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Vacinas salvam vidas desde 1796

 









@eucappellesso

Pelo amor de Deus, vacine seu filho. Não é exagero. Não é “mimimi”. É proteção real contra doenças que matam, paralizam e deixam sequelas para o resto da vida. Enquanto você hesita, o vírus não espera.
Enquanto alguém compartilha fake news, uma criança perde a chance de crescer saudável. Vacina não é opinião. É ciência. É cuidado. É amor na prática. Se você tem filho, sobrinho, afilhado ou conhece alguém que ainda está em dúvida: compartilha esse vídeo agora.
Marca a mãe, o pai, a avó. Alguém precisa ouvir isso hoje. A saúde das crianças não pode ser refém de medo e desinformação. Comenta aqui: você já vacinou? Ou ainda tem alguma dúvida que te impede? Vamos conversar com responsabilidade.

♬ som original - Fernanda Cappellesso


Escolha ser luz . . . na consciência e na alma

 






O Irã empurrado para a bomba atômica



Há duas décadas, o Irã sofre fortes pressões internacionais com o objetivo de limitar seu programa nuclear, que — segundo vários analistas — poderia levar ao desenvolvimento de armas atômicas e inseri-lo no restrito grupo de países que possuem a bomba nuclear (Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França, China, Israel, Paquistão, Índia e Coreia do Norte).

Vale, em primeiro lugar, lembrar que, no direito internacional, todo país é soberano. Isso significa que nenhum organismo internacional pode “impor” regras sem uma base jurídica e que os limites existem apenas se o Estado os aceita, ao aderir a tratados específicos, ou se está vinculado a decisões obrigatórias da ONU. Em princípio, o direito dos países que já detêm a bomba atômica estende-se também aos que não a possuem, incluindo o Irã.

Em 2006, acusado pelos Estados Unidos de querer desenvolver armas atômicas, o Irã sustentou o caráter exclusivamente civil de seu programa nuclear. Na ausência de um acordo, o país foi submetido a pesadas sanções econômicas internacionais.

Somente em 2015, durante a presidência de Obama, ocorreu uma distensão, culminando na assinatura do acordo Joint Comprehensive Plan of Action (JCPOA) entre o Irã e as grandes potências. Em troca da suspensão das sanções, Teerã aceitou impor limites ao enriquecimento de urânio e submeter essas atividades a controles internacionais.

Com a presidência de Trump, em 2018, os Estados Unidos abandonaram unilateralmente o JCPOA, sem que o Irã o tivesse violado. Para Washington, o acordo era fraco, pois limitava o enriquecimento de urânio por cerca de 15 anos. Além disso, os Estados Unidos pretendiam incluir no acordo limites também ao armamento não nuclear e às políticas regionais de Teerã, com a clara intenção de redesenhar o equilíbrio de poder no Oriente Médio. Com a ruptura do acordo, foram reintroduzidas duras sanções contra o Irã, que — por sua vez — retomou atividades nucleares sensíveis, incluindo o enriquecimento de urânio, além de reforçar suas capacidades militares.

Durante a administração Biden (2021–2024), houve uma tentativa de retornar ao acordo nuclear, mas sem sucesso.

Em 2025, Trump voltou à presidência dos Estados Unidos. Em junho daquele ano, Israel — que avalia o programa nuclear iraniano como ameaça existencial — lançou ataques aéreos contra instalações nucleares, bases militares e lideranças do sistema militar iraniano, com o objetivo de atrasar seu desenvolvimento nuclear e enfraquecê-lo militarmente. Após alguns dias, os Estados Unidos também entraram diretamente no conflito, bombardeando centros nucleares iranianos. Ao final do ataque ao Irã, que durou ao todo 12 dias, os EUA declararam o fim do perigo nuclear iraniano.

No fim de fevereiro deste ano, aproveitando uma crise política interna no Irã, Estados Unidos e Israel voltaram a atacar o país, com o objetivo de eliminar suas lideranças, derrubar o regime islâmico, destruir o programa nuclear e reduzir o poder militar iraniano.

