Encontro com a vida


Encontro com a Vida - parte II

Enildes Corrêa

Você deveria transmitir sua alegria, seu silêncio e seu riso a qualquer um com quem tenha contato. Você não pode dar um presente melhor a seus amigos, a seus conhecidos, a seus amados, às suas crianças. Osho 

Este texto nasce de uma forte, difícil e intensa vivência que tive ao acompanhar um amigo que veio a falecer, inesperadamente, há algum tempo, que se tornou uma das maiores escolas da vida pelas quais já passei. 

Constatei e vivenciei estas palavras dos sábios: "A vida é curta para ser pequena". Acordei para o fato de que ficamos fora dela por coisas tão banais, pequenas e insignificantes; apegos a tantas coisas supérfluas, que servem simplesmente de estorvos e impedimentos para vivermos com alegria, bem como para uma partida silenciosa e em paz.

A única coisa que fica com alguém ao morrer é o conhecimento experiencial de si mesmo, que abre espaço para a compreensão de si, do outro e da vida como um todo. O entendimento é eterno. Esse fica. Nada, nem ninguém, o arranca de nós. É o que vai ajudar na hora do grande parto da forma para a não-forma: a morte.

Ao me dispor a dar o meu apoio incondicional àquele amigo que não tinha nenhuma pessoa de laços sanguíneos ao seu lado e a quem, fiquei sabendo através do diagnóstico médico, restava pouquíssimo tempo de vida, vi o imenso e sagrado valor dos pequenos gestos de cuidado, amizade e humanidade, independente de quaisquer ligações familiares.

Entretanto, confesso que acompanhá-lo naqueles momentos cruciais não foi uma tarefa fácil. A princípio, senti o peso dessa responsabilidade nos meus ombros. Depois, tranquilizei-me ao recordar das palavras de Kiran Kanakia, durante satsang na Índia: "Quando confiamos na Vida, Ela toma conta". "Quando você coopera com a Vida, a Vida coopera com você". "Diga sim à Vida, aceitando-A como Ela é".

Vi a verdade dessas palavras aparecer na forma de verdadeiros milagres naquele quarto de hospital, lado a lado com cada dificuldade enfrentada, como também destas outras: "Amor é o remédio". Vivenciei que o amor é a força mais poderosa do Universo, neutraliza e vence qualquer tipo de reação, por mais intensa e danosa que seja.

Procurava transmitir ao meu amigo um afeto fraterno, através do meu olhar, do meu toque, da minha presença. Segurar suas mãos nos momentos em que ele sentia medo e sofria do mal-estar dos efeitos colaterais da forte medicação a que estava sendo submetido, tocar sua testa, seus pés ou outras partes do corpo onde eu percebia que precisava de mais vitalidade acalmavam seu sistema nervoso, deixando-o mais tranquilo, lúcido e consciente.

Seu corpo respondia de forma surpreendente ao toque que recebia das mãos, carregadas da mensagem de aceitação e acolhida da sua pessoa do jeito que era, com seu lado positivo, fácil de lidar e com seu lado reativo e mais difícil de aceitar. Essa qualidade, impressa no toque e no olhar, tem uma força de vida que às vezes nem mesmo os melhores medicamentos conseguem proporcionar.

Uma grande integração na minha profissão de terapeuta corporal se deu naquele ambiente de hospital. Foi uma das mais valiosas aulas que a Existência me deu sobre a importância, a profundidade e a amplitude de um simples toque humano. 

O toque que traz uma presença amiga, permitindo a alguém se sentir acompanhado e sair do estado de solidão e desamparo. O toque que vivifica a força interna, que nos faz sentir que nem tudo está perdido: é possível confiar e esperar pelo melhor, seja lá como for e onde for. O toque que transforma ansiedade, medo e angústia, em tranquilidade e confiança. O toque que ajuda a reorganizar o caos emocional e possibilita-nos ver com mais clareza e caminhar com mais segurança. O toque que nos ajuda a abrirmos o coração e a comungarmos uns com os outros. 

Desejei, ardentemente, que todos os contatos entre os seres humanos, em qualquer âmbito, fossem permeados por essa qualidade do vivo, da aceitação, da acolhida e do respeito recíproco de uns pelos outros. Oxalá, todos ao nascer pudessem ser recebidos neste mundo por uma infinidade de mãos amigas! E que, ao partir, levassem consigo a lembrança e o calor de um adeus dado nem que seja por uma única mão amiga.

