A inovação da solidão


doenças uso internet

“Eu compartilho. Portanto eu existo”. 
Esse é o enfoque da brilhante animação intitulada The Innovation of Loneliness (A Inovação da Solidão, em tradução livre).

Inspirado no livro da psicóloga Sherry Turkle: Alone Together, onde ela analisa como os nossos dispositivos e personalidades on-line estão redefinindo a conexão humana e a comunicação, e nos convida pensar profundamente sobre os novos tipos de conexão que queremos.





Jornal argentino diz o que aqui não querem ver: Libra é o Brasil se afastando dos EUA



Fernando Brito 

Graças à dica no comentário do “Companheiro Luís”, aqui no blog, posso trazer a matéria publicada hoje pelo jornal argentino Pagina 12, assinada por Dario Pignotti, que diz aquilo que a mídia brasileira está vendo também, mas não tem coragem, por seu subalternismo, de publicar.

Diz que, amanhã, o noticiário eletrônico do Wall Street Journal e do Financial Times terão um dia agitado com as notícias sobre o leilão de Libra.

“Mas, debaixo das notícias em tempo real que nos sufocarão nesta segunda-feira, à base de índices de ações e de corretores com seus pontos de vista de curto prazo , encontra-se uma história se passou nos últimos anos , cujo recordar ajuda entender o que está em jogo : um rearranjo de forças na geopolítica do petróleo”.

E qual é a história que Pignotti narra?

Conta que, em julho de 2008, Celso Amorim, nosso ministro das Relações Exteriores, recebeu um telefonema da chefe do Departamento de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, pedindo que fosse recebida sem preocupações a notícia da reativação da Quarta Frota e sua passagem pelo Atlântico Sul. Fazia poucos meses da descoberta, em 2007, de grandes reservas de petróleo nas bacias de Campos e Santos, localizadas nas costas do Rio de Janeiro e de São Paulo.

“Nem o chanceler Amorim, nem seu chefe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acreditaram na retórica suave do George W. Bush. Muito pelo contrário , houve alarme no Palácio do Planalto. Lula , Amorim e a então ministra Dilma Rousseff , que estava emergindo como um candidata presidencial, perceberam que a passagem da Marinha os EUA pela costa carioca seria uma demonstração de poderio militar sobre os mais de 50 bilhões de barris de óleo de boa qualidade guardados a mais de cinco mil metros de profundidade, numa área geológica conhecida como pré- sal”.

Além de ir aos fóruns internacionais, diz o jornal argentino, era pouco o que o Brasil poderia fazer para, de imediato, ”enfrentar a supremacia militar dos Estados Unidos e sua decisão que a Quarta Frota , o braço armado das petroleiras de bandeira americana Exxon e Chevron no Hemisfério, apontasse sua proa para o Sul.”

“Lula e sua conselheira para Energia, Dilma , foram confrontados com um dilema: ou adotar uma saída mexicana - como o atual presidente Enrique Peña Nieto , que mostrou uma vontade de privatizar a Pemex , embora o termo usado seja “modernização” – ou injetar dinheiro para fortalecer a mística nacionalista Petrobras, para tê-la como vetor de uma estratégia para salvaguardar a soberania energética. Finalmente, o governo do Partido dos Trabalhadores ( PT) escolheu o segundo caminho e implementado um conjunto de medidas abrangentes”.

Quais?

“Capitalizou Petrobras para reverter o esvaziamento econômico herdado de (…)Fernando Henrique Cardoso e conseguiu aprovar, no final de 2010 una lei de petróleo “estatizante e intervencionista”,segundo a interpretação dada por políticos neoliberais e o lobby britânico-estadounidense, opinião amplificada por las empresas de noticias locais”.

Além disso, prossegue o Pagina 12, reativou os planos de construção, com os franceses, de um submarino nuclear (“que avançou menos que o previsto”) e pleiteou nas organizações internacionais a extensão da plataforma offshore , a fim de que não se dispute a posse das bacias de petróleo, “além de promover a criação do Conselho de Defesa da Unasul , apoiado pela Argentina e Venezuela e sob a indiferença da Colômbia”. Firmou, também, contratos de financiamento com a China para a Petrobras.

Diz o jornal que, enquanto isso era feito, a National Security Agency americana “roubava informações estratégicas do Ministério de Minas e Energia e diplomatas (dos EUA) em Brasília enviavam telegramas secretos a Washington classificando o chanceler Amorim como diplomata “antiamericano”.

