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Será que o Homo Ridiculus-Trend veio para ficar? Dizem que sim !



Abstract : Precisamos falar sobre trends. Precisamos falar sobre redes sociais. Precisamos falar sobre limites. Precisamos falar sobre o que é ridículo.

Lenio Luiz Streck


A ‘ontologia da frivolidade’ da falta de vergonha: fracasso civilizatório?

A indagação fundamental que assombra a contemporaneidade não reside mais nos grandes dilemas da filosofia, mas sim em uma constatação muito mais simples, porém tenebrosa: o projeto da humanidade deu errado? O que houve com o “sapiens”? Olhando as redes sociais, especialmente o Instagram e TikTok, a resposta é afirmativa.

O projeto civilizatório, antes ancorado na razão crítica, na emancipação do sujeito e na densidade do debate público (lembremos que Habermas nos deixou há alguns dias e, por certo, deve ter partido decepcionado com o desaparecimento da esfera pública, hoje colonizada por uma razão algorítmico-instrumental), parece ter colapsado sob o peso de um narcisismo algorítmico. Eis a palavra: narcisismo da algocracia. O ápice dessa “ontologia da frivolidade” manifesta-se no que a atualidade convencionou chamar de “nova moda” (ou “trend”): a proliferação viral de vídeos em que indivíduos dublam e performam a vazia indagação “será que eu sou…?”. Tem advogado, defensor público, delegado, médico e até propaganda institucional. Será que eles são? São o quê, afinal?

Uma observação: o “será que…” é apenas a ponta do iceberg. A pontinha. Há outras coisas parecidas que só as redes sociais podem “produzir”. Esta coluna é, assim, abrangente.

A angústia foi tragada por esse novo psicotrópico algorítmico, transformando-se em uma paródia trágica. Uma espécie de “bocozização”. Tudo é espetáculo, tudo por um click. Tudo por engajamento, mesmo que o preço seja o patético. Tudo é espetáculo. A dúvida deixou de ser o motor da investigação da verdade para converter-se em um espetáculo raso, criado sob medida para capturar a atenção imediata e acumular engajamento.

O ser humano, ao abdicar de sua capacidade de elaboração conceitual, transmuta-se naquilo que doravante podemos diagnosticar como o Homo Ridiculus. Do homo sapiens ao ridículo. Este “novo sujeito histórico” não apenas carece de substância intelectual, mas exibe a sua futilidade de forma ufanista. Tem orgulho do ridículo. A voragem digital espetacular é implacável.

Colapso da vergonha alheia e a perda do senso do ridículo

Para compreender a viabilidade da ascensão do Homo Ridiculus, é imperativo analisar a falência dos mecanismos de controle social, em especial a extinção da “vergonha alheia”. Historicamente, o constrangimento vicário operou como uma fronteira simbólica indispensável. A “dor psicológica” experimentada ao presenciar o ridículo de outrem servia como uma baliza moral, reafirmando os limites do decoro e da civilidade no espaço público. Quando a sociedade repudiava o comportamento inadequado, ela calibrava o seu próprio senso de proporção. Esse é o busílis.

Atualmente vivemos o declínio da vergonha. As plataformas digitais inverteram a lógica da sanção: o comportamento que antes geraria ostracismo e rubor passou a ser exponencialmente recompensado. Fazer fiasco gera likes. Perdemos o senso do ridículo de forma sistêmica. A imunização contra o pudor foi inoculada por meio de um condicionamento de reforços positivos.

O Homo Ridiculus prospera exatamente neste vácuo. Como se cria? O que come? Como se reproduz? Eis as perguntas fundamentais. Ao se expor em situações de frivolidade extrema sem qualquer traço de autoconsciência crítica, e ao receber aplausos de uma massa de “seguidores” igualmente alienados, o “novo sujeito” decreta o fim do próprio constrangimento. Perdeu-se a capacidade de indignação. E da capacidade de sentir vergonha. E isso é gravíssimo.

Estupidez como ciência aperfeiçoável : aplicação das 5 Leis de Cippola

Neste panorama desolador, é necessário refutar a ideia de que o momento atual seja fruto do mero acaso. Há nisso uma agnotologia (a construção deliberada da ignorância). A estupidez, na era algorítmica, deixou de ser uma condição inata ou uma deficiência cognitiva passiva; a estupidez é, hoje, uma “ciência empírica”. Ela é meticulosamente aperfeiçoável, possuindo métodos de validação, dinâmicas de replicação imediata e até métricas de desempenho (clics) otimizadas por inteligência artificial e análise de dados comportamentais.