Infelizmente, não é essa a realidade, principalmente a dos hospitais. Vi consternada vários médicos jovens, ainda em início de carreira, gabando-se de sua indiferença diante da morte. Observando tais atitudes, refleti sobre que tipo de formação as escolas de Medicina do Ocidente oferecem aos seus alunos. 

Se a morte for banalizada, que dirá o cuidado com a vida! Vida esta que os "humanos" estão quase conseguindo dizimar. E, diante da insensibilidade e indiferença de muitos, quantos partem sem sequer uma pessoa do seu lado para dizer: "Vá em paz, que Deus o acompanhe". E quantos nascem sem alguém que os bendiga e diga: "Seja bem-vindo, viva em paz, seja feliz e que Deus o abençoe por toda a sua existência!".

Naqueles dias, vivenciando a rotina de um hospital, acompanhando alguém gravemente enfermo, dei extremo valor aos ensinamentos recebidos de Kiran Kanakia, bem como à experiência adquirida em vários anos de trabalho com diferentes técnicas terapêuticas de abordagem corporal, em especial as de cura pelas mãos. 

Compreendi, de forma muito profunda, o que significa para uma pessoa que está morrendo, sobretudo para quem se sente sozinha, poder segurar com confiança as mãos de alguém. O encontro com pessoas amigas e afetuosas vivifica o ser humano em qualquer tempo, inclusive na hora da morte, ajudando sobremaneira no momento da passagem.

Essa passagem se torna mais fácil às pessoas que abriram o coração para o fluxo do amor. Quem aprendeu a amar e a se entregar à Vida com total confiança não vai temer a morte, ainda que por um motivo ou outro esteja só. Todavia, será bem mais árdua para os que não se empenharam em adquirir um mínimo de compreensão sobre a vida, que congelaram seus sentimentos e fecharam-se como conchas em seu pequeno mundo.

Quanto ao meu amigo, contrariando as expectativas médicas, resistiu bravamente àquela doença fulminante, inclusive a duas intervenções cirúrgicas, às quais dificilmente sobreviveria, segundo os prognósticos médicos. No fim de sua curta existência de 56 anos, ele abraçou e valorizou a vida, assumiu o risco de viver, tomou essa responsabilidade em suas mãos, apesar da dor e do sofrimento pelo qual estava passando, e prolongou um pouco mais seu tempo nesta dimensão. Deu-nos ainda o presente de vê-lo brincar e sorrir.

Esse foi um dos mais preciosos aprendizados que o amigo Roberto nos deixou: é possível brincar e sorrir, mesmo na dor, mesmo no leito de morte. Mais que isso, é fundamental às pessoas enfermas estarem cercadas de gente alegre, de fato vivas, que lhes transmitam vitalidade, carinho e confiança. A contradição é muitos daqueles a serviço médico parecerem mais mortos do que seus pacientes que estão morrendo. A medicina ocidental avançou largamente em tecnologia, entretanto, parece que se esqueceu de estimular algo fundamental em qualquer tratamento de saúde: o amor e o calor humano.

Ao meu amigo, fica o meu eterno agradecimento por tudo o que, através dele, a Existência me mostrou e me revelou, como o milagre da rendição à Vida, com o que quer que Ela nos faça vivenciar. Constatei que a morte pode trazer consigo também um renascer para a vida. Antes da sua partida, deixei-o saber que estar com ele como irmã e assistir-lhe em sua enfermidade, ao invés de peso, transformou-se numa bênção. As lições aprendidas tornaram-se incontáveis e de imensurável valor.

E, ao mesmo tempo em que a morte batia à sua porta, para nosso pesar e tristeza, um fenômeno especial acontecia entre aquelas paredes: eu estava sendo acordada para a vida!

Quando eu saía do hospital e ia embora para casa, andando e respirando livremente, com olhos que enxergavam a beleza do amanhecer, do entardecer, das árvores, das flores, sentia-me tomada pelo sentimento de gratidão. Agradeci a Deus por tantas coisas, que nem daria para citá-las aqui. Os meus problemas ficaram tão diminutos!

