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Empatia e Respeito : duas palavras que mudam o mundo !



Adriana Helena

queridos amigos. Diante do que aconteceu comigo na semana retrasada, quando tive uma grave queda de bicicleta e ninguém me ajudou ( aqui explico em detalhes), trago minhas considerações sobre o significado das palavras Empatia e Respeito que sinto que está ausente no mundo atual. Como é duro sentir na própria pele a frieza das pessoas. Venha ler o artigo que eu te explico:

Empatia, saiba o que é!

A empatia é, em termos simples, a habilidade de colocar-se no lugar do outro. Por exemplo, se você escuta uma história sobre uma criança que perdeu os pais em uma comunidade que foi devastada pelo desmoronamento de uma barragem e se comove, é possível ter dois tipos de reação: sentir dó, que representa a simpatia; ou se colocar no lugar daquela criança, imaginar o que ela passou e tentar entender o que ela sentia, enxergar o panorama a partir dos olhos dela. É ser sensível a ponto de compreender emoções e sentimentos de outras pessoas.

Ser empático não se restringe às pessoas que conhecemos, mas principalmente com os desconhecidos ou mesmo com pessoas com características opostas às nossas. Este é um grande esforço que demanda sensibilidade, inteligência emocional e vontade de experimentar uma nova perspectiva. Esta é uma habilidade que pode ser aprendida, mas que precisa ser cultivada diariamente.

A capacidade de se colocar no lugar do outro é uma das funções mais importantes da inteligência. Demonstra o grau de maturidade do Ser Humano. 

(Augusto Cury)



No entanto, apesar de toda a ênfase e valor que nossa cultura atribui à empatia – especialmente como um antídoto contra o bullying e outros comportamentos antissociais – há uma grande confusão sobre o que é, e o que não é. Aqui está o que a ciência sabe sobre a empatia:

1- Empatia e Simpatia não são sinônimos:

Algumas pessoas costumam substituir uma pela outra, mas na verdade, são processos diferentes. Quando você sente simpatia por alguém, você se identifica com a situação que a pessoa vivencia. Isso pode ser um sentimento puro e verdadeiro; você pode sentir simpatia por pessoas que você nunca conheceu ou por um problema que você pessoalmente nunca experimentou, assim como por pessoas que conhece e cenários que são familiares à você.

Mas sentir simpatia não conecta você necessariamente com a pessoa ou com o que ela está sentindo. Você pode ser solidário com a situação de alguém, e ao mesmo tempo ignorar completamente seus sentimentos e pensamentos.

O processo emocional chamado empatia é outra coisa; envolve realmente ouvir e compreender o ponto de vista e/ou a situação do outro, podendo, ou não, se identificar e sentir os mesmos sentimentos. A simpatia é o sentimento por alguém; empatia envolve o sentimento com alguém.


2 - A Empatia é um comportamento aprendido

A pesquisadora e best-seller Brené Brown ficou famosa ao escrever sobre vulnerabilidade, vergonha, estranhamento e outras emoções que sentimos ao crescer.

Para ela, as crianças têm oportunidades de aprender empatia com seus pais, professores e colegas. Ler boa literatura pode ser uma maneira poderosa de desenvolver empatia, assim como estudar uma história ou estar presente com um amigo no parquinho que está passando por momentos difíceis.

No Brasil, um estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul analisou 100 crianças carentes, com idades entre 6 e 9 anos, a fim de entender qual o impacto da empatia na vida delas. O resultado trouxe uma revelação importante: crianças mais empáticas tendem a ser mais competentes socialmente do que as outras.

3 - Você não é responsável pelas emoções dos outros

Um obstáculo para expressar empatia autêntica é a tendência de acreditar que somos responsáveis por fazer com que outras pessoas se sintam melhor, especialmente aquelas que amamos. Imagine se as emoções de todos a nossa volta fossem nossa responsabilidade, ficaríamos sobrecarregados!

A empatia não nos pede para assumir a responsabilidade pelos sentimentos de outra pessoa. Trata-se da capacidade de estar verdadeiramente presente e de manter um espaço seguro para os outros sentirem suas próprias emoções completamente. Assim, elas são capazes de entender sua experiência.

Desenvolver a empatia nos permite um maior bem-estar emocional e mais qualidade nos relacionamentos. Além disso, ela pode ajudar a manter a nossa saúde mental, já que promove o autoconhecimento.

É preciso dominar esta sabedoria que, em muitas situações, não nos ensinaram nem na profissão, nem nos livros. Empatia se aprende!


Quando demonstramos empatia?

Podemos ser muito empáticos, mas se não demonstrarmos e se não colocarmos em prática, isso não serve para nada. Dito isto, vamos enumerar algumas ocasiões em que podemos utilizar a empatia:

Quando sabemos ouvir e compreender os sentimentos do outro sem estar tão dependentes de nós mesmos e das nossas próprias palavras.

Quando não usamos apenas palavras para consolar. Também um abraço, um tapinha no ombro, um beijo e uma carícia nos fazem ser mais empáticos.

Quando estamos com alguém que tem um problema e o ajudamos, por exemplo, com o nosso senso de humor.

Quando nos expressamos com delicadeza e cortesia.

Quando não mostramos atitudes de aborrecimento, irritação e cansaço diante daquilo que os outros nos contam.

Quando não fazemos um comentário, uma piada ou uma brincadeira que sabemos que vai chatear o outro.

Quando fazemos, por exemplo, um idoso ou uma criança compreenderem que os entendemos.

Quando ajudamos a resolver problemas e somos capazes de acalmar os outros.

Quando não demonstramos empatia?

Por outro lado, também podem existir momentos e situações em que não mostramos empatia:

Quando acreditamos que os nossos problemas são os únicos que existem no mundo.

Quando não escutamos os outros.

Quando julgamos e fazemos comentários que machucam.

Quando não oferecemos um sorriso, um gesto amável ou uma carícia aos outros.

Quando fazemos sempre algo pelos outros na esperança de receber algo em troca.

A empatia é uma boa habilidade para colocar em prática, pois nos permite compreender os outros. Mas também é imprescindível termos cuidado ao praticá-la em excesso, para não nos desconectarmos de nós mesmos. O mundo precisa de mais empatia!

Para que serve o respeito?

Respeitar é colocar distância diante da visão diferente de outra pessoa. Ele, portanto, nos ajuda a não julgá-la pela sua escolha ou opinião.

Respeitar é considerar a outra pessoa nas suas diferenças individuais, não esperando que esta seja de outra forma, que opine ou que se comporte de forma diferente a como essa pessoa é.


Como conseguir respeitar a todos?

Respeitar é perceber que cada pessoa tem direito de escolher ser quem ela realmente é, na sua forma de pensar, de opinar, de sentir, de agir e inclusive nos seus gostos e preferências de vida.

Portanto, se cada pessoa tem o direito de ser quem ela decidir ser, ninguém mais tem o direito de opinar, nem de decidir sobre a outra pessoa.

De que forma mostrar respeito?

O respeito se expressa quando não se julga a outra pessoa pela sua visão, decisão, comportamento, ou forma de vida. A pessoa não é censurada nem recriminada por ser como é, e também não se espera que ela seja de outra forma.

Portanto, respeitar é a maior mostra de que aceitamos a outra pessoa na sua individualidade, na sua totalidade como a pessoa que é, não como gostaríamos que ela fosse.

Como expressar o respeito?

O respeito se mostra por meio da empatia, isto é, com uma atitude comunicativa que mostra que sabemos, aceitamos e respeitamos a outra pessoa como ela é, mesmo que talvez não estejamos de acordo com suas decisões, opiniões ou comportamentos.

A empatia é a ferramenta utilizada dentro da comunicação assertiva ou adequada, que mostra o respeito depois de escutar a outra pessoa, observando de onde ela nos fala, com seus sentimentos e experiências pessoais.

Para isto, expressa-se compreensão e entendimento em relação ao seu direito e, se for o caso, posteriormente podemos expressar a nossa própria opinião, que mesmo que seja diferente, é respeitosa diante do ponto de vista alheio.


Quando é mais difícil respeitar?

É mais difícil respeitar quando ser quer ter razão a qualquer custo, ou quando se supõe, frente a qualquer ponto de vista, que a própria postura é a única possível, e a que possui a certeza absoluta.

Por outro lado, é pouco provável que exista o respeito quando a atitude é agressiva com a outra pessoa, nos gestos, na comunicação não verbal e nas atitudes. Mesmo com as palavras adequadas, o respeito não está presente.

Para respeitar …

É preciso considerar a sua própria visão apenas como uma possibilidade entre muitas outras.

É preciso falar na primeira pessoa, opinando e expressando o que é o seu ponto de vista, não o que marca “a lei como verdade absoluta”.

É preciso aceitar que a própria percepção, ainda que pareça objetiva, não o é em nenhum caso. A percepção está sujeita à própria interpretação, baseando-se nas experiências anteriores, no estado de ânimo e, inclusive, nas crenças prévias que já existem em cada pessoa, em função do seu próprio aprendizado.

E quando nos dirigimos aos outros, devemos fazê-lo a partir da empatia, incluindo a escuta e a observação da abordagem da outra pessoa, assim como a aceitação do seu direito de ser como decidir ser.

Entendeu agora porque empatia e respeito andam de mãos dadas? É o amor imperando!


E agora uma canção incrível, muito empática que você vai adorar!

É dos anos 80! Erasure ♥ A LITTLE RESPECT

❤️“A Little Respect”, um dos maiores hits da lendária dupla Erasure, é a música mais incrível que você vai ouvir agora. Uma das bandas que mais fizeram sucesso na década de 1980, Erasure foi pioneira do synthpop e influenciou muitos artistas pop.

Duo Erasure

❤️A banda, composta pelo guitarrista Vince Clarke e pelo vocalista Andy Bell, iniciou carreira no mercado musical em 1985, com o lançamento do single “Who Needs Love (Like That)” e logo em seguida estrearam com o álbum “Wonderland”.

"A Little Respect" é uma canção lançada em 1988 pelo duo britânico, sendo o terceiro single europeu (e segundo americano) do seu álbum The Innocents. A canção fala a importância do Respeito e da Empatia para todos, nós, saudosistas da boa música!

Amigos, eu estou tendo pesadelos todas as noites desde que tive a forte queda de bike. Só me lembro o quanto fiquei caída na ladeira, sem poder me mexer em razão dos meus ferimentos e dois carros passaram por mim, me virem caída e não reagiram para me acudir, tendo o segundo veículo, inclusive, passado por cima das rodas da minha bicicleta. Quando sentimos na pele a dor, sabemos o quanto a Empatia e o Respeito andam ausentes na humanidade.

❤️ Até a próxima gente!!



Fontes de Inspiração e Pesquisa:

Imagens do Tumblr editadas por Adriana Helena




Por um mundo com mais gente " doida " e menos gente maldosa




Priscila Mattos

Gente “doida” é gente feliz, alegre, que tem sempre uma palavra de otimismo e uma boa gargalhada a oferecer, mesmo em situações que geram preocupação e pessimismo.

São pessoas espontâneas e autênticas, que não têm medo de expor o que sentem, nem expor limites e pontos de vista. São pessoas que não estão preocupadas em tentar agradar a todos, embora exalem carisma e gentileza.

Gente “doida” é gente divertida, que está sempre de bem com a vida. Mesmo nos momentos de tristeza, elas se agarram ao otimismo dentro de si, pois sabem que tudo passa.

Gente “doida” é gente que vive, que não espera uma data específica para beber um bom vinho ou usar a roupa mais bonita do guarda-roupa. Elas não esperam as ocasiões especiais, elas fazem de todas as ocasiões especiais.

Gente “doida” é gente que saboreia a comida, mesmo em um almoço de 15 minutos, e que consegue parar para sentir o aroma do café ao invés de apenas ingerir cafeína para manter-se de pé.

Gente “doida” conversa sozinha, em silêncio ou em voz alta e está sempre rindo de si mesma. É gente que não se importa com defeitos nem com decepções, apenas com os aprendizados retirados de todas as experiências. Pois troca a reclamação pela gratidão por tudo o que há na vida.

Gente “doida” é gente sincera, em quem podemos confiar e confidenciar o que há de mais íntimo, pois temos certeza que elas não farão a “doideira” de espalhar por aí.

Gente “doida” não é perversa, como muitos costumam confundir. Gente perversa é gente maldosa, incapaz de sentir empatia, e que se faz de doida para, na verdade, causar transtornos psicológicos aos que estão ao seu redor.

