A "Geração de Ferro" está partindo . . .



A "Geração de Ferro" está partindo para dar passagem à Geração Cristal.

Está partindo a geração que sem estudos educou seus filhos.

Aquela que, apesar da falta de tudo, nunca permitiu que faltasse o indispensável em casa.

Aquela que ensinou valores, começando por amor e respeito.

Estão partindo os que podiam viver com pouco luxo sem se sentir frustrados com isso.

Aqueles que trabalharam desde tenra idade e ensinaram o valor das coisas, não o preço.

Partem os que passaram por mil dificuldades e sem desistir nos ensinaram a viver com dignidade.

Aqueles que depois de uma vida de sacrifícios e agruras vão com as mãos enrugadas, mas a testa erguida.

A geração que nos ensinou a viver sem medo está partindo.

Ela está partindo...

A geração que nos deu a vida.

( autoria desconhecida )



A "geração de ferro" está partindo e dando lugar à "geração de cristal", marcando o fim de uma era caracterizada pela resiliência, trabalho árduo e valores tradicionais.

Esta geração, nascida principalmente entre as décadas de 40 e 60, criou os filhos com poucos recursos, priorizando a dignidade, o respeito e o amor sobre o luxo.

Características da "Geração de Ferro": 

Conhecida por trabalhar desde cedo, frequentemente sem estudos formais, educou filhos com orgulho e ensinou o valor das coisas.

Significado da Partida:

Representa a perda de uma época com menos tecnologia e mais contato humano, com pais que, com mãos enrugadas, deixam um legado de força, ética de trabalho e fé.

Contraste:

O termo popularmente usado, "geração de cristal", contrasta com a resistência ("ferro") da geração que parte, frequentemente descrita como aquela que viveu sem medo e superou as dificuldades.

Legado: 

Fica a saudade e o exemplo de dignidade, responsabilidade e amor ao próximo.

( Resumo acima feito por IA )




A cor da sua aura revela o estado emocional que você está escondendo — mesmo de você mesma




Por Gabriel Pietro

Tem dia em que a gente responde “tá tudo bem” antes mesmo de pensar se está. O corpo segue a rotina, a conversa continua, as tarefas são feitas, mas alguma coisa fica atravessada por dentro: uma irritação que não combina com o momento, uma tristeza sem nome, uma vontade de sumir um pouco, uma ansiedade que aparece até quando nada urgente está acontecendo.

É aí que testes visuais como este chamam atenção. Eles não servem como diagnóstico e nem substituem uma leitura séria sobre saúde emocional, mas funcionam como um espelho simbólico: às vezes, a cor que mais chama seus olhos diz menos sobre “energia mística” e mais sobre o tipo de emoção que você anda tentando deixar quieta.

Na imagem, há quatro auras diferentes. Olhe sem pensar demais: qual delas puxou sua atenção primeiro?


1. Aura vermelha : raiva acumulada e cansaço de engolir tudo

Se a primeira aura que chamou sua atenção foi a vermelha, talvez exista uma emoção forte sendo segurada há tempo demais. Pode ser irritação, impaciência, mágoa ou até uma vontade enorme de reagir a situações que você vem tolerando em silêncio.

A questão não é “ser uma pessoa explosiva”. Muitas vezes, o vermelho aparece justamente para quem se controla demais. Você pode estar evitando conflito, engolindo respostas, fingindo que certas atitudes não te incomodam — até que o corpo começa a reclamar em forma de tensão, insônia, dor de cabeça ou falta de paciência com coisas pequenas.

Essa escolha sugere um ponto importante: talvez você não esteja brava “do nada”. Talvez esteja brava porque passou tempo demais tentando parecer compreensiva.

2. Aura azul : tristeza escondida atrás da aparência de calma

A aura azul costuma chamar quem está tentando manter serenidade, mas sente um peso emocional difícil de explicar. Por fora, pode parecer que você está controlada, educada, funcional. Por dentro, talvez exista um cansaço mais silencioso, daqueles que não fazem escândalo, mas tiram o brilho das coisas.