Garante o Pagina 12 que até três meses atrás,surgiram as primeiras notícias das manobras da NSA , a presidente queria evitar a ” radicalização ” da situação , “porque eu acreditava em uma reconciliação com os Estados Unidos, onde ele planejou viajar para uma visita oficial em 23 de outubro” . Mas a posição de Dilma “tornou-se irredutível em setembro ao saber que os espiões haviam violado as comunicações da Petrobras”.

Apenas transcrevo o final da reportagem:

“A decisão de suspender a visita a Washington, apesar de Barack Obama ter renovado pessoalmente seu convite, não não deve ser entendida como um simples gesto , porque suas consequências afetaram decisões vitais.

O fato e não haver petroleiras norte-americana amanhã, no leilão do megacampo de Libra e sim de três poderosas companhias chinesas , dos quais dois são estatais, indica que a colisão diplomática teve um impacto prático.

Fontes próximas ao governo terem deixado conhecer a formação de um consórcio entre a Petrobras e alguma empresa chinesa, revela que a geopolítica petroleira de Brasília se inclina em direção a Pequim, que é também o seu maior parceiro comercial. 

E se isso não fosse o suficiente para descrever a distância estratégica entre o Planalto e a Casa Branca, na semana passada indigesto ( para Washington ), ministro Celso Amorim, agora no comando da Defesa, iniciou conversações com a Rússia para discutir a compra de caças Sukhoi .

Foi apenas uma sondagem , mas se essa compra é formalizada será um revés considerável para a corporação militar – industrial dos EUA imaginado vender caças SuperHornet ao Brasil, durante a visita que Dilma não vai fazer.”

Que povo imaginativo, o argentino, não é?


Parabenizo o Fernando Brito do blog Tijolaço pelos esclarecimentos sobre o leilão de Libra.

O horizonte de Libra, agora, é visível para todos

19 de outubro de 2013 | 20:26
Reproduzo, com muito orgulho, trecho do editorial escrito por Saul Leblon para a Carta Maior sobre o leilão de Libra, com a mesma alegria que vi ser reproduzido aqui o artigo de Paulo Nogueira sobre o quanto é positivo numa parceria entre Brasil e China nesta imensa e desafiadora empreitada de explorar o pré-sal.

Vejo as posições serem tomadas e me comprazo em, agora, ser apenas mais um a proclamar o momento histórico que isso representa para o país.

Seria falso se não dissesse aos amigos que me sinto realizado por ter levantado este tema , talvez sem brilho, mas com pioneirismo. E isso cobra um preço em incompreensões, suspeitas e até, de alguns poucos, injustiças.

Felizmente, a verdade é a realidade e a realidade é uma força que sempre se impõe. Já não há quase “inesperados” mas, salvo se alguns deles reaparecer do além, segunda feira, a esta hora, estaremos comemorando a vitória de nossa grande Petrobras e uma participação fortíssima do Estado Brasileiro nos resultados da exploração daquela jazida imensa.

E então, daqui a um ou dois anos, nossos estaleiros estejam abarrotados de navios, nossas universidades de alunos na área naval e de petróleo, nossas fábricas de encomendas e que nossa gente esteja trabalhando, produzindo, progredindo e tendo acesso a tudo que precisa para viver melhor a cada dia.

Libra não é só petróleo*

Saul Leblon

A mega-reserva do pré-sal, capaz de conter acumulações equivalentes a até 13 bilhões de barris de petróleo e gás, deve ser leiloada na próxima 2ª feira (21). Democratas e nacionalistas sinceros divergem. Petroleiros vão à greve.

Defende-se que a Petrobrás assuma sozinha a tarefa de extrair uma riqueza guardada no fundo do oceano que pode conter até 100 bilhões de barris.

A Petrobras tem o domínio da tecnologia para fazê-lo. É quem foi mais longe nessa expertise em todo o mundo.

Mas não dispõe dos recursos financeiros para acionar esse trunfo na escala e no tempo imperativo. Paradoxalmente, em boa parte, porque cumpriu seu papel de estatal na luta pelo desenvolvimento. Os preços dos combustíveis no Brasil foram congelados pelo governo como instrumento de controle da inflação. Durante anos. Sob protesto da república dos acionistas , cuja pátria é o dividendo. E nada mais.

Secundariamente, o leilão será feito porque o governo necessita também de recursos para mitigar a conta fiscal de 2013. Ademais do peso dos juros no orçamento federal – exaustivamente criticado por Carta Maior – o Estado, de fato, realizou pesados dispêndios este ano e nos anteriores.

Em ações contracíclicas para impedir a internalização da crise mundial no Brasil. O conservadorismo reprova acidamente essas escolhas. Solertes entreguistas, súbito, pintam-se de verde-amarelo em defesa da estatal criada por Vargas. A emissão conservadora alveja o que chama de ‘ uso político da Petrobras e da receita pública’ para financiar ‘ações populistas’ , que não corrigem as questões estruturais do país. A alternativa martelada é a ‘purga’ saneadora.

Contra a inflação, choque de juros (muito superior ao que se assiste). Contra o desequilíbrio fiscal, cortes impiedosos na ‘gastança’. Qual? Qualquer gasto público destinado a fomentar o desenvolvimento, financiar a demanda, reduzir a pobreza e combater a desigualdade. O ponto é: sem agir a contrapelo dos interditos conservadores, desde 2008, o Brasil teria hoje um governo progressista?
Subsistiria ao cerco de 2010 contra Lula e Dilma? Ou da terra ‘semeada’ pela recessão e o desemprego emergiria a colheita devastadora? José Serra, que, ato contínuo, reverteria a regulação soberana do pré-sal, como, aliás, prometera à Chevron. O governo fez a escolha oposta. O resto é a história dos dias que correm.

Ao decidir pelo leilão de Libra está dobrando a aposta. Qual seja: mais importante que adiar Libra para um futuro de hipotética autossuficiência exploratória, é aceitar a participação de terceiros, mas preservar e colher, antes, o essencial. O essencial são os impulsos industrializantes embutidos na regulação soberana das maiores reservas descobertas neste século em todo o planeta.

Um exemplo resume todos os demais. O Brasil hospeda a maior concentração de plataformas submarinas do mundo. Uma em cada cinco unidades existentes está a serviço da Petrobrás. Em dez anos, essa proporção vai dobrar. Assim como dobra a produção prevista de petróleo em sete anos: dos atuais 2 milhões de barris/dia para 4,5 milhões b/d.

Entre uma ponta e outra repousa a chance de a industrialização brasileira engatar um salto tecnológico e de escala, ancorado nas encomendas e encadeamentos do pré-sal. Emprego, produtividade, salários e direitos sociais estão em jogo nesse salto. A convergência sonhada entre a democracia política, a democracia social e a democracia econômica depende, em parte, do êxito desse aggiornamento industrializante da economia brasileira.

O leilão do dia 21 é um pedaço dessa aposta. Que tem a torcida adversa daqueles que não enxergam nenhuma outra urgência no horizonte do desenvolvimento brasileiro, em plena agonia da ordem neoliberal. Exceto recitar mantras do defunto. Na esperança de ganhar tempo para que o desalento faça o serviço sujo: desmoralizar a política e interceptar o salto histórico do discernimento social brasileiro.

Uma retração econômica redentora cuidaria do resto, injetando disciplina nas contas fiscais e ordem no xadrez político. Para, enfim, providenciar aquilo que as urnas sonegam: devolver a hegemonia do país a quem sabe dar ao ‘progresso’ o sentido excludente e genuflexo que ele sempre teve por aqui.

* Trecho. Aqui, na íntegra.

Por: Fernando Brito 
LINK COM A POSTAGEM DO TIJOLAÇO: http://tijolaco.com.br/index.php/o-horizonte-de-libra-agora-e-visivel-para-todos/


Postado no blog  ContrapontoPig  e no blog Tijolaço em 20/10/2013

Sorrir faz bem !






Pegadinha assustadora feita pra divulgar filme faz sucesso na internet





Vicente Carvalho 

Mais do que publicidade, os vídeos de divulgação de qualquer coisa atualmente tem que ser “dignos” do nosso compartilhamento. 

É o que acontece com a nova pegadinha feita para divulgar o remake do filme “Carrie, a Estranha”.

Uma garota com longos cabelos cacheados, é acidentalmente incomodada por um homem desastrado que derramou café em cima dela. Esse acidente foi o suficiente para ela ter uma ‘ataque telecinético’, “erguendo” o homem contra a parede apenas com o pensamento, afastando mesas (essa parte é sensacional) e derrubando livros e quadros.

O resultado são pessoas assustadas e impressionadas com o “poder” sobrenatural da garota, se mostrando uma produção impecável, que dá a impressão que ela mesma movimenta as mesas e arremessa livros com a força do pensamento. 

A ação foi feita pela Sony, para causar um burburinho para o lançamento do filme “Carrie, a Estranha”, que nos EUA estreia próximo do Halloween, mas aqui no Brasil só chega no dia 15 de Novembro.


