Viver com sentido






Minimalismo consciencial não é foto de prateleira vazia, é respiração mais funda. É tirar peso do caminho para que a vida volte a caber no peito. Quando diminuímos o barulho das urgências e dos rótulos, cresce o espaço para o que realmente nos move: serenidade, estudo de si, vínculos verdadeiros, serviço silencioso. Não se trata de negar a matéria, e sim recolocar cada coisa em seu lugar, com calma e critério. O essencial ganha contraste quando o supérfluo se aquieta.

O que realmente importa

No fundo, quase todo mundo busca três coisas: paz, sentido e bons encontros. O resto costuma ser cenário. Dinheiro, status e produtividade são úteis até certo ponto, mas viram distração quando passam a ditar nosso valor. Minimalismo, aqui, é um “basta” sereno às pressas e às comparações. É a coragem de perguntar: “Se ninguém soubesse, ainda valeria?”. Quando a resposta é “sim”, estamos mais perto do eixo.

A regra do suficiente

Suficiente não é miséria, é medida justa. É ter o que sustenta dignidade, estudo, afeto e obra — sem sobras que pedem atenção o tempo todo. Muda a pergunta: em vez de “quanto posso ter?”, passamos a “quanto me faz bem cuidar?”. Objetos, tarefas e promessas deixam de ser troféus e voltam a ser ferramentas. O que não serve à lucidez, agradecemos e liberamos, sem drama.

A semana 6×1

Um jeito simples de dar corpo a essa visão: seis dias para cultivar a consciência e um para cuidar da matéria.

Seis dias para o que nutre: leitura que eleva, silêncio, práticas simples, conversa longa, presença com quem amamos, pequenos atos de ajuda.

Um dia para contas, consertos, arrumações e planejamento objetivo.

Não é regra rígida, é bússola. Quando a alma governa a agenda, a matéria rende mais e preocupa menos. Surpreende ver quanta coisa se resolve quando a mente está menos ocupada em provar algo a alguém.

Atenção como a nossa melhor moeda

Atenção é vida canalizada. O minimalismo consciencial começa onde repousamos o olhar. Notícia demais, opiniões demais, telas demais — tudo isso rouba o fio da conversa que precisamos manter com nós mesmos. Em vez de vigiar o mundo inteiro, escolhemos vigiar o coração: o que me deixa leve? O que me enrijece? O que me torna mais disponível para servir? Quando a atenção se purifica, as escolhas ficam mais simples.

Relações sem máscara

Menos gente, mais presença. Não é exclusão, é qualidade. Conversas com pausa, escuta sem ansiedade de responder, encontros sem a vitrine do desempenho. Relações enxutas têm menos ruído e mais verdade. Pedem limites claros, pedidos honestos de perdão e gratidão dita em voz alta. É impressionante como um círculo menor, cuidado com carinho, amplia nossa confiança no mundo.

Trabalho que vira obra

Trabalhar todo mundo trabalha; transformar trabalho em obra é outra coisa. Obra é o que, ao final do dia, deixa um rastro limpo dentro de nós. Nem sempre paga mais, às vezes demanda mais paciência, mas devolve uma alegria que salário nenhum compra. O minimalismo consciencial nos convida a escolher menos metas e mais direção: terminar o que começamos, abrir o que faz sentido, deixar ir o que já cumpriu seu papel.

O gosto da simplicidade

Simplicidade é um sabor: o da comida feita sem pressa, do quarto arejado, do livro lido sem interrupções, do andar sem fones, do riso que não precisa de plateia. Não exige cenário perfeito. Exige presença. À medida que nos afinamos com esse gosto, perdemos o medo de desapontar expectativas alheias. E a vida, generosa, devolve tempo — tempo bom, de qualidade, que antes estava escondido debaixo do excesso.

Pequenos ritos, grandes viradas

Um momento de silêncio ao amanhecer. Uma página de leitura que nos melhora. Uma ajuda concreta, mesmo pequena. Uma conversa sem telas. Um agradecimento antes de dormir. Não precisam ser muitos ritos, precisam ser verdadeiros. Feitos com constância, eles rearrumam por dentro o que parecia impossível por fora.

Quando falta coragem

Haverá dias de recaída, compras por ansiedade, promessas demais, pressa que retorna. Não tem problema. Minimalismo consciencial não é perfeição, é recomeço. É notar a deriva e fazer meia-volta com gentileza. O caminho amadurece na soma dos retornos, não na ausência de tropeços.