Essa cor pode indicar uma tristeza que foi sendo empurrada para o canto. Não necessariamente uma tristeza dramática, mas uma sensação de distância: das pessoas, dos planos, de si mesma. Você continua fazendo o que precisa ser feito, só que com menos presença.

O azul também aponta para uma necessidade de acolhimento. Talvez você esteja sendo forte há tanto tempo que esqueceu como é receber cuidado sem precisar explicar tudo.

3. Aura verde : sobrecarga emocional disfarçada de equilíbrio

Se você escolheu a aura verde, pode estar vivendo uma fase em que tenta manter tudo em ordem: família, trabalho, relações, responsabilidades, expectativas. O problema é que, às vezes, a busca por equilíbrio vira uma cobrança silenciosa para não desabar nunca.

O verde sugere uma pessoa que tenta harmonizar ambientes, evitar atritos e sustentar o bem-estar dos outros. Só que essa postura pode cobrar caro quando você passa a medir cada palavra, cada gesto, cada decisão, como se fosse responsável pela paz de todo mundo.

O estado emocional escondido aqui pode ser a exaustão. Não uma exaustão óbvia, mas aquela que aparece quando você percebe que está cuidando de muitas coisas — e quase ninguém pergunta como você está de verdade.

4. Aura roxa : confusão interna e vontade de mudar sem saber por onde

A aura roxa pode indicar uma fase de transformação interna. Você talvez esteja sentindo que algo precisa mudar, mas ainda não consegue nomear exatamente o quê. Pode ser um relacionamento, uma rotina, uma escolha profissional, um hábito antigo ou até a forma como você vem se tratando.

Essa cor costuma apontar para emoções misturadas: inquietação, intuição, dúvida, desejo de recomeço e medo de mexer no que está “funcionando”. Por fora, talvez nada pareça tão urgente. Por dentro, porém, existe uma sensação de que permanecer igual já não cabe tão bem.

A mensagem do roxo é direta: você pode estar adiando uma conversa consigo mesma. E quanto mais adia, mais essa inquietação aparece em pensamentos repetitivos, mudanças de humor ou vontade de se afastar de tudo por um tempo.

Vale reforçar : a escolha de uma cor não define quem você é, nem revela uma verdade absoluta sobre sua vida emocional. Mas ela pode abrir uma pergunta útil: o que essa resposta tocou em você? Às vezes, o incômodo com uma interpretação diz tanto quanto a identificação com ela.







Tempo é um direito . . .

 








Ativista brasileiro pró-Palestina sofre tortura por Israel



Thiago Ávila foi sequestrado por Israel enquanto integrava a Flotilha Global Sumud

247 - O ativista brasileiro da flotilha humanitária com destino à Faixa de Gaza, Thiago Ávila, sequestrado por forças navais israelenses em águas internacionais no dia 30 de abril, foi espancado, vendado, mantido em posições de estresse e interrogado. Ávila perdeu a consciência duas vezes e enfrenta a possibilidade de interrogatório pelo Mossad, sob suspeita de “terrorismo”, de acordo com a Agência Quds.

Além de Ávila, o ativista espanhol-sueco Saif Abu Shek também está em greve de fome, e ambos devem comparecer ao tribunal no domingo (3). Ávila está em greve de fome desde seu sequestro e ingere apenas água.

Ele não recebeu nenhuma acusação formal, e sua equipe jurídica ainda não obteve acesso completo ao seu caso.

Os ativistas não foram libertados junto com os demais participantes da Flotilha Global Sumud após o sequestro por Israel e seguem atualmente detidos no país.

Mais cedo, a Flotilha Global Sumud informou que testemunhas oculares confirmaram que Saif Abu Shek foi torturado a bordo de um navio militar israelense após forças de Israel interceptarem embarcações da flotilha em águas internacionais, a cerca de 80 milhas a oeste de Creta, na Grécia.

