uma divindade, mas na nossa capacidade de aprender, crescer e evoluir, aceitando com humildade nossa conexão intrínseca com toda a vida na Terra.





Deus nos livre de um Brasil evangélico



Ricardo Gondim

Começo este texto com uns 15 anos de atraso. Eu explico. Nos tempos em que outdoors eram permitidos em São Paulo, alguém pagou uma fortuna para espalhar vários deles em avenidas da cidade com a mensagem: “São Paulo é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso”.

Rumino o recado desde então. Represei qualquer reação à bobagem estampada publicamente; hoje, por algum motivo, abriu-se uma fresta em uma comporta de minha alma. Preciso escrever sobre o meu pavor de ver o Brasil tornar-se evangélico. Antes explico: eu gostaria de ver o Brasil permeado com a elegância, solidariedade, inclusão e compaixão do Evangelho. Mas a mensagem subliminar dos outdoors, para quem conhece a cultura do movimento evangélico, é outra. Os evangélicos sonham com o dia em que cidade, estado e país se convertam em massa, e a terra dos tupiniquins tenha a cara de suas denominações.

Afirmo que o sonho é que haja um “avivamento” religioso que leve uma enxurrada de gente para os templos evangélicos. Não reside entre os teólogos do movimento qualquer desejo de que valores cristãos influenciem a cultura brasileira. Eles anelam tão somente que o subgrupo, descendente distante dos protestantes, prevaleça. A eles não interessa que haja um veloz crescimento numérico entre católicos romanos; que ortodoxos sírios, russos, armênios ou gregos se alastrem. Para “ser do Senhor Jesus”, o Brasil tem que virar “crente”, com a cara dos evangélicos. (acabo de bater três vezes na madeira).

Avanços numéricos de evangélicos em algumas áreas já dão uma boa ideia de como seria desastroso se acontecesse a tal levedação radical do Brasil.

Imagino uma Genebra calvinista brasileira e tremo. Sei de grupos que anseiam por um puritanismo não inglês, mas moreno. Caso acontecesse, como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu? Respondo: seriam execrados como diabólicos, devassos e pervertedores dos bons costumes. Não gosto nem de pensar no destino de poesias sensuais como “Carinhoso” do Pixinguinha ou “Tatuagem” do Chico. Um Brasil evangélico empobreceria, já que sobrariam as péssimas poesias do cancioneiro gospel. As rádios tocariam sem parar músicas horrorosas como “Vou buscar o que é meu”, “Rompendo em Fé”.

Uma história minimamente parecida com a dos puritanos calvinistas provocaria, estou certo, um cerco aos boêmios. Novos Torquemadas seriam implacáveis e perderíamos todo o acervo do Vinicius de Moraes. Quem, entre puritanos, carimbaria a poesia de um ateu como Carlos Drummond de Andrade?

Como ficaria a Universidade em um Brasil dominado por evangélicos? Os chanceleres denominacionais cresceriam, como verdadeiros fiscais, para que se desqualificasse Charles Darwin como “alucinado inimigo da fé”. Facilmente se restabeleceria o criacionismo como disciplina obrigatória em faculdades de medicina, biologia, veterinária. Nietzsche jazeria na categoria dos hereges loucos. Derridá nunca teria uma tradução para o português. O que dizer de rebeldes como Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso? No máximo, seriam pesquisados como desajustados. Ganhariam rótulos para serem desmerecidos a priori como loucos, pederastas, hereges.

Um Brasil evangélico não teria folclore. Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. A alegria do futebol morreria; alguma lei proibiria ir ao estádio ou ligar televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada de várzea, aconteceria quando? Haveria multa ou surra para palavrão?

Um Brasil evangélico significaria que o fisiologismo político prevaleceu. Basta uma espiada no histórico de Suas Excelências da bancada evangélica nas Câmaras, Assembleias e Gabinetes para se apavorar. Se, ainda minoria, a bancada evangélica na Câmara Federal é campeã em faltas e em processos no STF, imagina dominando o parlamento.

Um Brasil evangélico significaria o triunfo do “american way of life”, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura estadunidense. Obcecados em implementar os “valores da família”, tão caros ao partido republicano dos Estados Unidos, recrudesceria a teologia de causa-e-efeito, cármica, do “quem planta, colhe”. Vingaria o sucesso como aferidor da bênção de Deus.

Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica. Uma nova elite religiosa (os ungidos) destilaria maldição contra os “inimigos da fé”, os “idólatras”, os “hereges”, com mais perversidade do que aiatolás iranianos. Ficaria mais fácil falar de inferno e mandar para lá todo mundo que rejeitasse algumas lógicas tidas como ortodoxas.

Cada vez que um evangélico critica a Rede Globo eu me flagro perguntando: Como seria uma emissora liderada por evangélicos? Adianto: insípida, brega, chata, horrorosa, irritante.

Prefiro, sem pestanejar, os textos do Gabriel Garcia Márquez, do Mia Couto, do Victor Hugo, do Fernando Moraes, do João Ubaldo Ribeiro, do Jorge Amado, a qualquer livro da série “Deixados para Trás” do fundamentalista de direita, Tim LaHaye. O demagogo Max Lucado (que abençoou a decisão de Bush bombardear o Iraque) não calça o chinelo de Mário Benedetti.

