Brechó Virtual, vocês conhecem?

Já se foi o tempo em que bazar /brechó era visto de forma negativa por algumas pessoas . Hoje em dia, vender coisas que você não usa mais, mas que ainda pode servir para alguém, tornou-se algo divertido e econômico. E a prova de que esse preconceito contra os brechós está mudando, vem sendo bastante visto nos meios virtuais. Sites ou grupos do Facebook estão criando brechós online, onde diversas pessoas podem vender e comprar produtos, que podem ser novos ou usados. Super legal gente!!!!





E lógico que eu não ia perder a oportunidade de entrar nessa neh ?!! Afinal, a ideia surgiu justamente por que minhas amigas só viviam mandando eu fazer um brechó pra vender minhas coisas kkkkk. Então criei junto com minha amiga Nayara Travassos o Bazar/Brechó *Garage Sale, que em apenas dois dias, já possui 794 membros, fiquei passada com tanta gente em tão pouco tempo!!!


E para fazer parte do grupo basta entra nesse link do facebook e pronto, vocês já poderão vender e comprar o que quiserem e ainda conhecer um monte de gente diferente!!!






Postado no Blog Antenadas em 14/04/2012



Um vídeo que anda incomodando os políticos mexicanos e...


...deveria incomodar muitos políticos brasileiros, também! O povo deve dar respostas a certos parlamentares, já!




O pit bull, o fumante e a incapacidade de trair



“La nave va”. O Titanic continua afundando. Tem tsunami devastando mundos. E seis partidos brasileiros tomando banho de Cachoeira. Corrupção braba. No meio dessa tormenta, Porto Alegre lidera em obesos e fumantes. Na mesma torrente, estudantes universitários lutam contra a ignorância e o preconceito em relação à raça pitbull, depois da execução de uma cadela por um vigilante. Tudo se interliga, do voo da borboleta ao rosnado do cão. O mundo está mudando. Há mais amor pelos bichos. Uma nova e pulsante sensibilidade se faz sentir criando uma atmosfera de compreensão dos direitos das outras espécies.
Há mais saber.
Mais delírio também.
Ter medo de pit bull, mais uma dessas raças inventadas para atender ao gosto de certa clientela, virou, segundo os defensores do bicho, sinal de estupidez. O fumante contumaz é um pit bull. Um perigo ambulante. Pode ser dócil e atencioso.
Ou ignorante e preconceituoso com velhinhas.
Não pode, contudo, negar o seu DNA.
De repente, estraçalha alguém na maior. O fumante é um perigo, antes de tudo, para si mesmo.
Nada mais triste do que um homem no fim da vida dependente do cigarro. Ele mente, esconde-se, fuma, escarra e humilha-se. As mulheres ainda fumam muito. A gente vê na rua meninas com ar de vampiro sugando esses palitos hediondos. Comprei, há muito anos, na França, de um brasileiro fumante, a enciclopédia Universalis. Esse negócio de enciclopédia em papel acabou.
O cheiro de cigarro nos livros permanece. Nem dá para consultar. Pior do que o fumante bravateiro, que faz qualquer coisa por sua dose de fedor, é o ex-fumante pitbull, convertido à missão de ser o mais puro dos homens. Recebi muitos e-mails e comentários no meu blog com as clássicas afirmações comparando homens e cães: melhor um cachorro amigo do que certos homens.
Cães não traem. Compreendi que muitas pessoas admiram justamente a menor complexidade afetiva dos cães, a chamada fidelidade canina ao dono. A inferioridade do cão está no fato de que ele não pode trair.
Não pode mudar de sentimento em relação ao dono. Assim como o computador não pode blefar.
A perfeição do homem está também na sua imperfeição. Não se pode adestrá-lo para sempre. Salvo os fumantes incorrigíveis. O fumante é um pitbull domesticado pela nicotina. A falta dela, porém, pode despertar a sua fúria natural. Admiro essa onda de amor pelos animais. Mas desconfio de qualquer pessoa que prefira animais a seres humanos.
O pior dos seres humanos atrai mais a minha empatia que o melhor dos animais. Por ser homem. Sou antropocêntrico.
Mas gosto de animais. Odeio que alguém os maltrate. Tive muitos. Até um cachorro, o Lobo.
Algo me diz, no entanto, que na paixão atual de muitos pelos animais se esconde um sentimento egoísta, um horror à complexidade humana, um desejo de tratar carinhosamente como objeto vivo um ser que não proteste, não conteste e esteja sempre pronto a abanar o rabo para o dono. Preconceito meu? Deve ser. Sou humano. A minha dúvida mais cruel é: prefiro o fumante inveterado ou o pitbull? Se for um fumante cheio de arrogância, defendendo o indefensável, fico com o pitbull. Agora, entre nós, por que mesmo alguém precisa ter um pitbull? Por que mesmo alguém precisa fumar?
Não sei. Sou simplista. La nave…