Refleti que reclamamos por tão pouca coisa... Exigimos muito e agradecemos pouco. Quase nunca estamos satisfeitos. Ficamos correndo de um desejo a outro e, raramente, agradecemos à Vida pelas dádivas que recebemos, a começar pela nossa própria existência. Com a mente cheia de desejos, fechamos as portas para um modo de viver mais natural, simples e harmônico. E assim, a vida vai passando e a maioria das pessoas fica fora dela, vivendo em plena contramão...

As palavras de Kiran reverberam em todo o meu ser:

Acordem e voltem para a vida. Por que vocês não acordam? É tão simples!

Comecem por se aceitar do jeito que vocês são. Então, a primavera chega e a grama cresce por si mesma...


por Enildes Corrêa   Administradora e Terapeuta Corporal Ayurveda. Formação e especialização na Índia. Ministra palestras e seminários vivenciais a organizações governamentais e privadas. Autora do livro "Vida em Palavras" - coletânea de crônicas. 
Visite o Site do autor

Postado no site Somos Todos Um



Desmond Tutu : Com este Homem como Papa a Igreja Católica seria mais humana para a Humanidade !






Desmond Mpilo Tutu (nascido em Klerksdorp, no Transvaal, em 7 de outubro de 1931) é um bispo sul-africano, pertencente à Igreja Anglicana, que se tornou conhecido na década de 1980 graças à sua oposição ferrenha ao apartheid.

Ao lado de Nelson Mandela, Desmond Tutu foi uma das figuras centrais do movimento contra o Apartheid. Tutu iniciou centenas de protestos em locais públicos contra o governo sul-africano, mesmo assumindo posições altas no clero africano, Tutu continuou a lutar contra a segregação racial em seu país. Tutu acabou por despertar a fúria dos governantes sul-africanos quando os comparou aos nazistas e comunistas. 

Como resultado de seus esforços para promover a igualdade na África do Sul, Desmond Tutu recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1984.

Algumas frases:

"Não somos amados por sermos bons. Somos bons porque somos amados."

"Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor." 

"Quando os missionários chegaram à África, eles tinham a Bíblia e nós, a terra. Disseram-nos: "Vamos rezar". Fechamos nossos olhos. Quando os abrimos, nós é que estávamos com a Bíblia e eles com a terra." 

"Seja gentil com o homem branco, ele precisa de você para redescobrir sua humanidade." 

"Sem perdão não há futuro para o relacionamento entre indivíduos nem entre nações." 

"Você não escolhe a sua família. Ela é um presente de Deus para você, assim como você o é para ela." 

"Uma pessoa é uma pessoa porque ela reconhece os outros como pessoas." 

"Se Deus é homofóbico, como dizem, eu não veneraria a Ele." 

"Estávamos esperando por alguém mais aberto às recentes mudanças no mundo, à questão da ordenação de mulheres e com uma posição mais razoável quanto aos preservativos e a epidemia de HIV/AIDS." ( Declaração feita a BBC em 20 de abril de 2005 quanto à escolha de Joseph Ratzinger como o novo papa ) 

"Deus tem tão profunda reverência pela nossa liberdade que prefere deixar-nos livres para irmos pro Inferno do que nos obrigar a ir para o Céu." 

"Dou graças a Deus por ele criar o Dalai Lama. Você realmente pensa que, como alguns defendem, Deus irá dizer: 'Você conhece aquele cara, o Dalai Lama, ele não é mau. Que pena que ele não é cristão'? Eu não acho que este seja o caso, veja você, Deus não é cristão." 

"Eu não prego o evangelho social, eu prego o Evangelho, período. O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo se preocupa com a pessoa como um todo. Quando as pessoas estavam com fome, Jesus não disse 'Agora isto é político ou social?' Ele disse: 'Eu alimento você'. Por que uma boa notícia para a pessoa com fome é o pão."


Prêmio Nobel Desmond Tutu não acredita que Deus odeie os homossexuais

Johanesburgo, 26 jul (EFE).- O arcebispo emérito da Cidade do Cabo na África do Sul e prêmio Nobel da Paz Desmond Tutu disse nesta sexta-feira que não acredita que Deus odeie os homossexuais, e comparou a homofobia com o racismo.

"A muitos de nós causa angústia imaginar que Deus pode criar alguém e dizer: 'Te odeio. Te odeio como te fiz", disse o líder religioso anglicano na Cidade do Cabo, durante a apresentação de uma campanha da ONU pela igualdade das minorias sexuais. 


