O amor de Deus é como o vento



Às vezes nos sentimos tristes, desanimados, frágeis e quando achamos que já não há mais solução, Deus nos mostra um caminho, Ele está o tempo todo ao nosso lado, e há uma voz dentro de nós que clama por esperança e Deus traz esta paz aos nossos corações e envia sinais o tempo todo, basta pedirmos com fé.

Quando me sinto assim, sem direção, gosto de olhar para o céu e sinto sua presença cada vez mais próxima, ao sentir a brisa do vento meu coração acalma. E de repente me sinto mais forte e sei que não estou sozinha, que sua presença habita em mim e toda angústia vai embora.

O amor de Deus é como o vento, não podemos tocar, mas podemos sentir.

A dúvida, o medo que sufoca diante das incertezas e do que está por vir, atormenta milhares de pessoas que sofrem de ansiedade, e eu como uma pessoa ansiosa, a partir do momento que percebi que eu é quem estou no controle, e que só eu tenho o poder de controlar a mim mesma, tomei um rumo diferente, então, a dica é: desacelere e se conecte com o tempo aqui e o agora.

Se eu pudesse dar um conselho, seria esse: não deixe de viver o presente com medo do futuro, pois, assim você não viverá e apenas sobreviverá, vivemos lutas diárias, e sabemos que lidar com questões internas não são, nada fáceis, porém, precisamos olhar de dentro para fora e libertarmos de todo o medo que nos impede de viver.

Quando você não tiver mais respostas, olhe para o céu e saiba que você não está sozinho(a), Deus cuida o tempo todo de você e Ele te dará as respostas, talvez não da forma que você queira, mas sim àquelas que o seu coração necessita.

Tudo tem o seu tempo e a hora certa para acontecer, entregue sua vida nas mãos de Deus e seus planos estarão bem guardados, pois os planos de Deus não costumam falhar, talvez você ache que poderia tudo ter sido diferente, mas você já parou para pensar quantas vezes você foi abençoado (a)? Deus escreve a nossa rota, e está presente nos detalhes, todo caos que você carregou até aqui, as tempestades, foram necessárias e escritas, porque simplesmente tínhamos que passar por elas, e no final, você verá todas as bênçãos alcançadas e que seu Deus é grandioso.

Simplesmente, agradeça pelo presente da vida, que é o próprio presente.

Beijos de luz.



Por que torci contra a Argentina na Copa do Mundo de 2026 ?

 




Concordo com as razões do jornalista Tiago Sumam no vídeo abaixo,
a partir de 2 min e 15 s até 12 min e 15 s




Grupo coreano Forestella canta " Nella Fantasia "

 




Visão geral criada por IA

A famosa ária "Nella Fantasia" (baseada no tema instrumental "Gabriel's Oboe" de Ennio Morricone) tem uma letra que fala sobre um mundo de paz e liberdade. Em português, o título significa "Na Fantasia" ou "Na Imaginação".

Confira a letra completa traduzida:

Na fantasia eu vejo um mundo justo
Lá todos vivem em paz e em honestidade
Eu sonho com almas que são sempre livres
Como as nuvens que voam
Cheias de humanidade no fundo da alma.

Na fantasia eu vejo um mundo claro
Lá também a noite é menos escura
Eu sonho com almas que são sempre livres
Como as nuvens que voam
Cheias de humanidade.

Na fantasia existe um vento quente
Que sopra sobre a cidade, como um amigo
Eu sonho com almas que são sempre livres
Como as nuvens que voam
Cheias de humanidade no fundo da alma.





