Cássia Marques : Finalista do Prêmio Avon Color de Maquiagem 2013


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O make de Cassia Marques para o Prêmio de Maquiagem Avon (foto Avon/divulgação)


Cássia Marques é uma mulher vibrante, simpática e tem conceitos bem delineados sobre beauty artist. 

Semifinalista na categoria Social, que mora e trabalha em Belo Horizonte. Ela faz questão de explicar que é autoditada - "só fiz um curso de cabeleireira e fui trabalhar em um salão, observando sempre os maquiadores de lá", conta. 

Determinada, Cassia - graduada em Letras e Publicidade - deixou o emprego público (era funcionária concursada) e há quase quatro anos ganha a vida entre pincéis, máscaras, sombras e batons.

Ela começou em casa, maquiando a filha, e o resultado veio devagarzinho, fazendo o make de amigas e conhecidas. 

Enquanto montava sua maleta de produtos, ia espalhando cartões e criando uma rede de contatos. 

Hoje, tem parcerias com alguns fotógrafos e um mailing de clientes, que inclui noivas, madrinhas, debutantes e maquiagem para festa.

Ela conta ainda que estar entre os semifinalistas foi uma emoção e chegou a consultar o site várias vezes, conferindo se seu nome (e make) estavam mesmo lá. "Meus planos são de aproveitar ao máximo todo o conhecimento que a Avon puder proporcionar".

Para ela, o mais interessante é que a mulher, além de bonita, estabeleça uma conexão com a maquiagem. "É preciso que a pessoa se reconheça, mesmo com um make para a festa, sem se tornar mera personagem", diz.

Para isso, Cássia realça os traços bonitos e faz pequenas correções que valorizam olhos, sobrancelhas, boca, deixando a pele luminosa e sem olheiras. 

Ela começa pelos olhos - a pele já deve estar limpa, tonificada e hidratada - com aplicação de sombras, máscara e curvex. Delineador e cílios postiços dependem da persona e se o make é para festa, tipo nasci assim ou para algum evento informal. "Começando pelos olhos, evito sujar a pele", explica. 

Confira algumas dicas de Cássia:

* Chego a misturar duas cores de base, até chegar ao tom de pele dos braços e do colo.

* Em peles mais maduras, reduzo a aplicação de pó, evitando o efeito craquelado (partido).

* Nas peles oleosas, uso base em pasta e completo com pó compacto.

* Uma máscara de gelo, antes de aplicar a base, ajuda a fechar os poros.

* Sempre uso primer, que ajuda a fixar a maquiagem e uniformizar a pele.

* Make para o dia deve ser suave. Uso primer, base levinha, batom rosado, máscara para cílios (sem exageros) e aplico o blush para um efeito saudável e natural.

* Para definir a sobrancelha, prefiro lápis. Faço uma ponta bem fina, desenho os pelinhos nas falhas e depois passo uma escovinha. A sobrancelha fica definida, sem pesar o rosto.

* Só uso o corretivo depois de aplicar a base, de preferência corretivo amarelo para eliminar o cinza. Depois, aplico o pó.

* Para quem usa batom líquido, a dica é, além de contornar a boca com o lápis, cobrir todo o lábio, antes de aplicar o batom. Fixa melhor e evita que escorregue.

* Peles claras combinam com todas as cores de batom, dos rosados, laranjas, nudes ao vermelho e vinho.

* Para peles morenas ou negras, prefiro tons acobreados, incluindo marrom e dourado. Uma dica é passar uma camada leve de batom vermelho antes. O vinho intenso e mais escuro também é uma opção.




Makes de Cássia Marques







Eu gostaria de um dia não ter medo por pior que pareçam as situações


Eu gostaria de um dia não ter medo por pior que pareçam as situações



Eliana Kruschewsky


Ainda existe um grande número de pessoas que não sabe, mas estamos aqui neste planeta buscando evolução. Parto do princípio de que não nascemos aqui por acaso e que nossa vida não se resume a viver, sobreviver, conservar a espécie, comer, ter sexo, dinheiro, poder, sucesso, enfim. Se fosse só por isto, a vida não teria sentido, pois tudo isto muda o tempo todo e vai e vem sem explicação. Não é verdade?