Ao todo, 175 participantes civis foram levados para um navio israelense e posteriormente conduzidos à Grécia. Todos foram libertados, com exceção de Ávila e Saif Abu Shek.




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Alguns mitos da moda

 

















Será que o Homo Ridiculus-Trend veio para ficar? Dizem que sim !



Abstract : Precisamos falar sobre trends. Precisamos falar sobre redes sociais. Precisamos falar sobre limites. Precisamos falar sobre o que é ridículo.

Lenio Luiz Streck


A ‘ontologia da frivolidade’ da falta de vergonha: fracasso civilizatório?

A indagação fundamental que assombra a contemporaneidade não reside mais nos grandes dilemas da filosofia, mas sim em uma constatação muito mais simples, porém tenebrosa: o projeto da humanidade deu errado? O que houve com o “sapiens”? Olhando as redes sociais, especialmente o Instagram e TikTok, a resposta é afirmativa.

O projeto civilizatório, antes ancorado na razão crítica, na emancipação do sujeito e na densidade do debate público (lembremos que Habermas nos deixou há alguns dias e, por certo, deve ter partido decepcionado com o desaparecimento da esfera pública, hoje colonizada por uma razão algorítmico-instrumental), parece ter colapsado sob o peso de um narcisismo algorítmico. Eis a palavra: narcisismo da algocracia. O ápice dessa “ontologia da frivolidade” manifesta-se no que a atualidade convencionou chamar de “nova moda” (ou “trend”): a proliferação viral de vídeos em que indivíduos dublam e performam a vazia indagação “será que eu sou…?”. Tem advogado, defensor público, delegado, médico e até propaganda institucional. Será que eles são? São o quê, afinal?

Uma observação: o “será que…” é apenas a ponta do iceberg. A pontinha. Há outras coisas parecidas que só as redes sociais podem “produzir”. Esta coluna é, assim, abrangente.

A angústia foi tragada por esse novo psicotrópico algorítmico, transformando-se em uma paródia trágica. Uma espécie de “bocozização”. Tudo é espetáculo, tudo por um click. Tudo por engajamento, mesmo que o preço seja o patético. Tudo é espetáculo. A dúvida deixou de ser o motor da investigação da verdade para converter-se em um espetáculo raso, criado sob medida para capturar a atenção imediata e acumular engajamento.

O ser humano, ao abdicar de sua capacidade de elaboração conceitual, transmuta-se naquilo que doravante podemos diagnosticar como o Homo Ridiculus. Do homo sapiens ao ridículo. Este “novo sujeito histórico” não apenas carece de substância intelectual, mas exibe a sua futilidade de forma ufanista. Tem orgulho do ridículo. A voragem digital espetacular é implacável.

Colapso da vergonha alheia e a perda do senso do ridículo

Para compreender a viabilidade da ascensão do Homo Ridiculus, é imperativo analisar a falência dos mecanismos de controle social, em especial a extinção da “vergonha alheia”. Historicamente, o constrangimento vicário operou como uma fronteira simbólica indispensável. A “dor psicológica” experimentada ao presenciar o ridículo de outrem servia como uma baliza moral, reafirmando os limites do decoro e da civilidade no espaço público. Quando a sociedade repudiava o comportamento inadequado, ela calibrava o seu próprio senso de proporção. Esse é o busílis.

Atualmente vivemos o declínio da vergonha. As plataformas digitais inverteram a lógica da sanção: o comportamento que antes geraria ostracismo e rubor passou a ser exponencialmente recompensado. Fazer fiasco gera likes. Perdemos o senso do ridículo de forma sistêmica. A imunização contra o pudor foi inoculada por meio de um condicionamento de reforços positivos.

O Homo Ridiculus prospera exatamente neste vácuo. Como se cria? O que come? Como se reproduz? Eis as perguntas fundamentais. Ao se expor em situações de frivolidade extrema sem qualquer traço de autoconsciência crítica, e ao receber aplausos de uma massa de “seguidores” igualmente alienados, o “novo sujeito” decreta o fim do próprio constrangimento. Perdeu-se a capacidade de indignação. E da capacidade de sentir vergonha. E isso é gravíssimo.