Sapatilhas continuam em alta

 










Onde ficam as "zonas azuis" : os 5 lugares do planeta com mais pessoas acima de 100 anos


Na exuberante ilha de Okinawa, no Japão, os moradores possuem fortes redes sociais e uma dieta que prioriza a batata-doce de Okinawa, a cúrcuma e o melão amargo. Foto de Markus Kirchgessner, Laif, Redux
Encontradas em diferentes lugares do mundo, essas chamadas "zonas azuis" revelam o segredo da longevidade. Entenda melhor onde ficam, o que são e o que se pode aprender com elas.
As “zonas azuis” podem ser o segredo para viver até os 100 anos ou mais de forma saudável e tranquila. Essa é a descoberta do Explorador da National Geographic, Dan Buettner.

Desde 2004, Buettner estuda locais que não apenas apresentam altas concentrações de pessoas com mais de 100 anos, mas também grupos de pessoas que envelheceram sem os problemas de saúde tradicionais como doenças cardíacas, obesidade, câncer ou diabetes.

Suas descobertas inspiraram livros como a obra de sua autoria: "Os Segredos das Zonas Azuis para Viver Mais: Lições dos Lugares Mais Saudáveis ​​da Terra", e despertaram o interesse mundial nesses locais e até mesmo deram origem a séries documentais.

Mas onde ficam essas “zonas azuis”, o que as torna tão saudáveis ​​e o que podemos aprender com elas, mesmo que não se more perto de uma delas? Aqui está tudo o que você precisa saber sobre as zonas azuis)

O que define uma zona azul?

A pesquisa de Buettner o levou a identificar cinco regiões no mundo que ele apelidou de "zonas azuis". Essas são áreas "demograficamente confirmadas e geograficamente definidas" na Terra onde as pessoas estão vivendo até os 100 anos e com taxas extraordinárias — 10 vezes maiores do que nos Estados Unidos.

Embora estejam separadas por grandes distâncias, essas zonas azuis certificadas compartilham nove princípios básicos que, segundo os pesquisadores, contribuem para vidas longas e felizes. Entre eles estão estilos de vida com baixo nível de estresse que incentivam a prática regular de exercícios, um forte senso de propósito e uma dieta baseada em vegetais.

Para se tornar uma zona azul certificada, uma área deve atender a três conjuntos de critérios: documentação confiável das taxas de natalidade e mortalidade, alta longevidade nacional em comparação com o resto do mundo e alta longevidade local.

Onde estão as 5 zonas azuis da Terra?

As cinco zonas azuis estão localizadas na ilha de Ikaria, na Grécia; a ilha de Okinawa, no Japão; a região de Ogliastra, na Sardenha, Itália; a cidade de Loma Linda, na Califórnia, Estados Unidos; e Península de Nicoya, na Costa Rica.

Ogliastra, na Sardenha, Itália, é uma das cinco "zonas azuis" certificadas, onde os cidadãos tendem a viver vidas longas e felizes. Foto de Christina Anzenberger-Fink & Ton, Anzenberger, Redux

A maior ilha de um arquipélago subtropical controlado pelo Japão, Okinawa, é o lar das mulheres mais longevas do mundo. Alimentos básicos como batata-doce okinawana, soja, artemísia, cúrcuma e goya (melão amargo) contribuem para que os okinawanos vivam vidas longas e saudáveis. Buettner iniciou sua pesquisa sobre longevidade em Okinawa.

Localizada a 8Km da costa da Turquia, no Mar Egeu, a ilha de Ikaria, na Grécia, apresenta algumas das menores taxas de mortalidade na meia-idade e de demência do mundo.

Pesquisas relacionam o aumento da longevidade desses superidosos gregos com a dieta mediterrânea tradicional, rica em vegetais e gorduras saudáveis ​​e com menor consumo de laticínios e carne.

As terras altas montanhosas da Sardenha, na Itália, abrigam a maior concentração mundial de homens centenários. Sua população consome uma dieta com baixo teor de proteína, associada a menores taxas de diabetes, câncer e mortalidade em pessoas com menos de 65 anos.