Este fenômeno pode ser decodificado à luz de um arcabouço conceitual sólido, notadamente o postulado sobre as “5 Leis da Estupidez” (de Carlos Cippola e aperfeiçoadas por Mauro Mendes Dias), tese amplamente difundida no debate jurídico e crítico por meio de publicações das mais variadas, como já escrevi aqui na ConJur. A transposição desta verdadeira epistemologia dos néscios para o ecossistema das redes sociais expõe a mecânica exata do declínio social:

Lei número 1: sempre e inevitavelmente, cada um de nós subestima o número de indivíduos estúpidos que circulam pelo mundo jurídico.

Com efeito, ao ver profissionais fazendo publicidade com TikTok do tipo “será que…”, está demonstrada a primeira lei. Quod erat demonstrandum constante.

Lei número 2: a probabilidade de que uma determinada pessoa enfiada até o pescoço nas redes sociais seja estúpida é independente de qualquer outra característica da mesma pessoa.

De fato, essa segunda lei também é verificável, já que nas diversas camadas profissionais (a área jurídica é o locus privilegiado!), a distribuição do Índice de Estupidez (IE) é quase igual. Basta uma olhada rápida no mundo das lives. Todo mundo virou “artista”, com o que todos os gatos se tornaram pardos. As neocavernas desafiam o desgosto de Platão.

Lei número 3: uma pessoa estúpida, mormente se tiver formação jurídica (porque são muitos) é aquela que causa dano a outra pessoa ou grupo sem, ao mesmo tempo, obter um benefício para si mesmo ou mesmo causar prejuízo.

Perfeita a terceira lei. Cipolla não considerou a estupidez como uma questão de quociente intelectual, mas sim uma falta de inteligência relacional. Ele parte da ideia de que, ao nos relacionarmos uns com os outros, podemos obter benefícios e proporcionar benefícios aos outros ou, pelo contrário, podemos causar danos ou prejudicar os outros. Mas nas redes sociais não é assim. Se você posta algo sofisticado, o estúpido (mormente o formado em direito) vem e faz como o pombo no jogo de xadrez: esculhamba as pedras e faz cocô no tablado. E sai dizendo que venceu. De peito estufado. Orgulhoso de sua vencedora estupidez.

Segundo Cipolla, há ainda o supernéscio: aquele que esculhamba os não-néscios e ainda se prejudica, sendo processado pelo que postou. Ou seja, só prejuízo.

Lei número 4: as pessoas não-estúpidas sempre subestimam o potencial prejudicial de estúpidos.

Essa quarta lei de Cipolla é autoexplicativa. Por vezes, eles atacam à socapa e à sorrelfa. E nem conseguimos reagir. Estupefatos com a estupidez dos estúpidos. Nosso erro: achar que tudo isso é “só brincadeirinha”. “São inofensivos”, diz-se. Pois é. Será que são? (desculpem o “será que”).

Lei número 5: o estúpido (ou néscio) é o mais perigoso.

Também a quinta lei é autoaplicável. Como diz Cipolla, “Todos os seres humanos estão incluídos em quatro categorias fundamentais (eu acrescentei uma quinta!): o desavisado, o inteligente, o malvado (ou ladrão) e o estúpido. De onde:
A pessoa inteligente sabe que é inteligente;
o malvado está ciente de que ele é mau;
o desavisado é dolorosamente imbuído do senso de sua própria sinceridade e,
ao contrário de todos esses personagens, o estúpido não sabe que é estúpido. Ele não sabe que não sabe;
E por isso temos o dever civilizatório de avisar o estupido de que ele(a) é estúpido (a).
Como acentua Cipolla, isso de não saber que não sabe (essa parte é minha) contribui para dar maior força, incidência e eficácia à sua ação devastadora. Aqueles que sabem que não sabem estão perdidos, entre todos aqueles que acham que sabem que sabem, aqueles que sabem que não sabem, mas fazem mesmo assim (razão cínica), e aqueles que não sabem que não sabem e não querem saber que não sabem tudo aquilo que não sabem e nem querem saber.