Como sou pesquisadora dos comportamentos humanos, metafisicamente falando, fui buscar respostas ao sentido de estarmos aqui e descobri um mundo muito significativo que não nos apresentaram na escola, na família, na sociedade, nem mesmo nas religiões e crenças. Pelo menos, não em uma linguagem acessível à nossa mente.

Por lógica, fui descobrindo que podemos ter várias funções na vida: posso ser professora, posso ser terapeuta, posso ser palestrante, posso ser escritora, porém, só posso ter uma missão. Logo, você pode ter função de engenheiro e ter uma missão específica aqui neste planeta como sentido de sua existência. 

Fui descobrindo que existem vários "Eus" dentro de nós e para cada pessoa se apresenta um "Eu" deste à altura do "Eu"do outro. Muitas vezes, os "Eus" que nos estimulam podem não ser bons. Daí, sugere-se vigiar-nos para não estagnarmos. Fui descobrindo que somos muito mais importantes na vida um do outro do que imaginamos ser, até porque temos uma missão única na vida de cada um que se relaciona conosco.

Fui descobrindo um sentido para estar viva aqui neste planeta e analisando, profundamente, descobri que embora aqui seja muito bonito, muito prazeroso, muito gostoso de viver, sabores mil, céu lindo, lua maravilhosa, é um planeta de testes, provas e, principalmente, uma grande universidade que uns chamam de prisão e outros chamam de reformatório, mas prefiro chamar de Universidade Planeta Terra.

E depois descobri que viemos aqui para nos aperfeiçoar, mas que para isto precisamos estar diante de situações que parecem nos achatar, justamente para melhorar alguns de nossos "Eus", pois a sensação de perda ou de achatamento é uma sensação do Ego inflamado e indignado. Tais situações surgem durante uma convivência familiar, social, profissional. Todo tipo de convivência é uma oportunidade de aprendermos algo. Acontece que o ser humano só aprende sentindo dor, já percebeu isto? É como pagar multa: dói no bolso, logo, não ultrapassarei mais a velocidade permitida... A pergunta é: então, por que não respeitou a velocidade anunciada? Seres humanos...

Ainda neste exemplo, podemos observar a convivência entre familiares, principalmente pai, mãe e filhos. Já percebeu como tem pai que mesmo amando seu filho, o "esmaga na parede"? E este filho que tem um "Eu" inflamado, rebela-se e reage na mesma sintonia e intensidade? Estamos diante aí de uma oportunidade de nos melhorarmos. Como? Vigiando um de nossos "Eus". 

Temos estes Eus, mas não somos estes Eus. Então, descobri a liberdade de ser Eu em essência e para isto, só tem um caminho: O CAMINHO DA VERDADE E DO AMOR.

Ser verdadeiro consigo mesmo é admitir nossas qualidades, nossos defeitos, reconhecer nossos Eus chatinhos e doutriná-los, reconhecer nossos "Eus" interessantes e edificá-los. Parece difícil? É difícil. Para isto, estamos aqui para aprender, pois tudo parece muito difícil até que aprendamos a lidar com as situações e daí se torna fácil.

Assim, conquistei minha PAZ. Saí da vibração contagiante e contaminante em que vivia e onde muitos vivem e pulei fora do trem que descarrilhou, atraída pela paisagem que eu via passando pela janela e esta paisagem chama-se PAZ.

Resolvi fazer as pazes comigo mesma. Confraternizando meus "Eus" e edificando minha essência natural, verdadeira e pacificadora.

Para isto, precisamos de coragem, combustível importante para que não se abortem atitudes antes de alcançar o final.

Ainda não cheguei ao final, pois estou aqui matriculada e feliz em estar neste planeta e consciente de que não tem outro caminho a não ser o caminho da Verdade e do Amor incondicional para nos mantermos imunes às contaminações mentais e emocionais que nos propõem.