 






Informações retiradas da Internet

"Eu adoro livro velho"




O mal do século



Montserrat Martins 

Na área emocional, o mal do século XXI é a depressão, como a histeria foi o mal do século XIX. Sabe-se que a histeria era comum na era vitoriana, de repressão sexual, mas depois das mudanças culturais do século XX se tornou rara na Europa.

Mas quais as causas da depressão, agora, como um fenômeno social? Qualquer transtorno tem causas biológicas, psicológicas e sociais. Entre os múltiplos fatores, no caso da depressão como o ‘mal do século’, destacam-se os sociológicos.

Como todos os transtornos, são mais frequentes na população de baixa renda, mas no caso da depressão não é só o estresse das dificuldades financeiras, são também as humilhações que as pessoas sofrem na vida cotidiana, no trabalho e no próprio convívio social. 

Faltam pesquisas sobre algumas questões específicas, mas é previsível por exemplo o efeito das propagandas de automóveis de último tipo e produtos de luxo na televisão sobre pessoas que jamais poderão adquirir esses bens. Muitos adolescentes internados na FASE praticaram algum roubo de carro não para revender, mas para dirigir e passar com ele na frente de garotas, como demonstração de status, de poder, para se sentirem ‘importantes’, validados por elas.

Outros fatores sociológicos vão além da condição econômica, atingem a todos os grupos. 

Estamos no século da sociedade de massas, das multidões, da anomia, da falta de identidade, diante da necessidade de adaptação às tendências mutantes dos grupos sociais. 

A própria difusão de drogas como o crack e a cocaína, de efeito euforizante, é um dos sintomas dessa era. O culto ao ‘celebritismo’ também, bater fotos com celebridades é uma forma de ser “alguém” – não importando que tipo de fama a pessoa tenha, porque o ‘celebritismo’ não requer valor intrínseco. Sendo que o mais almejado modo de atingir os “15 minutos de fama” é aparecer na TV, vem daí o sonho de milhões em ir para os BBBs da vida.

Nesse mundo massificado em que as pessoas medem o próprio valor por consumo e status, em detrimento das próprias qualidades humanas, aqueles cujo trabalho é atender aos outros passam a ser cada vez mais atingidos por estresse. 

É o caso da chamada “síndrome de burnout”, um tipo de depressão desenvolvida em decorrência da atividade profissional. São descritos em artigos sobre ‘burnout’ os modos como o estresse dos professores e dos enfermeiros se transforma em depressão, convivendo com frustrações e sofrimentos das populações que atendem.

Em escolas e hospitais é cada vez mais difícil trabalhar e o mesmo vale para o trabalho na rua, na área da segurança. Todos queremos “ter segurança”, não sermos roubados na rua, ao mesmo tempo em que reclamamos do despreparo dos policiais nos casos de abuso de poder. Também queremos que os adolescentes infratores quando saiam da FASE não ‘recaiam’ no mundo do crime e a expectativa para isso fica nos ombros da instituição. 

Nossos problemas sociais são grandes, graves e complexos, mas algumas categorias profissionais vem carregando nos ombros o peso das expectativas de resolver problemas de muito difícil solução – que não dependem só deles, mas em que eles são vistos como responsáveis.

Num mundo em que multidões se sentem amassadas pelo peso dos problemas, a alegria que alguns proporcionam com sua arte (jogadores de futebol, atores) fazem deles ídolos. 

Mas o século XXI também é o da diversidade e do respeito às diferenças – em que cada um e cada grupo tem próprios ídolos. 

Meus heróis são os que atendem às pessoas nas ruas, na FASE, no SUS e nas escolas, lutando contra o ‘mal do século’.


Montserrat Martins é médico e bacharel em ciências jurídicas e sociais.


Postado no site Sul21 em 23/07/2013





Aula pública sobre internet livre





Dilma foi apedrejada por conhecer história


Dilma sabia o que seus detratores ignoravam



Do Diario do Centro do Mundo - 24 de julho de 2013

Ela sabia que espanhóis estiveram no Brasil antes de Cabral e pagou o preço disso.

Dilma sabia o que seus detratores ignoravam.


Lula disse, estes dias, que Dilma apanha da mídia ainda mais que ele.

É difícil discordar, mesmo considerando que Lula apanhou e apanha muito.

Um episódio recente é ilustrativo.

Numa visita ao Ceará, Dilma disse que o Brasil se iniciara ali.

