Prepare-se para o pior período da história do Brasil

 




Democracia ou fascismo? Voto sem consciência pode levar o Brasil às trevas


José Geraldo de Santana Oliveira*

“Aquele foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos; aquela foi a idade da sabedoria, foi a idade da insensatez, foi a época da crença, foi a época da descrença, foi a estação da Luz, a estação das Trevas, a primavera da esperança, o inverno do desespero; tínhamos tudo diante de nós, tínhamos nada diante de nós, íamos todos direto para o Paraíso, íamos todos direto no sentido contrário-…”

A antitética e paradoxal sentença da epígrafe foi extraída do conto “Duas Cidades” (A Tale of Two Cities), de Charles Dickens (1812-1870) — conhecido como escritor dos deserdados —, publicado em 1859, retratando criticamente a realidade política e social de Londres e Paris, durante a revolução francesa que se se desencadeou em 1789.

Não obstante mediarem-se nada menos que 167 anos da data de publicação do conto (1859) e o hoje (2026), parece que o magistral romancista estava escrevendo sobre o contexto mundial, sobretudo do Brasil, de agora.

Antiteticamente, caminham pari passu o melhor e o pior dos tempos. Tempo da menor taxa de desemprego de toda série histórica (5,3% da população ocupada), e a da maior taxa de informalidade (38,8% da população ocupada). Tempo de proteção social para quem tem emprego formal e de desproteção total para quem o não tem.

Tal como na belíssima música de Raul Seixas (O trem das sete), em que o mal vem de braços e abraços com o bem, em um romance astral; disputam a sociedade, palmo a palmo, a sabedoria — com conhecimentos globais e rápida transição da era digital para a inteligência artificial — e a insensatez, marcada pelo individualismo extremo, pela intolerância, o ódio prevalecendo sobre a alteridade e o obscurantismo (escola sem partido etc) em combate mortal contra o pluralismo de ideias e concepções pedagógicas e a liberdade de aprender e ensinar.

E o que é mais grave e confirma a antítese do conto de Dickens, é a disputa da vida e da morte da democracia pelo voto. Paradoxalmente, o voto nas eleições de 4 e 25 de outubro, se for necessário, definirá se a democracia brasileira, ainda tão jovem e tão frágil, sobreviverá e poderá se sedimentar ou se perecerá, cedendo lugar à negação do Estado Democrático de Direito, que teve a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 como sua antessala; a ser retomada, em definitivo, se Flávio Bolsonaro desventuradamente for eleito, como ele afirma e reafirma cotidianamente.

Tal qual um sonho dantesco, em que as sombras voam — parafraseando os versos do poema navio Negreiro de Castro Alves —, o voto, oxigênio e elixir da democracia, que sem ele definha, aniquila-se e morre, pode ser seu gás da morte (gás sulfídrico), dependendo do resultado das eleições presidenciais, especialmente.

Do mesmo modo que no conto de Dickens, as eleições podem ser a primavera da esperança como o inverno do desespero. Se não podem levar o país ao paraíso, podem evitar que despenque em sentido contrário, rumo ao inferno.

A presidência da República é disputada por dois projetos de Brasil, diametralmente opostos, o democrático, representado por Lula, e o fascista, encabeçado por Flávio Bolsonaro.

E o que soa como tão ou mais dantesco são os números das pesquisas quantitativas, que indicam disputa parelha entre os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro.

Como bem diz o citado romancista Charles Dickens, na mesma obra, parece que o eleitorado que declara voto em Flávio Bolsonaro somente o avalia pelos olhos do corpo. Isto é, somente o avalia pela aparência e pelas bravatas que não se cansa de repetir. Jamais se deu ao trabalho de o analisar com os olhos da mente (consciência). Importa dizer: não avalia sua história política, seus compromissos, seu desapreço pela democracia, sua subserviência ao governo de Trump. Em uma palavra: nunca analisou o risco que ele oferece para a ordem democrática, para a valorização do trabalho humano e para o bem-estar e a justiça sociais.

Não é crível que algum/a eleitor/a, que não se inclua entre os que se beneficiam das desigualdades sociais, da precarização do trabalho e do cerceamento da liberdade, vote conscientemente para arremeter o Brasil às trevas.