Um elemento fundamental da dieta das Zonas Azuis é o consumo de alimentos não processados, como a massa caseira preparada aqui com batata, queijo pecorino e hortelã. Foto de Andrea Frazetta, Nat Geo Image Collection

Nicoya está localizada em uma região da América Central, na Costa Rica, com a menor taxa de mortalidade na meia-idade do mundo e a segunda maior concentração de homens centenários.

O segredo da longevidade aqui reside, em parte, em comunidades religiosas fortes, redes sociais sólidas e hábitos de atividade física regular e de baixa intensidade.

A alta concentração de adventistas do 7º dia na cidade californiana de Loma Linda é creditada por proporcionar aos moradores 10 anos a mais de saúde do que a média norte-americana. As refeições diárias neste subúrbio de Los Angeles seguem uma dieta bíblica à base de grãos, frutas, nozes e vegetais.

Os moradores de Loma Linda, na Califórnia (Estados Unidos), praticam atividade física regularmente e seguem uma dieta predominantemente à base de vegetais, o que pode levar a vidas mais longas e saudáveis, de acordo com o Estudo de Saúde Adventista. Foto de CALEB THAL, The New York Times, Redux

O que é a ‘Dieta das Zonas Azuis’?

A genética desempenha um papel fundamental na nossa longevidade, mas a alimentação pode ser "a porta de entrada para uma saúde melhor", afirma Buettner.

A Dieta das Zonas Azuis baseia-se nos hábitos alimentares dos habitantes dessas zonas. Cerca de 95% da sua alimentação é de origem vegetal e 5% de origem animal. Isso se traduz numa base de frutas e vegetais da estação, bastante feijão e batata-doce, nozes e grãos integrais.

A dieta incentiva a redução do consumo de carne, laticínios e peixe. Quando os habitantes das Zonas Azuis consomem peixe, tendem a optar por espécies menores e não sobre pescadas, como sardinhas e anchovas. A dieta também segue a "regra dos 80%", que incentiva as pessoas a pararem de comer quando se sentirem quase satisfeitas.

Muitos estudos mostram que uma dieta típica das Zonas Azuis pode levar a uma melhor saúde e ao aumento da expectativa de vida. De acordo com o Estudo de Saúde Adventista da Universidade Loma Linda, que acompanha milhares de participantes desde 1974, uma dieta pesco-vegetariana pode reduzir o risco de morte em idosos em 18%.

No entanto, alimentar-se corretamente é apenas parte da solução. Afinal, “nem só de pão viverá o homem”. A chave para uma vida longa e saudável pode começar com uma boa alimentação, mas se fortalece com relacionamentos sólidos, atividade física regular e uma comunidade unida. A boa notícia é que você não precisa morar em uma Zona Azul certificada para desfrutar desses benefícios.




Cinema 4DX

 






O cinema 4DX é um formato de exibição que torna o filme uma experiência sensorial. Além da imagem e do som, a sala utiliza efeitos sincronizados com as cenas, como:🎢 Poltronas que se movem e vibram.

💨 Rajadas de vento
💦 Jatos de água (névoa ou respingos leves)
⚡ Luzes e efeitos de relâmpago
🌫️ Fumaça e neblina
❄️ Neve artificial
🌸 Aromas
🫧 Bolhas, em alguns filmes

Essa tecnologia é especialmente indicada para filmes de : Ação, Aventura, Ficção Científica, Super-heróis e Animações.

Para dramas, romances e filmes com poucas cenas de ação, a diferença costuma ser menor.

Algumas pessoas podem sentir desconforto devido ao movimento das poltronas, principalmente quem tem labirintite, enjoo de movimento ou problemas na coluna. Nesses casos, uma sessão tradicional ou IMAX pode ser mais confortável.

Se você nunca experimentou, vale a pena assistir a um filme de ação em 4DX pelo menos uma vez para conhecer a experiência.

O 4DX está disponível no Brasil, principalmente em cinemas da rede Cinépolis Brasil. As salas 4DX oferecem poltronas com movimento e efeitos como vento, água, aromas, luzes e névoa sincronizados com o filme.