Se a intenção era viralizar, deu certo, até o momento foram quase 10 milhões de views. A Sony já tinha feito uma ação com a mesma pegada, para divulgar o filme “O Último Exorcismo – Parte II”, pra quem não lembra ou não viu, vai o vídeo abaixo:



Postado no site Hypeness em 09/10/2013

Rifa-se um coração



Ricardo Labatt


Rifa-se um coração quase novo. Um coração idealista.

Um coração como poucos. Um coração à moda antiga.

Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.

Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e cultivar ilusões.

Um pouco inconsequente que nunca desiste de acreditar nas pessoas.

Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu... "não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero...".

Um idealista... Um verdadeiro sonhador...

Rifa-se um coração que nunca aprende. Que não endurece e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural.

Um coração insensato que comanda o racional, sendo louco o suficiente para se apaixonar.

Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.

Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros. Esse coração que erra, briga, se expõe. 

Perde o juízo por completo em nome das causas e paixões. 

Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos.

Este coração tantas vezes incompreendido. Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo.

Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.

Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.

Um órgão abestado, indicado apenas para quem quer viver intensamente e contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.

Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.

Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas:

"- O senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer."

Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo. Um órgão mais fiel ao seu dono. 

Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga. Um coração que não seja tão inconsequente.

Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree. Um simples coração humano. Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar.

Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta.


O trabalho que a vida dá



Maísa Intelisano 

Quem deseja milagres espera sempre progredir através deles e, se os pede em orações e pensamentos, é porque deseja realmente alcançar alguma coisa melhor. 

Na verdade, todos nós aprendemos, desde cedo, que progredir é uma necessidade, uma obrigação, e que milagres não acontecem. 

No entanto, nós nunca nos interessamos em perguntar o porquê de progredir, a cada minuto, em toda as atividades a que nos dedicamos, com toda a energia, como se isso fosse um instinto, um chamamento... 

Todos nós buscamos, ainda que inconscientemente, o progresso e, no fundo, o milagre também, em nosso caminho. Mas será que trabalhamos o suficiente para isso? 

Será suficiente apenas a nossa esperança em dias melhores para trazer a felicidade e a harmonia ao nosso lar? 

Será bastante unicamente a nossa fé sincera para conduzir-nos, em espírito, à luz e à paz? 

Será eficiente somente a nossa prece sentida para curar e restabelecer o ente querido ferido ou adoentado? 

Será possível conseguirmos que os outros acreditem em nossas boas intenções apenas por nossas palavras? 

Será que o dinheiro cairia do céu se nos puséssemos a acreditar nisso fielmente e passássemos a pedi-lo e esperar por ele 24 horas por dia? 

Sinceramente, acredito que não, pois os milagres vêm como resposta e reflexo do nosso esforço sincero e dedicado nas tarefas que nos são destinadas e às quais nos entregamos. 

Só aprendemos se nos damos ao trabalho de estudar. Só nos curamos se nos damos ao trabalho de nos tratar. Só conquistamos a confiança de alguém se nos damos ao trabalho de agir corretamente com ele, demonstrando o quão confiáveis somos. Só crescemos se nos damos ao trabalho de nascer. E só renascemos porque almejamos, ardorosamente, o progresso de nós mesmos. 

Eis o milagre! A vida é um constante trabalho de progresso e evolução, e isso, por si só, já é um milagre! 

Somos todos nós milagres divinos e para que estes milagres não se tornem estáticos e percam sua beleza é preciso que todos nós busquemos a melhora interior, a reforma íntima, o crescimento espiritual... 

Tudo e todos progridem a todo instante mesmo quando não querem e, para isso, tudo e todos trabalham continuamente, mesmo que não percebam. 

Mas não seria melhor trabalharmos conscientemente no sentido de alcançarmos o que desejamos? 

Os milagres podem acontecer a cada passo de nossa vida se nos propusermos a usar toda a nossa capacidade no serviço construtivo. 

Por isso, se quisermos progredir efetivamente, devemos sempre nos dar ao trabalho de viver intensamente, com todas as energias, sem medo, sem preguiça, com muita fé, alegria, esperança e amor pela vida e pelo trabalho que ela nos dá. 

Postado no site Somos Todos Um

Cara feia pra mim, é falta de maquiagem



Patrícia Larrothiere

Muitas vezes ao olharmos para as capas de revista ou para a telinha da TV pensamos: “ah como eu quera ter essa pele, esse cabelo, esse rosto bonito” não é verdade? 

Mas, nem sempre paramos pra pensar que talvez se não fosse a maquiagem ou o excesso de photoshop, as famosas nem seriam tão lindas assim, você concorda?