Ainda há tempo de analisar as candidaturas com os olhos da mente e votar pelo bem do Brasil!

Ao depois, será tarde demais!


*José Geraldo de Santana Oliveira é consultor jurídico da Contee ( Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino )







Seu voto e o lado espiritual

 






Feliz Domingo com Democracia e Eleições !

 


O policial e o senador

 



A humildade como força silenciosa



Vivemos em um tempo que mede pessoas por números, títulos, patrimônio e visibilidade. Somos constantemente convidados a acreditar que nosso valor depende daquilo que conquistamos, exibimos ou acumulamos. Nesse cenário, falar de humildade parece, para muitos, quase uma contradição.

Existe um equívoco persistente que precisa ser desfeito.

Ser humilde não significa aceitar injustiças.

Não significa calar diante do que é errado.

Não significa abrir mão dos próprios sonhos.

Também não significa viver distante da realidade ou conformar-se com qualquer situação.

A verdadeira humildade nasce de um lugar muito mais profundo.

Ela nasce da consciência.

É a serenidade de quem sabe quem é e, justamente por isso, não precisa provar seu valor o tempo inteiro.

Na espiritualidade franciscana, humildade nunca foi sinônimo de inferioridade. Foi sempre liberdade. A liberdade de viver sem que o orgulho conduza os passos ou que a necessidade de aprovação determine as escolhas.

Foi exatamente isso que São Francisco de Assis testemunhou.

Ele não fugiu do mundo.

Escolheu apenas não ser governado pelos valores que transformam pessoas em objetos e relações em interesses.

A humildade não diminui ninguém.

Ela apenas devolve cada pessoa ao seu verdadeiro tamanho.

Quando o mundo escolhe o ter, o humilde escolhe o ser

A sociedade costuma estabelecer um padrão silencioso:

Vale mais quem possui mais.

Quem aparece mais.

Quem vence mais.

Quem impressiona mais.

Mas existe outra possibilidade de viver.

Uma vida simples não significa ausência de trabalho, de crescimento ou de prosperidade.

É perfeitamente possível empreender, estudar, construir patrimônio e desenvolver talentos sem permitir que essas conquistas definam nossa identidade.

O problema nunca esteve nos bens.

Está na escravidão que pode surgir quando passamos a acreditar que somos aquilo que possuímos.

O humilde pode ocupar cargos importantes.

Pode liderar equipes.

Pode realizar grandes projetos.

Pode conquistar reconhecimento.

Mas nenhuma dessas conquistas substitui aquilo que realmente sustenta sua existência.

Ele sabe que o valor da vida não cabe em um currículo.

Cabe no caráter.

Na coerência entre aquilo que acredita e aquilo que vive.

A natureza ensina sem levantar a voz.
"A humildade floresce justamente onde o mundo acredita que nada pode nascer".
A natureza talvez seja uma das maiores mestras da humildade. Ela jamais disputa atenção. Ela simplesmente cumpre sua vocação.

Um rio nunca precisa anunciar sua importância. Continua seguindo seu caminho, contornando pedras, alimentando margens e levando vida por onde passa. A água nos recorda que firmeza não é rigidez. Muitas vezes, é justamente a suavidade que vence os maiores obstáculos.

As sementes também guardam um ensinamento precioso.

Durante muito tempo, ninguém percebe o que acontece debaixo da terra. Existe um silêncio invisível onde a vida prepara seu nascimento. O mundo costuma celebrar apenas a árvore já formada. Mas a natureza conhece o valor do tempo escondido.

Assim também acontece com nossa transformação interior. Nem toda mudança precisa ser vista para ser verdadeira. Os ipês atravessam longos períodos aparentemente secos.

Então, quando chega o momento certo, explodem em flores que transformam completamente a paisagem. As cerejeiras não florescem todos os dias. As flores silvestres não escolhem onde nascer. Ainda assim, oferecem beleza sem perguntar quem irá observá-las.

As abelhas trabalham sem buscar aplausos. As formigas constroem juntas aquilo que nenhuma conseguiria sozinha. Os passarinhos iniciam cada manhã cantando antes mesmo de saber como será o dia.