Após mais de um mês de guerra, é evidente a superioridade militar dos agressores, mas também que seus objetivos não foram alcançados. Pelo contrário:

- o regime iraniano fortaleceu-se internamente, com a ala mais dura do sistema no poder.

- o conflito desestabilizou toda a região. A resposta do Irã mostrou-se eficaz: Teerã contra-atacou com mísseis e drones, atingindo tanto Israel quanto bases norte-americanas no Oriente Médio, envolvendo aliados regionais dos EUA e ampliando a guerra para toda a área.

- o conflito está penalizando o mundo inteiro. O Irã bloqueou o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 25% da demanda mundial. Assim, sobretudo os países europeus e asiáticos foram transformados de espectadores em vítimas econômicas do conflito.

Além disso, a guerra desencadeada por Israel e pelos Estados Unidos legitima a interpretação de que as potências ocidentais não respeitam a soberania dos países que não se alinham às suas políticas, chegando a violar o direito internacional, se necessário. Consequentemente, para os Estados ameaçados pelas grandes potências — o Irã em primeiro lugar — a dissuasão nuclear aparece como a alternativa mais segura (se não a única) para garantir sua independência.

Em síntese, a abordagem dos Estados Unidos em relação à questão iraniana revela-se fracassada: abandonaram acordos anteriores e adotaram políticas de força. A combinação dessas medidas mina sua credibilidade e torna extremamente difícil a conclusão de novos acordos. Na prática, impulsiona o Irã para a opção nuclear da qual, em tese, o queriam afastar.

Além disso, os efeitos dessa abordagem ultrapassam o âmbito regional, aumentando a insegurança e a instabilidade em todo o mundo. O fim da atual guerra contra o Irã não restabelecerá a situação anterior: políticas como as dos Estados Unidos e de Israel já abriram uma verdadeira “caixa de Pandora”.


Luciano Fazio, matemático pela Università degli Studi de Milão, especialista em previdência pela Fundação Getulio Vargas e consultor externo do DIEESE para assuntos previdenciários. É também autor de O que é previdência do servidor público (Loyola, 2020).









Livro : Um Defeito de Cor



Fascinante história de uma africana idosa, cega e à beira da morte, que viaja da África para o Brasil em busca do filho perdido há décadas. Ao longo da travessia, ela vai contando sua vida, marcada por mortes, estupros, violência e escravidão. Inserido em um contexto histórico importante na formação do povo brasileiro e narrado de uma maneira original e pungente, na qual os fatos históricos estão imersos no cotidiano e na vida dos personagens, Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, é um belo romance histórico, de leitura voraz, que prende a atenção do leitor da primeira à última página. Uma saga brasileira que poderia ser comparada ao clássico norte-americano sobre a escravidão, Raízes.

Publicado em 2006, pautado em intensa pesquisa documental, Um defeito de cor é um retrato original e pungente da exploração e da luta de africanos na diáspora e de seus descendentes, durante oito décadas da formação da sociedade brasileira.





Disponível em papel, pdf gratuito, online e ebook. 


Especial Paralelos : um comparativo entre 1964 e 2023

 









Insistência e milhões de cartas : conheça história do pai do Zé Gotinha



Criado pelo artista plástico mineiro Darlan Rosa, personagem se tornou símbolo do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que completa 50 anos no dia 18 de setembro.
Com mais de 50 obras no Brasil e no exterior, Darlan Rosa se considera um artista plástico bem-sucedido, com uma carreira que vai da escultura em cimento à arte digital com inteligência artificial. Seu trabalho de maior sucesso e reconhecimento, porém, tem um traço simples e fácil de ser copiado: o Zé Gotinha, ícone do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que completa 50 anos no próximo dia 18 de setembro e será celebrado por uma série de reportagens na Agência Brasil ao longo deste mês.

Mineiro da cidade de Coromandel, Darlan, de 76 anos, conta que a simplicidade foi proposital. Era importante que qualquer um pudesse desenhar o personagem, em uma época em que não era tão fácil produzir uma cópia de um panfleto ou cartaz.