Gente “doida” é gente do bem, mesmo quando a doideira se trata de alguma patologia. Mas se for uma doideira saudável, de pessoas que apenas fogem de uma sociedade doente de pessoas “normais” e egocêntricas, nada melhor do que sermos os estranhos que conseguem pensar e agir “fora da caixa”.

Gente “doida” é gente leve. Sou eu e é você que me lê, quando conseguimos relaxar e viver o momento, principalmente com aqueles que nos amam e a quem amamos, sem nos preocupar com o que não podemos controlar. Por um mundo com mais gente “doida” e menos gente maldosa!




Em terra de egos, quem vê o outro é rei



Em muitos momentos da vida, por diversos motivos, é possível sentir-se fraco e vulnerável. A vida apresenta situações difíceis, e muitas pessoas, incapazes de lidar com suas próprias dores, despejam sobre os outros suas frustrações.

Quem se sente inferior tenta inferiorizar.

Quem é inseguro quer deixar o outro inseguro.

Quem carrega feridas na autoestima tenta ferir a autoestima alheia.

Quem se percebe inadequado busca tornar o outro inadequado.

Quem sente raiva de si mesmo também tenta provocar raiva nos demais.

E quem não acredita no próprio valor tenta convencer o outro de que não tem valor nenhum.

Essas distorções emocionais começam cedo: competições desnecessárias, comparações absurdas e pressões impostas às crianças moldam inseguranças que se estendem por toda a vida.


Nada disso é saudável. Pelo contrário, cria-se uma verdadeira areia movediça emocional, da qual só se escapa com consciência e maturidade. É possível trabalhar essas questões de maneira saudável e terapêutica. Buscar ajuda não é fracasso nem derrota — é sinal de inteligência.

Atacar os outros porque não se sente bem não melhora a própria vida.

É preciso um olhar mais amplo e menos medíocre para o humano. Não se trata de poder, nem de provar quem é “melhor”. A aparência de força pode até impressionar, mas é vazia quando, internamente, a pessoa se sente frágil. E o emocional conta — conta muito — e, quando negligenciado, causa grandes estragos.

O ser humano precisa evoluir. É urgente abandonar competições ridículas que inflam egos e esvaziam o coração. Quando alguém começa a se curar, abre espaço para relações mais saudáveis, seja na amizade, seja na parceria.


“Cresçam e apareçam” — emocionalmente.

Quem não cresce por dentro permanece na infância emocional e, em vez de construir, destrói tudo ao redor, inclusive a si mesmo.

A vida pode ser mais leve e saudável quando construída sobre sentimentos equilibrados e menos egos inflamados. As dores diminuem quando olhamos o outro com empatia, afeto e cordialidade. Não é atacando que se cura a própria ferida.

Olhe para o outro como gostaria que olhassem para você.

O ego é vazio e solitário. O que realmente transforma é o valor humano: cuidado, afeto, presença, ética e respeito pelo coletivo. Isso, sim, gera cura, fortalece vínculos e transforma relações.

“Gentileza gera gentileza.”







Amizade



Passava do meio dia, o cheiro de pão quente invadia aquela rua, um sol escaldante convidava a todos para um refresco...

Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:

- Pai, tô com fome!

O pai, Agenor, sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência...

- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!

Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente...

Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:

- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!

Amaro, o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho...

Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo...

Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua...

Para Agenor, uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá...

Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada...

A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e a lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades...

Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:

- Ô Maria! Sua comida deve estar muito ruim... Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!

Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer...

Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho...

Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas...

Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório...

Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de pequenos "biscates aqui e acolá", mas que há 2 meses não recebia nada...

Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias...

Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho...

Ao chegar em casa com toda aquela "fartura", Agenor é um novo homem - sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso...

Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores...

No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho...

Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando...

Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele chamava-o para ajudar aquela pessoa...

E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres...

Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar...

Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta...

Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula...

Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros, advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro...

Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o "antigo funcionário" tão elegante em seu primeiro eterno...

Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço...

Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho, o agora nutricionista Ricardo Baptista...

Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um...

Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido.

Ricardinho, o filho mandou gravar na frente da "Casa do Caminho", que seu pai fundou com tanto carinho:

"Um dia eu tive fome e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus e isso não tem preço.

Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma. E que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!"