Em Porto Alegre (RS), a boa notícia é que há uma sala 4DX na cidade : Cinépolis João Pessoa. O Cinemark BarraShoppingSul oferece salas IMAX e XD, mas não possui 4DX.






Bia Lula : saiba quem é quem . . .




Inteligência Artificial e oportunidades de carreiras futuras





A Inteligência Artificial (IA) tornou-se uma das tecnologias mais influentes a moldar o futuro do trabalho. Ela está mudando a forma como as indústrias operam, como as empresas tomam decisões e como as pessoas constroem suas carreiras. À medida que a IA continua a avançar, ela cria novas funções e transforma ocupações tradicionais. Compreender essas mudanças é fundamental para qualquer pessoa que planeje uma carreira em um mundo impulsionado pela tecnologia.

Entendendo a ascensão das carreiras em IA

Inteligência Artificial refere-se a sistemas que podem simular a inteligência humana, incluindo aprendizado, raciocínio, resolução de problemas e tomada de decisões. Esses sistemas são amplamente utilizados em setores como saúde, educação, finanças, varejo e transporte.

Com a crescente adoção da IA, as organizações precisam de profissionais qualificados que possam desenvolver, gerenciar e aprimorar esses sistemas. Isso levou a um aumento rápido na demanda por carreiras relacionadas à IA. As empresas não estão buscando apenas engenheiros de software, mas também especialistas que possam trabalhar com dados, algoritmos e sistemas inteligentes.

Caminhos de carreira populares em Inteligência Artificial

A inteligência artificial abriu as portas para uma ampla variedade de oportunidades de carreira. Algumas das funções mais populares incluem engenheiro de aprendizado de máquina, cientista de dados, pesquisador de IA, engenheiro de robótica e especialista em processamento de linguagem natural. Cada uma dessas funções se concentra em diferentes aspectos da construção e aplicação de sistemas inteligentes.

Engenheiros de aprendizado de máquina projetam algoritmos que permitem que os sistemas aprendam com os dados. Cientistas de dados analisam grandes conjuntos de dados para extrair informações relevantes. Pesquisadores de IA trabalham no desenvolvimento de novos métodos e no aprimoramento de tecnologias existentes. Engenheiros de robótica constroem máquinas inteligentes capazes de realizar tarefas físicas, enquanto especialistas em processamento de linguagem natural se concentram em capacitar as máquinas a compreender a linguagem humana.

Essas funções exigem forte capacidade de pensamento analítico, habilidades de programação e um sólido conhecimento de matemática e estatística.

Habilidades necessárias para carreiras em IA

Para construir uma carreira de sucesso em IA, os profissionais precisam de uma combinação de habilidades técnicas e de resolução de problemas. Linguagens de programação como Python e R são comumente usadas no desenvolvimento de IA. Conhecimento de estruturas de dados, algoritmos e técnicas de aprendizado de máquina também é essencial.

Além das habilidades técnicas, o pensamento crítico e a criatividade desempenham um papel importante. Em diferentes contextos culturais, surgem abordagens interessantes para estimular criatividade e novas formas de pensar.

Os profissionais de IA devem ser capazes de analisar problemas complexos e projetar soluções eficazes. Habilidades de comunicação também são valiosas, já que muitas funções envolvem trabalho em equipe e a explicação de conceitos técnicos para públicos não especializados.

A aprendizagem contínua é importante porque as tecnologias de IA evoluem rapidamente. Os profissionais devem manter-se atualizados com as novas ferramentas, estruturas e tendências do setor.

Inteligência Artificial em diferentes indústrias

A inteligência artificial não se limita ao setor tecnológico; ela está sendo utilizada em diversos setores, criando oportunidades de carreira variadas. Na área da saúde, a IA auxilia no diagnóstico de doenças, em exames de imagem e na gestão do atendimento ao paciente. No setor financeiro, ela é utilizada na detecção de fraudes, na análise de riscos e em sistemas automatizados de negociação.