Conclusão

Minimalismo consciencial é arte de abrir espaço para a vida real. Menos ruído, mais música. Menos vitrine, mais casa.

A semana 6×1 ajuda: seis dias dedicados ao que somos, um dia para o que temos.

Com atenção mais limpa, relações mais verdadeiras e trabalho que se torna obra, a existência ganha contorno de serviço, beleza e paz. O restante se ajeita, porque encontra o seu tamanho. E a alma, enfim, respira.


Dalton Campos Roque - Sensibilização Consciencial


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Músicas e a Lua



 

 


Mulheres estão se afastando de igrejas evangélicas neopentecostais nos Estados Unidos




Será que Michelle Bolsonaro vai provocar o mesmo êxodo aqui ao defender que as mulheres sejam submissas ao marido? Tomara


Michele na cozinha com o maquiador Augustin. Foto : Reprodução Instagram

 
Um movimento está em alta nos Estados Unidos de Donald Trump: mulheres evangélicas estão abandonando suas igrejas por falta de identificação com as ideias retrógradas dos pastores e líderes, a maioria deles associados ao discurso da extrema direita. A LGBTfobia, a defesa do patriarcado e o antifeminismo, sobretudo, têm afastado as mulheres cristãs do neopentecostalismo, segundo uma reportagem do RNS (Religion News Service).

As ex-vangélicas, como se autointitulam, se manifestam em canais do youtube e tiktok e em podcasts retratando a cultura evangélica como opressiva e doentia em relação às mulheres. O RNS ouviu a influenciadora Taylor Yoder, da Pensilvânia, que começou a questionar suas crenças depois de comparar as falas do pastor da igreja que frequentava desde criança com a realidade de ter amigos LGBTs no trabalho.

“Será que eu realmente acredito que essas pessoas merecem queimar no inferno?”, ela se perguntou. Quando sua família apoiou Donald Trump, Taylor percebeu que a mistura de religião com política não lhe agradava. “O que mais me incomoda é como a política se tornou tão intrinsecamente ligada à igreja. Isso transformou muitos evangélicos na minha vida em pessoas realmente desagradáveis.”

Hoje Yoder tem cerca de 240 mil seguidores no tiktok, onde mantém um perfil chamado skeptical heretic (herege cética, em tradução livre) e critica principalmente a intromissão da religião na política. Outra ex-vangélica, Amy Hawk, autora de O Efeito Judas: Como os Evangélicos Traíram Jesus em Busca de Poder, acredita que as mulheres estejam à frente de um movimento capaz de reformar o cristianismo protestante nos EUA.

“Acredito que Deus está avivando mulheres a se manifestarem. Deus está permitindo isso para que possamos ver a corrupção e nos afastarmos dela”, disse Amy. Após publicar o livro, ela passou a produzir vídeos argumentando, com a Bíblia em mãos, que apoiar Trump é antibíblico. Mulheres que abandonaram a igreja se identificam com o que Amy diz: “Muitas vêm até mim e dizem: ‘Obrigada, eu achei que estava ficando louca’."

Nos últimos dias, vimos duas mulheres bolsonaristas de Santa Catarina se digladiando porque uma delas, Julia Zanatta, prega que é preciso “baixar a cabeça” para Jair Bolsonaro e aceitar bovinamente a indicação de seu filho Carlos, que nunca morou no Estado, como candidato ao Senado. A outra, Ana Campagnolo, ou aceita baixar a cabeça ou vai acabar sendo expulsa do partido. Enquanto isso, num evento do PL Mulher, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pregava a “submissão saudável” da esposa ao marido…

Ao mesmo tempo, no Congresso Nacional, os bolsonaristas conseguiam aprovar um projeto que dificulta às meninas o aborto legal em caso de estupro. Ou seja, empoderaram estupradores e pedófilos e desempoderaram mães e filhas, praticamente obrigando crianças a carregar no ventre o fruto de uma violência sexual. Maior misoginia do que essa, impossível.