(História verídica)



Adolescente defende menino do bullying e descobre verdade comovente 4 anos depois



Um garoto do ensino médio se compadeceu com um menino de óculos que era vítima de bullying e o defendeu diante de seus colegas valentões. Só quatro anos depois de se conhecerem e se tornarem grandes amigos é que ele soube a verdadeira extensão das consequências de seu ato de empatia. Leia o relato abaixo.

Um dia, quando eu era calouro no ensino médio, vi um garoto da minha turma voltando da escola para casa. Parecia que ele estava carregando todos os seus livros.

Pensei comigo mesmo: “Por que alguém levaria para casa todos os seus livros numa sexta-feira? Ele deve ser mesmo um nerd.”

Eu tinha um fim de semana planejado (festas e um jogo de futebol com meu amigo na tarde seguinte), então encolhi os ombros e continuei.

Enquanto eu caminhava, vi um grupo de crianças correndo em direção ao garoto. Eles correram eté ele, arrancando todos os livros de seus braços e fazendo-o tropeçar e cair no chão. Os óculos dele voaram do rosto e caíram na grama a cerca de 3 metros de onde ele estava.

Ele olhou para cima e eu vi uma tristeza terrível em seus olhos. Enquanto ele rastejava em busca dos óculos, uma lágrima escorria em seu rosto.

Eu entregar-lhe os óculos e disse: “Esses caras são idiotas. Eles realmente deveriam cuidar das próprias vidas.” Ele olhou para mim e disse: “Ei, obrigado!” Havia um grande sorriso em seu rosto. Foi um daqueles sorrisos que demonstram verdadeira gratidão.

Ajudei-o a pegar seus livros e perguntei onde ele morava. Para minha surpresa, ele morava perto de mim, então perguntei por que nunca o tinha visto antes. Ele disse que já havia frequentado uma escola particular. Eu nunca tinha saído com um garoto de escola particular antes.

Seu nome era Kyle. Conversamos durante todo o caminho para casa e eu carreguei seus livros. Ele acabou se revelando um garoto muito legal. Perguntei se ele queria jogar futebol no sábado comigo e com meus amigos. Ele disse sim. Passamos o fim de semana inteiro jogando, e quanto mais eu conhecia Kyle, mais eu gostava dele. E meus amigos também o acolheram.

Chegou a manhã de segunda-feira e lá estava Kyle com a enorme pilha de livros novamente. Eu o parei e disse: “Caramba, você vai ficar musculoso carregando essa pilha de livros sozinho todos os dias!” Ele apenas riu e me entregou metade dos livros.

Nos quatro anos seguintes, Kyle e eu nos tornamos melhores amigos. Quando estávamos no último ano, começamos a pensar na faculdade. Kyle optou por ingressar em Georgetown e eu em Duke. Eu sabia que sempre seríamos amigos, não importando a distância entre nós. Ele seria médico e eu estudaria administração com uma bolsa de futebol.

Kyle foi o orador da nossa turma. Eu costumava brincar com ele o tempo todo sobre ser um nerd. Enquanto ele preparava um bonito discurso de formatura, eu ficava aliviado por não ter que subir no palco e falar.

No dia da formatura, vi Kyle. Ele parecia ótimo! Meu amigo havia evoluído muito durante o Ensino Médio. Tinha muito mais encontros do que eu; todas as garotas o adoravam! Rapaz, às vezes eu até ficava com um pouco de inveja.

Na formatura, pude ver que ele estava nervoso com seu discurso. Então, dei um tapinha nas costas dele e disse: “Ei, grandalhão, você vai se sair bem!” Ele me olhou com um daqueles olhares (aqueles de gratidão mesmo) e sorriu. “Obrigado”, disse ele.

Ao iniciar seu discurso, ele pigarreou e começou:

“A formatura é um momento de agradecer àqueles que ajudaram a superar esses anos difíceis. Seus pais, seus professores, seus irmãos, talvez um treinador… mas principalmente seus amigos. Estou aqui para dizer a todos vocês que ser amigo de alguém é o melhor presente que você pode dar. Vou lhes contar uma história.”

Apenas olhei para meu amigo com descrença enquanto ele contava a história do primeiro dia em que nos conhecemos. Com muita emoção, ele contou que havia planejado tirar a própria vida no fim de semana. Ele falou sobre como limpou seu armário para que sua mãe não tivesse que fazer isso mais tarde e estava carregando suas coisas da escola para casa.

