Nova versão de "O Morro dos Ventos Uivantes estreia nos cinemas brasileiros



Nesta quinta-feira (12), “O Morro dos Ventos Uivantes”, nova adaptação do clássico homônimo da literatura inglesa, estreia nas telonas brasileiras.

Dirigido e escrito por Emerald Fennell – vencedora do Oscar de Melhor Roteiro Original por “Bela Vingança” (2020) –, essa versão promete trazer uma nova roupagem à trágica e apaixonante história que marcou gerações.

Desde o início de seu desenvolvimento, Fennell vem trabalhando a adaptação para que ela dialogue mais diretamente com o público contemporâneo. A tática acabou se refletindo no título do filme, que recebeu aspas, confundindo os fãs e levantando teorias sobre do que se tratava o novo longa.

Em entrevista recente para a Fandango, maior tiqueteira de cinema dos Estados Unidos, a diretora encerrou o mistério ao explicar o uso da pontuação no título:

“Para mim, não acho que seja possível adaptar algo tão denso, complicado e difícil como esse livro. Eu não posso dizer que estou fazendo ‘O Morro dos Ventos Uivantes’. Não é possível. O que posso dizer é que estou fazendo uma versão dele. Tem uma versão que eu me lembro de ler, que não é muito real, e tem uma versão que eu queria que acontecesse, que nunca aconteceu. Então, é ‘O Morro dos Ventos Uivantes’ e não é. Mas, realmente, eu diria que qualquer adaptação de um livro, especialmente de um como este, deveria ter aspas nela”.

Publicado em 1847, “O Morro dos Ventos Uivantes” conta a história de Catherine Earnshaw e Heathcliff, um garoto órfão adotado pelo pai da protagonista. Desde a infância, os dois desenvolvem uma conexão profunda, embora marcada por fatores externos, que os impedem de ficarem juntos. Quando Catherine decide se casar com outro homem, Heathcliff é consumido pela dor e raiva e decide fugir. Anos depois, ele retorna, rico, influente e determinado a se vingar de todos que considera responsáveis por sua infelicidade.

A obra já recebeu diversas adaptações para o cinema e para a televisão ao longo dos anos, sendo a do diretor William Wyler, lançada em 1939, a mais memorável. Entre as recentes, destacam-se a minissérie de 2009, protagonizada por Tom Hardy e Charlotte Riley, e um filme de 2012, com James Howson e Kaya Scodelario nos papéis principais.

Estrelado por Margot Robbie ('Barbie') e Jacob Elordi ('Priscila'), o filme também conta com a participção de diversos outros talentos conhecidos, como Alison Oliver (‘Conversa Entre Amigos’), Shazad Latif (‘Magpie’) e a indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, Hong Chau (‘A Baleia’).

O Morro dos Ventos Uivantes” é uma produção da LuckyCharp, realizada por meio de uma parceria com a Lie Still e a MRC Film.




Entre pseudônimos e tragédias: 
4 fatos sobre Emily Brontë e seu livro 
"O Morro dos Ventos Uivantes"

A obra-prima de Emily Brontë esconde segredos desde sua criação. Conheça a história por trás de um dos romances mais passionais e revolucionários da literatura.

Um retrato de Emily Brontë datado de 1873. A autora de "O Morro dos Ventos Uivantes" morreu ainda bastante jovem, aos 30 anos de idade.

Nem todas as boas obras literárias conseguem alcançar o cobiçado status de clássico, seguindo relevantes para a posteridade. Mas neste seleto grupo está, definitivamente, o romance “O Morro dos Ventos Uivantes" (em inglês “Wuthering Heights”), escrito em 1847 pela autora inglesa Emily Brontë, e que já teve diversas adaptações para o cinema, bem como influenciou gerações de outros escritores.

“O Morro dos Ventos Uivantes” narra uma história de amor apaixonada, mas também destrutiva, ambientada na virada do século 19, e protagonizada por Catherine Earnshaw e Heathcliff. Eles são personagens de duas famílias de latifundiários do interior da cidade de Yorkshire, na Inglaterra – uma área conhecida por suas paisagens lúgubres e terrenos alagadiços que dão uma impressão fantasmagórica para o local.