“As agências de publicidade debochavam que era um personagem que não tinha mãozinha, que não tinha pé. E, naquela época, havia uma predominância de uma estética Disney, com personagens gordinhos, com a mão com luva, toda uma filosofia que, no meu entender, não se encaixava em um personagem para a saúde pública”, lembra o desenhista, em entrevista à Agência Brasil.

Guerra na Ucrânia : O texto que está viralizando no Mundo de um dos maiores economistas vivos




O artigo lido a seguir foi publicado originalmente no Kennedy Beacon e republicado no Brasil 247, com grande repercussão em todo o mundo.

Jeffrey Sachs é um dos maiores economistas vivos do mundo. Americano e graduado em Harvard, é professor da Columbia University em Nova York e Diretor do Centro para o Desenvolvimento Sustentável e Presidente da Rede de Soluções Sustentáveis da ONU.


A verdadeira história da guerra na Ucrânia

Uma cronologia de eventos e um argumento a favor da diplomacia

Por Jeffrey D. Sachs, especial para o The Kennedy Beacon

O povo americano precisa urgentemente conhecer a verdadeira história da guerra na Ucrânia e suas perspectivas atuais. Infelizmente, a mídia tradicional - The New York Times, Wall Street Journal, Washington Post, MSNBC e CNN - tornaram-se meros porta-vozes do governo, repetindo as mentiras do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e ocultando a história do público.

Biden está mais uma vez denegrindo o presidente russo Vladimir Putin, desta vez acusando Putin de uma "luxúria covarde por terras e poder", depois de declarar no ano passado que "Pelo amor de Deus, aquele homem [Putin] não pode permanecer no poder". No entanto, é Biden quem está aprisionando a Ucrânia em uma guerra sem fim, ao continuar pressionando pela expansão da OTAN para a Ucrânia. Ele tem medo de dizer a verdade ao povo americano e ucraniano, rejeitando a diplomacia e optando, em vez disso, pela guerra perpétua.

A independência inconclusa do Brasil

 


Por Leonardo Boff

O dia 7 de setembro de cada ano celebramos o dia da Independência do Brasil. Mas se trata de uma independência inconclusa. Foi feita por Dom Pedro I montado em cima de um burro e não como épica e falsamente o pinta Meireles montado num belo cavalo.

Ao independizar-se do Brasil, foram mantidas as mesmas relações da época colonial, dos senhores da Casa Grande e dos escravizados da senzala. Não esqueçamos o fato de que a Independência se fez ainda no quadro do escravismo que foi brutal e cruel para milhões de pessoas trazidas de África e aqui escravizadas. Mesmo depois da Lei Áurea de 1888, os escravizados não tiveram nenhuma compensação seja em terras, trabalhos e oportunidades. Foram lançados ao deus-dará sem absolutamente nada. Hoje os afrodescendente constituem de 54% de nossa população para a qual nunca saldamos a nossa dívida por tudo o que sofreram e ajudaram a construir esta nação.

Como país, fomos sempre dependentes. Primeiro de Portugal, depois da Inglaterra, em seguida dos EUA e atualmente dos países opulentos com suas mega corporações que exploram nossas riquezas.

Nunca houve um projeto de nação. Sempre predominou, como foi amplamente mostrado pelos historiadores, uma política de conciliação das classes endinheiradas entre si e de costas para o povo, excluído e covardemente desprezado e odiado. Elas ocuparam o Estado e seus aparelhos para garantirem seus privilégios, usufruir das vantagens dos grandes projetos, das propinas e da corrupção simplesmente naturalizada. Por isso temos um país profundamente dividido entre um pequeno número de miliardários e bilhardários, uma porção de classe média e entre as grandes maiorias marginalizada e excluídas dos bens da civilização.

Houve, na época colonial, resistências e revoltas de gente do povo, de negros e indígenas, todas esmagadas violentamente com enforcamentos, fuzilamentos ou, no melhor dos casos, com o exílio e com golpes e ditaduras na época republicana.

Na verdade, aqui a democracia delegatícia foi e continua sendo de baixa e até de baixíssima intensidade, com uma liberdade tão somente formal e jurídica, mas sem o seu insubstituível complemento, a igualdade. Por isso grassa uma vergonhosa desigualdade, das maiores do mundo, que é uma injustiça social tão grave que clama aos céus pelas vítimas que produz.