Ele olhou fixamente para mim e me deu um pequeno sorriso. “Felizmente, fui salvo. Meu amigo me salvou de fazer o indescritível.” Ouvi um suspiro percorrer a multidão quando esse garoto bonito e popular nos contou tudo sobre seu momento de maior dificuldade na vida.

Eu vi sua mãe e seu pai olhando para mim e sorrindo; aquele mesmo sorriso de gratidão. Só naquele momento percebi o quanto um gesto de empatia pode ser transformador.

Nunca subestime o poder de suas ações. Com um pequeno gesto você pode mudar a vida de uma pessoa.


Destaques Psicologias do Brasil, com informações do Inspire More








Chico Pinheiro entrevista Pedro Cardoso. Imperdível !

 



Pedro Cardoso e esposa, a atriz Graziella Moretto



Por favor, apenas escute



A tecnologia aumentou nosso individualismo de tal forma, que mesmo conectados pela internet, pelo Facebook ou pelo Whatsapp, cada um vive no seu canto. Sei de filhos que falam com os seus pais pelo whatsapp até mesmo quando estão em casa. Parece natural e prático, mas a realidade é que cada vez sabemos mais e sentimos menos.

São raros os momentos em que estamos juntos e fisicamente livres de qualquer aparelho eletrônico como objeto intermediário de comunicação. Mas, independentemente do meio de comunicação que usamos, o mais importante é se estamos, de fato, nos comunicando, isto é, nos relacionando. Podemos saber muitas coisas a respeito da vida dos outros, mas se não estivermos receptivos para senti-los, gradualmente iremos nos afastar afetivamente deles.

Se não cultivarmos relacionamentos autênticos, sinceros e transparentes, vamos nos fechar interiormente também para nós mesmos, pois estaremos exercitando apenas tarefas e protocolos superficiais de comportamento funcional. Noto em casais que creem que têm "tudo para ser felizes" e não sabem por que não são, sinais de crescente distanciamento afetivo. Cada um a seu modo diz cumprir o que lhe cabe fazer, mas ainda assim não sente o outro presente na relação - "Faço tudo por ele, mas parece que não está nem aí para o que eu sinto". Pasmem, esse não é um discurso apenas das mulheres. Os homens também sentem falta de uma maior sintonia afetiva. Mas será que estamos dispostos a sentir o outro onde ele quer ser sentido?

Quem não se reconhece na necessidade de estar ao lado de quem dá menos conselhos e escuta mais? Quando compartilhamos o que sentimos em relação à alguma situação, seja ela conflituosa, seja ela feliz, queremos antes de tudo, trocar afeto. Conselhos e palpites são bem-vindos quando requisitados. Mas, a necessidade de ser ouvido é humana. Pensamos melhor quando alguém nos escuta de coração aberto.

Aquele que escuta com abertura afetiva suporta esperar pacientemente a sua vez de falar. Se algo lhe desagrada ou simplesmente não concorda, sabe intuitivamente checar se o outro está pronto ou não para ouvir. Com afeto, toleramos melhor nossas diferenças.

Não ter pressa para "corrigir" o outro diante de suas falhas ou incoerências é um modo eficaz de permanecer na conversa o tempo necessário até que algo novo possa surgir. Conclusões apressadas a respeito do que o outro fez ou deixou de fazer, sobre o que é certo ou errado, inibem a vontade mútua de uma conversa sincera. Por sua vez, a curiosidade e o interesse em saber mais a respeito do que o outro tem para nos dizer abrem caminho para novos entendimentos.

Quanto mais formos abertos para escutar nosso próprio interior, mais habilidade teremos para escutar o que o outro tem para nos dizer. Afinal, a inabilidade de escuta encontra-se em nossa incapacidade de tolerar sentimentos desagradáveis, como o de sermos mal compreendidos ou até mesmo mal interpretados. Tolerar o outro nos atacando verbalmente, com falsas ou reais acusações, sem nos defendermos agressivamente é uma arte baseada na lucidez e na autoconfiança. 

Ok, se erramos podemos buscar uma atitude de reparação. Se não erramos, podemos encontrar um modo de nos fazermos esclarecer. Enquanto isso não ocorre, porque causas e condições ainda estão imaturas, podemos continuar cultivando um espaço de maior abertura e aceitação para nos autossustentar diante das adversidades causadas pelo engano ocorrido. É como se disséssemos: "Ok, isso realmente ocorreu, mas quero seguir em frente".

