Conta Comigo : Como o pequeno filme se tornou um grande clássico do cinema





Vocês precisam assistir “Conta Comigo”, (Stand By Me) um filme da infância de muitos que nasceram na década de 80. Trata-se de um filme tão singelo que resolvi apresentá-lo a vocês, caso não conheçam, apesar de já ter sido um clássico da Sessão da Tarde e um dos melhores filmes do cinema de todos os tempos. Baseado no conto “O Corpo” do livro “As Quatro Estações” de Stephen King – conto encontrado no capitulo Outono da Inocência – o filme conta a história de quatro garotos onde a única coisa que tem em comum é a amizade.

Mas antes disso, ouçam a edição que criei especialmente para esse artigo com a canção "Stand by Me", originalmente interpretada pelo cantor e compositor americano Ben E. King, e escrita por King, Jerry Leiber e Mike Stoller. A canção foi lançada originalmente em 1961 e reeditada em 1986, como parte da trilha-sonora do filme com o mesmo nome, chamado aqui no Brasil, de "Conta Comigo"






“Conta Comigo” (Stand By Me) é um filme de 1986 dirigido por Rob Reiner que foca na amizade entre quatro garotos, aquela típica amizade de infância: os quatro eram inseparáveis, estavam sempre juntos e atrás de aventuras. Porém, a aventura que viveram no filme foi, com certeza, a maior que eles viveram durante toda a vida!


Baseado, como disse na introdução, no conto “O outono da inocência – O corpo (The Body)” do autor Stephen King, a trama envolve diretamente as recordações do escritor, sendo a sua obra mais pessoal, pois remete à sua fase mais complicada de vida, na qual seu irmão sofreu um acidente de carro. Gordie (Wil Wheaton) é o sensível contador de histórias que sonha em ser escritor, Chris (River Phoenix) é o mais durão que a cidade vê como um futuro criminoso devido histórico de família, Teddy (Corey Feldman) é destemido e tido como louco assim como seu pai e Vern (Jerry O’Connell) é o estereótipo do gordinho covarde dos filme daquela época.



A situação vivida durante essa viagem de dois dias revela profundas descobertas sobre amizade e companheirismo.

Esses quatro carinhas ficam sabendo onde está o corpo de um menino morto no trilho de trem e saem em busca de aventuras, atrás apenas do reconhecimento da cidade sobre esse ato de heroísmo de encontrar o corpo do menino desaparecido.

Porém, não é tão simples assim. Ao longo do caminho, são desafiados, passam por várias aventuras, mas além disso, várias discussões entram em jogo, tornando-se aprendizado para os meninos. Assistindo, podemos perceber que eles discutem sobre o futuro, sobre o fato de os pais de um dos meninos não valorizarem o talento dele e, ao mesmo tempo, discutem sobre coisas de criança, como, por exemplo, quem ganharia na luta Superman vs Supermouse, mostrando, assim, que apesar de estarem em uma época de aprendizado e reflexão, são apenas crianças.



A forma como cada personagem é apresentado é maravilhosa. É mostrado que cada personagem tem seu problema, seja consigo mesmo, em casa ou na escola, além de ser mostrada a excelente química do elenco, a qual entende bem o peso dos seus papeis. De cara somos puxados pra dentro da trama e nos sentimos parte da equipe.

“Conta Comigo” resgata sentimentos da infância: aquela coragem das crianças, a busca por aventura e o confronto com o amadurecimento. Assim, o filme nos deixa com saudade de ser criança e traz lembranças da nossa infância...

A interação entre os personagens é incrível, a trilha sonora é muito boa e a vontade de ser um deles é bem grande. A viagem, que era apenas em busca do cadáver, acaba virando uma viagem ao autoconhecimento de cada um e da amizade de todos eles. 




Sem expectativas, Conta Comigo chegou aos cinemas em agosto de 1986, primeiro em poucas salas e a partir do dia 22 em circuito, arrecadando 52 milhões de dólares e uma indicação ao Oscar de melhor roteiro. O filme também impulsionou a carreira dos quatro garotos, estabeleceu River Phoenix como talento em ascensão e Rob Reiner como diretor, que agradeceu batizando sua produtora de Castle Rock. A produção agradou ainda um crítico em particular. Stephen King, o garoto que foi abandonado pelo pai e se tornou escritor, reconheceu o filme como uma das melhores adaptações de sua obra para as telas.

Curiosidades: 

O conto escrito por King é baseado em um ocorrido de sua infância, quando viu um garoto morto durante um dia que estava voltando da escola.

Por isso o personagem principal é um garoto que sonha em ser escritor.

Ele só encheu o conto de detalhes, quase todos inventados.

Como dizem “Quem conta um CONTO aumenta um ponto”





Conta Comigo está disponível no catálogo da Netflix e é uma das principais influências da série Stranger Things.

Conclusão:


Um filme muito lindo, divertido, excelente para ver com qualquer pessoa e em qualquer lugar, só para lembrar as peraltices praticadas na infância e lembrar os grandes amigos daquela época que muitas vezes não temos mais contato, mas cujos grandes momentos ainda estão em nossa mente, para sempre! Tomara que aprecie... 
Inspiração: https://www.omelete.com.br e resenha-conta-comigo Imagens do Google Imagens.

Vídeo do Canal de Adriana Helena no YouTube e vídeo das locações de Conta Comigo no Vímeo.


















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Ouça a genial homenagem de Edu Krieger a quem votou em Bolsonaro e agora está difícil explicar


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Falando dos escândalos da família Bolsonaro, @EduKrieger fez uma versão genial para o clássico samba “Foi um rio que passou em minha vida”, do grande Paulinho da Viola.