Na educação, a IA apoia plataformas de aprendizagem personalizada e sistemas de tutoria virtual. No varejo, ela aprimora a experiência do cliente por meio de mecanismos de recomendação e gestão de estoque. As indústrias de manufatura utilizam IA para automação e manutenção preditiva.

Graças a essa ampla adoção, os profissionais de IA podem escolher carreiras em praticamente qualquer setor em que estejam interessados.

Ampliando as oportunidades para os estudantes

Hoje em dia, os estudantes têm mais oportunidades do que nunca para ingressar na área de IA. Muitas universidades e plataformas online oferecem cursos em inteligência artificial, ciência de dados e aprendizado de máquina. Esses programas ajudam os alunos a construir bases sólidas tanto na teoria quanto nas aplicações práticas.

Estágios, competições de programação e aprendizado baseado em projetos também proporcionam experiência valiosa. Alunos que começam cedo podem desenvolver portfólios sólidos que aumentam suas chances de serem contratados por grandes empresas.

Muitos jovens estão demonstrando um interesse crescente em IA e tecnologias relacionadas. Eles participam de programas de programação, certificações online e comunidades de tecnologia para desenvolver habilidades e explorar opções de carreira futuras.

O papel da IA na criação de empregos

Embora haja preocupações de que a IA possa substituir certos empregos, ela também está criando muitas novas oportunidades. A automação lida com tarefas repetitivas, mas a experiência humana ainda é necessária para projetar, gerenciar e aprimorar sistemas de IA.

Novas funções, como especialista em ética de IA, engenheiro de prompts, gerente de produto de IA e especialista em anotação de dados, surgiram nos últimos anos. Esses cargos não existiam antes da ascensão da IA, demonstrando como a tecnologia continua a criar novas trajetórias de carreira.

Além disso, a IA está ajudando os profissionais a se tornarem mais produtivos, automatizando tarefas rotineiras e permitindo que eles se concentrem em tarefas mais complexas.

Desafios nas carreiras em IA

Apesar das oportunidades, construir uma carreira em IA apresenta desafios. A área é altamente competitiva e exige aprendizado contínuo. Os profissionais precisam se manter atualizados com as tecnologias em constante evolução e as demandas do setor.

Há também uma necessidade de responsabilidade ética no desenvolvimento de IA. Questões como privacidade de dados, viés algorítmico e segurança devem ser gerenciadas com cuidado. As empresas estão cada vez mais buscando profissionais que compreendam não apenas as habilidades técnicas, mas também as considerações éticas.

Perspectivas futuras das carreiras em IA

O futuro das carreiras em IA parece muito promissor. À medida que a tecnologia continua a evoluir, a demanda por profissionais qualificados deverá crescer significativamente. Áreas como sistemas autônomos, IA generativa, robótica e automação inteligente criarão ainda mais oportunidades de emprego.

Governos e organizações estão investindo fortemente em pesquisa e desenvolvimento de IA, ampliando ainda mais as possibilidades de carreira. Instituições de ensino também estão atualizando seus currículos para preparar os alunos para as demandas futuras.

Com o aumento da conscientização e do acesso a recursos de aprendizagem, espera-se que mais pessoas ingressem na área de IA e contribuam para a inovação e o progresso tecnológico.

Conclusão

A Inteligência Artificial está moldando o futuro das carreiras em todo o mundo. Ela está criando novas funções, transformando setores e aumentando a demanda por profissionais qualificados. Embora o campo seja competitivo e esteja em constante evolução, oferece vastas oportunidades de crescimento e inovação.

Ao desenvolver as habilidades certas e se manter atualizado com as tecnologias emergentes, os indivíduos podem construir carreiras de sucesso e gratificantes em IA. 

À medida que o mundo continua a adotar sistemas inteligentes, a IA permanecerá um dos campos mais importantes para o futuro do emprego e do desenvolvimento.