Há, assim, um contraste absoluto entre a racionalidade esperada e a operação da estupidez aperfeiçoável, evidenciando o abismo ontológico (e gnosiológico). Diante da construção de sentido civilizatório, o homo ridiculus contrapõe a maximização do engajamento por meio de humor rasteiro e imitação; diante do necessário pudor e proteção da intimidade, o homo ridiculus contrapõe a exposição de si mesmo de forma escancarada; diante da possibilidade de prejuízo reputacional, o homo ridiculus aceita o desgaste em troca da exposição espetacularizada; diante de uma necessária e indispensável persuasão, expõe-se para viralizar, exigindo imediatidade.

A sociedade espetacularizada (isso não é novo!)

A disfunção comportamental atinge seu ápice de gravidade quando o Homo Ridiculus invade a esfera institucional. As instituições republicanas e a liturgia que as cerca não são adereços meramente burocráticos; elas representam a reserva de credibilidade necessária para a manutenção do Estado Democrático.

O caso que envolve presidente(a) de subseções da Ordem dos Advogados do Brasil serve como arquétipo desta falência. Uma representante da entidade foi alvo de pesadas críticas ao protagonizar, ao lado de outra presidente seccional, por um vídeo que abraçava sem ressalvas o “trend” “Será que eu sou?“. Na encenação, o mínimo de liturgia foi reduzido a frases de efeito dubladas como “Dizem que sou presidente da OAB…” Será?“, acompanhadas de danças formatadas para o Instagram. Isso se repetiu com defensor público e advogados. E se espalha como um rastilho de pólvora. Afinal, é trend!

A tentativa de atenuar o vexame sob a justificativa de que a “trend” representava “bom humor” para o início do fim de semana não apenas ignora a liturgia necessária à função, como comprova a letalidade da segunda lei da estupidez: o cargo de proeminência não evita a sucumbência ao ridículo. A defesa das prerrogativas da advocacia, pauta construída historicamente, fica fragilizada em seu peso político ao ser engolida pelo “mundo encantado” da rede social. Entra aqui a terceira lei da estupidez.

A necessária crítica e aquilo que aqui passo a denominar de ‘hermenêutica da resistência’

Diante do esfacelamento do senso do ridículo e do avanço irrefreável dessa ciência da estupidez, a submissão silenciosa torna-se um ato de cumplicidade. É nesse sentido que a manifestação pública de resistência ganha força imprescindível. A postura de vozes críticas, a exemplo da publicação de Andreia e Helio Tonelli Jr é de suma importância. Ambos, de forma direta e sem eufemismos, jogaram pesado, no Instagram, com a “nova moda”. Eles não exercem um conservadorismo puritano, mas uma verdadeira hermenêutica da sobrevivência. Ao apontarem a insustentabilidade e o caráter patético do fenômeno, resgatam o único antídoto possível contra o veneno do conformismo e da banalização: a denúncia firme da burrice espetacularizada, além de buscar as causas científicas do fenômeno.

A oposição expressa por tais críticas delineia a linha divisória entre a aceitação do fracasso civilizatório e a luta pela dignidade do intelecto. A verdade inconveniente é que não há humanidade alguma em comportar-se como um fantoche de métricas; trata-se do esvaziamento total do sujeito em favor de um sistema operado por hiperconexão vazia.

Retomo as provocações iniciais: a humanidade fracassou? O fracasso é o diagnóstico preciso de um tempo que celebra a anulação da cognição, aos poucos cada vez mais terceirizada.

Perdemos o senso do ridículo de forma quase irreversível, e a ausência da vergonha alheia deixou a praça pública desprotegida contra o avanço das indignidades. A polis foi carcomida. E, sim, a estupidez foi elevada ao “status de ciência” (sarcasmo!), porque pode sempre ser aperfeiçoada.

Resta saber se essa resistência será capaz de desarticular as armadilhas do Homo Ridiculus ou se seremos todos condenados a figurar como coadjuvantes trágicos na grande coreografia do abismo.

No que isso tudo vai dar?