O vento dobra árvores jovens para que elas aprendam a criar raízes profundas. Até a chuva, tantas vezes interpretada como obstáculo, prepara a terra para novos ciclos.

Nada disso aconcontece por acaso.   

Toda a criação parece repetir silenciosamente uma mesma verdade: quem permanece fiel à própria essência nunca deixa de crescer.

A verdadeira riqueza quase nunca aparece nas vitrines.

Talvez uma das maiores ilusões do nosso tempo seja acreditar que riqueza depende apenas do que podemos contar.

Mas existem patrimônios que não cabem em extratos bancários. A verdadeira riqueza está em manter a palavra quando ninguém cobraria explicações.

Está em cultivar amizades que atravessam décadas.

Está em respeitar a natureza não porque ela seja útil, mas porque ela é nossa casa comum.

Está em servir sem transformar cada gesto em publicidade.

Está em fazer o bem quando absolutamente ninguém está olhando. É nesse espaço silencioso que nasce a autenticidade.

Quem vive apenas para ser visto torna-se prisioneiro do olhar dos outros. Quem vive segundo sua consciência encontra uma liberdade que nenhuma aprovação consegue oferecer.

Essa talvez seja uma das maiores heranças da espiritualidade franciscana. Não viver para impressionar. Viver para permanecer inteiro.

Três pilares que sustentam o coração humilde

A vida moderna produz pressa, ansiedade e comparações constantes. Ainda assim, algumas pessoas conseguem atravessar esse cenário sem perder a paz. Não porque tenham menos problemas. Mas porque construíram fundamentos mais profundos.

Fé: direção para quem continua caminhando

A fé não é fuga da realidade. É direção. Ela não elimina imediatamente as dificuldades, mas oferece sentido enquanto atravessamos cada uma delas.

A oração talvez seja uma das experiências mais incompreendidas do nosso tempo. Muitos imaginam que ela existe apenas para mudar circunstâncias. Na verdade, ela costuma transformar primeiro quem ora.

Quando o coração muda, o modo de enxergar a vida também muda. E, muitas vezes, aquilo que parecia impossível torna-se suportável porque já não caminhamos sozinhos.

Esperança: continuar semeando

Esperança não é esperar sentado. É escolher continuar. É lançar sementes mesmo quando ainda não existem flores.

O agricultor conhece essa verdade. Ele prepara a terra, planta, cuida e espera. Não existe colheita no mesmo dia da semeadura. 

A natureza nunca prometeu resultados imediatos. Ela sempre prometeu processos. Quem aprende isso também compreende que toda vida possui estações.

Paciência: a sabedoria de quem respeita o tempo

Paciência não é conformismo. É perseverança inteligente.

Nenhuma árvore floresce todos os dias. Mas nenhuma deixa de crescer por causa disso.

As montanhas não foram erguidas de uma só vez. Foram moldadas por milhares de pequenos movimentos invisíveis.

Assim também acontece conosco. As mudanças mais profundas raramente fazem barulho. Elas acontecem pouco a pouco, quase imperceptivelmente, até que um dia percebemos que já não somos a mesma pessoa.

"Quem aprende a agradecer pelo essencial nunca vive na pobreza da alma".

A coragem silenciosa da vida simples

Existe uma coragem que dificilmente aparece nas manchetes. É a coragem de permanecer verdadeiro quando todos parecem disputar aparências. 

É a coragem de dizer "basta" ao excesso. De reservar momentos de silêncio em uma rotina tomada por notificações. De cultivar a contemplação quando o mundo exige velocidade. De escolher uma vida simples sem abrir mão dos próprios sonhos.

Na tradição franciscana, simplicidade nunca significou pobreza de espírito. Significou riqueza de presença.

É descobrir que uma conversa sincera vale mais do que muitos discursos.
Que uma refeição compartilhada pode alimentar muito além do corpo. Que um amanhecer observado sem pressa pode reorganizar pensamentos que semanas de ansiedade não conseguiram resolver.

Talvez seja justamente aí que mora o verdadeiro refúgio franciscano: não em um lugar distante, mas em um coração reconciliado consigo mesmo.