Quando os robôs assumem o turno



A automação deixou de ser uma abstração, mas ainda é preciso separar realidade de ficção. Na fábrica da BMW em Spartanburg, nos Estados Unidos, a empresa afirma que robôs humanoides da Figure AI já apoiaram a produção de mais de 30 mil veículos BMW X3 em 2025. A Mercedes-Benz, por sua vez, testa o robô Apollo, da Apptronik, em tarefas de intralogística, como levar kits de peças à linha de montagem e inspecionar componentes. Na Alemanha, a Schaeffler anunciou um acordo para receber até 2 mil humanoides nos próximos anos. No Japão, o governo aposta em robótica para enfrentar o envelhecimento populacional e a escassez de mão de obra em áreas como cuidado, alimentos e manufatura. 

Ainda não estamos diante de uma substituição generalizada de trabalhadores por humanoides. O que já existe, e é mais importante, é a substituição gradual de tarefas humanas específicas: repetitivas, pesadas, arriscadas ou ergonomicamente ruins, ou seja, tarefas antes exclusivamente humanas começam, gradualmente, a ser executadas por máquinas com mobilidade, capacidade de adaptação e autonomia crescentes.

O futuro, portanto, não chegou de forma espetacular ou com fogos de artifício. Ele vem silenciosamente, tarefa por tarefa, turno por turno.

E talvez a pergunta mais importante não seja se os robôs substituirão pessoas. Essa discussão é antiga e clássica e nos acompanha desde sempre, basta haver inovação tecnológica como houve ainda na Revolução Industrial.

A questão que realmente merece nossa atenção é outra: o que acontece quando a tecnologia deixa de ampliar a capacidade humana e passa a compartilhar o próprio trabalho? A inteligência artificial assume tarefas intelectuais. A robótica assume tarefas físicas. Pela primeira vez, corpo e mente passam a ser parcialmente automatizados ao mesmo tempo.

A primeira pergunta é inevitável: afinal, essa transformação compensa? A inteligência artificial e a robótica estão, de fato, tornando as organizações mais produtivas? As evidências ainda são contraditórias. Há empresas que relatam ganhos importantes, enquanto outras acumulam dificuldades de integração, retrabalho e retorno abaixo do esperado. Mas talvez estejamos olhando para o lugar errado. O impacto mais profundo dessa revolução não está apenas nos indicadores de produtividade, e sim na forma como ela começa a redefinir o próprio trabalho.

Pela primeira vez desde a mecanização industrial, máquinas deixam de executar apenas força física ou movimentos repetitivos e passam a assumir também tarefas cognitivas, decisões operacionais e, no caso dos robôs humanoides, atividades que antes exigiam presença física humana.

Agora cabe nos questionarmos sobre as mudanças na relação capital, trabalho e poder quando parte da força laboral não é mais humana. Porque se perguntarmos se a tecnologia funciona, já temos a resposta.

Essa talvez seja a discussão mais importante da próxima década. Não porque o trabalho humano desaparecerá, mas porque sua natureza será redefinida. Ao longo da história, toda grande transformação tecnológica reorganizou não só a economia, mas também as relações sociais. Foi assim com a máquina a vapor, com a eletrificação do cotidiano, com a informática e com a internet. Agora, entramos em uma fase em que a tecnologia não apenas amplia a capacidade do trabalhador: ela passa a compartilhar tarefas, responsabilidades e decisões.

A transformação também ultrapassa os limites da produção e entra na esfera do contato humano e do cuidado. Robôs sociais e sistemas de inteligência artificial já são utilizados para acompanhar idosos, auxiliar crianças, oferecer suporte emocional e reduzir a solidão. Em alguns casos, pessoas desenvolvem vínculos afetivos genuínos com essas tecnologias o que pode ser bem arriscado, pois estamos terceirizando partes da própria experiência humana, como cuidado, companhia e atenção e, com isso, vamos transferindo afetos e colocando e apostando nossas emoções em experiências não humanas.