 Lenio Luiz Streck é professor, parecerista, advogado e sócio fundador do Streck & Trindade Advogados Associados: www.streckadvogados.com.br








Pentatonix pede mais Humanidade ... cantando à capela

 




Imagine

(John Lennon)

Imagine não haver o paraíso

É fácil se você tentar

Nenhum Inferno abaixo de nós

Acima de nós, só o céu

Imagine todas as pessoas

Vivendo o presente

Imagine que não houvesse nenhum país

Não é difícil imaginar

Nenhum motivo para matar ou morrer

E nem religião, também

Imagine todas as pessoas

Vivendo a vida em paz

Você pode dizer que eu sou um sonhador

Mas eu não sou o único

Espero que um dia você junte-se a nós

E o mundo será como um só

Imagine que não ha posses

Eu me pergunto se você pode

Sem a necessidade de ganância ou fome

Uma irmandade dos homens

Imagine todas as pessoas

Partilhando todo o mundo

Você pode dizer que eu sou um sonhador

Mas eu não sou o único

Espero que um dia você junte-se a nós

E o mundo viverá como um só




Maravilhosa Graça

(John Newton)

Maravilhosa Graça! Como é doce o som

Que salvou um miserável como eu!

Eu estava perdido, mas agora fui encontrado

Era cego, mas agora eu vejo

Foi a graça que ensinou meu coração a temer

E a graça aliviou meus medos

Quão preciosa essa graça aparecem

A hora em que eu acreditava

Através de muitos perigos, labutas e armadilhas

Eu já passei

Esta graça me trouxe seguro até aqui

E a graça vai me levar para casa

Quando estive lá dez mil anos

Luz brilhante como o Sol

Nós não tivemos menos dias para cantar louvores a Deus

Do que quando começou

Maravilhosa Graça! Como é doce o som

Que salvou um miserável como eu!

Eu estava perdido, mas agora fui encontrado

Era cego, mas agora eu vejo


Devemos lembrar o discurso de Chaplin em "O Grande Ditador"



O discurso final de Chaplin no filme “O Grande Ditador” será sempre oportuno. É um apelo à humanidade, à decência e à recordação dos valores que nos permitem lutar contra a intolerância e a violência. Que tal lembrarmos disso?

Filmes de super-heróis com capas, poderes extraordinários que salvam o mundo e nos fazem sorrir com piadas fáceis são muito bons. Eles nos divertem e nos ajudam a não pensar em nada quando estamos exaustos de tantas voltas na vida. Porém, também é preciso resgatar de vez em quando aqueles títulos que a história do cinema nos deu no passado. Um exemplo é O Grande Ditador, de Charles Chaplin.

Tirar o pó dos clássicos não dói. Ao contrário, funciona como um maravilhoso exercício de cura. Além do mais, ao fazer isso, podemos descobrir fatos extraordinários. Há produções para as quais o tempo não passa e nos trazem mensagens de grande atualidade. O Grande Ditador é aquele filme que todo mundo deveria ver pelo menos uma vez por ano ao longo da vida.

O discurso daquele minúsculo barbeiro judeu que em determinado momento deve se passar por Hynkel (Hitler) se destaca não apenas como um dos momentos mais memoráveis do cinema. As palavras, ideias e mensagens que fazem parte desse final devem ser lembradas pelo propósito para o qual foram criadas: como antídoto contra a intolerância e a violência.

“Eu não quero ser imperador. Esse não é o meu trabalho, mas ajudar a todos, se possível. Branco ou preto, judeus ou gentios. Temos que ajudar uns aos outros. Seres humanos são assim. Queremos fazer os outros felizes, não nos deixar infelizes. Não queremos odiar ou desprezar ninguém. Neste mundo, há espaço para todos e o bom solo é rico e pode alimentar todos os seres. O caminho da vida pode ser livre e belo, mas nós o perdemos.”


As mensagens que Charles Chaplin nos deixou em seu discurso em O Grande Ditador podem ser aplicadas uma a uma aos nossos dias.

O discurso de Chaplin em “O Grande Ditador”: um legado indelével

Dizem que Charles Chaplin foi forçado a incluir um discurso no final de seu filme depois que Hitler invadiu a França. Era 24 de junho de 1940 quando ele gravou aquela sequência de quatro minutos em seus estúdios. Ele tinha uma forte necessidade de se pronunciar contra o fascismo e buscar, acima de tudo, a conexão emocional com o espectador, apelando para alguns valores muito firmes.