Em alguns blogues conservadores, Dilma foi ridicularizada pelo alegado erro. Burra, ignorante, dois neurônios – a lista de insultos foi enorme.

Mas o fato é que ela estava muito mais equipada e informada que seus detratores.

Historiadores admitem, hoje, que antes de Cabral navegadores espanhois estiveram no Brasil.

Um deles era Vicente Yañez Pinzón.

Reproduzimos abaixo trechos de um bom artigo sobre este assunto publicado há poucos meses pela revista História e republicado pelo Guia do Estudante, ambos da Abril.

“Em 1498, para apressar a exploração do Novo Mundo, os soberanos espanhóis decidiram permitir que empreendedores particulares montassem viagens ao outro lado do Atlântico. 

Ao saber da notícia, um navegante da cidade de Palos de la Frontera animou-se em organizar sua expedição. (…)

Juntando seus recursos e alguns empréstimos, montou uma expedição com 4 caravelas e partiu para o Novo Mundo em novembro de 1499. Seu nome era Vicente Yañez Pinzón.


Pinzón chegou ao Brasil antes de Cabral


A pequena esquadra de Pinzón tornou-se a primeira expedição espanhola a cruzar a linha do Equador. (…) Meio perdidos, levados pelo vento e com a ajuda de uma tempestade, eles avistaram terra e desembarcaram no Brasil em 26 de janeiro.

(…) Historiadores defendem que o tal cabo fosse a Ponta de Mucuripe, em Fortaleza. Essa é uma das poucas controvérsias que existem acerca da viagem de Pinzón, pois sua existência e seus passos são muito bem registrados.”

Por saber o que seus detratores não sabiam, Dilma foi chamada de “anta”, “presidanta”, “dois neurônios” e por aí vai por aquela classe média tão bem descrita por Marilena Chauí.

É gente que não lê livros, não se ilustra, é dominada por preconceitos e é coberta por um maciço véu de ignorância.

Com todos estes atributos, enxergam nos outros o que eles próprios são.


Tem toda a razão a Dilma. 

E além de Pinzón, também Diogo de Lepe esteve no Ceará 2 meses após e testemunhou a fixação de uma cruz na enseada do Mucuripe por Pinzón. 


O Descobrimento do Brasil por Vicente Pinzón. 

"[...] Raimundo Girão acha que a Proto-História Cearense, de Tomás Pompeu Sobrinho, convence pela verdade de sua proposição: um autêntico e sério revisionismo deste ponto de vista da história brasileira. [...] Um detalhe a acrescentar é que Pompeu e Girão apontam não apenas uma, mas duas expedições espanholas chegadas ao Brasil antes de Pedro Álvares Cabral. A primeira foi a frota chefiada por Vicente Yanes Pinzón, que aportou no Ceará e desembarcou duas vezes em fevereiro de 1500, após mais de dois meses da viagem iniciada em porto de Palos.

A segunda expedição pré-cabralina foi a de Diogo de Lepe, que saiu do mesmo porte de Palos um mês depois de Vicente Pinzón, com duas caravelas. Ele (Lepe) aportou nas águas do Rio Grande do Norte, seguindo depois até a ponta do calcanhar. Posteriormente, seguiu na direção norte, onde foi encontrar a cruz fincada por Pinzón. Diogo de Lepe denominou de Rostro Hermoso o local, referência a Santa Verônica, homenageada neste dia pelo calendário. Era exatamente a ponta do Mucuripe, local do segundo desembarque de Pinzón, para onde viera após chegada na Ponta Grossa, cuja terra achara “árida e os índios hostis"... 
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( Ver em O Descobrimento do Brasil por Vicente Pinzón )

http://www.raimundogirao.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=57&Itemid=96




Neve 22 de Julho de 2013 ! Rio Grande do Sul e Santa Catarina


Com fogo de chão e chimarrão que venha a neve ! 


Neve em Urupema:imagem 24












A neve em Urupema começou as 10:30:imagem 20



Cássia Marques : Finalista do Prêmio Avon Color de Maquiagem 2013


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O make de Cassia Marques para o Prêmio de Maquiagem Avon (foto Avon/divulgação)


Cássia Marques é uma mulher vibrante, simpática e tem conceitos bem delineados sobre beauty artist. 

Semifinalista na categoria Social, que mora e trabalha em Belo Horizonte. Ela faz questão de explicar que é autoditada - "só fiz um curso de cabeleireira e fui trabalhar em um salão, observando sempre os maquiadores de lá", conta. 