Ninguém é tão perfeito quanto a mídia tenta mostrar! Tudo bem, algumas até que são, mas, 98% são normais igual a gente.

Acredite, você não é feia, pode está apenas precisando de um bom maquiador ou de um curso de auto maquiagem para se sentir mais bonita, quer ver só?

As fotos abaixo vão provar que eu estou falando a mais pura verdade. Elas mostram mulheres famosas de cara limpa e super maquiadas, vejam só a diferença que uma maquiagem faz na vida de uma pessoa.



Viu só quanta diferença?
 Agora me diga se você também não pode ficar linda desse jeito?
Claro que pode menina, nós somos lindas!
Viva a maquiagem!

Postado no blog Antenadas da Paty em 17/10/2013


Novidade nas academias é o treinamento funcional




Pede pra sair !  R7 vai à academia e testa nova aula que exige força, resistência e muito fôlego, trabalha os músculos em circuito de 50 minutos.


Quando recebi o convite para testar uma aula de treinamento funcional, pensei logo que só podia ser piada. Afinal, sou sedentária de carteirinha, daquelas que não passam na porta de uma academia há cinco décadas. O máximo de exercício que faço no meu dia a dia é carregar meu filho de um lado para o outro, e subir as três escadas do meu prédio sem elevador. Não tenho fôlego nem força, e meu braço já começa a dar sinais de não poder mais dar tchauzinho.Ainda assim, aceitei o desafio e, mesmo temendo ter um piripaque, encarei todo o circuito, que exige resistência e força de vontade. Confira agora como foiTexto e apuração: Marcella Franco, do R7 
Quando recebi o convite para testar uma aula de treinamento funcional, pensei logo que só podia ser piada. Afinal, sou sedentária de carteirinha, daquelas que não passam na porta de uma academia há cinco décadas. O máximo de exercício que faço no meu dia a dia é carregar meu filho de um lado para o outro, e subir as três escadas do meu prédio sem elevador. Não tenho fôlego nem força, e meu braço já começa a dar sinais de não poder mais dar tchauzinho.

Ainda assim, aceitei o desafio e, mesmo temendo ter um piripaque, encarei todo o circuito, que exige resistência e força de vontade. Confira agora como foi.


O primeiro passo do circuito é o aquecimento, e o aluno pode escolher entre a esteira e a bicicleta ergométrica. Optei pela segunda alternativa, por estar mais acostumada a pedalar do que a correr. Foram cinco minutos em ritmo acelerado, em um aparelho que mede separadamente o esforço que cada perna está fazendo. O objetivo é igualar as duas, para trabalhar igualmente ambos os lados 
O primeiro passo do circuito é o aquecimento, e o aluno pode escolher entre a esteira e a bicicleta ergométrica. Optei pela segunda alternativa, por estar mais acostumada a pedalar do que a correr. Foram cinco minutos em ritmo acelerado, em um aparelho que mede separadamente o esforço que cada perna está fazendo. O objetivo é igualar as duas, para trabalhar igualmente ambos os lados.


Parecia tudo muito fácil e eu já estava quase me achando uma atleta. Foi quando os exercícios começaram de verdade.O professor André Trombini, da academia Bodytech, estendeu uma escada de agilidade no chão, equipamento que trabalha o aquecimento e a coordenação. A tarefa dessa vez é correr colocando um pé em cada espaço, mantendo a postura correta, com os braços dobrados e bem alinhados ao tronco
Parecia tudo muito fácil e eu já estava quase me achando uma atleta. Foi quando os exercícios começaram de verdade.
O professor André Trombini, da academia Bodytech, estendeu uma escada de agilidade no chão, equipamento que trabalha o aquecimento e a coordenação. A tarefa dessa vez é correr colocando um pé em cada espaço, mantendo a postura correta, com os braços dobrados e bem alinhados ao tronco.


Ao final da escada, o aluno precisa fazer uma prancha, que serve para fortalecer o CORE e ativar a musculatura que será usada no treino. No treinamento funcional, todas as séries obedecem sempre a uma sequência que incluiu um exercício moderado, um leve e um descanso que, no meu caso, como iniciante, era de 60 segundos.Para quem não está acostumado com exercícios, a prancha é um tanto incômoda, porque exige força na região abdominal e postura alinhada, com o pescoço reto para a frente. São alguns bons segundos segurando a posição, para, em seguida, voltar à escada de agilidade
Ao final da escada, o aluno precisa fazer uma prancha, que serve para fortalecer o CORE e ativar a musculatura que será usada no treino. No treinamento funcional, todas as séries obedecem sempre a uma sequência que incluiu um exercício moderado, um leve e um descanso que, no meu caso, como iniciante, era de 60 segundos.
Para quem não está acostumado com exercícios, a prancha é um tanto incômoda, porque exige força na região abdominal e postura alinhada, com o pescoço reto para a frente. São alguns bons segundos segurando a posição, para, em seguida, voltar à escada de agilidade.