O mundo estava desabando, mas muitos esperavam com expectativa pelo mais recente filme de um dos grandes talentos do cinema cômico. E a verdade é que para o próprio Chaplin esse projeto foi um grande desafio. O Grande Ditador não foi apenas um filme que ridicularizou, atacou e tornou grotesca uma das figuras mais ameaçadoras da época.

Esta foi a primeira vez que Chaplin experimentou um diálogo. Aquela voz, que ele manteve escondida e que lhe deu sucesso com Charlot, teve que finalmente se manifestar para deixar uma mensagem indelével, para a qual o tempo nunca passará.

Você tem que acordar consciências adormecidas

O cinema tem mais poder do que podemos imaginar: ele espalha sensações e emoções comuns em milhões de pessoas. Deixa marcas, ideias que interiorizamos e memórias que não se apagam. O que o discurso de Chaplin em O Grande Ditador conseguiu foi unir milhões de pessoas em um mesmo sentimento, o do compromisso contra o ódio e a violência.

Deve-se notar que ninguém confiou muito nesse filme. Hollywood não deu sinal verde quando soube do roteiro em 1939. Naquela época, para os Estados Unidos, o mercado alemão ainda era relevante e cisto como uma ameaça. Não importava que o genocídio judeu já tivesse começado. Metade do mundo preferiu virar a cara para essa realidade.

No entanto, Charles Chaplin não hesitou em financiar seu projeto e mudar o final que havia planejado, dados os acontecimentos ocorridos em 1940. Essa mudança de última hora e aquele discurso que ele escreveu às pressas e com o coração pesado, teve seu resultado: despertou milhões de consciências.

Também no presente tendemos a dirigir o nosso olhar para realidades que exigem a nossa atenção e empenho. Injustiças e até grandes ditadores sobrevivem ao nosso redor com quase os mesmos ecos do passado que pensávamos esquecidos. Não podemos adormecer e relembrar a mensagem desse filme.

A ganância envenenou as almas dos homens, construiu uma barricada de ódio no mundo, levou-nos à miséria e ao derramamento de sangue como um passo de ganso. Desenvolvemos velocidade, mas travamos. A maquinaria que dá abundância nos deixou na miséria. Nosso conhecimento nos tornou cínicos. Nossa inteligência, dura e seca. Pensamos muito e sentimos muito pouco.

Mais do que máquinas, precisamos de humanidade

O discurso de Chaplin em O Grande Ditador já tem mais de oitenta anos e ainda hoje cabe milimetricamente na realidade. A referência ao fato de que a sociedade precisa de mais humanidade e menos maquinário nos convida a refletir. A tecnologia avançou muito mais desde o século XX e, assim como aconteceu então, tem seu lado positivo e seu lado destrutivo.

Por exemplo, as redes sociais nos aproximam e nos permitem espalhar informações, são uma arma poderosa, mas às vezes nos desumanizam. Muitas vezes se levantam como um canal que espalha o ódio, que discrimina e ataca quem é diferente. Mais que inteligência – apontou o barbeiro no filme -, precisamos de bondade e gentileza.


O discurso de Chaplin jamais expirará. Suas palavras contra ditadores, fascismo e desumanidade sempre serão necessárias.

Vamos continuar lutando por um mundo melhor

Nosso mundo percorreu um longo caminho desde aqueles anos em que as grandes potências estavam envolvidas em uma guerra mundial. No entanto, o progresso não o tornou um lugar melhor. Não basta afirmar que triunfamos como humanidade. Não somos mais éticos, a discriminação e a injustiça não desapareceram, e as guerras continuam a assolar nosso horizonte.

O discurso de Chaplin em O Grande Ditador permanece atemporal porque não resolvemos os problemas do passado. Nós os arrastamos conosco e lhes demos outras formas. Vivemos em um presente cada vez mais polarizado no qual a irracionalidade, o extremismo e até a violência escalam silenciosamente, quase sem que percebamos.

Vamos acordar, vamos continuar lutando por um mundo melhor, vamos apelar para a nossa humanidade, para ter esperança e ser esse antídoto comprometido com o absurdo do ódio.

Lutemos por um mundo novo, um mundo decente que dê ao homem a oportunidade de trabalhar, que dê um futuro à juventude e segurança na velhice. Pela promessa dessas coisas, os brutos subiram ao poder. Mas eles mentem! Eles não cumprem essa promessa. Eles nunca vão!