Ter fé no Divino é ter fé em sua missão em seu propósito aqui, mesmo sem saber qual seja sua missão (a esta altura do campeonato você já deve desconfiar qual seja). O Universo nos propõe a oportunidade de vibrarmos o amor de acreditar no bem, mesmo vivendo rodeados pelo mal. E daí? Acreditar no bem, no que dará certo, no que tem de bom para nós aqui, acreditar na paz, na felicidade, acordar leve e sorrir para o dia e agradecer por estar vivo é tudo de bom. 

Não quero lhe deixar cheio(a) de perguntas, sei que o assunto é profundo e merece mais detalhamentos, mas a essência do que escrevi, sei que entenderá, pois é Divino assim como sou, assim como todos somos, basta nos descontaminarmos e vibrarmos com a nossa essência verdadeira chamada AMOR. (que não é este amor cantado nas músicas sertanejas). 

É o amor sadio, livre, real, que nada teme e quanto menos medo tivermos, maior será nossa convicção e direcionamento para vivermos equilibradamente e, assim, atrairmos situações de mesma sincronicidade.



Postado no site Somos Todos Um



Anabolizantes: drogas proporcionam músculos perfeitos e graves sequelas




Moda animal print 2013










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De fato, o rei está nu, mas de gravata



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Juremir Machado da Silva


Em 1775, enquanto a massa passava fome, a rainha perdia a cabeça pela primeira vez.

A segunda seria definitiva.

– Se não tem pão, que comam brioches – disse.

O rei, quando a massa se revoltou, perguntava-se:

– Por que estão agindo dessa maneira?

No Rio de Janeiro, a massa foi às ruas urrar contra aumentos nas passagens de ônibus. Pouco depois, a filha do “rei dos ônibus”, deu de barato e casou-se usando um vestido de R$ 3 milhões.

Três dias depois, a turba quebrou o bairro chique do Leblon.

Um observador teria exclamado:

– Por que estão agindo assim? Não vejo nexo nisso tudo.

O Brasil vem gritando há mais de um mês: o rei está nu. Mas nem todos querem ouvir. Nem ver. Há uma diferença entre pornografia e obscenidade. Toda pornografia é obscena. Nem toda obscenidade é pornográfica. A pornografia é a obscenidade gratuita ou com interesse comercial. Pode-se estar nu vestindo terno e gravata. Os deputados federais e senadores estão nus. Renan Calheiros vive pelado e mãos nos bolsos para proteger seus ganhos. Até Joaquim Barbosa, presidente do STF, vem sendo desnudado. O mais incrível é que, quanto mais o Brasil enxerga a pornografia por trás das fatiotas, mais os nossos representantes tentam fingir que não é com eles.

A nudez maior, obscena, mostra tudo da crise de representatividade que abala o país. Os eleitos, embora votados, não conseguem mais representar a população, ou parte dela, que lhes joga na cara o desprezo sentido. A regra do jogo democrático consiste no reconhecimento pelo todo do escolhido pela parte. Quando o todo já não consegue reconhecer a legitimidade do eleito pela parte, o sistema está nu ou apodrecendo. Os seus formalismos não conseguem esconder as imperfeições do conteúdo. Os vereadores de Porto Alegre foram desnudados pelos jovens que se instalaram na Câmara de Porto Alegre. Se não se faz omelete sem quebrar os ovos, não se passa por uma crise de representatividade e de legitimidade sem excessos. Na política, porém, a ordem dos fatores, vale repetir, pode alterar o produto. Os indignados brasileiros estão dizendo faz tempo que não suportam mais os excessos dos eleitos. No extremo, responde-se a excesso com excesso.

Qual o pior excesso? Os mais conservadores perderam o equilíbrio, saudosos dos tempos em que podiam silenciar seus oponentes no grito. Nos tempos atuais o que se exige é transparência: nudez total dos negócios públicos. Os jovens que se manifestam nas ruas querem levantar o véu, tirar a cobertura, revelar, descobrir aquilo que sempre é escondido por razões técnicas, políticas ou simplesmente sem explicação. Toda relação dos entes públicos com empresas privadas deve ser divulgada em todos os seus detalhes. O resto é pornografia. Renan Calheiros na presidência do Senado é um ato pornográfico chocante. Henrique Eduardo Alves na presidência da Câmara de Deputados é pornografia barata. A impossibilidade de se fazer uma reforma política já por consulta popular é indecente e resulta dos bacanais dos nossos representantes, que se misturam em todas as posições.