Postado no Blog Juremir Machado da Silva no Jornal Correio do Povo em 11/04/2012


A mídia, a direita mafiosa e os bancos




Por Altamiro Borges



Dois episódios explosivos e recentes confirmam a velha tese do intelectual italiano Antonio Gramsci de que a imprensa se tornou o principal partido do capital e da direita no capitalismo. No escândalo que desmascarou Demóstenes Torres, não há mais dúvida de que setores da mídia se articularam com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira para interferir nos rumos políticos do país. Já no episódio da redução dos juros do BB e CEF, ficou explícita a postura da mídia em defesa dos interesses dos banqueiros.


Com a instalação da CPI do Cachoeira, a ligação da revista Veja com o crime organizado poderá ser escancarada. Até agora, apesar das desculpas, a publicação direitista não conseguiu explicar os mais de 200 telefonemas entre Cachoeira e o seu editor, Policarpo Jr. O deputado Fernando Ferro (PT-PE) já anunciou que convocará o dono da revista, Roberto Civita, para depor na CPI. Caso isto ocorra, ele terá que explicar quais os interesses ligavam a revista ao mafioso e o que foi armado pelo “editor informal” da Veja. 



Outros dois veículos. Quais?



Mas não é apenas o Grupo Abril que está na berlinda. A própria colunista da Folha, Mônica Bergamo, dá uma informação hoje (14) que deve apavorar os barões da mídia. “Além de um jornalista da revista ‘Veja’, profissionais de pelo menos outros dois veículos de imprensa aparecem nos grampos da Operação Monte Carlo. Ou conversam com os arapongas ligados a Carlinhos Cachoeira ou são citados por eles. Os agentes eram fontes de informação de diversos jornalistas de Brasília”.


Isto explica porque os impérios midiáticos estão tão preocupados com os desdobramentos da CPI. Num primeiro momento, eles tentaram abafar o caso, criando uma blindagem em torno do demo Demóstenes Torres e do governador tucano Marconi Perillo. As capas da Veja das três últimas semanas foram patéticas. Agora, a velha mídia resolveu ligar o ventilador no esgoto, procurando vender a imagem de que todos os partidos estariam envolvidos com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. O desespero é grande!

Porta-voz dos banqueiros

Já o caso da redução dos juros no Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, a postura da mídia rentista foi emblemática. Se no episódio Demóstenes/Cachoeira ela tentou negar seus vínculos com o crime organizado, neste debate estratégico sobre os rumos da economia a mídia não escondeu sua ligação umbilical com os poderosos banqueiros. Além dos motivos econômicos – principais anunciantes da imprensa –, existem os motivos políticos, ideológicos, da defesa do rentismo e da negação do papel do Estado.

A mídia assumiu abertamente o papel de porta-voz do capital financeiro. Ela espalhou notícias terroristas sobre os riscos da queda dos juros e criticou asperamente o governo Dilma Rousseff por sua postura mais ativa e indutora na economia. O ministro Guido Mantega virou o principal alvo da artilharia midiática. Os vínculos da mídia com os ambiciosos banqueiros, detestados pela sociedade, deveriam ser mais amplificados. Eles revelam qual é o verdadeiro caráter da ditadura midiática!