“Com seu tema de amor obsessivo, ‘O Morro dos Ventos Uivantes’ é, às vezes, classificado como um romance, mas suas descrições sombrias da natureza e elementos de histórias de fantasmas o tornam uma ficção gótica clássica”, define a Encyclopedia Britannica (plataforma de conhecimentos gerais do Reino Unido) sobre a obra.

De olho na obra de Brontë, que está novamente em alta, National Geographic selecionou algumas curiosidades sobre a autora e seu livro, que só fazem aumentar a mística em torno deste clássico. Acompanhe a seguir.

Capa do livro "O Morro dos Ventos Uivantes", um clássico do século 19 publicado até os dias de hoje.

1. Emily Brontë usou um pseudônimo para publicar “O Morro dos Ventos Uivantes”

Em um primeiro momento, Emily assinou sua obra-prima com um nome masculino: Ellis Bell. Mas esta não foi a única vez que ela usou um pseudônimo. Ao lado da irmã Charlotte também publicou um livro de poesias sob a assinatura de Irmãos Bell (que abarcava os nomes Ellis, Acton e Currer), informa a NatGeo Espanha em um artigo dedicado à escritora de “O Morro”.

Em 1850, Charlotte Brontë “pôs fim às especulações sobre o sexo dos irmãos Bell”, explica a fonte espanhola. A escolha dos pseudônimos – que eram Ellis para Emily, Acton para Anne e Currer para a própria Charlotte – estava conectada com o fato de as mulheres não serem respeitadas como escritores na época.

“Não gostávamos de nos declarar mulheres porque tínhamos a vaga impressão de que as autoras podiam ser vistas com preconceito”, chegou a declarar Charlotte certa vez, continua a NatGeo Espanha. Mas ao contrário do que se pregava, o patriarca da família – Patrick Brontë – “incentivou sua educação e criatividade [das filhas], apesar das restrições sociais impostas às mulheres da época", diz um artigo sobre as três irmãs publicado pela plataforma EBSCO (uma das mais influentes do mundo no setor de informação científica, acadêmica e biblioteconômica).

Como resultado, ainda que as irmãs Brontë tenham assinado uma concisa quantidade de obras, é certo dizer que elas se tornaram nomes influentes no século 19 – alcançando reconhecimento até os dias de hoje por suas contribuições importantes à literatura ocidental.

Uma pintura que retrata as três irmãs Brontë – Anne, Emily e Charlotte (da esquerda para a direita). Ela foi feita em 1834 por Branwell Brontë, um dos irmãos da escritora.

2. Emily Brontë tinha irmãs que também eram escritoras

De acordo com um artigo da National Geographic Espanha sobre o tema, Emily Brontë era considerada uma pessoa tímida, “de caráter retraído e enigmático”. O texto da NatGeo espanhola cita o trabalho da biógrafa alemã Winifred Gérin – uma das mais notórias estudiosas da família Brontë – e que descobriu que Emily não teve muitas amigas e era considerada “mal-humorada".

Emily viveu toda a vida com a família e vale citar, em especial, sua convivência com as irmãs Charlotte e Anne, que também eram escritoras. Havia ainda um irmão no clã – o jovem Branwell Brontë. Mas das três irmãs escritoras, somente Charlotte Brontë foi bem-sucedida quando ainda estava viva, já que “Jane Eyre” fez sucesso assim que foi lançada. Ela ainda lançou outros três livros, sendo a mais prolífica das irmãs Brontë.

Já Anne conseguiu publicar apenas dois romances – “Agnes Grey” e “A Locatária de Wildfell Hall”, e “morreu antes de atingir seu pleno potencial como escritora”, continua a fonte da EBSCO.

Página inicial da edição original de "O Morro dos Ventos Uivantes" (1847) com o pseudônimo Ellis Bell usado por Emily Brontë. 

3. “O Morro dos Ventos Uivantes” trouxe temas polêmicos – e até então inéditos – e não fez sucesso inicialmente.