O rei está nu. O rei é político. Mas não é sem políticos que se resolverá o problema. A solução passa por mostrar todos pelados até que a bandalheira seja compreendida na sua profundidade ou na sua superficialidade escatológica. O discurso moralista quer cobrir as vergonhas políticas com folhas de parreira e reformas superficiais. O Brasil só vai sair da crise de legitimidade e de representatividade quando toda a pornografia política estiver exposta em praça pública, a começar pelas relações incestuosas com empresas de ônibus. O falso moralismo precisa virar moralidade.

A pornografia maior é um vestido de R$ 3 milhões com o dinheiro das passagens de ônibus.


Postado no blog Juremir Machado da Silva em 19/07/2013
Imagens inseridas por mim


O que o Papa vem fazer no Brasil?



Emir Sader

Estava na programação do papa anterior, que o novo papa cumpre, a visita ao Brasil. É claramente parte de um plano do Vaticano para tentar recuperar terreno perdido nas últimas décadas no continente considerado o mais católico do mundo.

O Papa João Paulo II havia feito uma opção estratégica de alinhamento com os EUA e a Inglaterra, para protagonizar, junto com Ronald Reagan e Margareth Thatcher, a ofensiva final contra a URSS, para provocar o desenlace favorável ao bloco imperialista na guerra fria. Fez parte disso a repressão e o enfraquecimento fundamental da teologia da libertação – que poderia ter sido a versão popular do catolicismo. 

A forte ofensiva do Vaticano contra a teologia da liberação matou a galinha dos ovos de ouro do catolicismo e abriu campo para todas as variantes evangélicas, que ocuparam o espaço que poderia ter sido ocupado pela teologia da libertação. Ao invés de se fortalecer, a Igreja Católica entrou numa profunda – e provavelmente irreversível – decadência.

A vinda do papa ao Brasil – considerado o maior país católico do mundo – tem como objetivo tentar recuperar espaço perdido nas últimas décadas, na contramão das tendências de enfraquecimento da adesão a religiões e da expansão das várias correntes evangélicas.

Mas o papa não traz nenhum discurso atraente, especialmente para as novas gerações, maioritárias no Brasil e na América Latina. Mais além da participação da relativa quantidade de jovens nas manifestações da vinda dele, nada indica que o papa possa recuperar prestígio e adesão ao catolicismo no Brasil e no nosso continente.

Nos temas que preocupam os jovens e o mundo contemporâneo, o papa não tem nada a dizer. Seu discurso tem se revelado conservador nos temas básicos que interessam aos jovens e que poderiam renovar o discurso da Igreja: papel das mulheres na Igreja, aborto, divórcio, entre outros.

Há uma campanha publicitária, tentando projetar uma imagem simpática do novo papa, uma ação contra a antipatia e a falta total de apelo do papa anterior. Mas nada além da imagem dele.

Propagava-se que, como o novo papa é argentino, ilusórias previsões de que já não viriam dois milhões, mas dois milhões e meio, o que rapidamente naufragaram. Fala-se agora de menos da metade disso e, certamente, mais de 90% vindos do Brasil.

A visita do papa terá um efeito instantâneo, nada mais do que isso, produto de uma campanha publicitária de projetar algum líder conservador em um mundo em que os estadistas do bloco ocidental – Obama, Merkel, Hollande, Rajoy, Cameron, entre outros – têm suas imagens muito deterioradas.

Mas à falta de discurso atraente – mais além dos apelos demagógicos e vazios sobre a miséria, a paz, o revigoramento da espiritualidade, etc. –, nada se pode esperar de duradouro da visita do papa, que partirá como veio, sem nenhuma capacidade de fortalecer uma Igreja Católica brasileira com autoridades oficiais conservadoras e inexpressivas. 

A direita conseguirá apenas episodicamente projetar a imagem simpática do papa atual, sem nenhuma ingerência na situação do Brasil e da América Latina.


Emir Sader é sociólogo e cientista, mestre em filosofia política e doutor em ciência política pela USP - Universidade de São Paulo.


Postado no site Carta Maior em 18/07/2013