A segunda série é o treinamento suspenso, em um aparelho chamado TRX. Nesta parte, trabalhamos as costas e os braços. Quanto mais o aluno ficar inclinado com as pernas para a frente, mais força se faz, e é aí que o bicho pega para os sedentários
A segunda série é o treinamento suspenso, em um aparelho chamado TRX. Nesta parte, trabalhamos as costas e os braços. Quanto mais o aluno ficar inclinado com as pernas para a frente, mais força se faz, e é aí que o bicho pega para os sedentários.


Junto com o TRX, a série traz um exercício de equilíbrio, em que é preciso ficar com uma das pernas levantada e dobrada por 40 segundos. Depois disso, descanso de um minuto para recuperar o corpo
Junto com o TRX, a série traz um exercício de equilíbrio, em que é preciso ficar com uma das pernas levantada e dobrada por 40 segundos. Depois disso, descanso de um minuto para recuperar o corpo.


Para trabalhar a resistência dos braços, André escolhe as cordas. Na foto não é possível ver, mas elas são pesadas e, como o objetivo é batê-las no chão fazendo-as serpentear para cima e para baixo, é preciso fazer bastante força.'Aqui também é preciso manter a postura correta, e isso ajuda no fortalecimento do abdome', explica o professor
Para trabalhar a resistência dos braços, André escolhe as cordas. Na foto não é possível ver, mas elas são pesadas e, como o objetivo é batê-las no chão fazendo-as serpentear para cima e para baixo, é preciso fazer bastante força.
"Aqui também é preciso manter a postura correta, e isso ajuda no fortalecimento do abdome", explica o professor.


A sequência também tem um agachamento feito com uma bola daquelas de pilates, vendida em qualquer loja de materiais esportivos. Isso é legal porque dá para repetir em casa e fortalecer os membros inferiores, coxas e glúteos.O bumbum tem que descer retinho, para não prejudicar a coluna. Encoste a bola em uma parede, se apoie nela e vá descendo como se fosse se sentar em uma cadeira
A sequência também tem um agachamento feito com uma bola daquelas de pilates, vendida em qualquer loja de materiais esportivos. Isso é legal porque dá para repetir em casa e fortalecer os membros inferiores, coxas e glúteos.
O bumbum tem que descer retinho, para não prejudicar a coluna. Encoste a bola em uma parede, se apoie nela e vá descendo como se fosse se sentar em uma cadeira.


As coisas começaram a ficar mais complicadas: eu precisava fazer abdominais. Comecei a rir de nervoso, e concentrei a força na barriga, para não machucar o pescoço
As coisas começaram a ficar mais complicadas: eu precisava fazer abdominais. Comecei a rir de nervoso, e concentrei a força na barriga, para não machucar o pescoço.


Para trabalhar os glúteos, agora tiro o bumbum do chão. Como senti que o exercício ainda estava leve, André orientou então que eu levantasse a perna, para trabalhar a parte de trás dela.— Este é um dos melhores exercícios para as mulheres, porque mexe com um dos lugares em que se acumula muita gordura localizada
Para trabalhar os glúteos, agora tiro o bumbum do chão. Como senti que o exercício ainda estava leve, André orientou então que eu levantasse a perna, para trabalhar a parte de trás dela.
 Este é um dos melhores exercícios para as mulheres, porque mexe com um dos lugares em que se acumula muita gordura localizada.


É hora de trabalhar o peitoral — e eu, como o recruta 02, quase peço para sair.O mais difícil aqui é segurar nas argolas e fazer com que os braços não se abram, porque todo o peso do corpo está apoiado neles. Para quem quer repetir o exercício em casa e não tem um aparelho, André dá uma alternativa
É hora de trabalhar o peitoral  e eu, como o recruta 02, quase peço para sair.
O mais difícil aqui é segurar nas argolas e fazer com que os braços não se abram, porque todo o peso do corpo está apoiado neles. Para quem quer repetir o exercício em casa e não tem um aparelho, André dá uma alternativa.