Bibliografia

Todas as fontes citadas foram minuciosamente revisadas por nossa equipe para garantir sua qualidade, confiabilidade, atualidade e validade. 

A bibliografia deste artigo foi considerada confiável e precisa academicamente ou cientificamente.

Chaplin, Charles— (1964). Mi Autobiografía. Nueva York: Simon & Schuster

Chaplin, Charles (1974). Mi vida en imágenes. Nueva York: Grosset & Dunlap

Hayes, Kevin J. (2005). Charlie Chaplin: Entrevistas . Jackson: Prensa de la Universidad de Mississippi.


Escrito e verificado por a psicóloga Valeria Sabater.

                          Última atualização: 18 dezembro, 2023




Quando começamos a ver mais guerras e a falar sobre o uso da bomba nuclear, voltamos a pensar na nossa extinção . . .

 




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Quando começamos a ver mais guerras e a falar sobre o uso da bomba nuclear, voltamos a pensar na nossa extinção . . .

 




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Sobrevivendo ao Caos : Leonardo Boff e Eduardo Moreira

 




Sobrevivendo ao Caos : Leonardo Boff e Eduardo Moreira

 




Raios cósmicos ensinaram a humanidade a andar ?

 










Poeira de Estrelas  -  Validuaté


Já não vivo nessa pressa, nessa ânsia
Já não tenho essa fome, essa ganância
Percebi depressa o que tem relevância
Não quero promessa, quero substância

Nessa ignorância aprendi ao menos
Que somos pequenos e sem importância
Poeira de estrelas, à beira de extremos
Viemos do pó e ao pó voltaremos

Hoje eu já não junto nada em abundância
Aprendi que muito é mera circunstância
Nenhuma arrogância cega me insulta
Trouxe minha infância para a vida adulta

Nessa ignorância aprendi ao menos
Que somos pequenos e sem importância
Poeira de estrelas, à beira de extremos
Viemos do pó e ao pó voltaremos






Raios cósmicos ensinaram a humanidade a andar ?

 










Poeira de Estrelas  -  Validuaté


Já não vivo nessa pressa, nessa ânsia
Já não tenho essa fome, essa ganância
Percebi depressa o que tem relevância
Não quero promessa, quero substância

Nessa ignorância aprendi ao menos
Que somos pequenos e sem importância
Poeira de estrelas, à beira de extremos
Viemos do pó e ao pó voltaremos

Hoje eu já não junto nada em abundância
Aprendi que muito é mera circunstância
Nenhuma arrogância cega me insulta
Trouxe minha infância para a vida adulta

Nessa ignorância aprendi ao menos
Que somos pequenos e sem importância
Poeira de estrelas, à beira de extremos
Viemos do pó e ao pó voltaremos






Atenção, afeto e carinho : um mundo diferente se aproxima

 



Sigo acreditando que tudo será melhor que antes, que o sentimento de humanidade chegará de alguma forma a todos os corações e que não será tão necessário se falar de compaixão e solidariedade, pois serão comuns a todos nós, algo natural que todo o ser humano irá sentir.


Patrícia Tavares 


Atenção, afeto, carinho são o que existem de melhor em todos os tempos, principalmente em tempos tão estranhos. Eles fazem crer que a vida pode ser melhor e quando percebemos que temos pessoas ao nosso lado que realmente se importam conosco, esta constatação nos fortalece.

Saber que mesmo com tamanha distância existe tanta proximidade, tanta beleza nas relações, nos vínculos, isso enche o coração de esperanças, de fé na vida e no amanhã. Saber que existem pessoas que têm muito amor nos seus corações e que parte deste amor é um pouco nosso, traz luz, traz alegria para pensarmos em dias melhores. Saber que temos pessoas a quem amamos e que queremos muito bem nos traz conforto e muita força para desejar que tudo isso passe logo, que novos tempos mais renovadores venham logo.

Quando se tem amor no coração, se tem amor para dividir com as pessoas, se tem muita esperança e fé, porque o amor aproxima, amor transpõe montanhas, o amor transpõe todas as dificuldades, ele é a própria vida, nutre de melhores possibilidades nossa caminhada e nos ajuda acreditar em pessoas que se solidarizam, que iluminam, que cooperam, não só com a vida dos seus, mas com a vida de todos.
" Sigo acreditando que tudo será melhor que antes, que o sentimento de humanidade chegará de alguma forma a todos os corações e que não será tão necessário se falar de compaixão e solidariedade, pois serão comuns a todos nós, algo natural que todo o ser humano irá sentir."

A cooperação, gentileza, generosidade também serão uma constante na vida de todos.

Um mundo diferente se aproxima eu acredito, seremos melhores, seremos mais amorosos com todos. Vislumbre de um novo mundo. Transformações verdadeiras acontecerão dentro do coração de cada um porque as dores não são somente dores, as dificuldades não são só dificuldades, elas nos fornecem subsídios de evolução para cada um de nós.

Todos os acontecimentos da vida humana são carregados de representações, de significados. Existe muito mais do que podemos entender, a vida é de aprendizado e cooperação, de ajuda mútua, de afeto, carinho e amor, assim que todos nós merecemos viver, dando as mãos.

Uma vida de aprendizado, de trocas de experiências e de vivências, cada um se interessando em cooperar de verdade com a vida do outro, se sensibilizando pela história, possibilidades, limitações de cada um e contribuindo como for possível, deste jeito a vida será mais bonita, mais justa, mais igualitária, mais ampla e muito melhor. 
" A vida pode ser melhor e será. Ela depende de todos nós juntos."
Eu preciso de você assim como você precisa de mim.













Atenção, afeto e carinho : um mundo diferente se aproxima

 



Sigo acreditando que tudo será melhor que antes, que o sentimento de humanidade chegará de alguma forma a todos os corações e que não será tão necessário se falar de compaixão e solidariedade, pois serão comuns a todos nós, algo natural que todo o ser humano irá sentir.


Patrícia Tavares 


Atenção, afeto, carinho são o que existem de melhor em todos os tempos, principalmente em tempos tão estranhos. Eles fazem crer que a vida pode ser melhor e quando percebemos que temos pessoas ao nosso lado que realmente se importam conosco, esta constatação nos fortalece.

Saber que mesmo com tamanha distância existe tanta proximidade, tanta beleza nas relações, nos vínculos, isso enche o coração de esperanças, de fé na vida e no amanhã. Saber que existem pessoas que têm muito amor nos seus corações e que parte deste amor é um pouco nosso, traz luz, traz alegria para pensarmos em dias melhores. Saber que temos pessoas a quem amamos e que queremos muito bem nos traz conforto e muita força para desejar que tudo isso passe logo, que novos tempos mais renovadores venham logo.

Conheça o que é Ubuntu

 














Conheça o que é Ubuntu

 














Uma despedida para refletir


Eles são o futuro do Brasil” Correio Brazilense admite erro em ...




Espaço Social - amaivos As crianças não são nosso futuro. As ...


ESCOLA MUNICIPAL LÍDIA ANGÉLICA MÊS DE JULHO Um espaço para ...


Pin em Renove a sua Mente



Uma despedida para refletir


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Espaço Social - amaivos As crianças não são nosso futuro. As ...


ESCOLA MUNICIPAL LÍDIA ANGÉLICA MÊS DE JULHO Um espaço para ...


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O maior conselho para a humanidade – Chico Xavier


Os Primeiros discípulos de Jesus - Diário Espiritual


Escute o conselho que nosso amado Chico mais gostaria de dizer para a humanidade:

“ Se eu fosse alguém, se eu tivesse influência, se eu pudesse realizar alguma coisa em benefício da comunidade, e se eu tivesse a menor autoridade para fazer isto, eu apenas repetiria, para mim mesmo e para todos os nossos irmãos em humanidade, de todas as terras e de todos os idiomas, aquelas palavras de nosso Senhor Jesus Cristo: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.
Porque amor é o esquecimento de si mesmo, porque amor, nada pedindo para si. O “Amai-vos uns aos outros” foi superado pelo “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.
Amar alguém ou alguma causa, sem pedir nada, sem esperar o pagamento, nem mesmo da compreensão da inteligência do próximo, então, é trabalhar pela humanidade mais feliz, por um mundo melhor, pela extinção das guerras, e pelo incentivo do progresso em bases morais, convenientes para que nós todos estejamos no melhor lugar possível, que possamos ocupar no campo da vida humana, servindo ao pai, ao criador, a nosso Senhor Jesus Cristo e a todos os princípios Cristãos, como Ele, e aos princípios mais nobres de outras religiões, para que com respeito mútuo possamos vencer todas as barreiras e amar como o amor deve ser consagrado entre nós, isto é, amor sem recompensa, porque todo amor que é possessivo, infelizmente, ainda é um amor de grande parentesco com o amor dos animais.”