O artigo de NatGeo Espanha reforça a importância do relato social que as páginas do romance de Brontë trouxeram. “A partir da paixão de Catherine e Heathcliff são mostradas situações novas até então, como o maltrato, o alcoolismo ou a decisão de uma mulher”, diz o texto.

Já de acordo com a Britannica, quando foi lançada, a obra-prima de Emily Brontë foi considerada “imoral”, “vulgar” e “pouco artística” por muitos críticos da época. Somente após a morte de Emily Brontë por tuberculose aos 30 anos de idade, cerca de um ano após lançar “O Morro dos Ventos Uivantes” (seu único livro) – a opinião pública geral em torno da obra começou a mudar e seu talento criativo passou a ser reconhecido, continua a plataforma de conhecimento.

Vale ressaltar que tal como em “O Morro dos Ventos Uivantes”, toda a família Brontë viveu em Yorkshire do nascimento à morte.

4. “O Morro dos Ventos Uivantes” e “Jane Eyre” são obras que estão conectadas. “O Morro dos Ventos Uivantes” foi publicado por Emily Brontë em dezembro de 1847, apenas dois meses depois do lançamento de “Jane Eyre”, obra de sua irmã Charlotte – outra história que se tornaria um clássico da literatura gótico-romântica.

Logo em seguida foi a vez de Anne Brontë lançar “Agnes Grey”. Segundo o artigo da plataforma EBSCO, as três obras “exploram temas de moralidade, crítica social e as lutas das mulheres”.

“Apesar de enfrentarem tragédias pessoais, incluindo a morte prematura de seus irmãos e suas próprias lutas com a saúde, as Brontë deixaram um legado duradouro. Suas obras continuam a ressoar e desafiar os leitores com suas representações de personagens femininas fortes e complexas e suas críticas às normas sociais", defende o artigo.






Júlio Verne : o homem que inventou o futuro ( antes de todo mundo )



Hoje, 08 de fevereiro, comemoramos o aniversário de um sujeito que provavelmente olharia para o nosso mundo moderno, coçaria a barba e diria:"Eu avisei".

Sim, estamos falando de Júlio Verne, o escritor francês que praticamente transformou a imaginação em um laboratório de protótipos do futuro. Antes mesmo de existir Wi-Fi, GPS ou viagem espacial de verdade, ele já estava lá, rabiscando ideias que fariam qualquer engenheiro levantar a sobrancelha e qualquer leitor sonhar alto.

Um escritor ou um viajante do tempo?

Nascido em 1828, Júlio Verne não tinha acesso à internet, inteligência artificial ou vídeos explicativos no YouTube - e mesmo assim conseguiu prever submarinos elétricos, viagens à Lua, exploração dos oceanos e até algo muito parecido com helicópteros e arranha-céus modernos. Coincidência? Achamos que não.

Seus livros não eram apenas histórias de aventura. Eram experimentos mentais, misturando ciência, curiosidade e uma boa dose de ousadia. Ele fez da literatura um verdadeiro passaporte para o desconhecido.

Obras que moldaram o imaginário moderno

Alguns títulos são praticamente obrigatórios no "manual da imaginação humana":

Vinte Mil Léguas Submarinas

O Capitão Nemo e o submarino Nautilus surgem décadas antes da tecnologia tornar isso possível. Hoje, submarinos modernos fazem exatamente o que Verne descreveu - só com um pouco mais de botão e menos drama literário.

Da Terra à Lua

Publicado em 1865, descreve uma missão espacial incrivelmente parecida com as viagens reais feitas mais de 100 anos depois. Local de lançamento? Flórida. Parece familiar? 

Volta ao Mundo em 80 Dias

Uma celebração da globalização antes mesmo de ela existir. Hoje, fazemos isso em horas - e ainda reclamamos do atraso do voo.

Viagem ao Centro da Terra

Ciência, aventura e aquela sensação deliciosa de "isso é impossível. mas e se não fosse?"

As invenções que viraram realidade

Júlio Verne não inventou máquinas no papel apenas por diversão. Ele estudava ciência, lia artigos, acompanhava avanços tecnológicos e extrapolava com inteligência. O resultado?

Submarinos avançados;

Foguetes e exploração espacial;

Trajes de mergulho;

Comunicação e transporte em escala global.