Apoiando as mãos no chão, o trabalho é exatamente o mesmo, fortalecendo os músculos dos braços e peito.Como tenho tendinite no pulso direito, senti muita dor ao dobrá-lo e me apoiar sobre ele. André, então, sugeriu que utilizássemos os aparelhos que aparecem na foto de abertura da matéria. Com eles, os pulsos ficam retos  
Apoiando as mãos no chão, o trabalho é exatamente o mesmo, fortalecendo os músculos dos braços e peito.
Como tenho tendinite no pulso direito, senti muita dor ao dobrá-lo e me apoiar sobre ele. André, então, sugeriu que utilizássemos os aparelhos que aparecem na foto de abertura da matéria. Com eles, os pulsos ficam retos. 


Junto com o peitoral há a corridinha apoiada no banco — que, em casa, pode ser feita com a ajuda de uma cadeira.A ideia é treinar a agilidade. É preciso tirar bem os pés do chão e levantar os joelhos no alto, encostando nas mãos do professor
Junto com o peitoral há a corridinha apoiada no banco  que, em casa, pode ser feita com a ajuda de uma cadeira.
A ideia é treinar a agilidade. É preciso tirar bem os pés do chão e levantar os joelhos no alto, encostando nas mãos do professor.


Ao final de tudo, o professor passa uma sessão de alongamento, para relaxar os músculos
Ao final de tudo, o professor passa uma sessão de alongamento, para relaxar os músculos..


Cheguei inteira ao final do treino, achando bacana principalmente o fato de ter malhado o corpo todo sem precisar dos aparelhos de musculação comuns, que muitas vezes podem ser repetitivos e um tanto chatos. No dia seguinte, fiquei com a barriga e os braços doloridos, e descobri que tinha músculos que nem fazia ideia que existiam. Segundo o professor, as regiões que incomodam depois do treino são justamente aquelas que não usamos com frequência.Eu, que tenho pouco tempo durante a semana e uma certa preguiça de puxar ferro, adotaria facilmente o treinamento funcional como atividade física regular. Viraria uma mulher malhada, e finalmente entraria para a elite das pessoas dispostas e saudáveis. Afinal, quem foi que disse que 'nunca serão'?
Cheguei inteira ao final do treino, achando bacana principalmente o fato de ter malhado o corpo todo sem precisar dos aparelhos de musculação comuns, que muitas vezes podem ser repetitivos e um tanto chatos. No dia seguinte, fiquei com a barriga e os braços doloridos, e descobri que tinha músculos que nem fazia ideia que existiam. Segundo o professor, as regiões que incomodam depois do treino são justamente aquelas que não usamos com frequência.

Eu, que tenho pouco tempo durante a semana e uma certa preguiça de puxar ferro, adotaria facilmente o treinamento funcional como atividade física regular. Viraria uma mulher malhada, e finalmente entraria para a elite das pessoas dispostas e saudáveis.


Texto e apuração: Marcella Franco, do R7 

Postado no Portal R7 em 15/10/2013


Por que sinto um vazio insuportável?



Silvia Malamud

O drama da nossa atualidade vai se revelando na medida em que percebemos as nossas identidades em colapso.

Não existem fronteiras delineando o território individual. O self está ameaçado em sua veracidade e muitos de nós temos a nítida impressão de que é apenas uma farsa e, pior, que lá dentro é vazio... Será?

Por outro lado, outros se encontram em pânico, receando fragmentar o próprio eu e a noção que tem de si mesmos.

A necessidade do imediatismo para praticamente tudo na vida, somada à busca de performances perfeitas, são os principais responsáveis disparadores desse tipo de ansiedade, estresse e da cada vez mais conhecida insuportável sensação de vazio em nossa atualidade.

Reprocessar instantaneamente tudo o que acontece fora e dentro de nós, num tempo onde tudo se passa de modo tão inevitavelmente dinâmico, dificulta o encontro de caminhos para que possamos nos entender e nos aprofundarmos em conhecimentos mais significativos acerca de nós mesmos.

Como conseqüência dessa rapidez, toda sorte de desestabilização emocional emerge.

Estamos na era dos supérfluos, onde acontecimentos e mais acontecimentos se sobrepõem uns aos outros em meio à urgência incontrolável. 

O mal-estar do vazio existencial explode quando notamos que o nosso eu não está mais em seu reinado absoluto e sim dividido e subdividido em suas extensões com pessoas e com coisas de significados mundanos.

E o paradoxo maior ocorre quando se percebe a autonomia do próprio eu perdendo-se de si mesmo, muito embora o marketing atual seja o da apologia do eu. 