É justamente nesse ponto que a discussão deixa de ser tecnológica para tornar-se política e social. Jean-Jacques Rousseau definia o contrato social como o pacto que torna possível a vida em sociedade, estabelecendo direitos, deveres e a legitimidade das instituições. Em diferentes momentos históricos, profundas transformações econômicas exigiram que esse pacto fosse reinterpretado. A Revolução Industrial redefiniu as relações entre capital e trabalho. A economia digital transformou mercados, profissões e formas de organização social. Agora, a inteligência artificial e a robótica nos colocam diante de uma nova renegociação desse contrato.

Nesse novo contrato, o primeiro desafio recai sobre as empresas e seu capital humano. Durante décadas, o valor do trabalhador esteve associado principalmente ao domínio de conhecimentos técnicos e à capacidade de executar tarefas específicas. Quando essas tarefas passam, gradualmente, a ser compartilhadas com sistemas inteligentes, muda também o papel das organizações. Sua responsabilidade deixa de ser apenas contratar talentos e passa a incluir a formação contínua desses profissionais. Isso significa investir menos na simples adaptação às ferramentas e mais no desenvolvimento das capacidades que permanecem distintivamente humanas: pensamento crítico, criatividade, inteligência emocional, julgamento ético, liderança, colaboração, governança e accountability.

Em outras palavras, a vantagem competitiva deixa de estar apenas na tecnologia adotada ou na qualificação técnica das equipes. Ela passa a depender, cada vez mais, da capacidade de formar profissionais que desenvolvam competências distintivamente humanas como pensamento crítico, comunicação, inteligência emocional, criatividade, colaboração e julgamento ético, e que sejam capazes de trabalhar, supervisionar, questionar e tomar decisões em parceria com sistemas inteligentes. Mais do que dominar ferramentas, será necessário desenvolver uma governança de alto nível, capaz de definir responsabilidades, assegurar transparência, estabelecer mecanismos de accountability e garantir que a inteligência artificial amplie as capacidades humanas, em vez de simplesmente substituí-las.

O segundo desafio é a governança. Nenhuma revolução tecnológica aconteceu sem que a sociedade precisasse criar novas regras, fortalecer instituições e redefinir mecanismos de proteção social. Com a inteligência artificial e a robótica não será diferente. O debate não pode se limitar à inovação, à eficiência ou à competitividade. Ele envolve educação, proteção de dados, transparência, política industrial, inclusão digital, sustentabilidade e mecanismos capazes de distribuir de forma mais equilibrada os ganhos gerados pela tecnologia. Governança, nesse contexto, significa criar princípios, estruturas e processos que permitam à inovação prosperar sem comprometer direitos, aprofundar desigualdades ou fragilizar a confiança da sociedade.

O terceiro desafio é a accountability. À medida que sistemas inteligentes passam a recomendar diagnósticos médicos, selecionar candidatos em processos de contratação, dirigir veículos, negociar ativos financeiros e até interagir emocionalmente com pessoas, a pergunta deixa de ser apenas o que essas tecnologias são capazes de fazer. Passa a ser quem responde por suas decisões e consequências. Quem supervisiona os sistemas? Quem define seus limites? Quem responde por um erro, por um viés discriminatório ou por um dano causado por uma decisão automatizada? E quem se beneficia economicamente quando parte do trabalho passa a ser realizada por máquinas? A inteligência artificial pode executar tarefas com crescente autonomia, mas a responsabilidade ética, jurídica e social por seus impactos deve continuar sendo humana. É justamente essa accountability que impedirá que a autonomia das máquinas se transforme em ausência de responsabilidade das pessoas.