Olhando para trás nossa história pátria é marcada por sombras escuras, do genocídio indígena, da colonização, do escravismo e da dominação das elites do atraso, como a qualifica o sociólogo Jessé Souza que agarram ao poder.

Quando alguém vindo do andar de baixo, sobrevivente da grande tribulação brasileira, chegou ao poder, Luis Inácio Lula da Silva e com sua sucessora Dilma Rousseff introduziram políticas sociais de inserção de milhões de pobres e famintos, logo se armou contra eles um golpe jurídico-parlamentar-midiático. Desta forma se salvou a velha ordem (da desordem social) e foi continuada por uma figura insana e psicopática que tirou do armário de partes importantes da população tudo o que havia de ódio e de perversão, recalcadas e fruto tardio do tempo da escravidão. Os escravizados eram simplesmente “peças” a serem vendidas e compradas no mercado e tratadas com os famosos três pês: pau, pão e pano: pau como chibatadas desumanas, pão para não morrem de forme e pano para esconderem as vergonhas. A prática era da violência que continua ainda hoje com a população negra e pobre.

Fine finaliter: aqui nossa independência foi manca e inacabada, o que nos tira qualquer sentido de celebração. Como nunca houve uma revolução, como nos grandes países qu deram seu salto de qualidade, que apeasse do poder-dominação a classe do privilégio e do enriquecimento fácil, nunca nos foi dada a oportunidade de fundar uma nação com um projeto para todos, altivo e ativo. Apenas prolongamos o regime de dependência de vários outros poderes forâneos até a presente data.

Qual seria a nossa chance e o nosso destino? Olhar para frente e par o futuro. Somos uma nação continental, com a maior riqueza ecológica do planeta em termos de água doce, florestas tropicais, solos férteis, imensa biodiversidade e um povo aberto, hábil e inteligente que conseguiu sobreviver a todo tipo de opressão.

Sabemos que a Terra alcançou o seu limite. No dia 28 de julho de 2022 ocorreu o Dia da Sobrecarga da Terra (The Eath Overshoot Day) ou seja, utilizamos todos os bens e serviços naturais indispensáveis para a vida. Entramos no cheque especial. Usamos nos sete meses passados, todo o estoque de água, minerais, vegetais e energia que o planeta pode produzir e regenerar no período de 365 dias. Para continuarmos a viver seria necessária a biocapacidade de 1,75 Terras que não temos.

Com o crescimento inesperado do aquecimento global e com o que já existe de CO2 e metano acumulados na atmosfera, os eventos extremos serão inevitáveis. Chegamos atrasados. Com ciência e técnica podemos apenas mitigar os efeitos extremos que virão com destruição de ecossistemas e milhares de vidas humanas. Segundo dados deste ano do IPCC isso poderá ocorrer nos próximos 3-4 anos. Haverá pontos de inflexão sociais como a erosão do modo de vida das populações, aumento de conflitos, violência, migração e crises humanitárias, afetando a infraestrutura, a segurança alimentar, hídrica e energética. Muitas nações não conseguem produzir o que sua população necessita, situação agravada pela intrusão do Covid-19.

Esta realidade sombria poderá se tornar uma catástrofe global. É nesse ponto que entra a independência possível e real do Brasil. Ele pode ser a mesa posta para as fomes e as sedes de toda a humanidade. Esta dependerá em grande parte do Brasil, da umidade de nossa Amazônia, da proteína de nosso gado e aves e da produção de alimentos de nossos solos. Grande parte dos países, hoje independentes, serão dependentes de nós. Finalmente teremos alcançado a nossa real independência, não para nosso orgulho e benefício, mas como serviço para a vida na Terra e a sobrevivência da humanidade.

Finalmente poderemos entoar a canção carnavalesca: “Liberdade, Liberdade! Abre as asas sobre nós. E que a voz da Igualdade seja sempre a nossa voz” e de toda a humanidade.

Postado em Brasil 247