Determinada, Cassia - graduada em Letras e Publicidade - deixou o emprego público (era funcionária concursada) e há quase quatro anos ganha a vida entre pincéis, máscaras, sombras e batons.

Ela começou em casa, maquiando a filha, e o resultado veio devagarzinho, fazendo o make de amigas e conhecidas. 

Enquanto montava sua maleta de produtos, ia espalhando cartões e criando uma rede de contatos. 

Hoje, tem parcerias com alguns fotógrafos e um mailing de clientes, que inclui noivas, madrinhas, debutantes e maquiagem para festa.

Ela conta ainda que estar entre os semifinalistas foi uma emoção e chegou a consultar o site várias vezes, conferindo se seu nome (e make) estavam mesmo lá. "Meus planos são de aproveitar ao máximo todo o conhecimento que a Avon puder proporcionar".

Para ela, o mais interessante é que a mulher, além de bonita, estabeleça uma conexão com a maquiagem. "É preciso que a pessoa se reconheça, mesmo com um make para a festa, sem se tornar mera personagem", diz.

Para isso, Cássia realça os traços bonitos e faz pequenas correções que valorizam olhos, sobrancelhas, boca, deixando a pele luminosa e sem olheiras. 

Ela começa pelos olhos - a pele já deve estar limpa, tonificada e hidratada - com aplicação de sombras, máscara e curvex. Delineador e cílios postiços dependem da persona e se o make é para festa, tipo nasci assim ou para algum evento informal. "Começando pelos olhos, evito sujar a pele", explica. 

Confira algumas dicas de Cássia:

* Chego a misturar duas cores de base, até chegar ao tom de pele dos braços e do colo.

* Em peles mais maduras, reduzo a aplicação de pó, evitando o efeito craquelado (partido).

* Nas peles oleosas, uso base em pasta e completo com pó compacto.

* Uma máscara de gelo, antes de aplicar a base, ajuda a fechar os poros.

* Sempre uso primer, que ajuda a fixar a maquiagem e uniformizar a pele.

* Make para o dia deve ser suave. Uso primer, base levinha, batom rosado, máscara para cílios (sem exageros) e aplico o blush para um efeito saudável e natural.

* Para definir a sobrancelha, prefiro lápis. Faço uma ponta bem fina, desenho os pelinhos nas falhas e depois passo uma escovinha. A sobrancelha fica definida, sem pesar o rosto.

* Só uso o corretivo depois de aplicar a base, de preferência corretivo amarelo para eliminar o cinza. Depois, aplico o pó.

* Para quem usa batom líquido, a dica é, além de contornar a boca com o lápis, cobrir todo o lábio, antes de aplicar o batom. Fixa melhor e evita que escorregue.

* Peles claras combinam com todas as cores de batom, dos rosados, laranjas, nudes ao vermelho e vinho.

* Para peles morenas ou negras, prefiro tons acobreados, incluindo marrom e dourado. Uma dica é passar uma camada leve de batom vermelho antes. O vinho intenso e mais escuro também é uma opção.




Makes de Cássia Marques







Eu gostaria de um dia não ter medo por pior que pareçam as situações


Eu gostaria de um dia não ter medo por pior que pareçam as situações



Eliana Kruschewsky


Ainda existe um grande número de pessoas que não sabe, mas estamos aqui neste planeta buscando evolução. Parto do princípio de que não nascemos aqui por acaso e que nossa vida não se resume a viver, sobreviver, conservar a espécie, comer, ter sexo, dinheiro, poder, sucesso, enfim. Se fosse só por isto, a vida não teria sentido, pois tudo isto muda o tempo todo e vai e vem sem explicação. Não é verdade?

Como sou pesquisadora dos comportamentos humanos, metafisicamente falando, fui buscar respostas ao sentido de estarmos aqui e descobri um mundo muito significativo que não nos apresentaram na escola, na família, na sociedade, nem mesmo nas religiões e crenças. Pelo menos, não em uma linguagem acessível à nossa mente.

Por lógica, fui descobrindo que podemos ter várias funções na vida: posso ser professora, posso ser terapeuta, posso ser palestrante, posso ser escritora, porém, só posso ter uma missão. Logo, você pode ter função de engenheiro e ter uma missão específica aqui neste planeta como sentido de sua existência. 