Quantas mulheres, evangélicas ou não, aceitariam que suas filhas tivessem bebês de um pedófilo? Quantas aceitam, hoje em dia, ser submissas ao homem? E se elas não aceitarem essa submissão, o que pode acontecer? O discurso ultrapassado das igrejas fundamentalistas que Michelle Bolsonaro ecoa é extremamente nocivo à luta das mulheres num país campeão em feminicídios. É um discurso que se choca com a visão de igualdade entre gêneros que, pelo visto, até algumas bolsonaristas têm –até serem defenestradas, como aconteceu com Joice Hasselmann.

Será que o discurso misógino, antifeminista de Michelle será capaz de provocar um êxodo de mulheres das igrejas bolsonaristas? Tomara.


Nossas verdades interiores são, realmente, verdades?



Chega um momento no qual, todos nós, contemplamos nossos armários e damos conta de que temos muitas coisas que não usamos mais. Experimentamos, temos a reafirmação da nossa rejeição para com algumas de nossas roupas, e colocamo-las de volta nos cabides.

O mesmo acontece com aquele sapato que aperta nosso pé, mas que continua preservado, acondicionado na caixa. Novinho em folha. Existe ainda aquele vestido ou aquela roupa social, que você usou uma única vez e que, efetivamente, não ficou bem em você, mas que, insistentemente, você teima em guardá-la.

Uma amiga querida, a Maria Del Mar, uma vez me disse:
Livre-se de tudo o que você não usa mais, e você verá que vai se sentir melhor. As coisas na sua vida se movimentarão.
Ocorre que os armários das nossas casas não são os únicos locais onde preservamos coisas que não nos são mais úteis. Cada um de nós tem um armário semelhante no nosso interior. Faça uma análise no que você vem conservando na sua mente.

Avalie, com sinceridade, o que você vem, ao longo dos anos, guardando interiormente e faça uma faxina descartando aquilo que não mais tem utilidade para sua vida. Dê um fim a opiniões ultrapassadas, ideias e conhecimentos já superados. Dê uma chacoalhada na árvore de suas amizades para caírem as podres.

Retire da sua vida aquelas pessoas pessimistas, cuja amizade só lhe traz prejuízos, pessoas negativas cuja companhia é nefasta e contraproducente.

Observe, com atenção, aquelas pessoas com senso de criação, pessoas que sonham, que possuem capacidade de realização e junte-se a elas. Não fique aguardando que as circunstâncias o levem a fazer aquela limpeza geral interna. Inicie já e vivencie momentos de crescimento e evolução.

Exercite essa sua capacidade de desprendimento. Crie uma nova vida. Mexa-se...

Eurípedes Reis




Mãe desabafa contra Marcos Mion que romantiza o autismo do filho

 

A romantização de uma situação como essa só reforça a idealização equivocada da mãe “especial e perfeita” que mesmo exausta e negligenciada capengando continua fazendo muito além de suas condições físicas e mentais.
O filho dela não precisava dessa rotina brutal todos os dias que a prejudica enormemente. Essa mãe e mulher é uma cidadã que precisa de descanso e fazer outras coisas alem de pedalar horas por dia. Essa rotina de fazer exclusivamente o que o filho quer e prejudicial ao rapaz e a ela.
Quem em sua vida real tem seus desejos atendidos 7 vezes por semana? Infelizmente a falta de informação, acesso a intervenções, recursos causam um enorme impacto nas vidas de milhões de famílias como essa. Alem disso, a romantização e superproteção fazem com que essa mãe siga essa rotina com a ilusão de que está efetivamente ajudando seu filho. Essa família precisa de ajuda como tantas outras.
Lendo os comentários do post é assustador ver as mensagens dizendo o quanto é lindo e inspirador.
Romantizar a rotina biônica, sofrida de maratonista desta mãe e outras é desumano, não é legal e nem lindo. Posturas que glorificam o sofrimento humano “em nome do amor” são sinais da ignorância, falta de conhecimento do limite do desespero humano. São provas claras do quanto uma mãe precisa provar para ser heroína e ter o título de “ótima mãe amorosa”.
Lembrem das bolhas nos pés, dores físicas e psicológicas que aprisionam essa mãe que tristemente não vê outra saída que ajude realmente seu filho a ter a intervenção que precisa.
Se ela faz esse esforço surreal é por que não tem acesso a TO, fono, atividades reabilitantes que o filho tanto precisa. Vangloriar o sofrimento humano é desumano. Simples assim !

 Professor Lucelmo Lacerda em seu Facebook







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