Enquanto que o nosso eu real, ou ser essencial, prima por se transformar e por se criar constantemente num diálogo contínuo com o mundo exterior e com as possibilidades oferecidas por este, o confronto exaustivo com as rápidas dinâmicas da realidade, gradativamente, vão minando a validade do eu real, gerando angústia inominável e a falta de sentido na vida. 

Neste árido espaço de manifestação dos reais propósitos da alma, em meio às folhas secas, crescem sentimentos de inadequação, posto que as importantes etapas, que se referem à construção de toda possibilidade de altivez humana, ficam impedidas de serem experienciadas.

Na era do vazio, o norte passa a ser a competição, a conquista e o culto a si mesmo (narcisismo).

Ao mesmo tempo em que existe respeito às diferenças, sinceridade esfuziante, comunicação em demasia, há uma tendência do humano de não mais conversar consigo mesmo. 

Parece que a situação se repete em diferentes etapas históricas de nossa civilização, mas não é bem assim.

Primeiro existe um processo de personalização e de interação com o meio ambiente.

Depois a busca do si mesmo. Seria bom se os dois caminhassem sempre juntos e não dissociados, a ponto de levar a crises existenciais avassaladoras como as de identidade, que são a evidência dessa era.

Esta crise tem a ver exatamente com o nosso século e com todas as vicissitudes implicadas, tem a ver com as nossas origens não vistas, não visitadas, tem a ver com a impaciência que temos com nós mesmos em relação ao cumprimento das etapas, em relação a tudo que leva algum período de tempo, enfim, a tudo que significa processo. 

Historicidade e compreensão aquecem, preenchem e oferecem sentido à própria vida. Somente a partir disso que se torna possível se reinventar. 

O vazio grita nos ouvidos e perturba profundamente, mas funciona como um alerta para a alma mostrar o quanto estamos distantes de nós mesmos vivendo como autômatos. Sensação muitas vezes enlouquecedora.

Estamos na era do jogo da aparência, do que se vende ao outro e do que fica bonito.

Por mais incrível que possa parecer, o culto à felicidade também pode levar ao vazio; corremos o risco de nos tornarmos apenas e tão-somente figuras sem fundo, totalmente previsíveis. Autômatos em massa facilmente manipuláveis.

Nas origens do passado, existem símbolos que compõem nosso psiquismo e que jamais deveriam ser esquecidos ou negados.

Neles constam a nossa história, a experiência de gerações, a sensação de segurança na estruturação linear que envolve o passado, o presente e que cria possibilidades de futuro. Não partimos do nada e o que inventamos sempre é baseado em algo anterior.

Vejo muitos dos meus pacientes virem ao meu consultório com terríveis angústias, sobrevivendo em meio a grandes dificuldades, atolados na sensação do vazio, da falta de sentido da vida.

Por estarmos na era do narcisismo, fica difícil nomear sentimentos, portanto, a queixa maior fica por conta dessas sensações de vazio interior, de absurdo da vida, de desconexão de tudo com tudo num mundo repleto de conexão, virtual.

Estamos na época do espetáculo, tudo tem que ser fantástico e se não for, não nos toca.

Ao mesmo tempo em que não há mais espaço para sentimentalismos ou para se perceber, parece que o palco agora é outro e a busca é de se experimentar algo cada vez mais forte para, quem sabe, a vida real ser finalmente sentida.

E para fugir deste imenso naufrágio, muitos vivem no risco. Dentro deste cenário de busca frenética, da sensação de se sentir vivo e distante do insuportável sentimento do vazio, fica valendo o sexo pelo sexo, o culto à violência e a busca das sensações alucinadas provocadas por drogas, álcool etc..

Neste sentido referido, embora ainda se queira relacionamentos afetivos, a informação de comando é a do terror de se ter uma relação estável em que algo se constrói.

O continuísmo da relação pode oferecer a sensação de que tudo está parado e que a velocidade, acostumada e identificada como aspecto de si mesmo, fica ameaçada de se perder como referência.

O medo se instala, a solidão e o desespero novamente imperam e mesmo que acompanhado, sente-se o vazio.

E você? Já notou se está programado para não sentir e, sim, para agir?

O problema é que o nosso sistema é imensamente mais complexo e profundo do que isso.

Se você se encontra permeado pelos sentimentos de vazio, mal-estar e falta de sentido, leve-se a sério, pare e reveja-se.

Se for tocado, busque ajuda, reconheça-se e exista naquilo que de verdade o preenche.

Postado no site Somos Todos Um