Toda a teocracia um dia se tornará totalitária. Toda a tentativa de homogeneizar a cultura precisa se valer de obscurantismo. Todo o esforço de higienizar os costumes é moralista e hipócrita.

O projeto cristão visa preparar para a vida. Jesus jamais pretendeu anular os costumes de povos não-judeus. Daí ele celebrar a fé em um centurião, adorador no paganismo romano, como especial e digna de elogio. Cristo afirmou que, entre criteriosos fariseus, ninguém tinha uma espiritualidade tão única e bela como daquele soldado que se preocupou com o escravo.

Levar a Boa Notícia – Evangelho – não significa exportar cultura, criar dialeto ou forçar critérios morais. Na evangelização, fica implícito que todos podem continuar a costurar, compor, escrever, brincar, encenar, como sempre fizeram. O evangelho convoca à pratica da justiça; cria meios de solidariedade; procura gestar homens e mulheres distintos; imprime em pessoas o mesmo espírito que moveu Jesus a praticar o bem.

Há estudos sociológicos que apontam estagnação quando o movimento evangélico chegar a 35% da população brasileira. Esperemos que sim. Caso alcançasse a maioria, com os anseios totalitários e teocráticos que já demonstra, o movimento desenvolveria mecanismos para coibir a liberdade. Acontece que Deus não rivaliza a liberdade humana, mas é seu maior incentivador.

Portanto, Deus nos livre de um Brasil evangélico.








Profecias de Chico Xavier e Ramatis sobre a Europa e invasão do Brasil

 





Não há velho em meu caminho



Não vejo velhos neste meu caminho,

mas a tarde de seres experientes,

para nos dar conselhos e carinho,

com suas vivências de antigamente.

Velho é o mar, que brame em desalinho,

velho é o sol, com raios muito quentes,

velha é a Terra, que é o nosso ninho,

velho é o amor, que salva muita gente.

Somos universitários da vida

e do tempo, com horas tão corridas,

com muitas luzes, amor e saber.

Se alguém passar, com as pernas doloridas,

passos lentos, sem forças na subida,

dê-lhe as mãos, que a tarde espera você.


O conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice. Colhe, pois, a sabedoria. Armazena suavidade para o amanhã.


Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a. Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. Os anos que vão gradualmente declinando estão entre os mais doces da vida de um homem. Mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos anos, estes ainda reservam prazeres.


O intervalo de tempo entre a juventude e a velhice é mais breve do que se imagina. Quem não tem prazer de penetrar no mundo dos idosos não é digno da sua juventude...


Vive cada dia para que tua velhice venha a ser a coroação de tua juventude. A velhice de uma pessoa sábia, feliz e realizada, que viveu tudo o que podia, é como a melhor das primaveras !


A velhice nos trás direitos maravilhosos. Enquanto a juventude é cheia de obrigações. A velhice é o tempo em que vivemos a doce inutilidade. Porque mais cedo ou mais tarde iremos experimentar esse território desconcertante da inutilidade. Esse é o movimento natural da vida.

Perder a juventude é você perder a sua utilidade, é uma conseqüência natural da idade que chega. A velhice é o tempo em que passa-se a utilidade e aí ficasse somente o significado da pessoa. É o momento que a gente se purifica.

É o momento que a gente vai tendo a oportunidade de saber quem nos ama de verdade. Porque só nos ama pra ficar até o fim aquele que, depois da nossa utilidade, descobriu o nosso significado.

É por isso que sempre rezo para envelhecer ao lado de quem me ama. Para poder ter a tranqüilidade de não ser útil, mas ao mesmo tempo não perder o valor. Se você quiser saber se alguém te ama de verdade, é só identificar se ele seria capaz de tolerar a sua inutilidade. Quer saber se você ama alguém?

Pergunte a si mesmo, quem nesta vida que pode ficar inútil pra você sem que você sinta o desejo de jogá-lo fora. E é assim que nós descobrimos o significado do amor... Só o amor nos dá condições de cuidar do outro até o fim!

Feliz daquele que tem ao fim da vida, a graça de ser olhado nos olhos, e ouvir a fala que diz: - Você não serve pra nada, mas eu não sei viver sem você!






Ao amanhecer



 

Ao amanhecer - Joanna de Ângelis

" Dia novo, oportunidade renovada.

Cada amanhecer representa divina concessão que não podes nem deves desconsiderar.

Mantém, portanto, atitude positiva em relação aos acontecimentos que devem ser enfrentados; otimismo diante das ocorrências que surgirão; coragem no confronto das lutas naturais; recomeço de tarefa interrompida; ocasião de realizar o programa planejado.

Cada amanhecer é convite sereno à conquista de valores que parecem inalcançáveis.

À medida que o dia avança, aproveita os minutos, sem pressa nem postergação do dever.

Não te aflijas ante o volume de coisas e problemas que tens pela frente.

Dirige cada ação à sua finalidade específica.

Após concluir um serviço, inicia outro e, sem mágoa dos acontecimentos desagradáveis, volve à lição com disposição, avançando, passo a passo, até o momento de conclusão dos deveres planejados.

Não tragas do dia precedente o resumo das desditas e dos aborrecimentos.

Amanhecendo, começa o teu dia com alegria renovada e sem passado negativo, enriquecido pelas experiências que te constituirão recurso valioso para a vitória que buscas."

Do cap. 1 do livro Episódios Diários, de Joanna de Ângelis, obra  psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco.