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Entenda a Operação Lava Jato e seu final agora !


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PEPE ESCOBAR: MORO PERDEU A UTILIDADE E FOI DESCARTADO PELOS EUA


247 - O jornalista especialista em geopolítica Pepe Escobar falou à TV 247 sobre a interferência dos Estados Unidos na política brasileira no contexto do escândalo do vazamento das conversas entre o ex-juiz e atual ministro Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato, divulgado pelo The Intercept. Para Pepe, Moro perdeu a utilidade para os Estados Unidos.

O jornalista explicou que Moro era um ativo americano, ou seja, uma espécie de ferramenta para os planos estadunidenses no Brasil. Porém, na avaliação de Pepe Escobar, o ministro perdeu sua utilidade e é, agora, dispensável. "O fato de que o governo Bolsonaro agora já está sendo visto, a nível global, como falido, em crise, incapaz de governar, incapaz de passar o que eles tinham prometido, liderado por um alguém que tem um QI sub zoológico e impopular, e inclusive criticado dentro de setores do próprio Deep State americano, o Moro era um ativo desses caras. Os Estados Unidos tentam o tempo todo remexer as regras do tabuleiro. Moro já cumpriu o papel, o papel dele é o que ele fez até colocar o Lula na cadeia, depois disso pode jogar fora, não tem mais importância", avaliou.

Pepe Escobar ainda liga os vazamentos de conversas entre Moro e procuradores da Lava Jato ao Deep State norte-americano. "Se alguém fosse fazer o PowerPoint, que aquele pobre coitado também com o QI zoológico fez com o Lula no meio, o PowerPoint iria colocar o Moro no meio de toda essa articulação. O que nos leva a motivação de quem vazou a Vaza Jato? A quem interessa isso? Fundamentalmente ao Deep State americano para reorganizar o tabuleiro de uma maneira em que eles possam ir mais fundo nos objetivos fundamentais deles que são: separar o Brasil de Rússia e China custe o que custar. Eles não têm o menor interesse em política interna brasileira, o que interessa são os objetivos estratégicos a longo prazo".

Ele também avalia que Moro pode ter seu futuro balizado pelo "paraquedas dourado", e explica: "Ele pode ter com certeza, e isso na hora que acontecer vocês todos vão ver, o famoso paraquedas dourado. Ele pode dar palestra em universidades americanas, publica um livro nos Estados Unidos e ganha um monte de dinheiro de direitos autorais, então esse paraquedas já está acertado. Não era exatamente o que o Moro queria, o Moro queria ser presidente, não vai rolar, não vai rolar porque ele era uma pecinha em um esquema muito maior".

No vídeo abaixo, a entrevista completa :








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O Buraco Negro está aqui, engolindo Lulas e Assanges






Neto Tavares

O buraco negro é uma enorme quantidade de massa concentrada em um espaço assaz reduzido. Seu campo gravitacional é tão forte que ele atrai para si tudo o que se aproxima dele, inclusive a luz.

Incarna-se como tal, alegoricamente, o movimento obscurantista mundial que nos assola à présent. Na seara geopolítica global, as forças totalitárias contemporâneas parecem engolir para seu corpo caótico o progresso civilizatório, manifestado, por exemplo, através das tradicionais e novas ciências, do bom senso moral dos indivíduos, da liberdade de se expressar, de denunciar descalabros – como os crimes de lesa-humanidade cometidos no Iraque e no Afeganistão - fabricados nos porões do Deep State americano e também por uma política que conseguiu dignificar ao menos trinta milhões de pessoas que sofriam com a fome.

Alongando a metáfora, é sabido que dentro de um buraco negro o espaço-tempo é deformado. Por que não, por conseguinte, acatar a possibilidade de que voltamos aos tempos da escravidão e do colonialismo, encampados pelo falso e subserviente Messias, da caça às bruxas e à idade da força bruta, exemplificadas pela destruição de um projeto soberano de poder e pelo assassinato do direito de asilo e da legítima liberdade de expressão?

Lula e Assange são duas faces da mesma gigantesca moeda americana. Estão os dois incrivelmente ligados nesse processo de aniquilação das vozes progressistas imprimido pelas forças mais maquiavélicas do buraco negro.

O novo processo de tomada da América Latina pelos Estados Unidos (também conhecido como Make Latin America Quintal Again), evidenciado pela destituição de Dilma, pelas perseguições a Rafael Correa e Cristina Kirchner, com o cerco à soberania venezuelana e especialmente pela prisão de Lula, foi brilhante e veementemente denunciado por Julian Assange. Os vinte e nove grampos de telefones do governo Dilma, revelados pelo Wikileaks, são outra bela amostra da força caoticamente avassaladora do Deep State. 

Desse maneira e por conseguinte, a decadência do império gerador do buraco negro terráqueo o faz agir com a mão pesada. Praticam, “karmicamente”, a pior forma de terrorismo. Atentam contra o jornalismo investigativo, assassinam as leis do direito internacional e a soberania das nações. Estrangulam com a mão da “democracia” o pescoço da liberdade (precisa frase de Maria Zakharova, representante da chancelaria russa).

Nesse mesmo tom, Chomsky, visceral como de costume, afirmou que a caça a Assange é bastante similar à que sofreu e continua sofrendo Lula. Segundo ele, há uma tentativa de silenciar as vozes de ambos, lembrando da prisão de Gramsci sob o fascismo. Chomsky ressalta a proibição de Lula fazer declarações públicas e afirma que "ele é o prisioneiro político mais importante do mundo. Você ouve alguma coisa [na imprensa] sobre isso? Bem, Assange é um caso similar: temos que silenciar essa voz."

A exacerbação do poder geoestratégico dos EUA, c’est à dire a perseguição covarde que se manifesta na tentativa de silenciamento das duas vozes mais ressonantes atualmente no que diz respeito à luta pelo estabelecimento de uma sociedade mais transparente e igualitária é, muito provavelmente, o último esforço de um imperialismo capenga que sente mas não aceita a ascensão inexorável da China ao posto de primeira potência mundial. Sem falar dos russos, que detêm o maior poderio militar e que trabalham eficazmente com os chineses no projeto Euroasiático.

É incontestável que o buraco negro sugou, nestes nossos tempos nebulosos, este cordão de elevação civilizatória umbilicalmente ligado de Lulas a Assanges (ou vice-versa). O lawfare produzido contra esses dois gigantes personagens deste século e muito bem denunciado por Geoffrey Robertson, advogado de ambos (coincidência?), é mais uma batalha vencida pela força tirânica. Só que a guerra pelo domínio do discurso político está longe do seu fim. Esta luta é secular.

Prefiro, assim, acreditar na teoria de Stephen Hawking sobre a possibilidade de chegarmos a outros universos depois da passagem por um buraco negro. "Se cair em um buraco negro, não se renda", disse Hawking em uma entrevista coletiva em Estocolmo, na Suécia. "Há uma saída." Em 2004, Hawking surpreendeu o mundo com um novo estudo, denominado O Paradoxo da Informação em Buracos Negros, em que mudava sua própria versão: em vez de absorver tudo, os buracos negros permitem que certas radiações escapem. Deste modo, um buraco negro deixaria de ser o poço infinito que destrói tudo o que cai nele, e sua fronteira não estaria tão definida como se pensava.

As luzes radiantes de Lula e Assange são tão potentes que conseguirão escapar desse buraco para o qual a humanidade foi haurida. Criarão, com a ajuda de todos nós perseguidos políticos, um processo cósmico que desencadeará num universo mais humano, sincero, verdadeiro, respeitoso e igualitário.



Neto Tavares   Neto Tavares  -  Formado em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco. Estágio no Tribunal de Contas de Pernambuco. Advogado com ênfase em Direito Constitucional.













E nos Estados Unidos . . .


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Ex-garçonete, latina de 29 anos é eleita deputada mais jovem da história dos EUA




Ocasio-Cortez é um estímulo pela diversidade nos EUA



“ Trump não está pronto para uma garota do Bronx.”

Alexandria Ocasio-Cortez foi eleita com mais de 70% dos votos a congressista mais jovem da história dos Estados Unidos. Com apenas 29 anos, ela desembarca em Washington com a certeza de que um mundo melhor é possível.

Desde que entrou diretamente para a política, a vida de Alexandria se transformou. Há um ano atrás ela trabalhava em um bar de Nova York para garantir o sustento da família. Agora, vai defender os direitos do moradores do bairro do Bronx no Distrito de Columbia.

“Isso foi possível por causa do esforço coletivo da comunidade. Nossas ações são poderosas e capazes de promover mudanças”, declarou Ocasio-Cortez durante o discurso da vitória.

Alexandria é filha de mãe porto-riquenha e pai norte-americano e faz parte da ala progressista do partido, os Democratas Socialistas da América. Sua eleição representa o crescimento da onda progressista que vem tomando conta do país após dois anos de governo Trump.

“Nosso bairro está muito orgulhoso. Somos latinos, trabalhadores e imigrantes. Não temos a representatividade que merecemos e precisamos”, explicou Ocasio-Cortez ao HuffPost em junho. 

Multiplicidade é a palavra de ordem. Assim como o Queens, o Bronx é um dos bairros mais diversos dos Estados Unidos. Estas são, inclusive, as principais plataformas da campanha da jovem, que defende o acesso à saúde para todos, garantia de empregos a nível federal e a abolição da Agência de Imigração e Alfândega. 

A vitória de Ocasio-Cortez vai de encontro com boas novas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. O país endossou o discurso de indígenas, muçulmanas e mulheres negras. Com isso, o Partido Democrata recuperou o controle da Câmara Baixa, colocando pressão nos últimos dois anos de governo Trump. 






Postado em Hypeness




O #EleNão entrega o petróleo e bate continência á bandeira americana !











Fraude na eleição e Sean Mitchell e Bryan Pitts comentam sobre as eleições 2018










Postado em TV 247 em 18/10/2018 



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Abandonar o racismo e o extremismo. Ativista conta por que deixou o movimento neonazista nos Estados Unidos







Aos 14 anos, Christian Picciolini passou de adolescente ingênuo a supremacista branco, e logo, a líder da primeira gangue de skinheads neonazistas dos Estados Unidos. Como ele se radicalizou e como, no final, saiu do movimento? Nesta palestra corajosa, Picciolini compartilha a solução surpreendente que encontrou para conferir novos rumos à sua existência.


Christian Picciolini

Tradução: Maurício Kakuei Tanaka. Revisão: Leonardo Silva

Vídeo: TED Ideas Worth Spreading


Christian Picciolini é, hoje, um especialista em ações contra-extremismos e racismos. Dedica a vida e todas as suas forças para ajudar vítimas dessas duas aberrações comportamentais, e também aqueles que caíram nas malhas de organizações extremistas e racistas e não sabem como sair delas.


Christian Picciolini


Christian Picciolini conhece muito bem esse mundo por ter vivido e militado nele durante muitos anos. Depois de abandonar o movimento supremacista branco skinhead que ele mesmo ajudou a construir nos Estados Unidos durante os anos 1980 e 1990, ele se graduou em relações internacionais na DePaul University. Logo depois, lançou o Goldmill Group, uma empresa de mídia global e de consultoria sobre contra-racismos. Em 2016, Picciolini ganhou um Prêmio Emmy por seu papel na produção de campanhas publicitárias anti-ódio e por ajudar pessoas a se desengajar de grupos extremistas violentos.

Vídeo : Palestra de Christian Picciolini no TED







Tradução integral da palestra de Christian Picciolini:


Minha saída do extremismo violento começou há 22 anos, quando denunciei o racismo e saí do movimento skinhead americano de supremacia branca que ajudei a construir.

Eu tinha apenas 22 anos na época, mas já havia passado 8 anos, desde meus 14 anos, como um dos primeiros e mais jovens membros e, por fim, líder dentro do movimento de ódio mais violento dos EUA.

Mas não nasci dentro do ódio; na verdade, foi bem o contrário. Tive uma infância relativamente normal. Meus pais eram imigrantes italianos que vieram para os EUA em meados da década de 1960 e se estabeleceram na parte sul de Chicago, onde depois se conheceram e abriram uma pequena loja de artigos de beleza. Logo após eu nascer, as coisas ficaram um pouco mais difíceis. Eles lutavam para sobreviver cuidando de uma família jovem e um novo negócio, trabalhando, muitas vezes, 7 dias por semana, 14 horas por dia, assumindo dois, três empregos para garantir o básico para sobreviver. Era praticamente impossível a meus pais terem tempo para passar comigo. Mesmo sabendo que me amavam muito, eu crescia me sentindo abandonado. Sentia-me solitário e comecei a me afastar e a ficar ressentido com meus pais e a ter muita raiva. Conforme eu crescia, passando pela adolescência, comecei a tentar conseguir a atenção de meus pais.

Um dia, aos 14 anos, eu estava fumando em um beco, e um homem, com o dobro de minha idade, cabeça raspada e botas pretas, surgiu na minha frente e arrancou o cigarro da minha boca. Ele colocou a mão no meu ombro, olhou-me nos olhos e disse: “Isso é o que os comunistas e os judeus querem que você faça para mantê-lo submisso”. Eu tinha 14 anos. Trocava cartões de beisebol e assistia a séries de TV. Nem sabia o que era um judeu.

É verdade. O único comunista que eu conhecia era o cara russo malvado de meu filme Rocky favorito.

Já que estou aqui, abrindo meu coração a vocês, posso revelar que não sabia nem mesmo o significado da palavra “submisso”.

Mas era como se o homem daquele beco tivesse me atirado um salva-vidas. Por 14 anos, eu me senti marginalizado e discriminado. Tinha baixa autoestima. Sinceramente, não sabia quem eu era e qual era meu lugar, ou meu propósito na vida. Eu estava perdido. Da noite para o dia, pelo fato de aquele homem ter me resgatado e eu ter agarrado aquele salva-vidas com todas as minhas forças, deixei as séries de TV para me tornar um completo nazista. Da noite para o dia.


“Make America Great Again”, lema de seguidores de Donald Trump e
também de neonazistas norte-americanos


Comecei a ouvir a retórica e a acreditar nela. Comecei a ver bem de perto como os líderes daquela organização, cujo alvo eram jovens vulneráveis que se sentiam marginalizados, os atraíam com promessas que não eram cumpridas. Então, comecei eu mesmo a recrutar, por meio da produção de música sobre a supremacia branca. Logo me tornei o líder dessa organização abominável, liderada pelo homem que encontrei naquele beco e que me recrutou naquele dia: o primeiro skinhead neonazista americano que me radicalizou. Nos oito anos seguintes, acreditei nas mentiras que me contaram. Embora não visse evidência alguma do que me contaram, eu não hesitava em culpar cada judeu do mundo pelo que considerava ser um genocídio de brancos europeus, promovido por eles por meio de uma pauta multiculturalista. Eu culpava as pessoas de cor pelo crime, pela violência e pelas drogas na cidade, ignorando completamente o fato de que eu cometia atos de violência diariamente, e que, em muitos casos, eram os supremacistas brancos que distribuíam as drogas no centro das cidades. Eu culpava os imigrantes por tirar os empregos dos brancos americanos, ignorando completamente o fato de que meus pais eram trabalhadores imigrantes que lutavam para sobreviver, apesar de não conseguirem ajuda de ninguém.

Nos oito anos seguintes, vi amigos morrerem, outros serem presos e inúmeras vítimas e suas famílias serem torturadas. Ouvi histórias terríveis de mulheres do movimento, brutalmente estupradas pelos mesmos homens em quem foram induzidas a confiar. Eu mesmo cometi atos de violência contra pessoas somente pela cor da pele, pela orientação sexual, ou o deus em quem acreditavam. Eu armazenava armas para o que eu considerava uma guerra racial iminente. Frequentei seis escolas; fui expulso de quatro delas, de uma das quais, duas vezes. Há 25 anos, compus e toquei música racista, que chegou à internet décadas depois e de certa forma inspirou um jovem nacionalista branco a entrar num templo sagrado de Charleston, na Carolina do Sul, e massacrar nove pessoas inocentes.

Mas, então, minha vida mudou. Aos 19 anos, conheci uma garota que não fazia parte do movimento e não era nada racista. Eu me apaixonei por ela. Aos 19, nós nos casamos e tivemos nosso primeiro filho. Quando segurei meu filho nos braços naquele dia, na maternidade, não apenas me reconectei com parte da inocência que eu havia perdido aos 14 anos, mas aquilo também começou a me fazer refletir sobre as questões importantes que me levaram ao movimento, identidade, comunidade e propósito, coisas que mexiam comigo quando ainda jovem. Eu passei a questionar novamente quem eu era. Eu era um semeador de discórdia neonazista, ou um pai e marido carinhoso? Minha comunidade era aquela que eu havia construído ao meu redor para alimentar meu próprio ego, pelo fato de eu sentir ódio por mim mesmo e querer projetar isso nos outros, ou era aquela que eu havia fisicamente gerado? Meu propósito era destruir o planeta ou torná-lo um lugar melhor para minha família? De repente, era como se uma tonelada de tijolos tivesse me atingido, e fiquei bem confuso em relação a quem eu tinha sido naqueles últimos oito anos. Se eu tivesse sido corajoso o bastante para sair naquele momento, para entender minha luta interior, talvez a tragédia pudesse ter sido evitada.


A tensão racial durante as manifestações dos supremacistas brancos
e seus opositores pode chegar a níveis extremos


Em vez disso, assumi um compromisso. Deixei as ruas pelo bem da minha família porque eu estava preocupado com a possibilidade de ser preso ou acabar morto, e eles precisarem se virar sozinhos. Então, deixei de ser líder e abri uma loja de discos para vender, é claro, música da supremacia branca que eu importava da Europa. Mas eu sabia que, se fosse apenas uma loja racista vendendo música racista, a comunidade não me deixaria ficar lá. Decidi, então, abastecer as prateleiras com outro tipo de música, como punk rock, “heavy metal” e hip-hop. Embora a música de supremacia branca que eu vendia correspondesse a 75% de minha renda bruta, porque as pessoas vinham de todo o país para comprá-la da única loja que a vendia, eu também tinha clientes que entravam para comprar outro tipo de música e que depois começaram a conversar comigo. 

Um dia, entrou um adolescente negro visivelmente triste. Decidi lhe perguntar o que havia de errado. Ele me disse que sua mãe havia sido diagnosticada com câncer de mama. De repente, esse adolescente negro, com quem nunca tive uma conversa ou interação significativa, fui capaz de me conectar com ele, porque minha mãe também havia sido diagnosticada com câncer de mama, e pude sentir a dor dele. Em outra ocasião, um casal gay entrou na loja com o filho, e ficou óbvio para mim que eles amavam o filho com o mesmo amor profundo com que eu amava o meu filho. De repente, eu não conseguia mais defender ou justificar o preconceito em minha mente. 


“Suástica Yankee”, livro de Christian Picciolini 


Decidi retirar do acervo da loja a música de supremacia branca quando fiquei envergonhado demais de vender na frente de meus novos amigos. É claro que a loja não conseguiu se manter, e tive que fechá-la. Ao mesmo tempo, perdi quase tudo na vida. Usei isso como uma oportunidade para me afastar do movimento do qual eu havia participado por oito anos, a única identidade, comunidade e propósito que havia conhecido durante a maior parte da minha vida. Então, eu não tinha ninguém. Perdi meu sustento porque fechei a loja. Não tinha um ótimo relacionamento com meus pais, embora eles tentassem. Minha esposa e meus filhos me deixaram, porque eu não havia deixado o movimento e me livrado rápido o bastante. De repente, não sabia mais quem eu era, onde me encaixava,ou qual era meu propósito. Fiquei arrasado por dentro e, muitas vezes, acordava de manhã desejando não ter acordado.

Uns cinco anos depois disso, uma de minhas poucas amigas, preocupada com meu bem-estar, chegou para mim e disse: “Você precisa fazer alguma coisa, porque não quero que você morra”. Ela sugeriu que eu me candidatasse a um emprego onde ela trabalhava, em uma empresa chamada IBM. Sim, também achei que ela havia enlouquecido.

Lá estava eu, um ex-nazista coberto por tatuagens de ódio. Não tinha feito faculdade. Fui expulso de várias escolas inúmeras vezes. Não tinha nem mesmo um computador. Mas fui até lá e, de algum modo, milagrosamente, consegui o emprego. Fiquei animado.

Então, fiquei apavorado ao descobrir que, na verdade, haviam me colocado de volta em minha velha escola, a mesma da qual fui expulso duas vezes, para instalar os computadores. Era a escola em que eu havia cometido atos de violência contra os alunos e o corpo docente, protestado em frente à escola por direitos iguais para os brancos e feito até mesmo um ato de ocupação na cafeteria defendendo a criação de um centro acadêmico branco.

É claro que, como um carma, nas primeiras horas, vem em minha direção o sr. Johnny Holmes, o segurança negro rigoroso com quem eu tinha me envolvido em uma briga, que me expulsou da segunda vez e me retirou algemado da escola. Ele não me reconheceu, mas eu o vi e congelei, não sabia o que fazer. Eu era esse homem adulto agora, anos fora do movimento, e estava suando e tremendo. Mas decidi que tinha que fazer alguma coisa, que precisava sofrer as consequências pelo que fiz, porque, durante cinco anos, tentei superar isso. Tentei fazer novos amigos e cobrir as tatuagens com mangas compridas, e eu não admitia isso, porque tinha medo de ser julgado da mesma forma que eu havia julgado as outras pessoas. Decidi que iria ao estacionamento, atrás do sr. Holmes, o que talvez não tenha sido a decisão mais inteligente.

Quando o encontrei, ele estava entrando no carro, e coloquei a mão em seu ombro. Quando ele se virou e me reconheceu, ele recuou porque ficou com medo.Eu não sabia o que dizer. Finalmente, as palavras saíram da boca, e tudo o que pude pensar em dizer foi: “Me desculpe”. Ele me abraçou, me perdoou e me incentivou a perdoar a mim mesmo. Reconheceu que aquela não era a história de um garoto arrasado e sem rumo que acabaria em uma gangue ou na prisão. Ele sabia que era a história de todo jovem vulnerável à procura de identidade, comunidade e propósito, que encontrou um obstáculo e não pôde superá-lo, caindo em um caminho sombrio. Ele me fez prometer uma coisa: que eu contaria minha história a todos que quisessem ouvi-la. Isso foi há 18 anos, e tenho feito isso desde então.

Vocês devem estar se perguntando agora: “Como um bom garoto, filho de imigrantes trabalhadores, acaba caindo no mau caminho?” Uma palavra: fossas. Isso mesmo: fossas. Tive muitas fossas quando era garoto. Todos nós já tivemos. A fossa, quando permanece, quando não é resolvida, quando não recebe cuidados, pode nos deixar em perigo, confinados, perdidos em corredores muito escuros. As fossas podem ser coisas como trauma, maus-tratos, desemprego, negligência, problemas de saúde mental não tratados, até mesmo privilégios. Se nos depararmos com muitas fossas em nossa jornada pela vida, e não tivermos recursos nem ajuda para passar por isso ou para nos tirar disso, bem, às vezes, pessoas boas acabam fazendo coisas ruins.

Uma dessas pessoas que tinha fossas era Darrell. Darrell é do norte do estado de Nova York. Ele tinha lido minha biografia, e ficou muito triste com o final dela. Eu tinha saído do movimento e ele continuava lá. Ele me enviou um e-mail e disse: “Não gostei da maneira como ficaram as coisas”. Eu disse: “Bem, lamento”. Mas, se quiser conversar sobre isso, com certeza poderemos”.

Após algumas semanas de idas e vindas com Darrell, descobri que ele era um militar veterano de 31 anos, que havia sido ferido e estava muito bravo por não poder ir ao Afeganistão para matar muçulmanos. Um dia, ao telefone, ele me disse que tinha visto um muçulmano rezando no parque e tudo que queria fazer era chutar a cara dele. Viajei para Buffalo no dia seguinte, sentei com Darrell e lhe perguntei: “Você já conheceu um muçulmano antes?” Ele disse: “Não! Por que eu iria querer fazer isso? Eles são maus, não quero nada com eles”. Eu disse: “Tudo bem”. Então, eu me desculpei e fui ao banheiro. Peguei meu telefone e procurei no Google a mesquita local, e liguei para eles em silêncio no banheiro. Eu disse: “Com licença, imam, preciso de um favor. Conheço um cristão que adoraria aprender mais sobre sua religião. Você se importa se passarmos aí?”

Levou um tempo para convencer Darrell, mas finalmente chegamos lá. Quando bati na porta, o imam disse que só tinha 15 minutos para nos atender, porque estava se preparando para uma reunião de orações. Eu disse: “Aceitamos”. Nós entramos e, duas horas e meia depois, saímos depois de nos abraçarmos e chorarmos e de modo muito estranho ficarmos amigos falando sobre Chuck Norris por algum motivo.

Não sei o que foi aquilo, mas foi o que aconteceu. Fico feliz em dizer agora que Darrell e o imam podem ser vistos na barraca de falafel local, almoçando juntos.

Vejam, trata-se de uma desconexão entre nós. O ódio nasce da ignorância. O pai dela é o medo, e a mãe é o isolamento. Quando não compreendemos algo, temos tendência a ficar com medo, e, se nos afastarmos, esse medo aumenta e, às vezes, se transforma em ódio. Desde que saí do movimento, ajudei mais de 100 pessoas a se livrarem dos movimentos extremistas, de grupos supremacistas brancos, e até de grupos jihadistas. Não faço isso discutindo com eles, nem debatendo, nem lhes dizendo que estão errados, mesmo que às vezes eu quisesse. Não faço isso. Pelo contrário: não os afasto, mas os trago para perto e escuto com muita atenção às suas fossas e começo, então, a preenchê-las. Tento tornar as pessoas mais fortes, mais autoconfiantes, mais capazes de terem habilidades para concorrer no mercado de trabalho para não terem que culpar o outro, que nunca conheceram.

Antes de ir, gostaria de deixar a vocês uma última coisa. Todas as pessoas com quem trabalhei lhes contarão a mesma história. Primeiro, elas se tornaram extremistas porque queriam pertencer a alguma coisa, e não por causa de ideologia ou dogma. E, segundo, o que as tirou de lá foi receber compaixão das pessoas de quem elas menos esperavam, quando menos a mereciam.

Gostaria, então, de deixar um desafio a vocês: saiam hoje, amanhã – espero que todos os dias – encontrem alguém que vocês acham que não merece sua compaixão e lhe ofereça compaixão, porque garanto a vocês que são essas pessoas as que mais precisam.

Muito obrigado.



Postado em Brasil 247 em 23/08/2018



Saiba quem são os culpados de o Brasil estar assim . . .


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Entenda porque os Estados Unidos querem mudar o governo na Venezuela



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Brasil volta a ser um quintal



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O golpe final na nossa Democracia : condenação de Lula pelo TRF4

























“Gente, onde está a moral? Quando um juiz viola as leis do próprio país, quando ele posa com políticos suspeitos de corrupção e fere os direitos básicos de um cidadão. Cadê a seriedade? Quando o Ministério Público monta um circo midiático, faz acusações graves sem apresentar nenhum fato, só por pura convicção. Cadê a coerência? Quando a Justiça se nega a aceitar a perícia dos documentos que comprovam a inocência de uma pessoa. Cadê a verdade? Quando a mídia manipula notícias, inventa manchetes e coloca os brasileiros contra o homem que mais fez pela nação. Agora, mesmo depois de tantas ilegalidades, você ainda acredita que o Lula é culpado? Eu te pergunto: cadê a prova contra Lula?”, diz o vídeo protagonizado pelos artistas (assista a seguir).








NO CAMINHO COM MAIAKÓVSKI  




Assim como a criança humildemente afaga

a imagem do herói, 

assim me aproximo de ti, Maiakóvski. 

Não importa o que me possa acontecer 

por andar ombro a ombro 

com um poeta soviético. 

Lendo teus versos, 

aprendi a ter coragem. 

Tu sabes, 

conheces melhor do que eu 

a velha história. 


" Na primeira noite eles se aproximam 

e roubam uma flor

do nosso jardim.

E não dizemos nada.

Na Segunda noite, já não se escondem: 

pisam as flores, 

matam nosso cão, 

e não dizemos nada. 

Até que um dia, 

o mais frágil deles 

entra sozinho em nossa casa, 

rouba-nos a luz, e, 

conhecendo nosso medo, 

arranca-nos a voz da garganta. 

E já não podemos dizer nada."


Nos dias que correm 

a ninguém é dado 

repousar a cabeça 

alheia ao terror. 

Os humildes baixam a cerviz; 

e nós, que não temos pacto algum 

com os senhores do mundo, 

por temor nos calamos. 

No silêncio de meu quarto 

a ousadia me afogueia as faces 

e eu fantasio um levante; 

mas amanhã, 

diante do juiz, 

talvez meus lábios 

calem a verdade 

como um foco de germes 

capaz de me destruir. 


Olho ao redor 

e o que vejo 

e acabo por repetir 

são mentiras. 

Mal sabe a criança dizer mãe 

e a propaganda lhe destrói a consciência. 

A mim, quase me arrastam 

pela gola do paletó 

à porta do templo 

e me pedem que aguarde 

até que a Democracia 

se digne a aparecer no balcão. 

Mas eu sei, 

porque não estou amedrontado 

a ponto de cegar, que ela tem uma espada 

a lhe espetar as costelas 

e o riso que nos mostra 

é uma tênue cortina 

lançada sobre os arsenais. 


Vamos ao campo 

e não os vemos ao nosso lado, 

no plantio. 

Mas ao tempo da colheita 

lá estão 

e acabam por nos roubar 

até o último grão de trigo. 

Dizem-nos que de nós emana o poder 

mas sempre o temos contra nós. 

Dizem-nos que é preciso 

defender nossos lares 

mas se nos rebelamos contra a opressão 

é sobre nós que marcham os soldados. 


E por temor eu me calo, 

por temor aceito a condição 

de falso democrata 

e rotulo meus gestos 

com a palavra liberdade, 

procurando, num sorriso, 

esconder minha dor 

diante de meus superiores. 

Mas dentro de mim, 

com a potência de um milhão de vozes, 

o coração grita - MENTIRA !


Autor : Eduardo Alves da Costa



Maduro : " Não seremos escravos do império norte-americano. Nunca ! "



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Nota do Blog Por Dentro Em Rosa :


O Brasil não teve o mesmo espírito de amor a seu país, que o Presidente Hugo Chavez sempre teve pela Venezuela e agora o Presidente Maduro está tendo, assim como o povo venezuelano.


Os Estados Unidos enviou para Curitiba os primeiros resultados da espionagem na Petrobras e apoiou todas as arbitrariedades da Operação Lava Jato, para que resultasse, exatamente, na retirada da Presidente Dilma com um golpe midiático jurídico parlamentar. E com um golpe jurídico midiático estão tentando impedir que o Ex-Presidente Lula seja candidato na eleição de 2018, se houver. 

Agora estamos assistindo a entrega do nosso petróleo para empresas norte-americanas. Infelizmente.

E é, exatamente, por causa do petróleo da Venezuela que os Estados Unidos estão tentando retirar o Presidente Maduro do poder, mas como o presidente conta com o apoio das Forças Armadas, do Supremo Tribunal Federal, de boa parte da mídia pública e do povo, está muito difícil usar as mesmas manipulações e manobras empregadas aqui no Brasil. 

E Trump não exitará em invadir a Venezuela para conseguir seu nefasto objetivo ! E para isto conta com o apoio total de nosso Governo golpista e entreguista.



11 de Setembro : 16 anos e 16 fatos



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A fase atormentada do Brasil : punir seu maior líder sem provas para estancar a soberania nacional






Walter Santos


Desde 2003 quando Lula implodiu a ALCA - mercado latino-americano dos EUA já acertado com FHC e optou por reforçar/implantar o MERCOSUL, além do mais transformar o Brasil pelas politicas de inclusão social, estava decretada ali a Guerra dura e, antes silenciosa, que deságua em 2017 com a Justiça Federal (Moro e STF) e o MPF querendo puni-lo a qualquer custo sem provas. A maior das causas: ter Lula gerado a elevação do Brasil e da soberania nacional.

Os intelectuais do Mundo Jurídico chamam todo o contexto no Brasil de Lawfare - o uso da Lei para perseguir. É a politização judicial em nome da Ideologia conservadora à Direita e a serviço do Capital.

SÍNTESE A PARTIR DE ZÉ DIRCEU

Lula está sendo responsabilizado pelo Juiz Sérgio Moro por crimes que não cometeu, ou seja, nunca esteve conivente com desvios da Petrobras, como estiveram os principais lideres do PMDB e PSDB (FHC, Temer, Aécio, etc) - conforme denúncias comprovadas, mesmo assim é punido por um Triplex e um Sitio com propriedade constatada em Cartório como de Terceiros.

Agora mesmo, o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, oferece denúncia contra Lula e Dilma Rousseff mais uma vez sem provas, como a querer relativar para a opinião pública a postura imparcial do MPF tentando punir os Petistas por delitos cometidos por Temer, PMDB, PSDB, etc.

Mas, se faz pertinente lembrar que a Guerra vencida contra o PT começou no governo Lula com a punição de diversos lideres petistas, a partir do Mensalão, atingindo mortalmente o sucessor natural de Lula, o ex-ministro José Dirceu, da Casa Civil, alijado da politica também sem provas.

A IRA DA MÍDIA

De todos os lideres do PT nenhum conseguiu superar José Dirceu pela capacidade de interpretar fatos e adotar politicas da Geo-Politica pela premissa de resultados em favor do Socialismo, da valorização do Governo a serviço de mudanças pró os mais necessitados, mesmo sem ignorar o dialogo com o Capital.

Foi Zé Dirceu como chefe da Casa Civil quem mexeu no maior vespeiro desconhecido do grande público - ou seja, a bilionária verba publicitária do Governo, até 2002 (FHC) acessada apenas por 196 empresas - com o Grupo Globo abocanhando mais de 50%.

É a partir deste dado que emerge a ira contra ele, Luiz Kushiner, Lula, Dilma e o PT.

Para se ter uma ideia real: Lula deixou o Governo com mais de 5 mil empresas acessando à verba publicitária do Governo e Dilma acima de 8 mil.

Lembrem-se que era apenas 196.

SOBERANIA E LIDERANÇA DO BRASIL

A causa do Golpe Parlamentar no Brasil já comprovado pelo papel nefasto disposto do vice Michel Temer ao lado de centenas de parlamentares, a maioria comprada com dinheiro publico desviado, tem a ver com as mudanças sociais estruturantes dos governos Lula/Dilma e a conquista da liderança global do Brasil na Geopolítica internacional obtendo a condição de 6a Economia e líder dos BRICS sem pedir licença aos Estados Unidos.

Em síntese, punir Lula sem provas convincentes é atestar o retrocesso institucional avalizado pelo MPF e a Justiça, ambas distantes de sua missão devendo gerar muitas reações, entre elas a revolta popular.

Mas, pelo que se atesta em vários segmentos a luta continuará pela Soberania nacional.



Postado em Brasil 247 em 09/09/2017