Estupidez como ciência aperfeiçoável : aplicação das 5 Leis de Cippola

Neste panorama desolador, é necessário refutar a ideia de que o momento atual seja fruto do mero acaso. Há nisso uma agnotologia (a construção deliberada da ignorância). A estupidez, na era algorítmica, deixou de ser uma condição inata ou uma deficiência cognitiva passiva; a estupidez é, hoje, uma “ciência empírica”. Ela é meticulosamente aperfeiçoável, possuindo métodos de validação, dinâmicas de replicação imediata e até métricas de desempenho (clics) otimizadas por inteligência artificial e análise de dados comportamentais.

Este fenômeno pode ser decodificado à luz de um arcabouço conceitual sólido, notadamente o postulado sobre as “5 Leis da Estupidez” (de Carlos Cippola e aperfeiçoadas por Mauro Mendes Dias), tese amplamente difundida no debate jurídico e crítico por meio de publicações das mais variadas, como já escrevi aqui na ConJur. A transposição desta verdadeira epistemologia dos néscios para o ecossistema das redes sociais expõe a mecânica exata do declínio social:

Lei número 1: sempre e inevitavelmente, cada um de nós subestima o número de indivíduos estúpidos que circulam pelo mundo jurídico.

Com efeito, ao ver profissionais fazendo publicidade com TikTok do tipo “será que…”, está demonstrada a primeira lei. Quod erat demonstrandum constante.

Lei número 2: a probabilidade de que uma determinada pessoa enfiada até o pescoço nas redes sociais seja estúpida é independente de qualquer outra característica da mesma pessoa.

De fato, essa segunda lei também é verificável, já que nas diversas camadas profissionais (a área jurídica é o locus privilegiado!), a distribuição do Índice de Estupidez (IE) é quase igual. Basta uma olhada rápida no mundo das lives. Todo mundo virou “artista”, com o que todos os gatos se tornaram pardos. As neocavernas desafiam o desgosto de Platão.

Lei número 3: uma pessoa estúpida, mormente se tiver formação jurídica (porque são muitos) é aquela que causa dano a outra pessoa ou grupo sem, ao mesmo tempo, obter um benefício para si mesmo ou mesmo causar prejuízo.

Perfeita a terceira lei. Cipolla não considerou a estupidez como uma questão de quociente intelectual, mas sim uma falta de inteligência relacional. Ele parte da ideia de que, ao nos relacionarmos uns com os outros, podemos obter benefícios e proporcionar benefícios aos outros ou, pelo contrário, podemos causar danos ou prejudicar os outros. Mas nas redes sociais não é assim. Se você posta algo sofisticado, o estúpido (mormente o formado em direito) vem e faz como o pombo no jogo de xadrez: esculhamba as pedras e faz cocô no tablado. E sai dizendo que venceu. De peito estufado. Orgulhoso de sua vencedora estupidez.

Segundo Cipolla, há ainda o supernéscio: aquele que esculhamba os não-néscios e ainda se prejudica, sendo processado pelo que postou. Ou seja, só prejuízo.

Lei número 4: as pessoas não-estúpidas sempre subestimam o potencial prejudicial de estúpidos.

Essa quarta lei de Cipolla é autoexplicativa. Por vezes, eles atacam à socapa e à sorrelfa. E nem conseguimos reagir. Estupefatos com a estupidez dos estúpidos. Nosso erro: achar que tudo isso é “só brincadeirinha”. “São inofensivos”, diz-se. Pois é. Será que são? (desculpem o “será que”).

Lei número 5: o estúpido (ou néscio) é o mais perigoso.