Tudo isso faz parte da nossa vida moderna - e tudo isso já estava, de alguma forma, escondido nas páginas de seus livros.

Por que Júlio Verne ainda importa hoje?

Porque ele nos lembra de algo essencial : imaginar é o primeiro passo para criar.

Em um mundo cheio de telas, algoritmos e respostas rápidas, Júlio Verne nos convida a fazer perguntas grandes, sonhar sem pedir permissão e acreditar que o impossível é só uma ideia que ainda não foi testada.

Ele influenciou cientistas, engenheiros, escritores, cineastas e qualquer pessoa que já olhou para o céu e pensou: "E se?"

Um brinde ao visionário

Neste 08 de fevereiro, celebrar Júlio Verne é celebrar a curiosidade, a coragem intelectual e o prazer de imaginar futuros melhores (e mais divertidos).

Então, se hoje você usa tecnologia de ponta, viaja pelo mundo ou se encanta com a exploração espacial, lembre-se:

Talvez tudo isso tenha começado com um escritor, uma caneta e uma ideia ousada demais para o seu tempo.







Lucas Pinheiro Braathen, brasileiro e norueguês, conquista o primeiro ouro do Brasil em esporte olímpico de inverno


 

 

@jpsampaio96 Lucas Pinheiro conquista o primeiro ouro da história do Brasil em um esporte olímpico de inverno #TikTokEsportes #lucaspinheiro #jogosolimpicos #esqui #olimpiadas ♬ original sound - A7mdmc

@ulissesmaiaprefeito É do Brasil! E a gente comemora junto esse marco histórico 🇧🇷❄️ Lucas Braathen conquistou um título inédito para o Brasil, é o campeão da Copa do Mundo de Esqui Alpino. Na disputa, na Finlândia, Lucas superou o atual campeão olímpico e mundial, Clément Noel. Além do troféu e de cerca de R$ 300 mil, ele ganhou uma rena de verdade! A conquista aconteceu em novembro de 2025. Pra todos verem: o esquiador Lucas comemorando a Copa do Mundo de Esqui, dançando. Em seguida mostra parte da descida na competição, e por último, recebendo o troféu. #UlissesMaia #Brasil #CopaDoMundo #Esqui #campeao ♬ som original - UlissesMaia

@claudia.chan.azev #Repost @canal_rancatoco Conheça Lucas Braathen, porta-bandeira do Brasil nas Olimpíadas de Inverno Lucas Braathen é o atleta do Brasil que pode conquistar a primeira medalha olímpica de inverno da história do país. Neste vídeo, você conhece a trajetória de Lucas , campeão mundial de esqui alpino, porta-bandeira do Brasil em Milão-Cortina 2026 e namorado da atriz Isadora Cruz, estrela da TV Globo. #lucasbraathen #OlimpíadasDeInverno #timebrasil #esqui ♬ som original - Claudia-chan Azevedo 🐑👑

O tempo da Alma



Há um tempo que não obedece relógios
Ele não desperta com alarmes, nem se apressa com prazos.
É o tempo da alma —
suave como brisa, firme como raiz.

Enquanto o mundo grita “vai!”,
ela cochicha: “espera”.
Enquanto os olhos correm para frente,
ela convida a voltar.

E se não a ouvimos, ela adoece.
Se a apressamos, ela se esconde.
Se a esquecemos, ela grita —
não com palavras,
mas com cansaços que não passam,
lágrimas que não sabemos explicar,
vazios que não se preenchem com nada.

A alma tem o dom de amadurecer no escuro.
Ela germina em silêncios,
aprende nos intervalos,
floresce quando ninguém está olhando.

E, às vezes, parece que estamos parados.
Mas por dentro, estamos sendo moldados.
O que o mundo chama de estagnação,
a alma chama de preparo.

É preciso coragem para não correr.
Para não se comparar.
Para olhar a própria história com gentileza e dizer:
“Eu estou no meu tempo. E ele é sagrado”.

Há quem tente ensinar a alma com fórmulas.
Mas ela só entende a linguagem do sentir.
Não quer metas. Quer presença.
Não exige pressa. Quer verdade.