Postado no Blog Contraponto PIG em 14/04/2012

" Blogueiros incomodam a mídia "



CE e GO: blogueiros incomodam a mídia







Por Altamiro Borges



Neste final de semana ocorrem dois encontros estaduais de blogueiros: no Ceará e em Goiás. Os eventos devem reunir centenas de ativistas digitais e lutadores sociais, que tem como ponto de unidade a luta pela democratização da comunicação no Brasil. Isto explica porque a velha mídia está tão incomodada. Nos últimos dias, Veja e Folha destilaram o seu veneno contra estas iniciativas.


No caso da Veja, que até agora não explicou direito a sua intima relação com a máfia de Carlinhos Cachoeira, os ataques partiram do blogueiro oficial da publicação, conhecido por sua agressividade doentia. Já a Folha publicou hoje (14) uma “reporcagem” que nada informa sobre a rica programação do Webfor, no Ceará. O seu único objetivo é estigmatizar o encontro estadual.

A histeria conservadora

Segundo o título da matéria, “evento com patrocínio do governo debate regulamentação da mídia”. No destaque, mais veneno: “Fórum vai discutir 'papel da mídia contra interesses da nação'”. Para a mídia patronal, só mesmo os empresários devem ter apoio oficial para realizar seus eventos – a maioria deles, em defesa de seus interesses mesquinhos contra os anseios da sociedade.


Ilustração do Contraponto PIG




A gritaria da velha mídia contra a blogosfera é compreensível. Além de perder o monopólio da palavra, com a explosão dos blogs e das redes sociais, os barões da mídia vivem uma crise do seu modelo de negócios – com a queda das tiragens dos jornalões e a redução da audiência das tevês. Daí a histeria conservadora, que não deve assustar o jovem e pulsante movimento da blogosfera.


Postado no Blog Contraponto PIG em 14/04/2012

Veja e a cortina de fumaça da mídia



Depois de sete capas ignorando o escândalo de um senador da república usar o senado para ser o homem das falcatruas de um ‘empresário de jogos ilegais’ e que usou da imprensa como bem quis contra seus desafetos políticos, Veja passa o seguinte recibo:





O nível de cara de peroba da Veja é sempre surpreendente
Postado no Blog Maria Fro em 14/004/2012

Vozes da nova geração: Hayley Westenra e Il Volo





Hayley Dee Westenra ( Christchurch , 10 de abril de 1987 ) é uma soprano da Nova Zelândia de ascendência iirlandesa. Seu Primeiro Álbum denominado Pure alcançou o primeiro lugar nas paradas musicais, categoria Clássico, no Reino Unido em 2003 e vendeu mais de 2 milhões de cópias. 



Ela canta música celta, contemporânea e erudita e já participou de grandes duetos, inclusive com Andrea Bocelli e com José Carreras.








Boy band italiana Il Volo formada pelo trio de tenores Ignazio Boschetto (15 anos), Piero Barone (16 anos) e Gianluca Ginoble (14 anos), Il Volo foi criada em maio de 2009 depois que os três se apresentaram juntos em um show de talentos da Itália, o Ti Lascio Una Canzone. Eles venceram fácil a competição e nomearam o grupo de Il Volo, que significa O Vôo, pois os três tenores estavam iniciando sua carreira para o sucesso.

Depois do show de talentos, não demorou para o trio assinar com a gravadora Universal e lançar mundialmente o disco Il Volo em fevereiro desse ano. Para completar, eles foram os primeiros italianos a assinarem com uma gravadora americana, a Geffen Records. 
















Sorrir faz bem !



É sexta-feira 13!


Mau juiz é juiz mau. juramento na bíblia


Tirinhas do dia: Malhando...


Jornalismo investigativo ou cumplicidade?






Jornalismo investigativo e cumplicidade com práticas criminosas podem estar sendo confundidos. Vale lembrar a afirmação de Paul Virilio: “A mídia é o único poder que tem a prerrogativa de editar suas próprias leis, ao mesmo tempo em que sustenta a pretensão de não se submeter a nenhuma outra”.


Algo de muito errado está acontecendo com a grande mídia no Brasil.

Enquanto empresários da mídia impressa ou concessionários do serviço público de radiodifusão – e seus porta-vozes – reafirmam, com certa arrogância, seu insubstituível papel de fiscalizadores da coisa (res) pública, o país toma conhecimento, através do trabalho da Polícia Federal, de evidências do envolvimento direto da própria mídia com os crimes que ela está a divulgar.

E mais: a solidariedade corporativa se manifesta de forma explícita. Por parte de empresas de mídia, quando se recusam a colocar setores de seu negócio entre os suspeitos da prática de crimes, violando assim o direito à informação do cidadão e o seu dever (dela, mídia) de informar. Por parte de jornalistas, que alegam estarem sujeitos a eventuais relacionamentos “de boa fé” com “fontes” criminosas no exercício profissional do chamado jornalismo investigativo.

Será que – na nossa história política recente – o recurso retórico ao papel de fiscalizadora da coisa (res) pública não estaria servindo de blindagem (para usar um termo de agrado da grande mídia) à indisfarçável partidarização da grande mídia e também, mais do que isso, de disfarce para criimes praticados em nome do jornalismo investigativo?

Imprensa partidária

Historiadores da imprensa periódica nos países onde ela primeiro floresceu, sobretudo Inglaterra, França e Estados Unidos, concordam que ela – ou o de mais parecido com aquilo que hoje entendemos como tal – nasceu vinculada à política e aos partidos políticos. Numa segunda fase, transformou-se em empresa comercial, financiada por anunciantes e leitores. 

No Brasil, as circunstâncias históricas, certamente nos diferenciam dos países citados, mas não há distinção em relação às origens políticas e partidárias da imprensa nativa.

Foi Antonio Gramsci, referindo-se à imprensa italiana do início do século 20, quem primeiro chamou a atenção para o fato de que os jornais se transformaram nos verdadeiros partidos políticos. Muitos anos depois, entre nós, Octavio Ianni chamou a mídia de “o Príncipe eletrônico”.

Apesar disso, a imprensa que passa a se autodenominar de “independente” é aquela que é financiada, sobretudo, pelos anunciantes e, ao longo do tempo, reivindica sua legitimação no princípio liberal do “mercado livre de ideias”, externo e/ou interno à própria imprensa.

No Brasil dos nossos dias, até mesmo os empresários da grande mídia admitem seu caráter partidário como, aliás, já afirmou publicamente a presidente da ANJ.

Jornalismo investigativo

O chamado “jornalismo investigativo” acabou levando a grande mídia a disputar diretamente a legitimidade da representação do interesse público, tanto em relação ao papel da Justiça – investigar, denunciar, julgar, condenar e, eventualmente, perdoar – como em relação à política institucionalizada de expressão da “opinião pública” pelos políticos profissionais eleitos e com cargo nos executivos e nos parlamentos.

Ademais, o assumido papel de oposição partidária parece estar levando setores da grande mídia a não diferenciar “jornalismo investigativo” – e/ou relação com “fontes” – e o exercício de uma prática profissional que escorrega perigosamente para o crime, sem qualquer limite ético e/ou legal.

Jornalismo investigativo e cumplicidade com práticas criminosas podem estar sendo confundidos. Vale, portanto, lembrar a afirmação de Paul Virilio: “A mídia é o único poder que tem a prerrogativa de editar suas próprias leis, ao mesmo tempo em que sustenta a pretensão de não se submeter a nenhuma outra”.

Parece que, lamentavelmente, atingimos a esse perigoso e assustador limite no Brasil.

Venício Lima
Professor Titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de Regulação das Comunicações – História, poder e direitos, Editora Paulus, 2011.

Postado no Blog do Saraiva em 13/04/2012