Ter disponibilidade e curiosidade para escutar a si mesmo e o outro sem interrupções é um bom treino para não ficarmos atolados na indignação.


Bel Cesar é psicóloga, pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano desde 1990. Dedica-se ao tratamento do estresse traumático com os métodos de S.E.® - Somatic Experiencing (Experiência Somática) e de EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares). Desde 1991, dedica-se ao acompanhamento daqueles que enfrentam a morte. É também autora dos livros `Viagem Interior ao Tibete´ e `Morrer não se improvisa´, `O livro das Emoções´, `Mania de Sofrer´, `O sutil desequilíbrio do estresse´ em parceria com o psiquiatra Dr. Sergio Klepacz e `O Grande Amor - um objetivo de vida´ em parceria com Lama Michel Rinpoche. Todos editados pela Editora Gaia.

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@i.gorpassos O coelho escutou e eu chorei #fy #livros #booktokbrasil #literaturainfantil ♬ som original - Igor Passos

Onde está Deus ? ELE nos envia estes seres solidários ! Nós, gaúchos, agradecemos !





















   


Com fé, esperança e empatia estamos conseguindo : Let It Be

 

 










Entenda o poder da compreensão



Paulo Tavarez

O amor é uma força transformadora que se manifesta de maneira sublime na compreensão. Quando alcançamos a compreensão ampla e sistêmica, por meio da prática constante do amor, somos capazes de olhar para as experiências negativas, seja com os outros ou conosco, sob uma nova luz. Como Marcel Proust nos lembra: "A verdadeira jornada de descoberta não consiste em buscar novas paisagens, mas em ter novos olhos".

Para desenvolver a compreensão e transformá-la em uma virtude, é necessário empreender a desconstrução de nosso programa mental. Esse programa foi moldado por conceitos de certo e errado que foram profundamente influenciados por religiões, pela educação, por normas externas e toda a programação do mundo ao nosso redor. É, portanto, um programa dual, que nos induz ao conflito, que nos obriga a julgar, classificar, segregar e lutar.

O indivíduo que desenvolve essa virtude aprende a não julgar, a não avaliar as ações do outro de maneira negativa e a não se deter na observação de imperfeições. Em vez disso, ele busca constantemente os aspectos positivos em todas as situações, expande sua perspectiva e compreende as razões daquilo quem está em curso, com isso não precisa julgar nada. Como disse Jesus: "Vocês julgam de acordo com padrões humanos; eu a ninguém julgo" (Mateus 8:15).

A compreensão é a chave para a conexão mais profunda com o outro e consigo mesmo. Ela nos permite enxergar além das aparências e das limitações superficiais. Ao compreender verdadeiramente, somos capazes de estender a mão da empatia, da aceitação e do perdão. Nesse estado de compreensão amorosa, as diferenças se dissolvem, e somos capazes de construir pontes de entendimento e harmonia.

É importante reconhecer que a compreensão não significa a aceitação passiva de comportamentos prejudiciais, mas sim a capacidade de discernir e, quando necessário, agir com sabedoria e compaixão. É uma jornada interior que nos leva a transcender os julgamentos superficiais e a ver o cerne de cada ser humano, reconhecendo sua humanidade e sua capacidade de crescimento.

Assim, o amor, aliado à profunda compreensão, abre nossos olhos para a verdadeira natureza das coisas. Através dela, aprendemos a transcender a dualidade do certo e errado, a julgar menos e a amar mais. O amor e a compreensão caminham juntos, revelando o potencial infinito da alma humana para a evolução espiritual e o florescimento de uma sociedade mais compassiva e unida.






Os pequenos Cristos que crucificamos todos os dias

 


A perseguição que a direita faz ao padre Júlio Lancellotti remonta aos mesmos contextos da perseguição de Caifás e Pilatos contra Jesus Cristo. Contando com a mesma conivência, covardia ou até apoio de setores da sociedade. Neste dezembro de reflexões natalinas, é bom resgatarmos o que são realmente os princípio cristão que foram distorcidos e manipulados pela extrema-direita criminosa do Brasil. Carlos Harmitt reflete sobre os condicionamentos que nos limitam e como podemos mudar isso. Confira!