Cada alma tem sua estação.
Há quem floresça no verão,
mas há quem só se permita abrir no outono —
quando as folhas caem,
quando tudo parece fim,
mas é justamente aí que começa o reencontro.

O tempo da alma não é o do mundo.
Mas é nele que a vida encontra sentido.

Se você sente que está demorando…
não está.

Está no exato ponto do caminho em que deveria estar.
Nem antes, nem depois.

Confie.
A alma sabe onde mora.
E, cedo ou tarde, ela volta.
Com calma.
Com ternura.
Com tudo o que é seu por merecimento de existência.


Criadora do SerenaVita Terapias, um espaço digital onde a psicoterapia, o tarot, o yoga e a radiestesia dançam com a escuta, o silêncio, o acolhimento e o sentir. Caminha ao lado de quem deseja florir por dentro, soltar pesos antigos e reencontrar a alma no passo mais leve de cada recomeço.




Para conectar-nos com nossa Essência e Alma, basta o contato 
com a Natureza e belas músicas. 








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Um raio contra a imbecilidade


  





Saudade . . .


 






Canadá rompe com os EUA e lidera o mundo contra Trump

 



Um psicólogo best-seller alerta : essa crença comum pode estar sabotando sua felicidade




Por Gabriel Pietro

Por muito tempo, felicidade veio com “lista pronta”: casar, ter filhos, comprar casa e carro, subir na carreira, manter a saúde em dia e guardar dinheiro.

Só que esse pacote começou a perder força quando as pessoas passaram a admitir que a vida real muda de rota, dá errado às vezes e, ainda assim, pode ter sentido.

O problema é que, junto dessa liberdade maior, veio uma cobrança nova (e barulhenta): a de parecer bem o tempo todo — principalmente quando a tela do celular virou vitrine de sorrisos, viagens e dias perfeitos editados.

Nesse cenário, uma frase antiga continua bem atual. Ao estudar o tema, Sigmund Freud já alertava que a ideia de “felicidade constante” é, no fim das contas, uma meta impossível.

Em outras palavras: se você se mede por um padrão de alegria permanente, a conta não fecha — e a ansiedade cresce, porque qualquer tristeza vira “falha” em vez de algo humano.

É justamente aí que entra Tal Ben-Shahar, psicólogo israelense conhecido por popularizar a chamada ciência da felicidade e autor do best-seller Happy Habits (com lançamento previsto no Brasil).

Depois de décadas pesquisando o assunto — e dialogando com autores como o próprio Freud — ele bate numa tecla incômoda: uma das maiores barreiras para se sentir bem é acreditar que uma vida “ideal” não deveria ter emoções dolorosas.

Quando a pessoa compra essa crença, ela começa a tratar tristeza, raiva, inveja e frustração como inimigas que precisam ser eliminadas, e não como sinais que pedem escuta e ajuste.

Em entrevista, Ben-Shahar critica o que ele chama de “tirania do estar bem”: a pressão para manter uma imagem sempre leve, produtiva e resolvida. Só que emoção não funciona por decreto.

O que muda é a relação com ela: reconhecer o desconforto, dar nome ao que está acontecendo e evitar o efeito dominó de culpa (“estou triste, logo tem algo errado comigo”).

Para ele, esses estados fazem parte da condição humana e podem servir de treino mental — desde que a pessoa pare de lutar contra o fato de sentir.

Em vez de vender fórmula, o psicólogo defende um conjunto de hábitos diários em áreas diferentes.

Ele fala de cuidado físico (movimento e descanso de verdade), estímulo intelectual (aprender e exercitar curiosidade), relações sustentadas por vínculos bons, um senso de propósito que não depende de religião e, claro, o lado emocional: encarar de frente o que incomoda, sem fingir que não existe.

Outra ideia central do livro e das pesquisas citadas por ele é simples e pouco “instagramável”: mudanças consistentes costumam vir de ações pequenas repetidas com frequência, não de viradas radicais que prometem consertar tudo de uma vez.

É aí que mora a armadilha: buscar uma vida sem sentimentos difíceis — e ainda se culpar quando eles aparecem — como se isso fosse o preço obrigatório da felicidade.