Também a quinta lei é autoaplicável. Como diz Cipolla, “Todos os seres humanos estão incluídos em quatro categorias fundamentais (eu acrescentei uma quinta!): o desavisado, o inteligente, o malvado (ou ladrão) e o estúpido. De onde:
A pessoa inteligente sabe que é inteligente;
o malvado está ciente de que ele é mau;
o desavisado é dolorosamente imbuído do senso de sua própria sinceridade e,
ao contrário de todos esses personagens, o estúpido não sabe que é estúpido. Ele não sabe que não sabe;
E por isso temos o dever civilizatório de avisar o estupido de que ele(a) é estúpido (a).
Como acentua Cipolla, isso de não saber que não sabe (essa parte é minha) contribui para dar maior força, incidência e eficácia à sua ação devastadora. Aqueles que sabem que não sabem estão perdidos, entre todos aqueles que acham que sabem que sabem, aqueles que sabem que não sabem, mas fazem mesmo assim (razão cínica), e aqueles que não sabem que não sabem e não querem saber que não sabem tudo aquilo que não sabem e nem querem saber.

Há, assim, um contraste absoluto entre a racionalidade esperada e a operação da estupidez aperfeiçoável, evidenciando o abismo ontológico (e gnosiológico). Diante da construção de sentido civilizatório, o homo ridiculus contrapõe a maximização do engajamento por meio de humor rasteiro e imitação; diante do necessário pudor e proteção da intimidade, o homo ridiculus contrapõe a exposição de si mesmo de forma escancarada; diante da possibilidade de prejuízo reputacional, o homo ridiculus aceita o desgaste em troca da exposição espetacularizada; diante de uma necessária e indispensável persuasão, expõe-se para viralizar, exigindo imediatidade.

A sociedade espetacularizada (isso não é novo!)

A disfunção comportamental atinge seu ápice de gravidade quando o Homo Ridiculus invade a esfera institucional. As instituições republicanas e a liturgia que as cerca não são adereços meramente burocráticos; elas representam a reserva de credibilidade necessária para a manutenção do Estado Democrático.

O caso que envolve presidente(a) de subseções da Ordem dos Advogados do Brasil serve como arquétipo desta falência. Uma representante da entidade foi alvo de pesadas críticas ao protagonizar, ao lado de outra presidente seccional, por um vídeo que abraçava sem ressalvas o “trend” “Será que eu sou?“. Na encenação, o mínimo de liturgia foi reduzido a frases de efeito dubladas como “Dizem que sou presidente da OAB…” Será?“, acompanhadas de danças formatadas para o Instagram. Isso se repetiu com defensor público e advogados. E se espalha como um rastilho de pólvora. Afinal, é trend!

A tentativa de atenuar o vexame sob a justificativa de que a “trend” representava “bom humor” para o início do fim de semana não apenas ignora a liturgia necessária à função, como comprova a letalidade da segunda lei da estupidez: o cargo de proeminência não evita a sucumbência ao ridículo. A defesa das prerrogativas da advocacia, pauta construída historicamente, fica fragilizada em seu peso político ao ser engolida pelo “mundo encantado” da rede social. Entra aqui a terceira lei da estupidez.

A necessária crítica e aquilo que aqui passo a denominar de ‘hermenêutica da resistência’

Diante do esfacelamento do senso do ridículo e do avanço irrefreável dessa ciência da estupidez, a submissão silenciosa torna-se um ato de cumplicidade. É nesse sentido que a manifestação pública de resistência ganha força imprescindível. A postura de vozes críticas, a exemplo da publicação de Andreia e Helio Tonelli Jr é de suma importância. Ambos, de forma direta e sem eufemismos, jogaram pesado, no Instagram, com a “nova moda”. Eles não exercem um conservadorismo puritano, mas uma verdadeira hermenêutica da sobrevivência. Ao apontarem a insustentabilidade e o caráter patético do fenômeno, resgatam o único antídoto possível contra o veneno do conformismo e da banalização: a denúncia firme da burrice espetacularizada, além de buscar as causas científicas do fenômeno.