Assista ao vídeo:


O maior conselho para a humanidade – Chico Xavier


Os Primeiros discípulos de Jesus - Diário Espiritual


Escute o conselho que nosso amado Chico mais gostaria de dizer para a humanidade:

“ Se eu fosse alguém, se eu tivesse influência, se eu pudesse realizar alguma coisa em benefício da comunidade, e se eu tivesse a menor autoridade para fazer isto, eu apenas repetiria, para mim mesmo e para todos os nossos irmãos em humanidade, de todas as terras e de todos os idiomas, aquelas palavras de nosso Senhor Jesus Cristo: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.
Porque amor é o esquecimento de si mesmo, porque amor, nada pedindo para si. O “Amai-vos uns aos outros” foi superado pelo “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.
Amar alguém ou alguma causa, sem pedir nada, sem esperar o pagamento, nem mesmo da compreensão da inteligência do próximo, então, é trabalhar pela humanidade mais feliz, por um mundo melhor, pela extinção das guerras, e pelo incentivo do progresso em bases morais, convenientes para que nós todos estejamos no melhor lugar possível, que possamos ocupar no campo da vida humana, servindo ao pai, ao criador, a nosso Senhor Jesus Cristo e a todos os princípios Cristãos, como Ele, e aos princípios mais nobres de outras religiões, para que com respeito mútuo possamos vencer todas as barreiras e amar como o amor deve ser consagrado entre nós, isto é, amor sem recompensa, porque todo amor que é possessivo, infelizmente, ainda é um amor de grande parentesco com o amor dos animais.”

Assista ao vídeo:


O mundo pós-pandemia


No mundo pós-pandemia, haverá espaço para escritórios não digitais?








10 Tendências para o Mundo Pós-Pandemia


Confira as 10 tendências para o mundo
 pós-pandemia


Consumir por consumir sai de moda, trabalho remoto, atuar mais no coletivo com colegas de empresas, ou vizinhos do bairro. A Covid-19 vai rever valores e mudar hábitos da sociedade.


1. Revisão de crenças e valores

A crise de saúde pública é definida por alguns pesquisadores como um reset, uma espécie de um divisor de águas capaz de provocar mudanças profundas no comportamento das pessoas. “Uma crise como essa pode mudar valores”, diz Pete Lunn, chefe da unidade de pesquisa comportamental da Trinity College Dublin, em entrevista ao Newsday.

“As crises obrigam as comunidades a se unirem e trabalharem mais como equipes, seja nos bairros, entre funcionários de empresas, seja o que for… E isso pode afetar os valores daqueles que vivem nesse período —assim como ocorre com as gerações que viveram guerras”.

Já estamos começando a ver esses sinais no Brasil — e no centro de São Paulo, com vários exemplos de pessoas que se unem para ajudar idosos, por exemplo.

Hoje, o planeta invoca o ser humano a ser humano


Paciente com covid-19 recebe alta em hospital chinês

Paciente com covid-19 recebe alta em hospital chinês  EFE/EPA/YFC




É preciso entender que ninguém é menos suscetível do que ninguém, que estamos todos no mesmo barco, que temos que remar em uníssono, 
ou todos afundaremos.




Marcel Camargo 



A pandemia da Covid-19 está pondo à prova o quanto de humanidade temos dentro de nós, o quanto somos capazes de nos colocar no lugar do outro, saindo do nosso próprio umbigo. Não dá mais para pensar somente em si mesmo, afinal, o outro pode nos contaminar. Nós podemos contaminar o outro. Tomar as precauções sozinho não adianta de nada. O coletivo é que importa; aliás, é o que sempre deveria ter importado.

A maioria das pessoas não estava nem aí, não se importava, não queria saber, tampouco se interessava pela vida do outro. Agora, somos obrigados a mudar, porque está bem claro que nossas vidas dependem das outras vidas. Sem pensar no próximo, nenhuma vida dá certo. Sem conseguir perceber a dinâmica da vida em sociedade, ninguém consegue estar a salvo ou se curar.