Fui descobrindo que existem vários "Eus" dentro de nós e para cada pessoa se apresenta um "Eu" deste à altura do "Eu"do outro. Muitas vezes, os "Eus" que nos estimulam podem não ser bons. Daí, sugere-se vigiar-nos para não estagnarmos. Fui descobrindo que somos muito mais importantes na vida um do outro do que imaginamos ser, até porque temos uma missão única na vida de cada um que se relaciona conosco.

Fui descobrindo um sentido para estar viva aqui neste planeta e analisando, profundamente, descobri que embora aqui seja muito bonito, muito prazeroso, muito gostoso de viver, sabores mil, céu lindo, lua maravilhosa, é um planeta de testes, provas e, principalmente, uma grande universidade que uns chamam de prisão e outros chamam de reformatório, mas prefiro chamar de Universidade Planeta Terra.

E depois descobri que viemos aqui para nos aperfeiçoar, mas que para isto precisamos estar diante de situações que parecem nos achatar, justamente para melhorar alguns de nossos "Eus", pois a sensação de perda ou de achatamento é uma sensação do Ego inflamado e indignado. Tais situações surgem durante uma convivência familiar, social, profissional. Todo tipo de convivência é uma oportunidade de aprendermos algo. Acontece que o ser humano só aprende sentindo dor, já percebeu isto? É como pagar multa: dói no bolso, logo, não ultrapassarei mais a velocidade permitida... A pergunta é: então, por que não respeitou a velocidade anunciada? Seres humanos...

Ainda neste exemplo, podemos observar a convivência entre familiares, principalmente pai, mãe e filhos. Já percebeu como tem pai que mesmo amando seu filho, o "esmaga na parede"? E este filho que tem um "Eu" inflamado, rebela-se e reage na mesma sintonia e intensidade? Estamos diante aí de uma oportunidade de nos melhorarmos. Como? Vigiando um de nossos "Eus". 

Temos estes Eus, mas não somos estes Eus. Então, descobri a liberdade de ser Eu em essência e para isto, só tem um caminho: O CAMINHO DA VERDADE E DO AMOR.

Ser verdadeiro consigo mesmo é admitir nossas qualidades, nossos defeitos, reconhecer nossos Eus chatinhos e doutriná-los, reconhecer nossos "Eus" interessantes e edificá-los. Parece difícil? É difícil. Para isto, estamos aqui para aprender, pois tudo parece muito difícil até que aprendamos a lidar com as situações e daí se torna fácil.

Assim, conquistei minha PAZ. Saí da vibração contagiante e contaminante em que vivia e onde muitos vivem e pulei fora do trem que descarrilhou, atraída pela paisagem que eu via passando pela janela e esta paisagem chama-se PAZ.

Resolvi fazer as pazes comigo mesma. Confraternizando meus "Eus" e edificando minha essência natural, verdadeira e pacificadora.

Para isto, precisamos de coragem, combustível importante para que não se abortem atitudes antes de alcançar o final.

Ainda não cheguei ao final, pois estou aqui matriculada e feliz em estar neste planeta e consciente de que não tem outro caminho a não ser o caminho da Verdade e do Amor incondicional para nos mantermos imunes às contaminações mentais e emocionais que nos propõem.

Ter fé no Divino é ter fé em sua missão em seu propósito aqui, mesmo sem saber qual seja sua missão (a esta altura do campeonato você já deve desconfiar qual seja). O Universo nos propõe a oportunidade de vibrarmos o amor de acreditar no bem, mesmo vivendo rodeados pelo mal. E daí? Acreditar no bem, no que dará certo, no que tem de bom para nós aqui, acreditar na paz, na felicidade, acordar leve e sorrir para o dia e agradecer por estar vivo é tudo de bom. 

Não quero lhe deixar cheio(a) de perguntas, sei que o assunto é profundo e merece mais detalhamentos, mas a essência do que escrevi, sei que entenderá, pois é Divino assim como sou, assim como todos somos, basta nos descontaminarmos e vibrarmos com a nossa essência verdadeira chamada AMOR. (que não é este amor cantado nas músicas sertanejas). 

É o amor sadio, livre, real, que nada teme e quanto menos medo tivermos, maior será nossa convicção e direcionamento para vivermos equilibradamente e, assim, atrairmos situações de mesma sincronicidade.



Postado no site Somos Todos Um