A oposição expressa por tais críticas delineia a linha divisória entre a aceitação do fracasso civilizatório e a luta pela dignidade do intelecto. A verdade inconveniente é que não há humanidade alguma em comportar-se como um fantoche de métricas; trata-se do esvaziamento total do sujeito em favor de um sistema operado por hiperconexão vazia.

Retomo as provocações iniciais: a humanidade fracassou? O fracasso é o diagnóstico preciso de um tempo que celebra a anulação da cognição, aos poucos cada vez mais terceirizada.

Perdemos o senso do ridículo de forma quase irreversível, e a ausência da vergonha alheia deixou a praça pública desprotegida contra o avanço das indignidades. A polis foi carcomida. E, sim, a estupidez foi elevada ao “status de ciência” (sarcasmo!), porque pode sempre ser aperfeiçoada.

Resta saber se essa resistência será capaz de desarticular as armadilhas do Homo Ridiculus ou se seremos todos condenados a figurar como coadjuvantes trágicos na grande coreografia do abismo.

No que isso tudo vai dar?



 Lenio Luiz Streck é professor, parecerista, advogado e sócio fundador do Streck & Trindade Advogados Associados: www.streckadvogados.com.br








Você tem um amigo ?






Você Tem Um Amigo

Quando você estiver deprimido e confuso
E precisar de uma mão para ajudar,

E nada, nada estiver dando certo,
Feche seus olhos e pense em mim
E logo eu estarei lá
Para iluminar até mesmo suas noites mais sombrias.

Apenas chame meu nome
E você sabe, onde quer que eu esteja,
Eu virei correndo para te ver novamente.
Inverno, primavera, verão ou outono,
Tudo o que você tem de fazer é chamar.
E eu estarei lá, sim, sim, sim,
Você tem um amigo.

Se o céu acima de você
Tornar-se escuro e cheio de nuvens
E aquele antigo vento norte começar a soprar,
Mantenha sua cabeça em ordem
e chame meu nome em voz alta
E em breve eu estarei batendo na sua porta.

Apenas chame meu nome
E você sabe, onde quer que eu esteja,
Eu virei correndo, sim, eu virei
Para te ver novamente.
Inverno, primavera, verão ou outono,
Tudo que você tem de fazer é chamar
E eu estarei lá, sim, sim, sim.

Ei, não é bom saber que você tem um amigo?
As pessoas podem ser tão frias,
Elas vão te magoar e te abandonar
Bem, elas tomarão sua alma, se você permitir a elas
Oh, sim, mas não permita

Apenas chame meu nome
E você sabe, onde quer que eu esteja,
Eu virei correndo para te encontrar novamente.
(Oh baby, você não sabe disso?)
Inverno, primavera, verão ou outono,
Ei agora, tudo que você tem de fazer é chamar
Senhor, eu estarei lá, sim, sim, sim.
Você tem um amigo.

Oh, você tem um amigo.
Não é bom saber que você tem um amigo?
Não é bom saber que você tem um amigo?
Você tem um amigo.









Algo mudou no BBB 26 ? Permitiram que ideias progressistas tivessem visibilidade e vencessem o reality !



tiagobarbosa no Instagram

É sempre prazeroso assistir à vitória de uma mulher progressista em um programa de TV de um canal tolerante à extrema-direita.

O triunfo de Ana Paula Renault é ainda mais saboroso porque esfrega na tela a redenção de uma trajetória com percalços superados à base de voz ativa, firme e empoderadora.

A jornalista transplantou para o programa o espírito corajoso exigido na luta por um mundo mais igual, justo, acolhedor - valores caros ao humanismo, à esquerda.

Dosou combatividade com consciência, ousadia com inteligência, articulação com circunstância para construir força em cenários desfavoráveis - inspiração a quem faz política no país sob extremismo.

O êxito de Ana Paula expande a necessária ocupação de territórios coletivos - na pulsão da comunicação de massa - por quem se guia e defende uma sociedade para todos.

Do reality à realidade - vencem ela e o Brasil.