“Se um dia o cidadão for perguntado por que votou em Bolsonaro, será difícil explicar”… “O seu mito na verdade é uma mentira”








Professora brasileira de escola pública pode ser eleita a nº 1 do mundo






ANA LUIZA BASILIO

“Nunca pensei ser capaz de fazer o que consigo hoje”, conta a estudante Ana Luiza Nonato, 13 anos. “Eu me orgulho muito de dois protótipos que criei. Um deles é o jogo Pacman em tabuleiro, a partir do uso de papelão, palito de churrasco, seringas, mangueiras e bolinha de gude. O outro, uma casa com iluminação led feita a partir de programação”, explica.

“Ela nos ensinou a dar novos usos para o lixo, que antes era descartado sem conhecimento. Antes do projeto eu não fazia ideia do que era reciclagem”, complementa Ana Luiza.

A adolescente fala de Débora Garofalo, professora que chegou à Escola Municipal de Ensino Fundamental Almirante Ary Parreiras, em 2013, e iniciou um projeto de robótica a partir do uso de sucata com todos os alunos da unidade. São cerca de 700 no Ensino Fundamental I e II.

Diagnóstico escolar

A iniciativa partiu de uma realidade vivenciada não só pela escola, mas por todo o entorno. A unidade fica localizada na comunidade do Alba, no bairro Cidade Leonor, zona sul de São Paulo. Os moradores tinham por hábito utilizar o córrego da região para fazer descarte irregular de lixo, ocasionado não só enchentes, como problemas de saúde para a população.

“Tomei conhecimento disso conversando com os estudantes”, conta a professora. Daí veio a ideia de iniciar o projeto. “Partimos de aulas públicas para sensibilizar não só os alunos, mas toda a comunidade sobre o problema do descarte irregular e a importância da sustentabilidade a partir do conceito dos 3Rs: reciclar, reutilizar e reduzir”, explica.

Depois disso, a docente e os estudantes começaram a traçar percursos para retirar o lixo reciclável das ruas, tanto sucata quanto eletrônicos e levá-los para dentro das salas de aula. “Começamos a estudar como aqueles materiais poderiam ser transformados com a associação à robótica”. Os alunos fazem uso de linguagem de programação para dar movimento aos seus protótipos, como máquinas e robôs.

Uma vez ao ano, eles também apresentam suas criações em uma feira de tecnologia realizada pela escola. “É o momento em que devolvemos à comunidade o que produzimos e as crianças e adolescentes podem oralizar suas criações”, garante a educadora.

Da escola para o mundo

O projeto extrapolou não só o ambiente escolar, como as fronteiras do País. Débora Garofalo está entre os dez melhores professores do mundo e concorre ao prêmio Global Teacher Prize, que premia com US$ 1 milhão práticas educacionais consideradas inovadoras e com potencial de aplicação em escala. O anúncio do vencedor será feito neste domingo 24, em Dubai.

A professora também é a primeira sul-americana entre os melhores do mundo. “É uma quebra de paradigma importante, pois ainda nutrimos no Brasil a ideia de que tecnologia é coisa para homem e isso decorre de uma desvalorização feminina e consequente desinteresse pela área”, reconhece. Ela também cita a questão da valorização docente: “Vemos muitos homens ganhando, mas a maioria das pessoas que atuam frente às salas de aula são mulheres”, coloca.

Antes mesmo do anúncio do prêmio, a escola Almirante Ary Parreiras já tem o que comemorar.

O coordenador pedagógico Luiz Fernando Machado conta que o envolvimento dos estudantes no projeto mudou a relação deles com a aprendizagem: “Muitos de nossos alunos apresentam problemas de aprendizagem, decorrente também de uma estrutura familiar frágil, que pouco se aproxima da escola. Mas vimos que, quando eles se tornaram autores, viram significado na escola e isso refletiu na melhora até das demais disciplinas”, coloca o educador.

O sentimento é partilhado por Débora. “Vi meninas participando ativamente, uma mudança de comportamento de alunos tidos como indisciplinados, com mais colaboração e empatia, sem contar o retorno à própria escola que virou ponto de reciclagem.”

Alguns números também embasam os resultados: “Recolhemos uma tonelada de materiais recicláveis das ruas, melhoramos a questão dos alagamentos na comunidade, o Ideb escolar passou de 4,2 para 5,2, além de reduzir a questão do trabalho infantil. Eu tinha 30 alunos nessa condição, e reduzimos a evasão em 93%”, afirma Garofalo.

Pela educação pública

Para a docente, concorrer ao prêmio é importante também para reafirmar a importância da educação pública. “Precisamos que toda a sociedade apoie a educação brasileira”, afirma.

Débora entende que colocar o Brasil entre os dez melhores trabalhos do mundo é também refletir sobre um caminho de mudança necessária. “Penso que é preciso introduzir a tecnologia como propulsora da aprendizagem e valorizar as práticas docentes que já são realizadas no chão da escola.”

A professora, no entanto, não descola a discussão do campo das políticas públicas. “Elas precisam dialogar mais com os professores, preverem mudanças na formação inicial e continuada para que os docentes estejam, de fato, preparados para a realidade da escola pública, além de prever a valorização da carreira”, elenca.

Isso se faz prioritário, sobretudo, em um cenário difícil para a educação: “Precisamos atacar de fato questões importantes para a melhoria da educação, como Alfabetização, rever o número de estudantes por sala, investir em tecnologia”. Para ela, muito do que está em pauta é “supérfluo”, caso do Escola sem Partido. “O caminho não é penalizar os professores ou ficar procurando formas de fazê-lo.”