Há ainda uma consequência menos debatida, mas talvez mais profunda: a da formação acadêmica e profissional. Se a inteligência artificial assume justamente as tarefas de entrada das profissões, como formaremos os profissionais do futuro? Médicos, advogados, engenheiros, pesquisadores e gestores não nascem especialistas. Eles constroem experiência realizando atividades inicialmente simples, repetitivas e supervisionadas. Se esses primeiros degraus desaparecerem, talvez o maior risco não seja perder empregos, mas perder os caminhos pelos quais aprendíamos a trabalhar.

Essa preocupação vai além da economia. A Constituição Federal brasileira estabelece, em seu art. 205, que a educação tem como finalidade a qualificação para o trabalho. Quando o próprio trabalho se transforma, transforma-se também a responsabilidade coletiva de preparar pessoas para exercê-lo. Não basta ensinar futuros profissionais a utilizar ferramentas de inteligência artificial com senso crítico, responsabilidade e discernimento. Será necessário capacitá-los a utilizá-las para expandir suas próprias capacidades intelectuais, criativas e analíticas, produzindo resultados que nem o ser humano isoladamente nem a máquina sozinha seriam capazes de alcançar. O verdadeiro diferencial competitivo deixará de ser apenas saber usar a IA, mas saber potencializar a inteligência humana por meio dela.

O Fundo Monetário Internacional tem alertado que, em regiões com maior demanda por competências relacionadas à IA, o emprego em ocupações mais vulneráveis à automação ficou 3,6% menor após cinco anos do que em regiões com menor demanda por essas competências. O próprio FMI aponta aponta que esse fenômeno representa um desafio especial para jovens em início de carreira, já que muitas funções de entrada estão entre as mais expostas à IA. A questão, portanto, não é apenas quantos empregos desaparecerão, mas como construiremos a próxima geração de especialistas quando os primeiros degraus da aprendizagem profissional começarem a ser ocupados por máquinas.

Quando os robôs assumem o turno, a pergunta decisiva não é se ainda haverá trabalho humano.

Haverá.

A verdadeira questão é outra: esse trabalho será mais digno, mais criativo e melhor remunerado ou será apenas mais fragmentado, mais vigiado e mais precário? A resposta não será dada pelas máquinas. Será construída pelas escolhas políticas, econômicas e sociais que fizermos enquanto elas aprendem a trabalhar ao nosso lado.

Porque toda revolução tecnológica redefine o que as máquinas são capazes de fazer. Mas toda grande civilização é lembrada, sobretudo, pelas escolhas que fez sobre o que deveria continuar sendo exclusivamente humano.


 Autor Bia Willcox

Bia Willcox é advogada, jornalista e pesquisadora nas áreas de Empreendedorismo, Inovação e Marketing. Atua como mentora de negócios e escreve sobre os impactos da hiperconectividade, da inteligência artificial e das tecnologias emergentes nas relações humanas e no futuro da sociedade. 81 artigos publicados.

Postado em Brasil 247








Nota

Accountability é um termo em inglês que não possui uma tradução única e exata para o português. Dependendo do contexto, pode significar:

Prestação de contas (o sentido mais comum em administração e gestão).

Responsabilização.

Responsabilidade com obrigação de responder pelos resultados.

A ideia central de accountability vai além de apenas ser responsável por uma tarefa. Ela envolve:

assumir a responsabilidade pelas próprias ações e decisões;

prestar contas sobre o que foi feito;

ser transparente em relação aos resultados;

aceitar as consequências dos acertos e dos erros;

agir para corrigir problemas e melhorar quando necessário.

Exemplo no ambiente de trabalho:

Um gerente que assume a responsabilidade pelo desempenho da equipe, explica os resultados à diretoria e implementa melhorias quando as metas não são atingidas está demonstrando accountability.

Exemplo no setor público:

Um órgão público que divulga como utilizou os recursos, justifica suas decisões e pode ser cobrado pela sociedade pratica accountability.

Em resumo, uma boa definição seria:

Accountability é a capacidade e o compromisso de assumir responsabilidades, prestar contas de forma transparente e responder pelas consequências das próprias ações e decisões.