Continue caminhando

Se esta reflexão encontrou espaço dentro de você, talvez também seja o momento de conhecer outros caminhos que aprofundam essa mesma experiência.

No artigo "Caminhando com Francisco: Como a simplicidade pode transformar sua vida todos os dias", https://www.caminhandocomfrancisco.com/post/caminhando-com-francisco-como-a-simplicidade-pode-transformar-sua-vida-todos-os-dias você encontrará maneiras concretas de cultivar uma vida mais leve sem abandonar seus compromissos e responsabilidades.

Depois, vale seguir para "Autoconhecimento pela Espiritualidade Cristã: Uma abordagem franciscana", https://www.caminhandocomfrancisco.com/post/autoconhecimento-pela-espiritualidade-crist%C3%A3-uma-abordagem-franciscana onde a contemplação se torna um convite para compreender melhor quem você é e como Deus pode ser encontrado na simplicidade do cotidiano.

Cada leitura é um passo. E toda caminhada interior começa exatamente onde decidimos escutar o coração.

Quando ninguém aplaude, a verdade permanece

Talvez exista uma pergunta silenciosa esperando por cada um de nós. Quem somos quando ninguém está olhando? Quando os aplausos cessam. Quando as redes sociais se calam. Quando o sucesso deixa de ser critério. Quando sobra apenas o encontro entre nossa consciência e nosso coração.

É nesse lugar que a humildade revela sua verdadeira força. Não uma força que domina. Mas uma força que sustenta.

Não uma força que vence pessoas. Mas uma força que vence o orgulho, o medo e a necessidade constante de aprovação.

A humildade é uma escolha diária de permanecer inteiro em um mundo fragmentado.

É descobrir que a paz não nasce daquilo que acumulamos, mas daquilo que cultivamos dentro de nós.

Talvez a mudança que você procura não esteja em conquistar mais, mas em descobrir quem você é quando o mundo para de aplaudir. Continue essa caminhada no Blog Caminhando com Francisco.


Paulo Roberto Savaris - Professor Aposentado. Autor dos eBooks da Série Descubra Caminhando com Francisco (Amazon) e de obras publicadas também pela UICLAP. Escreve sobre espiritualidade, fé, natureza e simplicidade. Conheça mais em: https://www.caminhandocomfrancisco.com/







O Brasil de todas as religiões

 




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@pontodaumbandas Esse Brasil é de todo mundo. 🇧🇷🕯️ Antes que alguém pergunte: aqui não tem partido, não tem candidato e não tem lado político. O único lado que a gente defende é o da liberdade. Liberdade religiosa. Liberdade de expressão. Liberdade de professar a sua fé de cabeça erguida, sem precisar se esconder. Durante muito tempo, isso não existiu. O Código Penal de 1890 tratava o espiritismo e a "magia" como crime. Terreiro precisava de licença da polícia para funcionar, e na Bahia essa exigência só caiu em 1976. Muita gente escondeu a guia debaixo da roupa, rezou baixinho e escondeu o Orixá atrás da imagem do santo para poder manter a fé viva. Hoje a Constituição garante, no artigo 5º, que a liberdade de crença é inviolável. Para todos: para quem reza o Pai-Nosso e para quem canta ponto, para quem vai à missa, ao culto, à mesquita, à sinagoga, ao centro espírita ou ao terreiro. E também para quem não tem religião nenhuma. Estado laico não é um Estado sem Deus. É um Estado que não escolhe o Deus de ninguém. Nenhum governo decreta a fé de um povo. Fé nasce no peito. 📲 Manda esse vídeo para aquele amigo de outra religião que te respeita do jeito que você é. 💾 Salva para lembrar que a liberdade de hoje custou muito caro para os nossos mais velhos. Saravá, amém, axé, aleluia, shalom, salam. 🤍 #umbanda #liberdadereligiosa #estadolaico #respeitaminhafé #pontodaumbandas ♬ som original - PontoDaUmbanda

Frases marcantes das animações da Disney

 




Motivos para votar em Lula




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Prefeito de Nova York se inspira em Lula contra a pobreza